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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Entretanto... a nossa sala

Fecham-se as portas cá de casa quando se quer algum silêncio e sossego e esperasse que ninguém nos venha bater à porta. Não estou nada satisfeita com o sítio onde temos a nossa casa, é verdade, mas também é verdade que estou muito feliz com a nossa mini casinha. Está a mostrar-se suficiente para nós, e sinto-me bem nela. No que à casa diz respeito, não sinto falta alguma da anterior. 

Cada dia faz-se mais um pouco, dá-se mais um jeitinho e pouco a pouco as coisas vão ficando cada vez mais com ar de "lar", para nos fazer sentir bem com o espaço que habitamos. Hoje, pensei em mostrar-vos os avanços da nossa sala. 

As nossas paredes continuam brancas, e muito despidas, mas o mesmo não se pode dizer dos móveis que já se começam a compor e a aproximar-se do fim que eu tinha em mente. Neste último fim de semana, estive sozinha em casa e pude avançar com mais alguns toques. Por exemplo, montei o móvel para a tv (que nem sequer trouxemos ainda), e coloquei um tapete que já tinhamos no chão da sala para fazer um teste. Há uns dias, na última idea ao Ikea, gostámos imenso de dois, mas visto ficar numa zona de passagem, tenho medo que se estrague em três tempos. Vou ver de quanto em quanto tempo preciso de limpar (a fundo!) este antes de investir num que seja 100% a nossa cara. Se bem que como qero colocar alguns toques em cinzento, gostei muito de ver este também no nosso chão. 


Enquanto não temos a tv nesta casa (que colocaremos na parede), mantenho duas plantinhas (mais sobre elas, para breve, noutro post) em cima do móvel e uma almofada (ou várias) porque não gostei de ver o espaço tão vazio. A prateleira de cima do móvel está destinada à box e leitor de dvd. Em baixo, colocarei cestos ou caixas para arrumação de multimédia. 


Ao lado do móvel estão dois puffes que também têm arrumação no seu interior. Um contém lençóis, o outro está vazio para já. Comprei ambos há vários anos e por serem branquinhos estão encardidos, precisam de umas forras novas que farei (um dia destes...), mesmo porque a gata costumava afiar as unhas neles. Estão ai porque ainda não pensei muito bem onde quero metê-los. Para já, ficam por aqui. 


Na foto abaixo, vê-se uma parte da sala, é estreita mas comprida. Ao fundo, fica a entrada da casa, aquele espelho foi aproveitado de uma mobília de quarto que tive e ainda o quero transformar para se enquadrar mais naquilo que procuro fazer por cá. O sofá cama também veio connosco do apartamento e pretendemos trocar, mas não é uma prioridade, por isso vai esperar. A cor dele é vermelho e até gosto de ver, mas tem alguns anos e está manchado, por isso, coloquei uma colcha preta e sempre fica mais dentro do estilo que procuro. As almofadas (todas as pretas e brancas fui eu que fiz há alguns anos também). 


A estante está a fazer a separação visual entre cozinha e sala, uma vez que é um open-space. Os cubos que ficam escondidos atrás do sofá contêm caixas com coisas que não usamos com frequência. As que estão completas contêm livros e cds, que ainda pretendo reorganizar, já que não estou completamente satisfeita. Também quero comprar alguns cestos para espalhar pelos vários cubos para guardar aquelas coisas que não gostamos de ter em exposição. Por cima, coloquei mais uma planta, mas não ficou nestas fotos. Ao lado do sofá, ainda tenho um  cadeirão que mal se vê na foto, e mais uma estante de 4 cubos igual à que está na entrada por detrás deste. Quando mostrar a parte da cozinha e o outro canto da sala, poderão ver melhor. 


O que não se vê é o canto mais desarrumado da sala, onde neste momento ficam a arca congeladora e a secretária que neste momento tem a minha máquina de costura em cima.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A Arte de Organizar a Sua Vida |Hideko Yamashita|


Há uns dias atrás fui a Lisboa, para não me aborrecer muito na viagem, levei o livro que a minha amiga me ofereceu. O livro é A Arte de Organizar a Sua Vida de Hideko Yamashita (da editora Alma dos Livros) que tinha começado a ler no mês passado mas que acabou por ficar de parte logo a seguir porque me distraí a costurar desde então. 

Retomei então o livro durante a viagem para lá, mas foi na viagem de volta que mais li, e que fiquei a pouquíssimas páginas de o terminar. Sabem os livros da Mari Kondo? Pois bem, este não é muito diferente, embora o seja. Assim que comecei a ler achei que ia gostar mais deste método abordado pela autora. Esse método é o dan-sha-ri e começou por fazer muito sentido. 

Basicamente o dan significa fechar a porta àquilo que não merece entrar na nossa vida; o sha, livrar-nos do que já temos mas não precisamos, e o ri eliminar o desejo de adquirir o que não precisamos. Muito do que li no livro já coloco em prática, faz-me muito sentido, mas por outro lado, passagens houve em que fiquei de pé atrás. 

O desapego é bonito, é verdade. Cria em nós espaço para nos sentirmos bem connosco e com o que nos rodeia. Quando temos menos, a nossa vida fica bastante facilidade, mas promover o desapego só porque sim, não me parece bem. Nós temos realmente uma relação com as coisas, e por exemplo trocar de roupa todos os anos pareceu-me um desperdício. Ao fazê-lo estamos a promover o consumo de mais roupa. Não! Isso para mim não dá. Mesmo que uma peça de roupa tenha 20 anos, se estiver em condições e eu gostar (e usar!), com certeza não me vou descartar dela. 

Conseguir relacionar o peso que as coisas podem conter nas nossas vidas, nos relacionamentos e nas escolhas que fazemos é algo que se pretende quando se pratica o método dan-sha-ri. Pessoalmente, quando sai do comboio vinha cheia de vontade de começar a tirar coisas de casa para doar. Infelizmente cheguei tarde e ainda tinha costuras para terminar para o dia seguinte, caso contrário tinha-me jogado certamente à tarefa. 

Vale sempre a pena ler este tipo de livros, a meu ver pelo menos, pois acabo sempre por me sentir um pouco mais motivada a atingir certos objetivos, e também aprendo sempre algo novo. E vocês já o leram? Se sim, o que acharam? 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

falemos de estantes



Já vos disse que adoro o IKEA? Não? Pois é, adoro! E não, ninguém me está a pagar para dizer isto que este não é um blog XPTO, para vender opiniões... anywayzzzz (sim! sei que é com s no fim!)... estou muito feliz por ao fim de tanto tempo termos um aqui mais perto e poder contar com essa loja quando tiver que mobilar a minha casa.

Tenho andado a pesquisar a gama Kallax, ando cada vez, mais e mais apaixonada pelas opções e formas de a aproveitar em quase todos os espaços/divisões. Há uns dias comprei esta que mostro acima e por acaso até nem foi na loja, e sim em 2ª mão no OLX, metade do preço da nova e ainda vinha com quatro cestos incluídos, ou seja, paguei mesmo muito pouco o que me deixou super feliz. 

Quando a comprei ainda nem sabia muito bem em que canto a meter, sabia que era um óptimo negócio e que a queria, para já vai morar no meu closet (que chiquesa, vou ter um closet!!!) por ser escura. Pretendo comprar móveis brancos ou outras cores claras como a madeira natural, para todas as divisões já que a casa é pequena e assim carrega menos. 

Tenho duas estantes de quatro cubos como esta, que não sendo do IKEA, são iguais, só que já têm rodas incluídas.
Gostei desta ideia para as reaproveitar. 

Para além da Kallax, há outras gamas que gosto bastante e que ando d'olho nelas. Por exemplo creio de vou optar pela Besta para os móveis da sala, e talvez a Eket para o quarto dos miúdos, mas ainda não está decidido, uma vez que pretendo fazer a decoração (a parte da arrumação/móveis isto é) aos poucos. Inicialmente quero mesmo ter o essencial para que nos possamos mudar com algum conforto.


E por falar no quarto dos miúdos, ainda antes de 2017 acabar, conseguimos dar lá um pulinho na loja e já trouxemos as duas camas (que serão ainda adaptadas para irem de encontro às nossas necessidades), os colchões e uma Kallax como a da foto acima que vamos usar na horizontal, à qual ainda vamos adicionar umas rodinhas e umas almofadas por cima para criar um banco. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Verão e Inverno já cabe no meu roupeiro

daqui

O Outono continua sem qualquer vontadinha de aparecer por aqui, ainda assim ontem já retirei toda a minha roupa mais quente. Abri o sommier só para tirar de lá um conjunto de lençóis para mudar a minha cama, já que o meu rico filho tinha vomitado nela, mas meti os olhos nos sacos cheios de roupa e pensei "não é tarde, nem é cedo, é já!", e tirei aquilo tudo para fora. Espalhei as roupas em cima da cama e fui separando por tipo (já estava mais ou menos assim). 

Não arrumei ainda a parte do marido, não tive paciência e por isso ainda tenho dois sacos e uma caixa de arrumação no chão do quarto à minha espera, mas arrumei toda a minha roupa. Fiquei tão contente, porque mesmo ser ter tirado a de verão, consegui que coubesse tudo no meu roupeiro, que já de si é pequeno. 

Ok, é verdade que destralhei algumas peças (um saco cheio de supermercado), tanto de verão como de inverno, mas não foram tantas assim perto daquilo que tinha para arrumar. 

A verdade é que tenho conseguido destralhar várias áreas cá de casa nos últimos dias e isso tem-me mantido motivada a continuar. Amanhã espero tirar mais uma série de coisas cá de casa, e tenho andado a ganhar coragem para destralhar a minha costura. Já consegui jogar fora um saco enorme de pequenos retalhos que não davam basicamente para nada, mas que achei sempre que is usar (e nunca uso), para mim, foi uma enorme vitória. Agora é ir tirando mais tralha aos bocadinhos. 

sábado, 8 de julho de 2017

#Destralhar


Acontece-me todos os anos. Depois das festas dos anos dos miúdos - que por sinal coincide sempre com fins de escolinhas e mais festas e tal e coiso - a minha casa acaba invariavelmente ainda mais caótica que o normal. Demoro a colocar tudo em ordem, confesso. Deixo tudo fora do lugar com esta minha mania de fazer com as mãozitas que tenho tudo o que uma festa precisa. Então tudo - ou quase vá - o resto fica ao seu abandono. 
E depois são as prendas que entram. Sacos para aqui e para ali, papel de embrulho, embalagens de cartão e mais plástico. Brinquedos novos espalhados, juntam-se com os velhos que ainda não foram retirados e guardados/doados. A minha sala não parece um infantário, porque esses tendem a ser organizadinhos, parece mais um templo de putos loucos varridos dos miolos. 

E eu deixo. Depois, começo a achar que já é demais, que fazer um pouco todos os dias não está a ser o suficiente, que tudo volta a ficar de pernas para o ar mais depressa do que eu consigo ir organizando. E depois... ah... depois dá-me os vipes! Mete-os a dormir cedo e só paro quando o corpo não aguenta mais. 

Ontem à noite foi assim. Destralhei cozinha, corredor, casa de banho, dispensa. E soube-me tão bem meter uma série de coisas em sacos e caixas para tirar cá de casa e voltar a ver pequenas espaços vazios novamente, desimpedidos da tralha que lhes vou arrimando aos poucos. 

terça-feira, 21 de março de 2017

A maior dificuldade!

daqui

A minha maior dúvida quando penso em mudar de casa é: Onde vou guardar as minhas coisas? E por minhas coisas estou a falar de todo o material referente aos meus hobbies. Eu sou fã incondicional do DIY desde que me lembro de ser gente, por isso, tenho uma série de ferramentas que não lembram a ninguém. 

Para além disso, a costura é parte considerável na minha vidinha, e eu tenho todo um quarto dedicado só a ela, com mesa de corte, mesa para as máquinas, manequins (sim, plural) roupeiro cheio de tecidos, linhas, fitas, fechos, e tanto, tanto mais! 

Muitas vezes, penso em dar tudo, livrar-me sem dó nem piedade de tudo isto, ficar só mesmo com aquilo que me toca mesmo muito, mas depois, na hora de executar tal tarefa, sinto-me completamente incapaz de o fazer. Não consigo, simplesmente. Neste aspecto sou um bocadinho mais "Marie Kondo" e menos "minimalista". Essas coisas dão-me alegria, por isso quero-as na minha vida.

Sei que jamais vou usar todo o material que tenho, e talvez um dia até consiga desfazer-me de tudo, mas ainda não é a altura de o fazer. Entretanto, parto a cabeça a pensar, e estudar soluções para guardar estas coisas todas quando me mudar. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Destralhando - roupa

Começo este post por vos mostrar o trabalhinho final do fim de semana. Todos estes sacos saem de casa ainda hoje ou no máximo amanhã! Que sensação boa ver espaços vazios onde em tempos não cabia mais nada. 

Aqui
já tinha dito como a roupa é das coisas que mais dores de cabeça me dá cá em casa, talvez por isso, há vários anos que ganhei o hábito de volta e meia destralhar a roupa da malta (minha e dos miúdos - a do namorido só mesmo quando muda a estação e o "obrigo" a livrar-se do que já não está capaz). 

Não há muito tempo, dei uma geral na minha roupa e tirei muita coisa, até contei as peças que ficaram e tudo, para ter noção. No entanto, pouco tempo depois ainda consegui livrar-me de mais algumas peças que não combinavam com nada, e calças de ganga porque tinha-as em excesso. 

Mas, é como vos digo, eu ando mesmo sempre a tirar coisas, e cada vez mais. Assim que me apercebo que não visto algo há muito tempo (nem é preciso seguir a regra de um ano inteiro), vai logo para o saco das doações. E este fim de semana, sem estar a contar com isso, comecei por ir guardar a roupa dobrada que tinha lavado e quando dei por mim, já tinha mudado uma série de coisas de sítio e já tinha mais umas peças de lado para dar. 

Collants, todos numa caixa de sapatos, enrolados e à vista. 

Consegui organizar melhor o meu guarda fatos, poupando espaço e deixando as coisas mais visíveis. Não tirei fotos a tudo, apenas aos meus collants, que tirei da gaveta da minha mesa de cabeceira e que consegui enfiar numa caixa bem mais pequena, só por ter arrumado os mesmos em rolinhos, além de que ficaram todos visíveis. Adorei! Como a caixa é fechada, escrevi o que continha lá dentro na frente, e aproveito o espaço na prateleira com a caixa dos pijamas e camisolas interiores por cima. 


Como os tirei de uma das duas gavetas que tinha, fiquei com uma livre e pude arrumar também, de forma mais eficaz, o resto da minha roupa interior, que estava toda desorganizada e "ao molhe" numa só gaveta. Numa coloquei os soutiens de um lado e para as cuecas arranjei uma caixinha e arrumei-as em rolinhos também (o que eu já faço com as da minha filha há muito tempo - poupa imenso espaço e mais uma vez, ficam todas à vista). Atrás da caixa coloquei a touca da piscina e as minhas ligas, e em frente à caixa, coloquei luvas e outros sem par. 


Na gaveta mais baixa, coloquei as minhas meias que agora respiram muito melhor. Costumavam estar todas apertadinhas. Gostei tanto de ter feito isto, e agora ter tudo à vista. Fácil de escolher e de arrumar também. 


Estive mesmo inspirada este fim de semana. É que não me bastou ter atacado a minha própria roupa, ainda dei conta da quantidade monstruosa de roupa dos miúdos. Comecei por dar uma espreitadela na roupa que têm neste momento a uso (faço-o quase que semanalmente), e quando algo está estragado ou a ficar pequeno, sai logo, ainda assim, acho que têm mais do que precisam, mas se mantenho a maior parte delas é porque gosto mesmo e custa-me a dar antes de deixarem de servir. No entanto, tento dar uso a tudo, para não ser só tralha acumulada. Quando vestem determinada peça tiro da pilha #1, na hora de voltar ao sítio coloco na pilha #2, assim, vou usando tudo. 


Os dois sacos da foto de cima - assim não parecem - são enormes, e no fim, ficaram cheios com roupa que não servirá tão cedo ao meu filho. Felizmente temos a sorte de ter uma vizinha com um filho da idade da minha mais velha, por isso dá-me a roupa do miúdo para o meu mais novo. Mas é tanta, tanta, tanta, que cada vez que ela me dá (sempre sacos XXL e mais do que um de cada vez), eu faço uma grande seleção e muita dou mesmo que sirva ao meu filhote. É que é mesmo muita. Ainda assim, sobra sempre mais do que ele precisa, e só na altura em que tiro novamente para ver se lhe serve, é que faço outra seleção. Por vezes existem peças que quando guardei achei piada, mas que agora olho para elas e não gosto mesmo nada. Ou quando me apercebo por exemplo, ao tirar tudo o que serve para a próxima estação, que tem peças semelhantes que não fazem falta. Por exemplo, casacos acolchoados quentes, de 2/3 anos encontrei só desta vez uns 6 ou 7. Claro que doei alguns deles, mantendo apenas um vermelho, um castanho e um azul. 


Na primeira foto, ficaram as caixas/saco com as roupas que separei: Verão 2017 e Inverno 2017/2018. O saco tem as roupas para o Verão dela. Algumas que vêm do ano passado e que não estou certa que ainda lhe sirvam, e outras que vieram da prima. A primeira caixa da foto, tem as roupas para o próximo inverno dela, é a mais pequena. Mais perto da data, terei de fazer um inventário com as que sobrarem deste ano, e essas para ver se preciso e o que precisamos adquirir (ou não!). As caixas do meio são as dele. Verão em cima, e inverno em baixo. Na segunda foto, mostro sacos e caixas de arrumação que ficaram livres depois da purga. 

Antes de começar a destralhar, tinhamos o saco transparente cheio acima, e este vazio da última foto, arrumados na parte de baixo do roupeiro deles. As caixas das fraldas em cima de uma estante, uma das caixas de arrumação debaixo da cama dela. O saco grande com padrão e os de supermercado, estavam na arrecadação (que ficou praticamente vazia!!! Yay!), já a outra caixa, estava no meu quarto. Agora, cabe tudo no quarto deles, na parte de baixo do roupeiro e em cima da estante. 

E mais, consegui ainda tirar uma manta que já estava a ficar velha e que nunca usamos, umas cortinas laranja que não acho particularmente piada e que também estavam guardadas há imenso tempo, uma bolsa minha e um sobretudo do maridão com o qual ele já não se identifica (com o consentimento dele, claro!). 

Sinto-me bem mais leve. 
✌ 😉 ✌

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Para o que me haveria de dar


Aproveitei que chegou por fim o frio e a chuva, e que os miúdos adormeceram ambos por volta das 21h30 para lá meter as mãos na troca de roupa de estação minha e da outra metade. Já tinha tirado os sacos do armário, mas andavam aqui pelo chão do quarto, encostados, à espera da minha atenção.

No meio desta troca, acabei por também destralhar algumas peças de roupa, pelo menos a minha parte. Não gosto de tirar as coisas dele sem a sua autorização... Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti, não é? 

Comecei a tirar uma ou outra coisinha de lado, caso me apetecesse comprar uma peça ou outra de roupa nesta inverno (não costumo comprar muita roupa, mas há vezes em que também faz bem um miminho), e quando dei por mim tinha uma pilha enorme de coisas que já não queria. Na dúvida, coloquei de parte. Se há dúvidas é porque algo não me agrada. 

em cima, a pilha de roupa quando acabei de escolher a que já não queria.
em baixo: já em sacos pronta a sair de casa.
o primeiro saco branco, é mais um saco de tralha que juntei há uns dias e que tem ficado esquecido a um canto, está na hora de sair também. 

No total acabei por separar 38 peças. Segundo algumas teorias minimalistas, de guarda roupas cápsula (que está super na moda mas ainda não me convenceu, eu logo desenvolvo noutro dia!) o ideal seria ter 37 peças de roupa por estação (curiosamente estava a ouvir este podcast enquanto andava nisto). Deu-me vontade de rir, 38 foram as peças que eu tirei do meu:

- 1 encharpe
- 10 calças 
- 1 camisa manga curta
- 14 camisolas
- 2 vestidos
- 4 tops
- 2 saias 
- 3 casacos*
- 1 camisa de dormir

* um deles forte, muito bom, mas usei pouco no ano passado e tenho outros que gosto mais!


Por pura curiosidade e já que tinha tudo arrumadinho - roupa de verão em sacos para guardar, roupa para doar em sacos no corredor para saírem amanhã, roupa de inverno guardada nos locais certos, toda a roupa que está lavada, isto é, há roupa no cesto para lavar e com essa não contei (mas creio que é praticamente tudo de verão), contei as peças que tinha no meu roupeiro, e cheguei a um belo número... 73... bem, tem um 7 e um 3, só não estão na ordem certa. 

73 peças de roupas:

- 4 casacos fortes (3 deles compridos)
- 1 blazer 
- 4 casacos de malha finos (um deles comprido)
- 5 saias
- 12 vestidos
- 3 camisas
- 1 saiote
- 1 bolero
- 1 colete
- 17 calças**
- 4 t-shirts
- 3 corpetes
- 13 camisolas ***
- 3 camisolas interiores
- 3 pijamas 

** inclui gangas, clássicas, desportivas e leggings
*** finas e grossas

preferi ficar com a parte mais pequena do nosso guarda fatos porque tenho um cabideiro à parte para as peças mais compridas, fiz prateleiras para o mesmo com restos de tábuas que já tinha e ganhei muita arrumação.
então, na primeira prateleira (ver com mais detalhe a foto acima) tenho um organizador com duas partes, na de cima tenho encharpes, xailes, etc que não contei na minha lista de peças de roupa abaixo - esqueci-me. na de baixo, tenho t-shirts e camisolas finas.
na segunda prateleira, arrumei as camisolas de malha (na foto ainda não estavam todas). na terceira, tenho uma caixa para poder puxar para fora - não é bonita, mas é funcional - com as calças. As de ganga bem dobradas, as clássicas também, as leggings e desportivas, estão enroladas para poupar espaço ficando ainda assim visíveis.  na quarta prateleira ainda não tenho nada, mas creio que vou colocar os pijamas e as camisolas interiores. na última, para já tenho calçado literalmente aos montes que ainda quero organizar.




Olhando para esta lista, concluo realmente que tenho algumas coisas a mais, mas gosto de todas e efetivamente, com exceção de alguns vestidos, são peças que me lembro de vestir no inverno passado. Há rotatividade, por isso não me vejo a desfazer-me delas para já. Pendurado é isto, falta apenas um dos casacos mais fortes porque é super pesado, por isso guardei-o no lado do moçoilo. 


Agora digam-me lá de vossa justiça. Olhando para tudo isto, acham que tenho muita ou pouca roupa comparada com a vossa? Já tive muita mais, é verdade, e até gostava de ter alguma a menos, mas ainda não estou disposta a desfazer-me de coisas que realmente gosto só porque alguém decidiu que o ideal é "X" número de peças e não "Y". 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Fim de semana (mais ou menos) produtivo

quem pode não adorar a Betty Boop?!

Sexta
Como só trabalho pela manhã, a sexta à tarde já sabe a fim de semana por aqui, mas não fiz nada. Preguicei a tarde toda, fui buscar a miúda cedo, mais tarde o miúdo e nem jantar fiz, trouxe-o o pai mais tarde. 

Sábado
Porém no sábado, não sei muito bem como, tendo os miúdos em casa, arregacei as mangas e voltei ao trabalho. Mudei os meus lençóis. Esvaziei uma arca de madeira - que tal como outros móveis que esvaziei antes, quero tirar cá de casa.  

Dentro da arca, guardava roupa do meu filho que ainda não serve e nem servirá tão cedo. Felizmente consegui fazer espaço no roupeiro deles para guardar tudo, ficou de fora o único saco de roupa dela que por lá estava também. Tudo casacos de inverno, quem sabe alguns deles já nem sirvam e possam sair de casa em breve. 

E sim, ela tem suficientes para o próximo inverno, por isso fico feliz de ir tirando mais umas pecinhas e passá-las a quem precisa delas. Dá um nó quando por algum motivo, gosto mesmo muito de uma peça ou outra, e isso também já lhe começa a acontecer a ela, mas quando não serve, ambas conseguimos largar com certa facilidade. Ela compreende que há outra menina que vai ficar feliz por recebê-lo e eu fico super orgulhosa da minha menina. 

Mais cedo, estivemos ambas a experimentar calçado nela - ele não tem paciência para essas coisas, é gajo, terá de ser à medida que for calçando. A maior parte do calçado do ano passado serve. Quando começou o verão despachámos logo aqueles que estavam a ficar pequenos, e só ficámos com aqueles que serviam mas que estavam ainda largos ou um pouco grandes mas que ela conseguia usar. Só tirámos dois pares para doar. 

Pensei em começar a ver as roupas também, principalmente porque os miúdos não têm calças de treino à mão e já começa a saber bem roupa mais confortável e menos fresca (se bem que por cá, desde que haja sol, está calor ainda!). Quanto à roupa de verão há uma quantidade dela que nem vale a pena guardar, de certeza que não chega ao próximo ano, outra que sim, mas pelo menos dela, serão poucas, estou certa.

Tirando isto da roupa e calçado deles, e ter esvaziado a arca, ainda dobrei dois cestos de roupa lavada - que não arrumei logo no sítio (eu só passo a ferro na hora de vestir, não tenho paciência para ficar horas a passar a ferro). Destralhei duas prateleiras do meu quarto de costura, tirei um saco xxl com um dos meus manequins de exposição, uma cabeça de cabeleireiro que usava há tempos como modelo para os meus acessórios de cabelo, alguns projetos manuais que comecei há imenso tempo e que nunca terminei e mais algumas coisas que fui enfiando para lá. 

Enchi uma máquina de loiça, e (vergonha!) era tanta que nem coube toda de uma vez só. Deixei o resto para o dia seguinte. À tarde ainda fomos a um aniversário e estava cansada demais para me dedicar a mais uma máquina de loiça. Loiça e roupa (sujas) são dois monstros horrorosos que crescem à velocidade da luz por aqui. 

domingo
No domingo voltei a ficar um bocadinho mais preguiçosa, mas ainda fiz umas coisas. Retirei e arrumei a loiça da máquina - geralmente é coisinha para ir ficando até precisar da loiça e ir lá buscar diretamente. Recolhi a roupa da corda, dobrei e guardei. Ainda fiz mais uma máquina de roupa e estendi a mesma. Dei voltas aos sacos de roupa guardados do miúdo, precisa de calças de treino e não tinha nenhuma de fora, sabendo que havia qualquer coisa num daqueles sacos, lá me mentalizei e joguei-me a ele. Tive sorte e acertei logo ao segundo saco.

Consegui também, enquanto arrumava a roupa dobrada - dar logo uma vista de olhos pelas roupas de verão deles que já não passam ao próximo ano, retirei-as e meti em sacos para doar. As dele saem ainda hoje de casa, as dele, possivelmente amanhã.

Há algum tempo que ando com a ideia de fazer uma casa de bonecas para a miúda, reciclando cartão, daquele das caixas. Há tempos tinha pedido algumas caixas à rapariga do café aqui do lado e tinha-as guardadas. Espalmadas não ocupavam muito espaço, mas ainda assim ocupavam algum, principalmente na minha visão. Foram parar à reciclagem, claro! Onde trabalho tenho facilidade de arranjar cartão e quando pensar mesmo na casa de bonecas, logo trago algum para usar na hora.

E pronto, foi isto. 

sábado, 17 de setembro de 2016

Destralhando |CAOS|

Digamos que neste momento, caos é realmente a única palavra que me vem à cabeça quando penso na minha casa. E destralhar - mais - é, o grito cá dentro. Há vários dias que tudo se acumula por diversos motivos, e depois nem sei bem por onde começar. O marido até já me perguntou se não quero arranjar alguém que me ajude pois ando completamente stressada com o este caos, mas tenho esperança de o começar a domar agora que os miúdos estão ambos na escola/creche. 

Há um par de semanas, decidi que o ideal seria reduzir o número de móveis cá por casa, e consegui mandar uns dois para fora. Depois esvaziei uma estante de escritório, que aguarda a sua vez de sair também, no entanto nestes dias tenho pensado em manter a parte de baixo, que é fechada com portas. Ando aqui a tentar convencer-me que não é necessário. 

O problema desta ideia, é que para esvaziar os móveis que não quero mais em casa, tirei tudo o que tinha neles e enfiei dentro de caixas de papelão que me ferem a vista quando passo por elas. Muito do que contêm é papelada, que quero destralhar, mas dá-me sempre uma grande dor só de pensar em o fazer. 

Um familiar quer um dos móveis, ou dois. Estou desejando que os venha buscar para ficar com o espaço livre e reorganizar as peças que ficam, principalmente porque são do quarto de costura, que é a zona mais caótica da casa neste momento, e todo esse caos não me dá vondadinha nenhuma de  trabalhar nele, e não pode ser. Diz essa pessoa que vem esta segunda. Já falta pouquinho. 

a primeira estante já saiu do corredor, consegui arrumar os livros na sala e passei-a para dentro do roupeiro do quarto da costura onde arrumei alguns dos meus tecidos e livros técnicos. A sapateira do meio, passei para a entrada. A estante ao fundo, já esvaziei, é a que não consigo decidir se fico com a parte de baixo ou não. O saco de papel no chão, ao fundo tinha roupa para doar e já foi. 

 este é o meu quarto de costura, está ligado à cozinha e foi usado como sala de jantar durante muito tempo, por isso, está ai um frigorífico também. Hoje já estava bem mais caotico do que na foto. Ao fundo, vêe-se uma arca de madeira com imensa tralha em cima. Já a esvaziei e está agora no corredor no lugar onde estava a sapateira, mas é temporário. O destino dela é sair de casa também. 

O louceiro, aqui ainda cheio de tralha, está vazio e pronto para ir para uma nova casa. Vou ficar tão feliz quando o vir sair. É verdade que guarda muita coisa, mas quanto mais espaço tenho para guardar, mais tendência em guardar tralha que não preciso. Assim, sou obrigada a cortar naquilo que já tenho para fazer com que fique tudo organizado. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A nossa casinha


Estamos prestes a retomar as obras da nossa casinha, sim casinha, porque para já é mesmo uma casinha pequenina. As obras, ficaram paradas durante tanto tempo que eu já nem sabia muito bem o que faltava fazer. Estivemos recentemente lá, e afinal está mais adiantado do que eu pensava. Temos o chão para nivelar, apenas uma parede da sala por rebocar, pavimento e chão para colocar e depois terminar casa de banho e cozinha, com louças e móveis. 

O pedreiro só pode trabalhar aos fins de semana, por isso, ainda deve de demorar um tempinho a estar tudo pronto, mas só o facto de termos tomado a decisão de recomeçar onde se parou já significa muito. 


Como disse a casa para já é pequenina, o suficiente para nos enfiarmos lá, apertadinhos, é verdade... mas já dá para alugarmos esta onde estamos e nos orientar-mos melhor sem recurso a empréstimos no banco. Foi uma das decisões que tomámos juntos há alguns anos e que nunca nos arrependemos. Se temos compramos, construímos, se não temos, trabalhamos, juntamos e depois fazemos o que queremos fazer. 

Por aqui evitam-se os empréstimos a todo o custo. E a verdade é que vivemos muito bem assim. Quando nos perguntam como conseguimos (porque até há pouco tempo eu não tinha rendimento), eu respondia que era assim, livres, com as despesas essenciais. E mesmo só com um rendimento, nunca nos faltou nada, nem os nossos pequenos luxos. Não é tanto quanto se ganha muitas vezes, e sim a forma como se consegue gerir aquilo que se ganha. 


Mais tarde, faremos o primeiro andar da casa, com mais quartos e maiores. Para já vou sonhando com a decoração, que é a parte que mais gosto. Na verdade, decorar como deve de ser, vou só decorar a casa de banho, cozinha e sala, vou deixar os quartos existentes o mais simples possível porque como depois faremos o primeiro andar, não quero andar a desperdiçar em coisas que depois não se adaptam. 

Quero o chão todo por igual, e se não igual, muito parecido a este.
Para a cozinha ando a cobiçar móveis de linhas rectas, em tons claros, talvez ainda dentro dos cinzas também.



Ainda estou para descobrir como é que vou distribuir a sala, já que esta e a cozinha estão integradas. Tenho muito estudo para fazer antes de começar. Tenho algumas ideias, algumas teorias, mas será que funcionam na prática?! Acima de tudo custa-me pensar que vou sair da minha casa para uma com quase metade do tamanho. Onde vou meter as tralhas todas? Digam-me lá? Destralhar mais um pouco é a palavra de ordem... ;) 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Atacar o frigorífico

E não, não falo de ir sorrateiramente comer tudo o que por lá existir. Neste caso, o ataque ao frigorífico foi de outra natureza. Já andava a bufar cada vez que o abria, estava a ficar caótico, tudo fora de sítio, tudo desastrosamente empalado. Ontem, assim a meio de uma tarefa qualquer que implicava deslocar-me ao mesmo, acabei por jogar-me a ele. Quando me lembrei da foto (tirada com o telemóvel) já tinha tirado quase tudo da segunda prateleira, restos de refeições com alguns dias, coisas que iam ficando esquecidas. Felizmente o cheiro não era mau, pois todas essas coisas estavam bem tapadas. Assim que tirei tudo, limpei as prateleiras rapidamente com um pano húmido, e voltei a arrumar.
 Na primeira tenho dois cestinhos: um para queijos, chouriços, etc e outro para iogurtes e pequenos snacks. No meio de ambos, manteigas e cremes para barrar. Na segunda coloquei os ovos, margarina, frascos, salsichas, etc, Na terceira, as cervejas e algumas bebidas que só ocupam espaço porque raramente as bebemos. Na prateleira mais baixa, arrumei legumes e fruta, aproveitei os tupperwares das sopas para dividir tudo. Assim, se se estragarem não contaminam o resto dos legumes. Aconselho vivamente usarem caixas, caixinhas, o que quiserem, pois na hora de encontrar qualquer coisa fica muito mais fácil, e na hora de limpar então, nem vos conto. Retirei a gaveta de baixo para lavar em condições, na foto não aparece mas já está no sítio, vazia. Na porta praticamente não mexi. E no meio disto tudo, encontrei uma caixinha de mirtilos que ficou esquecida lá para trás. 


E vocês? Já foram arrumar hoje alguma coisa que andasse a precisar há muito tempo? Por cá, o próximo que precisa mesmo muito de uma limpeza é o microondas, então não é que derreti um tupperware desses das sopas lá dentro? A tentar derreter chocolate. Pois é! Ficou um pivete do caraças, plástico queimado! Quero ver como é que vou conseguir que o pivete saia de vez. 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Destralhar - um olhar geral cá por casa



Há muito tempo que comecei a destralhar cá por casa. Tem sido um processo demorado; por vezes dá-me uns vipes e limpo armários um pouco por todas as divisões. Tiro sempre imensas coisas para fora, algumas ofereço, outras jogo fora. Já tentei vender algumas online mas nunca tive muita sorte, pelo que desisti de o fazer. E no entanto as coisas parecem crescer por toda a parte novamente. 

Ultimamente voltei a ler com frequência alguns blogs cujo tema principal é precisamente este, ou a organização em geral e têm-me inspirado bastante. Dão vontade de meter mãos à obra por aqui também. 

A minha casa foi comprada há mais de dez anos, e como pouco tempo depois pensámos em construir outra, esta nunca foi completamente decorada a meu gosto. Achámos que era um desperdício de recursos investir em móveis de boa qualidade, entre outros, que possivelmente não serviriam numa outra casa mais tarde. 

Fomos comprando móveis que nos davam jeito, mas que não combinavam entre si. Foi depois de termos filhos que decidimos melhorar o aspecto da casa. Quer dizer, eu, porque o maridão não liga nenhuma a nada destas coisas e segundo ele, o que eu decidir está de bom tamanho. A tal outra casa, tem demorado a realizar-se, por isso, cada vez mais sinto necessidade de melhorar esta. 

Vou tentando melhorar com o que temos, por vezes comprando uma ou outra peça de mobiliário que faço questão de trocar, são as minhas raras excepções, que eu sei que, seja para que casa for, eu levarei comigo. E é assim que ando empenhada no meu quarto para começar, já que comprei uma cama nova há uns dias - um sommier com arrumação lá dentro que eu queria há imensoooo tempo mas que fui deixando sempre para depois, porque "não cabia no meu bolso". Aproveitei uma promoção e comprei o dito + um colchão de uma marca bem conhecida, por 299€. 

Lá dentro já guardei toda a roupa de cama de inverno e mais algumas peças que andavam perdidas por vários sítios da casa. A roupa de cama não é demasiada, tenho em média 2 conjuntos de verão e dois conjuntos de inverno para cada cama (incluindo o sofá cama), no que toca a lençóis, edredões quentes tenho um para cada cama dos pequeninos, e dois para a minha, mais duas colchas de verão. O suficiente para trocar um por outro na hora da limpeza. Tudo o que enfiei para lá, só ocupa metade do espaço disponível. 

A seguir penso guardar lá sacos de roupa nossa (minha e dele) que andam também espalhados por onde cabem: a parte de cima do roupeiro do meu quarto extra, dentro de um louceiro que usamos com outro fim e que veio de casa da minha mãe, outros cumprimentam-me diariamente desde cima do guarda fatos do meu quarto. Acho que todos juntos cabem no sommier e ainda me sobra um espacinho qualquer. Quando o Verão terminar é trocar tudo, parece-me que foi uma muito boa compra. 

O meu mal, o meu erro no destralhamento cá por casa, é que tenho tendência a mudar móveis de sítios e encho caixas com o seu interior, com o intuito de me jogar a eles mais tarde e organizar/limpar tudo, mas se vos dissesse que tenho um cesto grande, cheio de tralha há mais de dois meses à minha espera não estaria a mentir. 

Outra coisa que abunda cá por casa é roupa. A minha cada vez é menos, o maridão é agarrado às suas coisas e caso eu não me sente ao lado dele a apontar rasgos, buracos, manchas ou desbotados, ele não se desfaz de nada. 

Os miúdos recebem muita roupa de primos e amigos, por isso, o stock de roupa que ainda não serve, e  que como tal está guardado à espera, também é grande, na verdade um dos meus maiores dilemas. Há pouco tempo, retirei tudo do sítio, dei voltas e mais voltas, anotei tudo o que temos e quantidades, para não ficar com nada em falta e consegui separar um saco gigantesco (tal que quase não podia com ele depois) para dar. Muita dessa roupa ainda nem servia aos meus filhos, mas já era demais. Ainda assim, ficou muita que voltarei a rever na mudança de estação como faço sempre. 

Este post já se está a tornar longo, e fica muito para dizer. Mas vou ficar por aqui, prometo que vou tentar partilhar as minhas dicas de destralhanço, e vos vou mostrando alguns progressos. Para já, como disse vou concentrar-me no meu quarto. Não esperem nada digno de revistas, não é. É apenas uma forma de eu o tentar tornar mais prático para mim, e mais leve. Tenho uma casa carregada de coisas e acredito não precisar de muitas delas.