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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Prendas para este Natal até 10€

daqui

Eu sei que este ano já fiz este post sobre prendinhas de Natal, e ainda mais este, mas estou a portar-me tão bem, estou tão bem encaminhadinha a ter tudo pronto a tempo e horas (e cedo!) que não resisto a partilhar convosco um pouco do que já fui comprando. No fim de semana consegui riscar a maior parte das prendas que me faltavam para as minhas crianças mais crescidas (adolescentes!), e como pessoalmente costumo ter muita dificuldade em decidir o que oferecer a esta maltinha nestas idades, achei que era boa ideia partilhar o que se vai oferecer por aqui, ainda por cima porque foi tudo abaixo dos 10€. 

Basicamente, comprei tudo na minha loja preferida, aliás só passei mesmo por duas lojas, o Ikea porque precisava de comprar mais umas peças de mobiliário para o meu quarto (mostro noutro post) e nesta. Logo depois fugi do centro comercial... não suporto tanta gente junta! Fiquei com enxaqueca e tudo!

Enfim... aqui na primeira foto abaixo, tenho duas canecas para duas manas de 11 e 15 anos. Custaram 4€ cada e o que têm de diferente é que mudam de cor com o calor, ou seja, aparentemente são todas pretas, mas ao colocar uma bebida quente dentro, elas mudam de cor e aparece um desenho diferente em cada uma delas. 
Ao lado um relógio despertador que projecta as horas a laser, para uma parede por exemplo e comprei-o para um rapaz, filho de uma amiga. Tem 13 anos, não é nada activo e só pensa em computadores e telemóveis. Não sabia mesmo o que lhe comprar e isto pareceu-me a mim e ao meu marido, uma opção engraçada. Custou 5€. 
Em baixo um livro para pintar. Mas é um pintar especial, são livros para pintar com água. Os meus filhos têm um igual cada um, que dá para usar, deixar secar e usar novamente. Este não é para um adolescente nem é prenda de natal e sim de aniversário, andava de olho nele há um ano, nunca mais tinha encontrado desde a última vez que o procurei. Creio que foi 4€. Não guardei o talão e alguns preços já não estão tão claros na minha cabecita. Se não foram os 3€ de certeza que mais do que 4€ também não foi. 


Para o meu sobrinho de 13 anos, que adora tudo o que esteja ligado a smarphones, o meu marido deu de caras com um ecrã que amplia a imagem do smartphone para melhor visualização (muito útil para ver vídeos por exemplo). Custou 7€. Ia-mos com ideias de lhe comprar um candeeiro de luzes que vi no catálogo mas não chegou à nossa loja. 
Para a adolescente mais pipi que eu conheço, comprámos um organizador de maquilhagem em acrílico, com duas gavetas e divisórias em cima. Custou 10€ e foi a prenda mais cara que comprámos. Nada mau, a meu ver. 


Para finalizar, da mesma loja, veio o caderno de colorir. A particularidade? Devemos colorir de acordo com o nosso humor cada dia da semana. Eu também tenho um igual, porque também sou miúda para gostar destas coisas. Este comprei-o para a minha sobrinha de 11 anos que saí à tia e adora. Já o tinha comprado e não me recordo bem o preço, entre 3€ e 4€. 

As escovas da Santoro, vendo-as eu onde trabalho e são mais uma sugestão que adiciono aqui. Uma delas é para a minha filha. Custam 7,50€ cada. 


Para terminar as máquinas de cupcakes que já tinha mencionado no primeiro post sobre as minhas ideias para este Natal. Comprei-as há cerca de uma semana e custaram-me 9€ cada. Eu achava que eram 10€, por isso não sei se vi mal anteriormente ou se realmente baixou o preço. 


E por ai? Vai tudo encaminhado? Para os mais pequenos também já só me faltam fazer duas prendas e comprar mais uma. Para os adultos... bem, ainda só fiz as lembrancinhas para as educadoras/professora. Sinceramente, não estou muito preocupada em ter ou não algo para os adultos. Isso sim, o licor de alfarroba já está em andamento, ainda precisa de mais uns dias para apurar e depois sim posso coar e passar para as garrafinhas que comprei para oferecer. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Um horror

É o único que se me ocorre para descrever isto. Porque há coisas tão difíceis de aceitar... porque tenho dois filhos e moro num prédio, e vivo com um medo terrível que algo do género aconteça. 

Quando a mais velha tinha uns dois anos, apanhei um dos maiores sustos da minha vida, toda eu gelei, tremia enquanto me aproximava de uma janela para espreitar lá para baixo, com o pânico no rosto e o medo de a encontrar. Felizmente, o meu susto teve outro desfecho, foi só mesmo susto. 

Abri uma greta pequena da janela para a casa respirar um pouco enquanto fazia limpezas, ela pequenina andava por aqui e ali a brincar. Sai do quarto e quando voltei vi que a janela estava completamente escancarada e nada dela. E o silêncio. Felizmente ela abriu a janela, não sei se se assomou a ela, talvez o seu medo das alturas a tenha feito recuar, talvez não fosse mesmo a hora dela, mas quando finalmente a encontrei escondidinha e salva, voltei a nascer. Isto afetou-me tanto que nem consegui falar sobre isto com ninguém durante meses. 

Mais tarde, quando o meu mais novo era bebezinho, lembro-me de acordar em pânico, e procurar o meu marido, aninhar-me no seu colo em busca de conforto. Porquê? Porque tinha tido um pesadelo. Um pesadelo que me pareceu tão real que parecia estar mesmo em choque quando acordei. 

Resumidamente, nesse pesadelo, a minha mãe tinha caído do nosso andar e eu via-a lá em baixo. Dei um grito de agonia, e espreitei novamente quando percebi que debaixo do corpo dela, espreitava a mão minúscula do meu filho. Foi tão real, tão desesperante que ainda hoje me custa pensar nisso. Levei mais de uma semana com medo de adormecer. 

E é por isso que desde ontem à noite, desde que li a notícia sobre este menino de apenas 4 aninhos que o meu peito não tem sossegado. Volta e meia os meus pensamentos correm para esta família, para a avó que cuidava do menino nesse momento, esse momento que aposto a vida em como todos queriam apagar, andar para trás, mudar tudo em segundos. 

Não os conheço, mas isso pouco importa, porque o que está em causa, é a vida, ou a morte deste menino que em segundos deixou de ter tudo pela frente para viver, e o pavor que eu sinto destas situações, e de saber que quando têm de acontecer acontecem, que sou impotente em relação aos meus, que não os consigo proteger sempre, que somos frágeis, insignificantes... 

Não há nada que se possa fazer ou dizer para mitigar estes sentimentos. Absolutamente nada. E sei que vou deitar-me e conseguir dormir, porque afinal, os meus dormem no quarto ao lado, sãos e seguros. 

Vou tentar empurrar estes pensamentos de choque e de revolta com esta aleatoriedade que ceifa vidas, qualquer vida sem seguir uma linha... nenhuma criança deveria morrer... não assim, não de forma alguma... mas eu vou conseguir empurrar estes pensamentos para os lados, pouco a pouco, irão ficar arquivados num canto qualquer. O mesmo não poderão dizer outros pais, e isso entristece-me tanto, tanto. 

Injustiça!!!


Descansa em paz, anjinho Tomas. 

sábado, 15 de julho de 2017

Posers


Parámos ao lado de um colégio privado e enquanto o marido foi fazer o que tinha a fazer, eu esperei por ele no carro. Os miúdos do colégio deveriam de estar a sair da festa de fim d'ano ou algo assim porque traziam os seus diplomas com eles. 

Reparei numas pessoas que estavam à porta. Três adultos que falavam distraidamente entre eles e duas meninas, de uns 8 anos talvez, ambas com os seus diplomas em mão. Vi depois a mãe de uma a tirar foto à filha, que lançou um sorriso aberto ao telemóvel. Não lhe bastou e tiveram que tirar mais uma foto, uma foto em que constava a menina com o diploma, as também fizeram questão de incluir o nome do colégio. 

Enquanto assistia à cena, pensava para mim: "e a seguir vamos publicar a foto no facebook, ali com a escola que a criança frequenta e tudo escarrapachado!". E nem de propósito, assim que disparou a foto, a mãe passou o telemóvel à miúda, desinteressadamente e continuou a conversa. A miúda agarrou-se a ele e ficou para lá a mexer muito concentrada. 

A outra miúda pediu que lhe tirassem uma foto igual. Pousou super sorridente e feliz, e assim, mas mesmo assim que a foto foi disparada a sua expressão alterou de tal forma que me fez confusão. Ficou tão mas tão séria. O diploma já não importava, a foto, a foto é que era importante. 

Faz-me confusão esta ordem de prioridades e falsas alegrias que, até as crianças, procuram partilhar com os outros... 

terça-feira, 20 de junho de 2017

De coração pequenino


Eu, que deixei de ver telejornais há cerca de seis anos, sou sempre das últimas a ar das notícias. Isso aconteceu também com o incêndio de Pedrogão Grande. No sábado à noite fomos jantar com uns amigos e permanecemos sempre longe das redes sociais (onde geralmente acabo por acompanhar os acontecimentos mais falados da atualidade). O meu marido que se juntou a nós mais tarde, ainda comentou por alto, algo do género "lá para cima está um incêndio enorme"- Confesso que dei pouca importância. Todos os anos assistimos às mesmas situações, e a distância faz-se notar. Não o sentimos da mesma forma. 
Só no domingo à noite é que eu tive a noção do que estava efetivamente a acontecer, pois durante todo o dia também me mantive longe de redes sociais e notícias em geral. E fiquei com o meu coração pequenino! A não conseguir sequer imaginar o cenário. Tanta vida ceifada em tão pouco tempo! A força da natureza é avassaladora e impõe respeito. E a dor daqueles que ficam, os que perderam tudo, os que ainda lutam. A coragem dos nossos bombeiros, tão pouco respeitados e reconhecidos, que fazem de tudo em troco de praticamente nada. 
E deixamos de ter a ideia do "está longe", porque já diz o ditado que "longe da vista, longe do coração!", mas aqui não se aplica. Longe da vista, mas a quebrar o coração. A impotência de pouco se poder fazer para ajudar. Resta-nos fazer os possíveis, agradecer todas as ajudas que quem precisa tem recebido, e rezar, para que a tragédia não se repita, que Portugal pare de arder. Porque neste momento, a norte, a centro ou sul, somos todos portugueses e estamos todos a perder aqui.