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domingo, 13 de maio de 2018

#Destralhar - pequenas vitórias


Há quase dois anos (setembro 2016) que retomámos as obras na outra casa, andaram lenta-lentamente mas foram avançando, ao contrário de todos os anos que ficaram completamente paradas. Agora, finalmente, vejo como a mudança se aproxima, não quero agoirar, mas se não for possível ainda este mês, do próximo não passara, e por isso, é urgente destralhar mais e mais. 

Há apenas uns dias, neste post, disse que já não tínhamos assim tantas coisas por destralhar, mas andei a pensar seriamente nisso. Será que não? Será que não consigo descobrir mais nada ao qual consiga dizer adeus sem ficar com remorsos? 

Ontem, já tarde, depois dos miúdos estarem a dormir há duas horas e eu ter visto dois episódios de uma série que acompanho, achei por bem tentar destralhar os meus livros. Afinal, estava sentada de sofá a olhar para alguns deles. Já tinha feito duas tentativas antes, mas os meus livros, valem mais do que ouro para mim e voltei a guardar tudo no sítio novamente. 

Ontem porém, consegui tirar por volta de 10-15, sinceramente não sei, não os contei e não quero ir mexer no saco para não ter tentações de os recuperar. Vou oferecê-los à minha irmã, e se não quiser todos vou doar à biblioteca. Isto é uma vitória muito grande para mim. Consegui desapegar-me de todos estes livros. 

Outra vitória foi ter enchido uma caixa de retalhos de tecidos que já não quero, que estão a mais. Pensei em deixá-los perto do contentor do lixo, mas imaginei-os espalhados pelo chão, sem uso, danificados, e mais tarde na lixeira. Assim que lá fui para o facebook e ofereci num dos grupos dois quais faço parte. Em menos de 5 minutos apareceu alguém da zona a dizer que os vinha buscar. É muito mais fácil destralhar assim. 

Ando a ponderar dar à mesma pessoa mais alguns materiais de costura que não tecidos, pois mostrou-se disponível para receber tudo o que eu já não quisesse e isso para mim é um incentivo. Passo o testemunho, e possivelmente a ela será bastante mais útil. Eu não fico com sentimentos de culpa por retirar as coisas que comprei de casa, e ela fica feliz. 

Para além dos livros e dos tecidos, tenho à porta de casa para deixar no contentor quando sair um biombo. Um biombo que me fez morrer de amores quando o vi na loja e tive de o comprar há uns anos. Que me foi tão útil durante o tempo que aqui morou, mas que começa a mostrar sinais da idade, e que não terá serventia na outra casa. Tirei também uma caixa com pequenos acessórios de decoração ultrapassados e que nada me dizem, uma almofada também ela ultrapassada, mais dois livros sobre gravidez e alguma roupa para uma amiga que está grávida neste momento, sapatos do meu filho, e um conjunto de talheres que me andava a irritar há uma eternidade. 

Já só vejo a hora de começar a montar móveis no outro lado e começar a organizar a casa para a mudança. Wish me luck!!!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A Arte de Organizar a Sua Vida |Hideko Yamashita|


Há uns dias atrás fui a Lisboa, para não me aborrecer muito na viagem, levei o livro que a minha amiga me ofereceu. O livro é A Arte de Organizar a Sua Vida de Hideko Yamashita (da editora Alma dos Livros) que tinha começado a ler no mês passado mas que acabou por ficar de parte logo a seguir porque me distraí a costurar desde então. 

Retomei então o livro durante a viagem para lá, mas foi na viagem de volta que mais li, e que fiquei a pouquíssimas páginas de o terminar. Sabem os livros da Mari Kondo? Pois bem, este não é muito diferente, embora o seja. Assim que comecei a ler achei que ia gostar mais deste método abordado pela autora. Esse método é o dan-sha-ri e começou por fazer muito sentido. 

Basicamente o dan significa fechar a porta àquilo que não merece entrar na nossa vida; o sha, livrar-nos do que já temos mas não precisamos, e o ri eliminar o desejo de adquirir o que não precisamos. Muito do que li no livro já coloco em prática, faz-me muito sentido, mas por outro lado, passagens houve em que fiquei de pé atrás. 

O desapego é bonito, é verdade. Cria em nós espaço para nos sentirmos bem connosco e com o que nos rodeia. Quando temos menos, a nossa vida fica bastante facilidade, mas promover o desapego só porque sim, não me parece bem. Nós temos realmente uma relação com as coisas, e por exemplo trocar de roupa todos os anos pareceu-me um desperdício. Ao fazê-lo estamos a promover o consumo de mais roupa. Não! Isso para mim não dá. Mesmo que uma peça de roupa tenha 20 anos, se estiver em condições e eu gostar (e usar!), com certeza não me vou descartar dela. 

Conseguir relacionar o peso que as coisas podem conter nas nossas vidas, nos relacionamentos e nas escolhas que fazemos é algo que se pretende quando se pratica o método dan-sha-ri. Pessoalmente, quando sai do comboio vinha cheia de vontade de começar a tirar coisas de casa para doar. Infelizmente cheguei tarde e ainda tinha costuras para terminar para o dia seguinte, caso contrário tinha-me jogado certamente à tarefa. 

Vale sempre a pena ler este tipo de livros, a meu ver pelo menos, pois acabo sempre por me sentir um pouco mais motivada a atingir certos objetivos, e também aprendo sempre algo novo. E vocês já o leram? Se sim, o que acharam? 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Destralhar faturas


Nunca cheguei a partilhar convosco, mas em 2017 dei um grande destralho nas faturas e documentos que tinha cá por casa. Eram várias as pastas cheias de papelada, muita dela ainda do tempo em que era solteira, os meus primeiros recibos de ordenado, enfim... uma quantidade de tralha que não me faz falta nenhuma. 

Procurei saber quanto tempo tinha de guardar cada um dos tipos de faturas que guardava religiosamente, e este site ajudou bastante. Com isto em mente, guardei o que ainda devia de guardar e reciclei o resto do papel. Os que tinham uma face branca dei à miúda para os seus inúmeros desenhos, os outros coloquei no contentor da reciclagem. 

Penso que fiz este exercício mais ou menos a meio do ano, e hoje partilho esta informação aqui, para não me esquecer que é um exercício que devo fazer pelo menos uma vez por ano, e livrar-me do exagero de papelada que se vai guardando ao longo da vida. 

Já temos algumas faturas digitais também, o que ajuda, e quero mesmo ver se consigo passar mais algumas para o mesmo formato. 

E por ai? Como fazem? 

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Menu para a Semana

daqui

Como disse no post de ontem, um dos hábitos que quero ver se é desta que implemento, é a criação de menus para a minha família e segui-los durante a semana. Mesmo que não seja na mesma ordem que o planeei. Para já, este desafio é ainda mais importante para mim, porque me ajudará a planear as refeições de acordo com o que tenho nos meus congelados e assim poder desocupar ao máximo e poder descongelar e limpar (que é também um dos objetivos para este mês). 

Assim sendo, o menu para a primeira semana está feito. Aqui apresento apenas os jantares (já que só eu como em casa ao almoço, e regra geral trago lá do estaminé do marido) o que muitas vezes pode significar apenas uma sopa (não temos o hábito de dois pratos cá em casa uma vez que geralmente o nosso prato principal inclui muitas verduras). 

Ficam aqui as minhas ideias, todas elas para usar alimentos que já tenho em casa:

2/1 - Ervilhas com ovos 
3/1 - Caldo verde 
4/1 - Peixe cozido com legumes (a comida preferida da mais velha!)
5/1 - Sopa de espinafres
6/1 - Guisado de lentilhas 
7/1 - Jardineira de soja 

Se eu conseguir levar este desafio avante, como espero, não só vou conseguir destralhar os meus espaços de congelação, como vou ainda conseguir poupar, pois usando o que tenho a lista de compras vai diminuir também. 

E por ai? Já começaram a colocar em prática os desejos que trouxeram para 2018?! 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Verão e Inverno já cabe no meu roupeiro

daqui

O Outono continua sem qualquer vontadinha de aparecer por aqui, ainda assim ontem já retirei toda a minha roupa mais quente. Abri o sommier só para tirar de lá um conjunto de lençóis para mudar a minha cama, já que o meu rico filho tinha vomitado nela, mas meti os olhos nos sacos cheios de roupa e pensei "não é tarde, nem é cedo, é já!", e tirei aquilo tudo para fora. Espalhei as roupas em cima da cama e fui separando por tipo (já estava mais ou menos assim). 

Não arrumei ainda a parte do marido, não tive paciência e por isso ainda tenho dois sacos e uma caixa de arrumação no chão do quarto à minha espera, mas arrumei toda a minha roupa. Fiquei tão contente, porque mesmo ser ter tirado a de verão, consegui que coubesse tudo no meu roupeiro, que já de si é pequeno. 

Ok, é verdade que destralhei algumas peças (um saco cheio de supermercado), tanto de verão como de inverno, mas não foram tantas assim perto daquilo que tinha para arrumar. 

A verdade é que tenho conseguido destralhar várias áreas cá de casa nos últimos dias e isso tem-me mantido motivada a continuar. Amanhã espero tirar mais uma série de coisas cá de casa, e tenho andado a ganhar coragem para destralhar a minha costura. Já consegui jogar fora um saco enorme de pequenos retalhos que não davam basicamente para nada, mas que achei sempre que is usar (e nunca uso), para mim, foi uma enorme vitória. Agora é ir tirando mais tralha aos bocadinhos. 

sábado, 8 de julho de 2017

#Destralhar


Acontece-me todos os anos. Depois das festas dos anos dos miúdos - que por sinal coincide sempre com fins de escolinhas e mais festas e tal e coiso - a minha casa acaba invariavelmente ainda mais caótica que o normal. Demoro a colocar tudo em ordem, confesso. Deixo tudo fora do lugar com esta minha mania de fazer com as mãozitas que tenho tudo o que uma festa precisa. Então tudo - ou quase vá - o resto fica ao seu abandono. 
E depois são as prendas que entram. Sacos para aqui e para ali, papel de embrulho, embalagens de cartão e mais plástico. Brinquedos novos espalhados, juntam-se com os velhos que ainda não foram retirados e guardados/doados. A minha sala não parece um infantário, porque esses tendem a ser organizadinhos, parece mais um templo de putos loucos varridos dos miolos. 

E eu deixo. Depois, começo a achar que já é demais, que fazer um pouco todos os dias não está a ser o suficiente, que tudo volta a ficar de pernas para o ar mais depressa do que eu consigo ir organizando. E depois... ah... depois dá-me os vipes! Mete-os a dormir cedo e só paro quando o corpo não aguenta mais. 

Ontem à noite foi assim. Destralhei cozinha, corredor, casa de banho, dispensa. E soube-me tão bem meter uma série de coisas em sacos e caixas para tirar cá de casa e voltar a ver pequenas espaços vazios novamente, desimpedidos da tralha que lhes vou arrimando aos poucos. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Destralhando - roupa

Começo este post por vos mostrar o trabalhinho final do fim de semana. Todos estes sacos saem de casa ainda hoje ou no máximo amanhã! Que sensação boa ver espaços vazios onde em tempos não cabia mais nada. 

Aqui
já tinha dito como a roupa é das coisas que mais dores de cabeça me dá cá em casa, talvez por isso, há vários anos que ganhei o hábito de volta e meia destralhar a roupa da malta (minha e dos miúdos - a do namorido só mesmo quando muda a estação e o "obrigo" a livrar-se do que já não está capaz). 

Não há muito tempo, dei uma geral na minha roupa e tirei muita coisa, até contei as peças que ficaram e tudo, para ter noção. No entanto, pouco tempo depois ainda consegui livrar-me de mais algumas peças que não combinavam com nada, e calças de ganga porque tinha-as em excesso. 

Mas, é como vos digo, eu ando mesmo sempre a tirar coisas, e cada vez mais. Assim que me apercebo que não visto algo há muito tempo (nem é preciso seguir a regra de um ano inteiro), vai logo para o saco das doações. E este fim de semana, sem estar a contar com isso, comecei por ir guardar a roupa dobrada que tinha lavado e quando dei por mim, já tinha mudado uma série de coisas de sítio e já tinha mais umas peças de lado para dar. 

Collants, todos numa caixa de sapatos, enrolados e à vista. 

Consegui organizar melhor o meu guarda fatos, poupando espaço e deixando as coisas mais visíveis. Não tirei fotos a tudo, apenas aos meus collants, que tirei da gaveta da minha mesa de cabeceira e que consegui enfiar numa caixa bem mais pequena, só por ter arrumado os mesmos em rolinhos, além de que ficaram todos visíveis. Adorei! Como a caixa é fechada, escrevi o que continha lá dentro na frente, e aproveito o espaço na prateleira com a caixa dos pijamas e camisolas interiores por cima. 


Como os tirei de uma das duas gavetas que tinha, fiquei com uma livre e pude arrumar também, de forma mais eficaz, o resto da minha roupa interior, que estava toda desorganizada e "ao molhe" numa só gaveta. Numa coloquei os soutiens de um lado e para as cuecas arranjei uma caixinha e arrumei-as em rolinhos também (o que eu já faço com as da minha filha há muito tempo - poupa imenso espaço e mais uma vez, ficam todas à vista). Atrás da caixa coloquei a touca da piscina e as minhas ligas, e em frente à caixa, coloquei luvas e outros sem par. 


Na gaveta mais baixa, coloquei as minhas meias que agora respiram muito melhor. Costumavam estar todas apertadinhas. Gostei tanto de ter feito isto, e agora ter tudo à vista. Fácil de escolher e de arrumar também. 


Estive mesmo inspirada este fim de semana. É que não me bastou ter atacado a minha própria roupa, ainda dei conta da quantidade monstruosa de roupa dos miúdos. Comecei por dar uma espreitadela na roupa que têm neste momento a uso (faço-o quase que semanalmente), e quando algo está estragado ou a ficar pequeno, sai logo, ainda assim, acho que têm mais do que precisam, mas se mantenho a maior parte delas é porque gosto mesmo e custa-me a dar antes de deixarem de servir. No entanto, tento dar uso a tudo, para não ser só tralha acumulada. Quando vestem determinada peça tiro da pilha #1, na hora de voltar ao sítio coloco na pilha #2, assim, vou usando tudo. 


Os dois sacos da foto de cima - assim não parecem - são enormes, e no fim, ficaram cheios com roupa que não servirá tão cedo ao meu filho. Felizmente temos a sorte de ter uma vizinha com um filho da idade da minha mais velha, por isso dá-me a roupa do miúdo para o meu mais novo. Mas é tanta, tanta, tanta, que cada vez que ela me dá (sempre sacos XXL e mais do que um de cada vez), eu faço uma grande seleção e muita dou mesmo que sirva ao meu filhote. É que é mesmo muita. Ainda assim, sobra sempre mais do que ele precisa, e só na altura em que tiro novamente para ver se lhe serve, é que faço outra seleção. Por vezes existem peças que quando guardei achei piada, mas que agora olho para elas e não gosto mesmo nada. Ou quando me apercebo por exemplo, ao tirar tudo o que serve para a próxima estação, que tem peças semelhantes que não fazem falta. Por exemplo, casacos acolchoados quentes, de 2/3 anos encontrei só desta vez uns 6 ou 7. Claro que doei alguns deles, mantendo apenas um vermelho, um castanho e um azul. 


Na primeira foto, ficaram as caixas/saco com as roupas que separei: Verão 2017 e Inverno 2017/2018. O saco tem as roupas para o Verão dela. Algumas que vêm do ano passado e que não estou certa que ainda lhe sirvam, e outras que vieram da prima. A primeira caixa da foto, tem as roupas para o próximo inverno dela, é a mais pequena. Mais perto da data, terei de fazer um inventário com as que sobrarem deste ano, e essas para ver se preciso e o que precisamos adquirir (ou não!). As caixas do meio são as dele. Verão em cima, e inverno em baixo. Na segunda foto, mostro sacos e caixas de arrumação que ficaram livres depois da purga. 

Antes de começar a destralhar, tinhamos o saco transparente cheio acima, e este vazio da última foto, arrumados na parte de baixo do roupeiro deles. As caixas das fraldas em cima de uma estante, uma das caixas de arrumação debaixo da cama dela. O saco grande com padrão e os de supermercado, estavam na arrecadação (que ficou praticamente vazia!!! Yay!), já a outra caixa, estava no meu quarto. Agora, cabe tudo no quarto deles, na parte de baixo do roupeiro e em cima da estante. 

E mais, consegui ainda tirar uma manta que já estava a ficar velha e que nunca usamos, umas cortinas laranja que não acho particularmente piada e que também estavam guardadas há imenso tempo, uma bolsa minha e um sobretudo do maridão com o qual ele já não se identifica (com o consentimento dele, claro!). 

Sinto-me bem mais leve. 
✌ 😉 ✌

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Perspectiva

daqui

Não tenho por hábito entrar em casa alheia para bisbilhotar o que têm. Nem sequer ligo muito ao facto da casa estar arrumada ou não. Não me interessa, na verdade, já que não sou eu que lá moro, não é a minha realidade a que se encerra dentro de outras quatro paredes que não as minhas. 

Mas hoje, entrei em casa dos meus vizinhos de baixo e fiquei um bocadinho perplexa. Ou seja, a casa em si é igual à minha (ou quase vá, que ambos temos obras/alterações feitas), então fiz imediatamente uma comparação não intencional. 

Juro que troquei os olhos umas quantas vezes e me senti um bocadinho zonza. É que se eu acho que tenho tralha a mais em casa, e ando sempre com vontade de tirar mais e mais para fora, aquela casa não sei. Móveis até mais não, onde todas as superfícies estavam carregadas de biblos, molduras com fotografias, pequenas coisas perdidas aqui e ali, mas muitas... muitas!

E no fundo, isto ainda me deu mais vontade de reduzir ainda mais o que temos cá em casa, é que dei-me conta que tanta coisa, tanto acumulo me deixou um pouco claustrofóbica. A pouco tempo (espero!) de me mudar para uma casa mais pequena, quero levar connosco o essencial dos essenciais, e destralhar tudo o resto que me seja possível. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Preparando o Natal: Prendas

Hoje já é dia 20, e eu que andava tão feliz porque já tinha tudo tão bem encaminhado a nível de prendas, e achava que era este ano que conseguia ter tudo pronto uma semana antes do dia de Natal. Porém os miúdos adoeceram e deram-me cabo dos planos. As prendas que queria fazer, e até algumas que estavam praticamente acabadas, ficaram a meio caminho. Ainda não consegui meter mão nelas. 

As que queria comprar, ficaram por comprar porque não consegui sair de casa. Mas também não é um grande drama. Eu costumo optar por prendas low cost. Já pensei em deixar de dar prendas aos adultos, e só mesmo às crianças, mas eu gosto tanto de dar um miminho que seja àqueles de quem gosto e me são mais próximos. 

Este ano, optei por um Natal ainda mais low cost. Temos planos para passar o Ano Novo fora, e os tostões estão guardados para esse fim. As prendas, desta vez, são mais um mimo, uma forma de dizer a certas pessoas que me são queridas. 

Para a maior parte das crianças fiz compras aproveitando os primeiros descontos, logo em Outubro ou Novembro - já nem me lembro. Também aproveitei uma visita à Tiger - que não tenho aqui muito perto. Eles têm coisas super engraçadas e a preços em conta para os miúdos. Acima de tudo acho-os bastante originais. 

Para os adultos não comprei nada, ou muito pouco vá. Foi uma espécie de compras em casa. A verdade é que temos tantas coisas, por estrear, por abrir, por vezes durante imenso tempo, e que nunca vamos usar. Eu dei uma volta pela casa, vi e revi coisas que tinha por estrear e que sei que o mais certo é nunca tocar nelas. 

Depois, pensei se seriam úteis a alguma das pessoas da minha lista, tirei as minhas conclusões e separei algumas coisas. Uma garrafa de vinho de 2004 - nós não bebemos vinho. Mini garrafas de martini, que vou usar num kit com queijo que também já comprei. Um perfume de homem e outro de mulher. Uma pochete mais porta moedas ainda dentro do plástico. Uma caixa (joalheiro) que usei para fazer um kit de chá. 

Também fiz algumas prendas, para aquelas pessoas a quem só queria oferecer uma lembrancinha, fiz sabonetes artesanais e  também quero fazer ainda bolachas com a minha miúda. Fiz algumas peças de roupa. Hoje comprei mais algumas coisinhas, tudo mais simbólico que outra coisa, e sempre que possível, optei por coisas consumíveis, para criarem o mínimo de tralha em casa dos outros. 

Consegui mandar a maior parte dos postais a tempo. Mas não seria eu se não ficassem pelo menos 2 cartas em atraso por enviar. Pensei que teria tempo, mas como já disse, não foi bem assim. 

Resumindo, ainda tenho umas 7-8 prendas para despachar. Uma bebé de 5 meses, que tem uma mana mais velha e tudo o que veio desta (que é muito - por isso estou paralisada, não sei que lhe oferecer). Duas adolescentes que não conheço assim tão bem para saber quais os seus gostos - estou a ponderar fazer-lhes um kit para gelados a cada uma, ou um kit cinema. Sogros, irmã e sobrinhos (adultos). 

Para mim não espero nada. Mas sei que virá qualquer coisa de determinadas pessoas, como todos os anos. Houve mesmo pessoas a quem avisei que não queria nada (conheço as suas prendas "super pensadas para mim" dispenso mais coisas que só se acumulam por cá! a sério!). Pedi apenas uma prendinha simples ao marido, e já a recebi (entre nós não temos paciência para esperar pelo Natal se nos faz falta). 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Para o que me haveria de dar


Aproveitei que chegou por fim o frio e a chuva, e que os miúdos adormeceram ambos por volta das 21h30 para lá meter as mãos na troca de roupa de estação minha e da outra metade. Já tinha tirado os sacos do armário, mas andavam aqui pelo chão do quarto, encostados, à espera da minha atenção.

No meio desta troca, acabei por também destralhar algumas peças de roupa, pelo menos a minha parte. Não gosto de tirar as coisas dele sem a sua autorização... Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti, não é? 

Comecei a tirar uma ou outra coisinha de lado, caso me apetecesse comprar uma peça ou outra de roupa nesta inverno (não costumo comprar muita roupa, mas há vezes em que também faz bem um miminho), e quando dei por mim tinha uma pilha enorme de coisas que já não queria. Na dúvida, coloquei de parte. Se há dúvidas é porque algo não me agrada. 

em cima, a pilha de roupa quando acabei de escolher a que já não queria.
em baixo: já em sacos pronta a sair de casa.
o primeiro saco branco, é mais um saco de tralha que juntei há uns dias e que tem ficado esquecido a um canto, está na hora de sair também. 

No total acabei por separar 38 peças. Segundo algumas teorias minimalistas, de guarda roupas cápsula (que está super na moda mas ainda não me convenceu, eu logo desenvolvo noutro dia!) o ideal seria ter 37 peças de roupa por estação (curiosamente estava a ouvir este podcast enquanto andava nisto). Deu-me vontade de rir, 38 foram as peças que eu tirei do meu:

- 1 encharpe
- 10 calças 
- 1 camisa manga curta
- 14 camisolas
- 2 vestidos
- 4 tops
- 2 saias 
- 3 casacos*
- 1 camisa de dormir

* um deles forte, muito bom, mas usei pouco no ano passado e tenho outros que gosto mais!


Por pura curiosidade e já que tinha tudo arrumadinho - roupa de verão em sacos para guardar, roupa para doar em sacos no corredor para saírem amanhã, roupa de inverno guardada nos locais certos, toda a roupa que está lavada, isto é, há roupa no cesto para lavar e com essa não contei (mas creio que é praticamente tudo de verão), contei as peças que tinha no meu roupeiro, e cheguei a um belo número... 73... bem, tem um 7 e um 3, só não estão na ordem certa. 

73 peças de roupas:

- 4 casacos fortes (3 deles compridos)
- 1 blazer 
- 4 casacos de malha finos (um deles comprido)
- 5 saias
- 12 vestidos
- 3 camisas
- 1 saiote
- 1 bolero
- 1 colete
- 17 calças**
- 4 t-shirts
- 3 corpetes
- 13 camisolas ***
- 3 camisolas interiores
- 3 pijamas 

** inclui gangas, clássicas, desportivas e leggings
*** finas e grossas

preferi ficar com a parte mais pequena do nosso guarda fatos porque tenho um cabideiro à parte para as peças mais compridas, fiz prateleiras para o mesmo com restos de tábuas que já tinha e ganhei muita arrumação.
então, na primeira prateleira (ver com mais detalhe a foto acima) tenho um organizador com duas partes, na de cima tenho encharpes, xailes, etc que não contei na minha lista de peças de roupa abaixo - esqueci-me. na de baixo, tenho t-shirts e camisolas finas.
na segunda prateleira, arrumei as camisolas de malha (na foto ainda não estavam todas). na terceira, tenho uma caixa para poder puxar para fora - não é bonita, mas é funcional - com as calças. As de ganga bem dobradas, as clássicas também, as leggings e desportivas, estão enroladas para poupar espaço ficando ainda assim visíveis.  na quarta prateleira ainda não tenho nada, mas creio que vou colocar os pijamas e as camisolas interiores. na última, para já tenho calçado literalmente aos montes que ainda quero organizar.




Olhando para esta lista, concluo realmente que tenho algumas coisas a mais, mas gosto de todas e efetivamente, com exceção de alguns vestidos, são peças que me lembro de vestir no inverno passado. Há rotatividade, por isso não me vejo a desfazer-me delas para já. Pendurado é isto, falta apenas um dos casacos mais fortes porque é super pesado, por isso guardei-o no lado do moçoilo. 


Agora digam-me lá de vossa justiça. Olhando para tudo isto, acham que tenho muita ou pouca roupa comparada com a vossa? Já tive muita mais, é verdade, e até gostava de ter alguma a menos, mas ainda não estou disposta a desfazer-me de coisas que realmente gosto só porque alguém decidiu que o ideal é "X" número de peças e não "Y". 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Só para registar

daqui
que:
- o louceiro já foi
- a estante no corredor ficou reduzida a metade
- a cama de ferro, pfiiuuuuu voou para outras paragens
- a arca deveria ter iso atrás atrás 
- o móvel com rodas de tv que ocupava a minha mini varanda, e que ganhava pó há tanto tempo, encontrou finalmente um lar onde será muito acarinhado, mas que irá na segunda ronda com a arca (ocupa agora uma parte da minha entrada e fere-me a vista assim que chego mas é temporário, muito mais feriu durante o tempo que estava na rua). 

e eu (já): 
- sinto a minha casa mais leve 
(embora ainda tenha que arrumar as caixas que ficaram cheias de tralha e os dois móveis tenham que sair)
- parece que a casa aumentou com os detalhes a menos
- sinto-me orgulhosa por me ter despegado destes monos
- não quero nem pensar que tenho de destralhar bem destralhado o que há pelas caixas porque não tenho onde guardar metade das coisas. 

Quando essa tarefa estiver finalmente atingida, vou-me sentir muito, mas mesmo muito feliz!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Fim de semana (mais ou menos) produtivo

quem pode não adorar a Betty Boop?!

Sexta
Como só trabalho pela manhã, a sexta à tarde já sabe a fim de semana por aqui, mas não fiz nada. Preguicei a tarde toda, fui buscar a miúda cedo, mais tarde o miúdo e nem jantar fiz, trouxe-o o pai mais tarde. 

Sábado
Porém no sábado, não sei muito bem como, tendo os miúdos em casa, arregacei as mangas e voltei ao trabalho. Mudei os meus lençóis. Esvaziei uma arca de madeira - que tal como outros móveis que esvaziei antes, quero tirar cá de casa.  

Dentro da arca, guardava roupa do meu filho que ainda não serve e nem servirá tão cedo. Felizmente consegui fazer espaço no roupeiro deles para guardar tudo, ficou de fora o único saco de roupa dela que por lá estava também. Tudo casacos de inverno, quem sabe alguns deles já nem sirvam e possam sair de casa em breve. 

E sim, ela tem suficientes para o próximo inverno, por isso fico feliz de ir tirando mais umas pecinhas e passá-las a quem precisa delas. Dá um nó quando por algum motivo, gosto mesmo muito de uma peça ou outra, e isso também já lhe começa a acontecer a ela, mas quando não serve, ambas conseguimos largar com certa facilidade. Ela compreende que há outra menina que vai ficar feliz por recebê-lo e eu fico super orgulhosa da minha menina. 

Mais cedo, estivemos ambas a experimentar calçado nela - ele não tem paciência para essas coisas, é gajo, terá de ser à medida que for calçando. A maior parte do calçado do ano passado serve. Quando começou o verão despachámos logo aqueles que estavam a ficar pequenos, e só ficámos com aqueles que serviam mas que estavam ainda largos ou um pouco grandes mas que ela conseguia usar. Só tirámos dois pares para doar. 

Pensei em começar a ver as roupas também, principalmente porque os miúdos não têm calças de treino à mão e já começa a saber bem roupa mais confortável e menos fresca (se bem que por cá, desde que haja sol, está calor ainda!). Quanto à roupa de verão há uma quantidade dela que nem vale a pena guardar, de certeza que não chega ao próximo ano, outra que sim, mas pelo menos dela, serão poucas, estou certa.

Tirando isto da roupa e calçado deles, e ter esvaziado a arca, ainda dobrei dois cestos de roupa lavada - que não arrumei logo no sítio (eu só passo a ferro na hora de vestir, não tenho paciência para ficar horas a passar a ferro). Destralhei duas prateleiras do meu quarto de costura, tirei um saco xxl com um dos meus manequins de exposição, uma cabeça de cabeleireiro que usava há tempos como modelo para os meus acessórios de cabelo, alguns projetos manuais que comecei há imenso tempo e que nunca terminei e mais algumas coisas que fui enfiando para lá. 

Enchi uma máquina de loiça, e (vergonha!) era tanta que nem coube toda de uma vez só. Deixei o resto para o dia seguinte. À tarde ainda fomos a um aniversário e estava cansada demais para me dedicar a mais uma máquina de loiça. Loiça e roupa (sujas) são dois monstros horrorosos que crescem à velocidade da luz por aqui. 

domingo
No domingo voltei a ficar um bocadinho mais preguiçosa, mas ainda fiz umas coisas. Retirei e arrumei a loiça da máquina - geralmente é coisinha para ir ficando até precisar da loiça e ir lá buscar diretamente. Recolhi a roupa da corda, dobrei e guardei. Ainda fiz mais uma máquina de roupa e estendi a mesma. Dei voltas aos sacos de roupa guardados do miúdo, precisa de calças de treino e não tinha nenhuma de fora, sabendo que havia qualquer coisa num daqueles sacos, lá me mentalizei e joguei-me a ele. Tive sorte e acertei logo ao segundo saco.

Consegui também, enquanto arrumava a roupa dobrada - dar logo uma vista de olhos pelas roupas de verão deles que já não passam ao próximo ano, retirei-as e meti em sacos para doar. As dele saem ainda hoje de casa, as dele, possivelmente amanhã.

Há algum tempo que ando com a ideia de fazer uma casa de bonecas para a miúda, reciclando cartão, daquele das caixas. Há tempos tinha pedido algumas caixas à rapariga do café aqui do lado e tinha-as guardadas. Espalmadas não ocupavam muito espaço, mas ainda assim ocupavam algum, principalmente na minha visão. Foram parar à reciclagem, claro! Onde trabalho tenho facilidade de arranjar cartão e quando pensar mesmo na casa de bonecas, logo trago algum para usar na hora.

E pronto, foi isto. 

sábado, 17 de setembro de 2016

Destralhando |CAOS|

Digamos que neste momento, caos é realmente a única palavra que me vem à cabeça quando penso na minha casa. E destralhar - mais - é, o grito cá dentro. Há vários dias que tudo se acumula por diversos motivos, e depois nem sei bem por onde começar. O marido até já me perguntou se não quero arranjar alguém que me ajude pois ando completamente stressada com o este caos, mas tenho esperança de o começar a domar agora que os miúdos estão ambos na escola/creche. 

Há um par de semanas, decidi que o ideal seria reduzir o número de móveis cá por casa, e consegui mandar uns dois para fora. Depois esvaziei uma estante de escritório, que aguarda a sua vez de sair também, no entanto nestes dias tenho pensado em manter a parte de baixo, que é fechada com portas. Ando aqui a tentar convencer-me que não é necessário. 

O problema desta ideia, é que para esvaziar os móveis que não quero mais em casa, tirei tudo o que tinha neles e enfiei dentro de caixas de papelão que me ferem a vista quando passo por elas. Muito do que contêm é papelada, que quero destralhar, mas dá-me sempre uma grande dor só de pensar em o fazer. 

Um familiar quer um dos móveis, ou dois. Estou desejando que os venha buscar para ficar com o espaço livre e reorganizar as peças que ficam, principalmente porque são do quarto de costura, que é a zona mais caótica da casa neste momento, e todo esse caos não me dá vondadinha nenhuma de  trabalhar nele, e não pode ser. Diz essa pessoa que vem esta segunda. Já falta pouquinho. 

a primeira estante já saiu do corredor, consegui arrumar os livros na sala e passei-a para dentro do roupeiro do quarto da costura onde arrumei alguns dos meus tecidos e livros técnicos. A sapateira do meio, passei para a entrada. A estante ao fundo, já esvaziei, é a que não consigo decidir se fico com a parte de baixo ou não. O saco de papel no chão, ao fundo tinha roupa para doar e já foi. 

 este é o meu quarto de costura, está ligado à cozinha e foi usado como sala de jantar durante muito tempo, por isso, está ai um frigorífico também. Hoje já estava bem mais caotico do que na foto. Ao fundo, vêe-se uma arca de madeira com imensa tralha em cima. Já a esvaziei e está agora no corredor no lugar onde estava a sapateira, mas é temporário. O destino dela é sair de casa também. 

O louceiro, aqui ainda cheio de tralha, está vazio e pronto para ir para uma nova casa. Vou ficar tão feliz quando o vir sair. É verdade que guarda muita coisa, mas quanto mais espaço tenho para guardar, mais tendência em guardar tralha que não preciso. Assim, sou obrigada a cortar naquilo que já tenho para fazer com que fique tudo organizado. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A nossa casinha


Estamos prestes a retomar as obras da nossa casinha, sim casinha, porque para já é mesmo uma casinha pequenina. As obras, ficaram paradas durante tanto tempo que eu já nem sabia muito bem o que faltava fazer. Estivemos recentemente lá, e afinal está mais adiantado do que eu pensava. Temos o chão para nivelar, apenas uma parede da sala por rebocar, pavimento e chão para colocar e depois terminar casa de banho e cozinha, com louças e móveis. 

O pedreiro só pode trabalhar aos fins de semana, por isso, ainda deve de demorar um tempinho a estar tudo pronto, mas só o facto de termos tomado a decisão de recomeçar onde se parou já significa muito. 


Como disse a casa para já é pequenina, o suficiente para nos enfiarmos lá, apertadinhos, é verdade... mas já dá para alugarmos esta onde estamos e nos orientar-mos melhor sem recurso a empréstimos no banco. Foi uma das decisões que tomámos juntos há alguns anos e que nunca nos arrependemos. Se temos compramos, construímos, se não temos, trabalhamos, juntamos e depois fazemos o que queremos fazer. 

Por aqui evitam-se os empréstimos a todo o custo. E a verdade é que vivemos muito bem assim. Quando nos perguntam como conseguimos (porque até há pouco tempo eu não tinha rendimento), eu respondia que era assim, livres, com as despesas essenciais. E mesmo só com um rendimento, nunca nos faltou nada, nem os nossos pequenos luxos. Não é tanto quanto se ganha muitas vezes, e sim a forma como se consegue gerir aquilo que se ganha. 


Mais tarde, faremos o primeiro andar da casa, com mais quartos e maiores. Para já vou sonhando com a decoração, que é a parte que mais gosto. Na verdade, decorar como deve de ser, vou só decorar a casa de banho, cozinha e sala, vou deixar os quartos existentes o mais simples possível porque como depois faremos o primeiro andar, não quero andar a desperdiçar em coisas que depois não se adaptam. 

Quero o chão todo por igual, e se não igual, muito parecido a este.
Para a cozinha ando a cobiçar móveis de linhas rectas, em tons claros, talvez ainda dentro dos cinzas também.



Ainda estou para descobrir como é que vou distribuir a sala, já que esta e a cozinha estão integradas. Tenho muito estudo para fazer antes de começar. Tenho algumas ideias, algumas teorias, mas será que funcionam na prática?! Acima de tudo custa-me pensar que vou sair da minha casa para uma com quase metade do tamanho. Onde vou meter as tralhas todas? Digam-me lá? Destralhar mais um pouco é a palavra de ordem... ;) 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Atacar o frigorífico

E não, não falo de ir sorrateiramente comer tudo o que por lá existir. Neste caso, o ataque ao frigorífico foi de outra natureza. Já andava a bufar cada vez que o abria, estava a ficar caótico, tudo fora de sítio, tudo desastrosamente empalado. Ontem, assim a meio de uma tarefa qualquer que implicava deslocar-me ao mesmo, acabei por jogar-me a ele. Quando me lembrei da foto (tirada com o telemóvel) já tinha tirado quase tudo da segunda prateleira, restos de refeições com alguns dias, coisas que iam ficando esquecidas. Felizmente o cheiro não era mau, pois todas essas coisas estavam bem tapadas. Assim que tirei tudo, limpei as prateleiras rapidamente com um pano húmido, e voltei a arrumar.
 Na primeira tenho dois cestinhos: um para queijos, chouriços, etc e outro para iogurtes e pequenos snacks. No meio de ambos, manteigas e cremes para barrar. Na segunda coloquei os ovos, margarina, frascos, salsichas, etc, Na terceira, as cervejas e algumas bebidas que só ocupam espaço porque raramente as bebemos. Na prateleira mais baixa, arrumei legumes e fruta, aproveitei os tupperwares das sopas para dividir tudo. Assim, se se estragarem não contaminam o resto dos legumes. Aconselho vivamente usarem caixas, caixinhas, o que quiserem, pois na hora de encontrar qualquer coisa fica muito mais fácil, e na hora de limpar então, nem vos conto. Retirei a gaveta de baixo para lavar em condições, na foto não aparece mas já está no sítio, vazia. Na porta praticamente não mexi. E no meio disto tudo, encontrei uma caixinha de mirtilos que ficou esquecida lá para trás. 


E vocês? Já foram arrumar hoje alguma coisa que andasse a precisar há muito tempo? Por cá, o próximo que precisa mesmo muito de uma limpeza é o microondas, então não é que derreti um tupperware desses das sopas lá dentro? A tentar derreter chocolate. Pois é! Ficou um pivete do caraças, plástico queimado! Quero ver como é que vou conseguir que o pivete saia de vez. 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Destralhar - um olhar geral cá por casa



Há muito tempo que comecei a destralhar cá por casa. Tem sido um processo demorado; por vezes dá-me uns vipes e limpo armários um pouco por todas as divisões. Tiro sempre imensas coisas para fora, algumas ofereço, outras jogo fora. Já tentei vender algumas online mas nunca tive muita sorte, pelo que desisti de o fazer. E no entanto as coisas parecem crescer por toda a parte novamente. 

Ultimamente voltei a ler com frequência alguns blogs cujo tema principal é precisamente este, ou a organização em geral e têm-me inspirado bastante. Dão vontade de meter mãos à obra por aqui também. 

A minha casa foi comprada há mais de dez anos, e como pouco tempo depois pensámos em construir outra, esta nunca foi completamente decorada a meu gosto. Achámos que era um desperdício de recursos investir em móveis de boa qualidade, entre outros, que possivelmente não serviriam numa outra casa mais tarde. 

Fomos comprando móveis que nos davam jeito, mas que não combinavam entre si. Foi depois de termos filhos que decidimos melhorar o aspecto da casa. Quer dizer, eu, porque o maridão não liga nenhuma a nada destas coisas e segundo ele, o que eu decidir está de bom tamanho. A tal outra casa, tem demorado a realizar-se, por isso, cada vez mais sinto necessidade de melhorar esta. 

Vou tentando melhorar com o que temos, por vezes comprando uma ou outra peça de mobiliário que faço questão de trocar, são as minhas raras excepções, que eu sei que, seja para que casa for, eu levarei comigo. E é assim que ando empenhada no meu quarto para começar, já que comprei uma cama nova há uns dias - um sommier com arrumação lá dentro que eu queria há imensoooo tempo mas que fui deixando sempre para depois, porque "não cabia no meu bolso". Aproveitei uma promoção e comprei o dito + um colchão de uma marca bem conhecida, por 299€. 

Lá dentro já guardei toda a roupa de cama de inverno e mais algumas peças que andavam perdidas por vários sítios da casa. A roupa de cama não é demasiada, tenho em média 2 conjuntos de verão e dois conjuntos de inverno para cada cama (incluindo o sofá cama), no que toca a lençóis, edredões quentes tenho um para cada cama dos pequeninos, e dois para a minha, mais duas colchas de verão. O suficiente para trocar um por outro na hora da limpeza. Tudo o que enfiei para lá, só ocupa metade do espaço disponível. 

A seguir penso guardar lá sacos de roupa nossa (minha e dele) que andam também espalhados por onde cabem: a parte de cima do roupeiro do meu quarto extra, dentro de um louceiro que usamos com outro fim e que veio de casa da minha mãe, outros cumprimentam-me diariamente desde cima do guarda fatos do meu quarto. Acho que todos juntos cabem no sommier e ainda me sobra um espacinho qualquer. Quando o Verão terminar é trocar tudo, parece-me que foi uma muito boa compra. 

O meu mal, o meu erro no destralhamento cá por casa, é que tenho tendência a mudar móveis de sítios e encho caixas com o seu interior, com o intuito de me jogar a eles mais tarde e organizar/limpar tudo, mas se vos dissesse que tenho um cesto grande, cheio de tralha há mais de dois meses à minha espera não estaria a mentir. 

Outra coisa que abunda cá por casa é roupa. A minha cada vez é menos, o maridão é agarrado às suas coisas e caso eu não me sente ao lado dele a apontar rasgos, buracos, manchas ou desbotados, ele não se desfaz de nada. 

Os miúdos recebem muita roupa de primos e amigos, por isso, o stock de roupa que ainda não serve, e  que como tal está guardado à espera, também é grande, na verdade um dos meus maiores dilemas. Há pouco tempo, retirei tudo do sítio, dei voltas e mais voltas, anotei tudo o que temos e quantidades, para não ficar com nada em falta e consegui separar um saco gigantesco (tal que quase não podia com ele depois) para dar. Muita dessa roupa ainda nem servia aos meus filhos, mas já era demais. Ainda assim, ficou muita que voltarei a rever na mudança de estação como faço sempre. 

Este post já se está a tornar longo, e fica muito para dizer. Mas vou ficar por aqui, prometo que vou tentar partilhar as minhas dicas de destralhanço, e vos vou mostrando alguns progressos. Para já, como disse vou concentrar-me no meu quarto. Não esperem nada digno de revistas, não é. É apenas uma forma de eu o tentar tornar mais prático para mim, e mais leve. Tenho uma casa carregada de coisas e acredito não precisar de muitas delas.