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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Vale a Pena Partilhar #6



daqui

Andava aqui a ver umas coisas giras e deparei-me com esta ideia para fazer com os miúdos para o dia de São Valentim. O que acham? Quando só tinha a mais velha, fazia imensas atividades com ela. Depois nasceu o acelerado, e tentei fazer o mesmo com ele, mas veio a provar-se uma tarefa quase impossível. Será que agora o convenço? Ela acabou por ficar prejudicada e eu morro de culpa todos os dias em que me sinto demasiado cansada para fazer seja o que for. Quero tanto melhor esse lado menos bom da nossa rotina familiar. 

sábado, 5 de janeiro de 2019

5.janeiro.2019

Hoje é o nosso aniversário. 17 anos de nós amor. E o tanto que vivemos juntos até aqui. Que venham muitos mais porque quando olho para ti, amo-te um bocadinho mais. 

E no dia em que eu e o mais que tudo completamos 17 anos de amor deixo-vos um bocadinho do que foi a nossa entrada neste ano. 










sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Feira de Sta. Iria - Faro


No fim de semana passado fomos à feira, este ano deixámos passar todas as outras e só conseguimos ir à de Faro, mas fomos dois dias seguidos para compensar os miúdos.

No primeiro dia levámos a sobrinha também e só as meninas andaram nos carroceis, o mais novo por algum motivo que desconheço não quis andar em nenhum, chorava até se lhe perguntássemos se queria ir com elas.


Já as meninas deram 3 voltas no carrossel da bruxa (uma foi grátis já que o senhor não lhes pediu os bilhetes) e uma no Cangurito. A minha tem um pouco de medo das alturas, e com os seus sete anitos tinha algum receio e recusou-se a ir, mas depois de sair do outro, e porque a prima estava tão aborrecida de não irem para o Cangurito, lá me disse que ia experimentar.


Depois dos bilhetes comprados, olhou para mim e disse-me "Agora já não posso desistir, mãe!", e vi como ela estava a fazer o que sempre lhe digo, "temos que enfrentar os nossos medos". E lá foram as duas. Enquanto a outra levantava os braços enquanto aquilo subia e descia, a minha não largava a mão da cancela de segurança. Mas enfrentou o medo, via-se o nervoso miudinha nela, e no fim até gostou.


No segundo dia fomos só nós os quatro e o pequenino já quis andar num dos carroceis, mas só com a mana ao lado. Ela é um amor e lá foi com ele que ficou louco e dava gritinhos de alegria. Ela ria-se e só nos gritava quando passava por nós "Tá louco mãe, o mano tá louco!".


Já eu fiquei muito feliz por ver um stand de tecidos, e mais ainda por saber que irá abrir (porém só em Maio, aunfff!) uma nova loja de tecidos em Faro. Trouxe comigo dois pedacinhos de tecido. O marido perguntou-me logo "o que vais fazer com isso?". Pfff até parece que eu sei o que vou fazer com o tecido quando o compro. É giro, por isso comprei-o, o que farei logo se vê. ahahah.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Diz que acabou o verão


Dizem que o verão acabou e que estamos no outono. Ainda estou para acreditar nisso, é que por aqui o calor continua a ser mais que muito, ainda hoje fomos à praia com os miúdos, perto das 19h e estava-se lá que era uma maravilha. Foi a nossa primeira ida à praia deste verão... opppssss... outono. Os miúdos aproveitaram umas idas à praia com os tios e primos, mas nós dois, nadica. Fui uma única vez com os miúdos, mas saímos de lá em poucos minutos, o vento era demais e comíamos areia sempre que abríamos a boca. O meu mais novo nem quis sair do meu colo, debaixo do chapéu de sol.


Praia este ano foi pouca, mas morar no campo tem outras regalias, e apesar da pouca praia, o que não tem faltado a estes miúdos tem sido água. Desde que aqui estamos é piscina praticamente todos os dias depois da escola. Não podia, estar mais felizes. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Temos televisão

esta janela precisa desesperadamente de cortinas como deve de ser. Já faltou mais! 

A sério que eu acho que ter ou não ter televisão me é completamente indiferente. Desde que nos mudámos no dia 17 de Agosto que não tínhamos serviço de televisão em casa e muito sinceramente só me chateava não poder continuar a ver a Anatomia de Grey de seguidinha, já que ando a acompanhar a repetição da Foxlife desde o primeiro episódio. 

Os miúdos estiveram este tempo todo sem televisão, excepto a semana de férias que passaram em casa dos avós e correu muito bem. Portaram-se lindamente, melhor até, mas hoje estavam mesmo aflitos para voltar a ver desenhos animados. Como a instalação foi feita bastante tarde e quando os senhores saíram daqui já eles estavam a jantar, deixei-os ver só um bocadinho. 

Amanhã lá os vou deitar tirarem a barriga da miséria, mas gostava de limitar um pouco mais o uso da caixinha mágica pois vi o bem que lhes fez não a ter por casa nestes dias. Isso, e ter menos brinquedos também, pois alguns ainda continuam no apartamento, e outros estão muito melhor arrumados cá. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Já começa a cheirar mal!

daqui

Uma das razões pelas quais eu franzia muito o nariz em relação a fazermos a casa aqui (terreno da família dele, perto dos pais e irmãs) era precisamente a proximidade com a família dele (mas poderia ser da minha também, seria igual). 

Outra razão, era as partilhas um dia mais tarde. "Dá sempre confusão", dizia-lhe eu. "Com a minha família não!", respondia-me ele seguro de si. Fosse como fosse, sempre achei que mais tarde ou mais cedo me arrependeria de gastar o meu dinheiro nesta casa. 

Pois bem... a merda já descambou... pois que a família tem um estabelecimento a ser explorado pela neta mais velha (a única que já é adulta), onde trabalha o meu marido também. E a menina agora acha mal ter de pagar renda ao avô, mãe e tios porque embirra com a tia e acha que ela não tem direito a nada, e ela própria sim porque trabalha lá (esquece-se que tira o ordenado dela como qualquer pessoa). Então diz que quer sair e procurar outra coisa, e com isso vai lixar o posto do meu marido, ele que se desenrasque e procure outro trabalho também. Havia necessidade? 

Mas... na família dele não

sábado, 25 de agosto de 2018

E que tal a primeira semana?

A primeira semana na casa nova correu bem. Morar mesmo ao lado da família tem as suas vantagens e as suas desvantagens como se sabe, mas a primeira semana coincidiu com uma semana de férias e pude aproveitar bem a casinha nova. 

Frutinha da horta do sogro que eu mesmo vou apanhar!

É pequena mas não a sentimos como tal. A rua é tudo e tem-nos feito muito bem, principalmente aos miúdos que podem brincar lá fora, correr, piscinar muito. A nós sabe-nos pela vida os fins de dia, rua, o fresco da noite e copito na mão. 

A única divisão que acho mesmo demasiado pequena é o quarto dos miúdos, mas eles também só vão para lá na hora de dormir. Ter uma sala aberta à cozinha tem sido magnifico. Na nossa família sempre gostámos de estar juntos e esta disposição facilita imenso. 

Vista da minha porta da cozinha. 

Estamos há uma semana sem televisão e os miúdos nem se queixam um bocadinho por assim ser. Têm brincado mais com jogos didácticos, e como já disse têm aproveitado muito mais a rua. Ainda para mais porque têm aqui uma priminha um ano mais nova que a minha mais velha. 

A nossa casinha, está-nos a saber melhor do que imaginámos e mudámos numa boa altura. Ao que parece a minha presença aqui tem ajudado imenso a minha cunhada mais velha nesta fase tão difícil para eles, que eram todos tão, mas tão ligados à mãe. 

Também se tem trabalhado muito por aqui.  

Ainda não está decorada, nem estará assim num estalar de dedos... acredito que isso são detalhes e que se podem ir fazendo aos poucos. Neste momento estou mais chateada por não ter umas cortinas na sala - detesto a exposição ao exterior, e faltam-me varões para pendurar a roupa no meu closet e no quarto dos miúdos. 

De resto as coisas vão-se orientando. Pouco a pouco que dá mais gosto. E vamos aproveitando esta vista a cada dia que passa. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Destes Dias #19 |luto|

daqui


Têm sido dias cheios de emoções.
Muitas emoções.
Algumas boas, outras más.
Umas felizes, outras muito tristes.

Já estamos na nova casinha. A nossa primeira noite cá foi na passada sexta-feira, dia 17 de Agosto e em jeito de comemoração, fiquei eu, ele e a minha cunhada a conversar e a beber licor até bastante tarde. Foi também ela que nos acordou cedo na manhã seguinte. Tinham ligado do hospital onde a mãe de ambos esteve internada por cerca de quinze dias. As noticias eram de que o seu estado se tinha agravado, por não dizerem ao telefone que tinha falecido. 
Tanto eu como ele, não conseguimos evitar pensar o mesmo: parecia que ela estava mesmo à esperas que nos mudássemos para cá. O maior desejo dela era ter os três filhos perto. E o facto de estarmos todos por aqui ajudou bastante pois os miúdos brincam e divertem-se apesar de tudo e uns apoiam os outros. 


sexta-feira, 27 de julho de 2018

Destes Dias #18

Neste momento só espero que 2018 acabe pois já vamos a mais de meio e não tem sido nada meigo connosco.

Este mês já fui de urgências para o hospital por conta de uma cistite que me pregou um dos maiores sustos da minha vida, pois devido às fortes dores que tinha comecei a hiperventilar e isso levou-me a uma paralisia dos membros superiores e inferiores. Apanhou-me a voz também e mal consegui chamar por alguém que me ajudasse - já em pleno hospital. Cistite curada com antibióticos e muita aguinha e dessa safei-me.

Fomos comprar a cabine para o duche ao Leroy e surpresa, ainda antes de a tirarmos do carro vimos que estava partida. Voltámos para a trocar e recusaram-se a fazê-lo. Tive de lá voltar e fazer barulho, pedir livro de reclamação, etc etc etc. Lá acederam a trocar, e ainda exigi que o transporte fosse a cargo deles de tão fula que estava. Não me ia sujeitar a acontecer de novo. Isso foi há quase duas semanas e só chegou hoje.

E ontem? Ontem foi o aniversário do meu marido... e perdemos a nossa gatinha. Já a tínhamos desde que nasceu, há quase 13 anos. Morreu-me nos braços. Chegar a casa e não a ver a miar-me aos pés, chatinha como era, custa tanto. A minha filha está fora e ainda não sabe, e o meu filho (4 anos) continua a dizer que a gatinha que viu morta não era a nossa.

Mas não acaba aqui. Temos visto a minha sogra a definhar dia após dia. Já nem se consegue levantar sozinha, está a perder as forças até para comer sozinha.

Não. Este ano não está a ser fácil. Nada fácil.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Festa Panda

Como prometido no último post, hoje venho partilhar convosco a festa de aniversário dos miúdos do ano passado. O tema escolhido por ela foi "pandas" e deu-me imenso gozo preparar tudo. Quis uma festa colorida com os pandinhas em destaque. 

Para os convites usei um bloco de cartolinas de várias cores que tinha em casa. Imprimi o nome de cada amiguinho com um panda em frente para colar na parte de fora do convite. Na interior colei o convite em si com toda a informação. Fechei e coloquei uma fita para finalizar. Também usei o que tinha por casa por isso não foi igual para todos. 


Imprimi papeis diferentes para menina e para menino para serem um pouco mais personalizados. 



A festa teve lugar em casa da minha irmã, como sempre, pois ela tem um armazém grande e espaço exterior. A parte mais chata é que o armázem cumpre a sua função e está cheio de tralha que nunca chegamos a tapar. Em anos anteriores  faziamos a festa no exterior mas em pleno Julho, o calor estragava a comida em menos de nada, por isso este ano experimentámos fazer no interior e correu muito bem. 


Coloquei duas mesas, uma para salgados e outra para doces. A primeira estava claramente mais cheia e foi realmente a mais atacada. Na outra tinha os doces e as bebidas. Fiz tudo sozinha, mas até correu bem. Na hora de montar contei com ajuda da família, mas foi tudo confeccionado por mim. Este ano não tive saudades dessa parte e do stress associado embora seja algo que até goste de fazer. 


Inspirada por esta internet, até um pão em forma de panda em experimentei fazer. Não foi grande sucesso na festa pois muita gente achou que o preto era corante e ficou reticente a experimentar, mas não. Só usei corante alimentar para o verde. Nas partes pretas do panda o que usei foram sementes de sésamo pretas trituradas. 


Na mesa dos salgados, tinha os rissóis, croquetes, pasteis, paté, tostinhas, sandes, batatas fritas, quiche, pão panda, queijos, etc. 


Na mesa dos doces coloquei pipocas, oreos, palitos (bolachas), pudins, gelatinas, mousses, pandas marshmellows, tarte de natas. E claro, os sumos variados. No ano anterior fiz uma limonada que coloquei em barril de vidro. Como foi com tema da frozen coloquei umas gotinhas de corante azul e ficava lindo na mesa, podia ter feito o mesmo de novo mas esqueci-me completamente. 


Aqui a ideia dos marshmellows. Usei uma caneta de pastelaria para desenhar algumas carinhas nos doces. A ideia era fazer em todos mas não houve paciência. Fiz só nalguns. 


Para as lembrancinhas fiz cabeças de pandas com eva para colocar em lápis. Comprei vários brancos e juntei logo um e outro. 


Depois, criei caixinhas panda com rolos de papel higiénico que pintei de branco com ajuda da filhota. O preto foi feito com cartolina e as cabeças imprimi na impressora, mesmo em casa. Imprimi também mais pandas em papel autocolante e coloquei no interior das caixinhas. Numa loja do chinês comprei uns saquinhos que trazem vários brindes que também juntei, tal como os lápis e um saquinho de gomas. Na festa ainda tínhamos os frascos de bolhas de sabão para dar aos miúdos. Alguns sairam sem levar. =( 


Tal como o resto, o bolo foi feito por mim. Tinha duas camadas, a primeiro de alfarroba que passou muito bem por chocolate para a maioria, e a segunda era com farinha de coco e não correu tão bem pois partia-se com facilidade, embora o sabor fosse bom. Entre ambas as camadas usei creme custard que deixou o bolo super delicioso. 
Para decorar barrei o bolo com natas como faço sempre, e usei pasta de açúcar preta e branca para os detalhes da cara do urso. Fiz as bochechas com pintarolas rosa. 


Numa loja das redondezas imprimi fotos dos miúdos e carinhas de pandas em papel de arroz comestível. A ideia era ter feito queques e usá-los como toppings mas não deu, por isso usei-os em redor do próprio bolo. 


No exterior tínhamos uma piscina insuflável pequena e uma em forma de castelo com um dragão ao qual ligamos a mangueira e aquilo esguincha os miúdos pela boca. Foi a loucura. Também tínhamos jogos de argolas e balões de água para uma guerra entre meninas vs meninos. Ganharam elas, já agora. 


A miúda ainda teve direito a bolo na escola. Para esse o tema que a pipoca escolheu foram os PJ Masks. A imagem do bolo também foi impressa na tal loja que infelizmente, fechou entretanto. Imprimi também o nome dela que coloquei na frente do bolo (apagado nesta imagem).


Era um bolo arco-iris por dentro. Foi a segunda vez que o fiz e os miúdos (e graúdos também) adoram sempre. Não é dificil, dá é um bocadinho de trabalho fazer. Da primeira vez que o fiz lembro-me de ter levado cerca de 4h, desta penso que foi um pouco mais rápido mas não me recordo quanto tempo ao certo.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

*7* e *4*

Nos últimos dias os meus filhos festejaram os seus sete (ela) e quatro (ele) anos. Normalmente junto a festa de ambos por terem tão poucos dias um do outro, mas este ano não houve festa temática e com todos os amigos presentes como gosto de fazer. 

Pois que o mais novo pediu a festa na escola, com um bolo e os amigos muito antes de fazer os anos e como foi numa segunda feira aproveitei para deixar assim mesmo. Comprámos um bolo do Faísca no supermercado à última hora (vá lá que é fã do Faísca desde sempre) e fiz umas lembranças improvisadas no mesmo dia para levar aos coleguinhas. 

Para ela andávamos a pensar numa festa da Ladybug há algum tempo mas acabou por ficar sem festa. É que a rapariga partiu a televisão da sala (também nem temos outra, só podia ser da sala) e lembrou-se de culpar o irmão. Por isso, mais por essa atitude do que propriamente pela tv partida, o castigo que teve foi ficar sem festa de aniversário. 

Ela não se chateou muito pois a festa de fim de ano da escolinha do mano foi nesse dia, por isso, não tendo uma festa dela, não deixou de estar numa. Além disso, a avó veio passar todo o dia com ela, e ela tem uma adoração enorme pela avó. 

À noite, depois do jantar cantámos-lhe os parabéns com um bolo que fiz depois da festa do irmão, e que decorei com a Ladybug. Telefonei às mães de duas amigas de quem gosta muito e que vivem do outro lado da nossa rua e sem ela saber convidei-as a cantarem os parabéns connosco e comer bolo. Ela adorou a surpresa e ainda brincaram cerca de uma hora juntas antes de ser hora da cama. 

Voltando à festa dele. Pois bem, no próprio dia não tinha nada preparado porque passei o dia anterior de roda da casa nova, chegámos a casa tarde e estava estoirada, já não tive tempo nem de fazer bolo, nem de pensar em lembranças. Só queria dormir e descansar. 

No dia seguinte (dia do aniversário) ainda fui trabalhar pela manhã e quando sai lá comprei o bolo. No mesmo supermercado ainda comprei um saco de balões coloridos e várias caixinhas de pintarolas, vêm em conjuntos de 3 por pouco mais de 1€ cada. Não gosto de dar doces como lembranças, mas às vezes calha e nesta situação não podia escolher/exigir muito porque o tempo não estava do meu lado. 

E o que fiz com as pintarolas? Pois bem, para ficar mais bonitinho, aproveitei duas micas para criar pequenos saquinhos de pintarolas. Usei uma pequena máquina de selar que sela e corta ao mesmo tempo. Comprei-a no Aldi ou no Lild há algum tempo e dá imenso jeito. Despejei um tubo de pintarolas em cada saco antes de o selar. Depois, colei um balão a cada saco com uma washi tape aos quadrados branca e preta que lembra as bandeiras das corridas. No outro lado do saco colei etiquetas com o nome do meu filho e a data do seu aniversário. Fotos no fim deste post. 

E sabem do que é que eu me lembrei? Que tenho as fotos do ano passado guardadas, à espera para vos mostrar e nunca cheguei a fazê-lo. Vou preparar outro post só com isso. Espero que gostem. 


segunda-feira, 25 de junho de 2018

Ela já sabe


A minha filhota teve a primeira bicicleta com cerca de 3 anos. Inicialmente aprendeu rapidamente a andar com as rodinhas, mas a miúda praticamente só andava em casa da tia então deixámos por lá e ao fim de pouco tempo estragou-se e ela nunca mais pedalou. Pouco depois ficou com a bicicleta de uma prima, mas as rodinhas estavam meio mancas, e ela não se sentia segura por isso chorava que tinha medo. O pai que não é nada paciente para estas coisas ainda lhe meteu mais medo e a miúda nunca mais quis sequer experimentar. 
No passado Natal oferecemos-lhe outra, maior, mas ainda com as rodinhas. Deixámos na casa nova porque não dava para a ter aqui no apartamento. Mas, raramente lá íamos com ela, e só mais recentemente é que começou a andar com as ditas rodinhas postas. 
Porém, a catraia tem azar e estas rodas também não ficavam firmes, a rosca passava e volta e meia subiam um pouco fazendo-a ganhar medo. Lá calhou de apanhar o pai bem disposto há uns dias, tirou as rodas e lá a tentou ensinar. E ela conseguiu, ainda que muito toscamente. Assim que teve espaço para pedalar, ela conseguiu ir encontrando o equilibro. 
Num segundo dia em que fomos para a casa e estavamos ambos ocupados com outras coisas, a criança marfou-se e foi-se à bicicleta sozinha. Quando nos chamou já dominava a coisa como gente grande. Que orgulho mais grande da minha menina. É uma criança insegura muitas vezes, mas quando quer consegue enfrentar os seus medos, receios ou limitações, e sempre que o faz, consegue chegar lá. 

quinta-feira, 3 de maio de 2018

O mais novo

O mais novo tem sido muito diferente da irmã em quase tudo. Muitas vezes dou por mim a fazer comparações entre ambos, sem sequer me aperceber. Não é consciente, e sempre que me apercebo que estou a ir por ai tento não o fazer. Na maior parte das vezes é difícil não o fazer. Não por achar que um é melhor que o outro, apenas porque tenho de comparar e perceber que cada um tem tido o seu ritmo, a sua forma de ser, e eu mesma não tenho sido a mesma para cada um deles, por vezes sinto até que fui muito melhor mãe para ela do que para ele... 
Ela foi a primeira, havia mais paciência, havia mais tempo, ela era mais calma e interessada, o que ajudou a estimulá-la sem ter que forçar. Sinto-me culpada e frustrada por não ter dado o mesmo trato a ele, no sentido de fazer mil e uma atividades que estimulam o seu desenvolvimento. No entanto, não sei se para atenuar estes meus próprios sentimentos, percebo que nunca o forcei a nada. Ele não se interessava simplesmente, e eu não o forcei nunca. Isso também é bom, não é?! 
Tentei sempre respeitar os seus ritmos embora fossem muito mais lentos. Quando entrou para este jardim de infância onde está agora, não falava quase nada, com três anos feitos havia um par de meses. 
Em Janeiro passado iniciou a terapia da fala, e digo-vos que a diferença desde Setembro até agora é monumental. A terapeuta conheceu-o logo em Setembro e quando me reuni com ela em Dezembro, já ela achava que ele tinha tido uma grande evolução, mesmo sem terapia. Uma vez começada esta, tem sido sempre a melhorar. E melhorar a comunicação, a forma como se expressa e conseguir entender e ser entendido, tem feito milagres por aqui. 
Continua a ser um miúdo muito mais enérgico que a grande maioria, continua a ter o seu feitio especial, mas já nos vai ouvindo, seguindo as nossas indicações, já vai entendendo as consequências dos seus atos, para o bem e para o mal. Ao ritmo dele, lá vai alcançando objetivos que deveria ter atingido muito antes. 
Segundo a educadora, tudo isto se deveu ao desenvolvimento tardio da fala, que acaba por atrasar o resto; mas que está no bom caminho, e que acredita que vai conseguir acompanhar os outros mais tarde ou mais cedo. Resta dizer que é o mais pequenino da sala, onde a maioria já vai para a primária este ano (ele ainda tem 3 anos). 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

da chucha

O desmame da chucha parece estar a correr bem. A segunda noite a dormir sem chupa correu bem. Deitou-se sem a pedir porque já tinha estado a conversar com ele sobre isso, mas eu tive que ficar por perto. Primeiro a dar uns miminhos e depois só mesmo presente. Adormeceu facilmente, não sem antes brincar um pouco com um coelhinho. Dormiu a noite toda e por volta das 7h30, acordou e chamou por mim. Veio para a nossa cama e dormiu mais um par de horitas. A última noite já correu um bocadinho melhor. Antes de deitar ainda pediu a chucha, mas disse-lhe que já não havia e ele riu-se com ar malandro, do tipo "estava só a ver se pegava, mãe". Adormeceu com maior facilidade que na noite anterior, eu fiquei lá pelo quarto mas não ao lado dele. Pela manhã quando acordou (já mais tarde), apenas chamou por mim como fazia antes. 
Os avós vieram visitar e contámos a novidade e ele muito feliz porque já era um bocadinho mais crescido e já tinha dormido duas noites sem a chupa. Mais um passo em frente, mais um passo rumo à independência. Afinal, é esse o nosso papel como pais e educadores, não é? 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Bye bye chucha?!

daqui
Quando entrou para a creche no ano passado, o meu miúdo mais novo deixou, juntamente com os coleguinhas, de usar a chucha, nem para dormir a sesta ele a queria. 
Porém, em casa, sempre que ia dormir (sesta ou noite), ele pedia a chucha. Quando se magoava a sério também se consolava com ela. E sempre usou até esta noite. Ontem ao jantar fez uma grande birra, e conforme ia aumentando, o castigo que lhe dê-mos, foi colocar uma chucha de cada vez fora da janela. Eram três. 
Quando foi dormir tirámos as chuchas da janela, escondemos e dissemos-lhe que já não estavam, que um pássaro teria levado. Deitou-se sem grandes dramas, mas demorou eternidades a adormecer. Uma vez ou outra choramingou por mim, diz o pai que chegou a vê-lo à espreita na janela do quarto. A mim dizia-me que ainda não estava lá nada. 
Antes de eu me ir deitar, notei-o um pouco mais irrequieto. Deitei-me com ele, um miminho de mamã sabe sempre bem. Adormeceu em poucos minutos agarrado ao doudou. E dormiu a noite toda sem a chucha. Acordou bem cedo, às 6h e tal da manhã, e foi a precisamente a manhã sem a chucha que mais lhe custou. Levei-o para a minha cama, onde ainda tentou dormir um pouco, mas depois ficou muito choroso. 

daqui
Parte o coração vê-los assim, custa-me ser a má da fita que lhe tira aquela "bengala" que sempre teve, mas ele já vai fazer quatro anos, e não quero que a chupa interfira com a dentição. Eu já não era muito a favor de chuchas quando eram mais pequenos, quanto mais com estas idades. Sei que são só as horas em que dorme, e ainda assim já são demais por dia, mas agora que tentámos e não correu tão mal como esperava não penso recuar. 
Tenho a sensação que esta noite não será tão boa, embora tenha esperança de estar redondamente enganada. Este miúdo sempre nos surpreendeu... quando achamos que reagirá bem, por vezes não é o caso, e quando achamos que não é capaz ainda disto ou daquilo, ele faz, ou adapta-se que é uma maravilha. A irmã largou a chupa aos dois, um gato levou. A primeira noite custou um pouco a adormecer, mas depois adaptou-se bem. 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

é oficial: tenho uma adolescente de 6 anos em casa

A minha miúda achou que era boa ideia pedir-me para cortar o cabelo. sou fã de cabelos compridos e tentei vender-lhe o meu peixe...

queres mesmo cortar?
sim!
mas eu não gosto de cabelos curtos.
mas eu gosto.
mas eu sou a mãe.
e o corpo é meu
mas fui eu que o fiz, por isso é meu
pois fizeste, mas agora é meu e eu é que decido

...

mas cabelo comprido é tão lindo
eu prefiro curto
não gostas de comprido?
não!
olha lá o meu, não gostas?
sim...
então afinal gostas de cabelo comprido!
não, mas disse que sim para não te fazer mal

...

e pronto... ontem levei-a a cortar o cabelo e ficou feliz da vida! aproveitámos e cortámos o do minion mais pequeno também.



ficou assim uma coisa muito semelhante à da foto
vá, eu confesso aqui entre dentes... ficou mesmo muita gira!

sábado, 16 de dezembro de 2017

Quase Natal

daqui

Estamos praticamente a uma semana do Natal, e como já é da praxe vejo o dia a aproximar-se e eu ainda com imensas prendas por fazer/comprar/preparar. Este ano parecia ter as coisas encaminhadas, no entanto, com a tal situação familiar atrasei-me. Quando tudo voltou ao normal cá por casa, pensei que ia entrar nos carris, mas o espetáculo de dança da miúda anda-me a consumir todo o tempo livre, seja numa busca eterna de acessórios para comprar ou sejam as peças, acessórios por costurar. Não só para a minha como para outras meninas, que isto quando se sabe que a malta até tem jeito com as costuras, é quem mais pode pedir isto e aquilo. Os fatos têm de estar todos prontos daqui a dois dias. Tenho a maior parte despachada mas ainda antevejo umas noitadas jeitosas para este fim de semana. Quanto ao Natal e às prendas, não vou dar grandes coisas este ano, serão mais simbólicas que outra coisa, e o meu foco são os cá de casa. Por exemplo, há anos que eu e o marido não trocamos prendas entre nós, mas este ano prestei mais atenção e apercebi-me de algo que lhe faz falta, e terá uma prenda novamente. Também não consigo deixar de mimar as crianças mais próximas. Mais uma vez, sem nada exuberante ou grandes loucuras. Apenas uns mimos que tento que sejam úteis e do seu agrado. Por exemplo, para umas mais velhinhas - adolescentes plenas - é-me sempre super difícil porque os gostos já são muito específicos, mas encontrei há um par de meses uns kits para limpeza de ecrãs muito fashions, e girly. Claro que comprei logo um para cada uma das três que tenho. E por ai? Como vão fazer com as prendas este ano? 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Isn't it ironic?


Os próximos tempos não vão ser fáceis. Não vou mentir, estou de certa forma fula. Eu que sempre gostei de viver a minha vida à minha maneira, sem dar cavaco a ninguém, vejo-me agora numa situação que me provoca sentimentos contraditórios. 

A minha cunhada foi mesmo internada na ala de psiquiatria do hospital Por quanto tempo? Não fazemos ideia. Esteve dois dias em observação e não melhorou. Tem de lá ficar pois não está em condições de voltar a casa. Mas ela tem um filho pequenino, lembram-se? 

Pois é, esse é o meu problema. É que nunca me dei bem com a minha cunhada, mimada, egoísta, manipuladora. Hoje se calhar entendo um pouco melhor porque é que a família toda sempre a protegeu tanto e lhe faziam as vontades, eles já a tinham visto assim... pior ainda! E o pavor consegue petrifica-nos. O que não quer dizer que concorde com a forma permissiva com que sempre lidaram com ela. 

Se calhar sou um pouco louca também por ter ficado presa às palavras que me disse há dois dias, no seu descarrego de fúria em mim, mas não consigo deixar de achar que tudo o que ela disse é realmente tudo o que ela sente, esteja sã ou não, a loucura do momento deixou-a apenas sem filtro, sem máscaras, e disse tudo o que bem lhe apeteceu. 

E é irónico, não é? Naquele desvario dela, ela acusar-me de não gostar da família deles, de ser má mãe, uma mãe que oprime os filhos, que não faz nada por eles, que cuida deles porque tem de ser, forçada e de má vontade. E tanto, mas tanto mais que me disse e que me tem enchido os pensamentos constantemente. 

Não deixa de ser irónico, que seja eu, uma das pessoas que se jogou à frente, para que o filho não deixasse de ter quem cuidasse dele na falta dela. É irónico eu estar a ver a minha vida virada do avesso por tempo indeterminado, a ver as rotinas dos meus filhos a serem todas baralhadas, a minha liberdade a ser colocada de lado. 

Perdoem-me se isto soa muito mal, sei que soou muito ruim a algumas pessoas, mas sinceramente pouco me importa. Cuido-lhe do filho porque é meu sobrinho, porque sinto uma pena enorme desta criança, porque sei que precisa de amor, de atenção, de cuidados. Não é porque fica bem, ou para lhe poder jogar um dia mais tarde em cara. Mesmo porque a vontade que eu tenho é de nunca mais lhe olhar na cara, embora seja algo que não verbalizo (já vos tinha dito que nunca nos demos bem, não já?!).

É triste, mas o miúdo precisava mesmo de distância da mãe. Tem passado as manhãs com outro familiar, come e dorme a manhã toda. Fica comigo o resto do dia e mal o ouço chorar. À noite fica com o pai e tem dormido bem. Com a mãe chorava dia e noite. Era demasiado stress, demasiada agitação, demasiadas discussões. 

Sei que ela não está bem, mas sou incapaz de sentir pena como todo o resto da humanidade. Debato-me com esse sentimento a toda a hora, mas que me perdoem, porque não consigo. Juro que gostava de sentir compaixão por ela, mas simplesmente não sinto nada. Não consigo sentir nada.