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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mais do mesmo


O fim de semana veio e foi, e quase nem dei por ele porque andei novamente em formação. Na segunda não trabalhei, mas não foi para descansar, distrair ou algo do género. não! A criancinha adoeceu outra vez. Desta saiu uma gastroentrite e uma conjuntivite como acompanhamento.
O pai hoje pôde ficar com ele, mas amanhã se não estiver já bom, lá terei de faltar novamente, o que me vale é que reponho as horas mais tarde, e não as vejo a voar do ordenado. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Estamos a poucos dias de Dezembro



E quando se fala em Dezembro, fala-se em Natal, claro! Ao contrário de muita gente, gosto do Natal. Não sou religiosa e não é por ai que gosto desta altura. Se há hipocrisia e somos todos muito bonzinhos e solidários e troca o passo nesta altura? Sim, somos, e todos queremos contribuir para uma causa - embora seja só nesta altura. Não me excluo dessa lista. Mas que seja. Que seja pelo menos uma vez por ano - que no meu caso até não é, e quando encontro uma causa que posso ajudar dentro das minhas possibilidades, eu ajudo. Sempre me senti melhor a dar e a fazer por quem precisa do que a receber. 

Gosto do Natal porque aproxima as pessoas. Gosto das luzes nas ruas - embora cada vez sejam menos, que a eletricidade custa caro e não se pode esbanjar. Gosto de ter desculpa para mimar as pessoas de quem gosto. Gosto de dar presentes, mas não gosto nada das corridas às lojas e do dar só por se dar. Do exagero do dar. Gosto de escolher cada prenda de acordo com o seu recetor, cada prenda pensada e sempre que possível feita por nós. 

Desde que fui mãe, há quase 5 anos e meio, que o Natal ainda se tornou mais bonito, e mais interessante. Natal com crianças é muito mais especial. No entanto, apesar de manter alguma magia detesto que se ensine às criancinhas que é o Pai Natal que lhes dá as prendas. Cá em casa, até pode ser o Pai Natal que faz as entregas, mas faço questão que os miúdos saibam que foi pessoas X ou pessoa Y a dar-lhe aquela prenda. E ela já o sabe muito bem. 

Gosto de criar tradições com os meus miúdos. Em 2011, no primeiro Natal da minha filha, decidi começar a fazer um enfeito novo todos os anos, para a nossa árvore. Em 2013, começámos a fazer o calendário do advento cá em casa. Em 2014 fiz um outro calendário com caixas de fósforos que ficou super giro e que voltamos a usar em 2015 e usaremos mais uma vez, agora em 2016. Lá dentro costumo encher cada dia com uma atividade - exceto no ano passado que colocámos pequenos mimos ou docinhos nas caixas. Este ano pretendo encher novamente com atividades para fazermos todos os dias, e para quem estiver interessado em fazer um também, fica aqui a nossa lista, talvez vos sirva de inspiração. 

1. Montar a nossa árvore de Natal 
2. Dizer 3 coisas que gostamos do Natal
3. Desenhar o Pai Natal
4. Escrever ao Pai Natal
5. Dançar músicas de Natal
6. Tirar fotos de Natal
7. Enviar postais de Natal
8. Escolher brinquedos para doar
9. Fazer decorações de Natal
10. Visitar o Pai Natal (tenho que ver se vai dar para este dia ou se terei de trocar)
11. Ler uma história de Natal 
12. Escrever cartões a agradecer as prendas recebidas para dar depois do Natal
13. Visitar um presépio 
14. Fazer miminhos para as educadoras 
15. Fazer uma árvore de natal em feltro para decorarem à vontade
16. Pintar pinhas 
17. Ver filme de Natal e comer pipocas 
18. Fazer biscoitos de Natal 
19. Desenho alusivo ao Natal
20. Ver as luzes de Natal
21. Distribuir as nossas prendas pela família e amigos 
22. Jogos em família
23. Levar biscoitos aos bombeiros
24. Festejar com a família 
25. Abrir as prendas

Ainda não estou bem certa se vou seguir bem esta ordem, mas serão estas as atividades a fazer, especialmente pensadas para a minha família. 

E por ai? Que tradições têm ou gostariam de ter no vosso lar? 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Também pensam nestas parvoíces?


Não sei se é porque mais um aniversário está já ai, mas tenho dado por mim a pensar imensas vezes:
E se eu um dia falto aos meus filhos?
À medida que o tempo avança, parece que os meus receios crescem, e dou por mim a imaginar, coisas verdadeiramente estranhas, tipo, e se eu tivesse um acidente e de repente já não cá estivesse. Quem cuidaria dos meus filhos? Seria o pai capaz de seguir em frente, será que deixava que outros educassem os meus filhos contra os valores que eu lhes queria transmitir? Será que iriam pensar em mim? Lembrar-se de mim quando crescessem? O que lhes faria isso?
E tenho pensado também nas muitas maneiras em que poderia chegar o meu fim, são só parvoíces, certo?

sábado, 15 de outubro de 2016

Mais um filho


Já não me lembro muito bem sobre o que estávamos a conversar há uns dias, quando a minha filha mais velha se salta com um "mamã, eu gostava era de ter dois manos!". Apanhou-me de surpresa, e fiquei a pensar naquilo, até que lhe perguntei, "mas tu querias outro mano, é?", "sim!", "e não podia ser uma mana?", "não, eu queria outro mano!". 

Não sei porquê, nem foi muito bem pensado, mas puxei-a para mim e sussurrei-lhe a história toda. Que antes dela, a mamã tinha tido outro bebé na barriga, mas que não tinha nascido, e que não sabemos se era um mano ou uma mana. Ela não fez perguntas, pareceu-me que entendeu melhor do que o suposto. Abraçou-me. Uns dias depois comentou com o pai que queria outro mano, mas que a mama já o tinha tido na barriga. 

Não penso ter mais filhos. Antes de ter o segundo (terceiro no meu coração) e já grávida dele, dizia que não me importava de ter mais um, mas a verdade é que o seu primeiro ano foi um período demasiado complicado para nós enquanto casal, não foi um bebé propriamente fácil apesar de achar que a primeira ainda foi pior, embora cada um deles à sua maneira. 

Temos um casalinho, que é o que faz alguns pais procurarem um terceiro muitas vezes, outros têm mais do que dois simplesmente porque assim o desejam. Gosto de crianças, se tivesse sido mãe mais nova, acredito que era bem capaz de ter tido mais do que 3, mas a verdade, a mais pura das verdades é que me sinto velha, cansada e sem paciência para passar por tudo novamente. Além de que para mim, sou mãe de três e sempre serei. 

Já fiz a minha parte para a natalidade deste país, e arrumei a trouxa. Bebés é um capítulo fechado para mim, aproveito os últimos cartuchos que o meu mais novo ainda tem para queimar neste departamento e depois já sei que vou passar por fases em que me vai dar uma saudade imensa de ter um mini ser para estrafegar com mimos, sei-o porque já me começa a acontecer. No entanto, como já o disse, bebés cá me casa, só quando for a vez dos netos!

sábado, 8 de outubro de 2016

Sobre trabalhar o dia inteiro

daqui
Nesta passada semana, a minha colega de trabalho esteve de férias. Apesar da patroa estar lá à tarde, e de normalmente eu não trabalhar aos sábados, a coisa alterou-se um bocadinho para mim. Fui trabalhar numa das tardes, ou seja, o dia inteiro, horário full-time e sorte a minha, recebemos encomendas o dia inteiro, e das grandes ainda por cima. Ó sábado também me calhou. 

Por um lado, estive sempre hiper ocupada, o que ajuda o tempo a passar, por outro, se eu já andava cansada, fiquei ko. Ou se calhar não, se calhar até me fez bem, porque agora que penso nisso, foi depois desse dia que arrebitei um pouquinho (só), e ainda fiz uma noitada a trabalhar no meu outro part-time, aquele que gosto mesmo, e que felizmente me ajuda a juntar mais uns trocadinhos. 

Enquanto tratava das encomendas, apercebi-me do quanto agradeço por estar onde estou neste momento. Até já falei sobre isso há uns posts atrás. Tenho um horário que me permite sentir-me útil sem me arrasar, nem me fazer sentir uma péssima mãe, ausente. Nesse dia que fiz o dia inteiro, coloquei-me no lugar da minha colega, que também tem um miúdo de dois anos. 

O seu horário é das 9h às 13h e das 15h às 19h, que era o meu antes de ter saído de lá há 5 anos quando tive a minha filha mais velha. O miúdo dela fica na própria casa com a avó, e isso é uma vantagem, mas ela só vê o miúdo na hora de almoço e depois às 19h quando sai, que é hora de banhos, jantar, trá-lá-lá e caminha. 

Eu fiz isso num dia e custou-me tanto não ter sido eu a ir buscá-los à escola. Aquelas horitas que ao fim do dia me deixam louca quando estão virados do avesso, fizeram-me tanta falta que quando cheguei a casa, apertei-os tanto a eles e eles a mim que parecia que não os via havia uma eternidade. 

Sou uma felizarda. Estou grata por isso. Estou grata por ter um homem ao meu lado que entende este sentimento protetor que tenho para com eles, e que o partilha também. Estou grata por juntos, termos conseguido sempre, a bem ou a menos bem, fazer o caminho em frente, simples, como nós, e de juntos, gozarmos o sorriso dos nossos miúdos a cada dia. Nem tudo é perfeito, muito se sacrificou, muito custa tantas vezes, mas quando vale a pena, atenua tudo o que de pior possa existir. 

Apesar do feriado, esta semana, foi um pouco mais puxada do que o normal para mim. Parei muito pouco, porque para além de mais horas no local de trabalho, tive que tentar tratar da encomenda que recebi, andei para cá e para lá com a obra, comprando aqui e ali, tenho um miúdo que agora não dorme cedo nem que esteja a cair para o lado, e eu dormente, qual bela adormecida, sem me poder encostar 5 minutos em lado algum e já os olhos teimavam em cerrar a pestana. 

domingo, 2 de outubro de 2016

Casa de Bonecas

daqui
Esta é uma ideia que tem vindo a crescer por aqui, e não é de há uns dias, semanas ou meses, não! Há mais de um ano, que ando a encasquetar a ideia de fazer uma casa de bonecas para a minha princesa. Há uns dias descobri um tutorial para esta no youtube que me deixou encantada.

Fiquei logo empolgada e com imensa vontade de fazer finalmente a dita casinha. Acho que sim, que é desta que estou suficientemente motivada para tal coisa. A ideia é começar a fazer agora e oferecê-la à miúda no Natal. E calha mesmo bem porque recentemente, falando no Natal, pediu mais Barbies.

Vejam só estas ideias magnificas no Pinterest, não há como não querer meter as mãos ao trabalho também. Estive também a sondar as casas de bonecas de compra, e sim, algumas são maravilhosas, mas sinceramente com preços exorbitantes que não se compreendem. Muitas delas com autocolantes a fingir mobiliário, assim que, para alguém como eu, que tem a mania que consegue fazer tudo por muito menos, está mais do que claro que o desafio foi aceite! Veremos no que dá!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Mini férias |e as maleitas|

O meu marido trabalha seis dias por semana, praticamente o dia inteiro, e férias são quase nulas. Tem o dia de ano novo, Natal, e 1 de Maio. Férias, teve o ano passado 3 dias, e este ano 4 que juntando à folga somou 5. E quis a ironia que precisamente nesses dias, as coisas não corressem tão bem. Eu comecei a trabalhar há 3 meses e realmente tirar logo férias parecia-me um exagero, mas a patroa foi compreensiva, já que ele nunca tem férias, lá me disse para tirar esses dias também. Eu optei por tirar só 2, a segunda e terça, mesmo porque o pequenino só foi uma semana à creche e achei que 5 dias sem lá ir fariam uma grande mossa. Assim, seriam só 4. 



Enfim, as férias começaram bem. No sábado partimos para Álamo, onde passámos a noite numa roulote à beira do rio Guadiana. Fomos jantar a Alcoutim e visitámos as festas locais, onde não ficámos muito tempo, não havia nada assim de tão interessante e os miúdos (cinco no total) mostravam sinais de cansaço, sono e aborrecimento. 


Na manhã seguinte, ainda parámos em Guerreiros do Rio para um café rápido, onde os miúdos ficaram encantados com a paisagem e os barcos e veleiros que passavam. Depois partimos para a praia fluvial de S. Domingos, onde passámos um dia espetacular. Antes ainda, fizemos uma breve paragem em Mértola onde nos abastecemos de muita fruta (estes miúdos adoram todos fruta!!). 


Já tinhamos passado pela praia fluvial noutras viagens e sempre ficámos com vontade de a visitar, por isso foi com alguma excitação que chegámos todos, adultos e miúdos, mas o mau das férias começou ai também. Depois de uma longa sesta o meu pequenino acordou a arder em febre. E nós ali naquele desterro. Ando sempre com termómetro e supositórios atrás, principalmente em férias, e logo desta vez, foi o que nos esquecemos de meter nas malas. Fiquei tão chateada!!! 


A manhã porém correu muito bem, os miúdos aproveitaram a água calma até mais não. Com bóias, barcos insufláveis (tínhamos dois), colchões de água, enfim... Experimentei remar um dos barcos mas aquilo é bem mais difícil do que parece (nunca o tinha feito antes e cheguei à conclusão que não tenho jeito nenhum para a coisa). Quando o pequenino acordou com febre, sentei-me com ele na beira da água e fui molhando a testa e carinha e isso ajudou a baixar a temperatura. Esperámos mais um bocadinho e depois acabámos por voltar um pouco mais cedo do que o esperado. Mais uma breve paragem em Mértola (na farmácia, claro!) e fizemos-nos a caminho de casa. 

O pequenino melhorou com o ben-u-ron, mas 4h depois voltava a febre em alta. Vá de brufen e passou o resto da noite bem. A manhã também, mas os planos para segunda e terça ficaram-se pelo caminho, mesmo porque na segunda tínhamos que cá estar para a reunião da escola da mais velha, depois passou a febre do miúdo, mas veio a diarreia. Ontem, quarta, já eu ia de volta para o trabalho. Mas, era o ias! Fui eu quem acordou com diarreia. Ainda levei o pequeno à creche e voltei para casa. Mais tarde, chegou a febre também e passei o dia de cama,excepto um bocadinho da tarde em que com o efeito do ben-u-ron, senti-me capaz de sair e ir buscar o pequenino, e encontrar-me com o pedreiro para o orçamento da casa. Foi o último dia de férias do pai. E tirando o fim de semana, foram aproveitadas muito mal. Hoje ainda não fui trabalhar. As maleitas continuam cá por casa. Fui apenas levar o pequeno à creche outra vez e voltei para o ninho. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Back to School

daqui

Hoje já fui à reunião na escolinha da mais velha. Começa mais para o fim da semana, e ela está super entusiasmada com isso. Mantém a mesma professora e os mesmos colegas. Apenas saiu um e entrou outro, que por acaso é nosso vizinho (mesmo prédio). 

A primeira semana do pequeno na creche correu bem. Ficou os primeiros dois dias sem chorar, e ao terceiro começou a dizer que não pela manhã, mas mesmo a chorar esticou os bracinhos às auxiliares para ficar. Dizem elas que chora quando o deixo mas que o resto do dia corre que é uma maravilha. à parte da sopa, come tudo que dá gosto e dorme muito bem a sua sestinha. 

Quando o vou buscar, é como se não me visse há duas semanas pelo menos. Está tão agarrado a mim que agora sim, literalmente não consigo fazer n.a.d.a. com ele por perto porque se cola às minhas pernas e chora e implora por colo a toda a hora. 

O pai está agora em casa, pois tirou uns dias de férias, e eu tirei também hoje e amanhã, por isso não o mandámos estes dois dias também. Espero que não façam muita mossa quando o for deixar na quarta pela manhã. 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Quando é a vez do segundo


Engraçado é ver como nós pais, conseguimos ser diferentes para os nossos filhos. O amor que sentimos por eles, sejam os primeiros, segundos, terceiros ou quantos sejam, cresce e multiplica-se (não se divide) a cada vez que um deles é parido, no entanto, a forma como encaramos o seu desenvolvimento consegue ser tão diferente. 

Há cerca de três anos, mais dia menos dia, mandei a minha mais velha para a creche, aos dois, pela primeira vez. Lembro-me de chegar ao carro e de sentir como as lágrimas me saltavam dos olhos, nunca percebi bem se lhe custava mais a ela que também ficava a berrar por mim, ou a mim por ouvi-la a chorar e pela primeira vez, não estar lá para a consolar. Em casa, sentia-me perdida sem ela por perto, não estava habituada.

Andando três anos para a frente, foi a vez de mandar, hoje, o mais pequeno. Ele correu para a sala e ficou bem, o que logo à partida foi uma mais valia, mas o meu coração de mãe ia também mais sossegado, mais calmo, mais habituado à ideia de que chega um momento em que começam a descolar de nós, e que o tempo me daria o consolo de saber estar sem ele por algumas horas. 

Com ele foi mais fácil, bem mais fácil, para ele e para mim - pelo menos este primeiro dia, que lhe correu tão bem. Que acordou bem disposto quando lhe falei em ir brincar com os outros meninos na escola, que mal chorou, que brincou, comeu, dormiu e que quando cheguei andava na rua a brincar. Que viu a mana e ficou a olhar para ela, com ar confuso, até que me viu por detrás e a sua cara de felicidade não poderia brilhar mais! * a primeira coisa que fez foi puxar a bata para que eu a tirá-se, meteu todos a rir. 


Daqui a nada, é ela que volta também à sua rotina, e eu vou voltar a ter algum tempo sem criancinhas por perto, coisa que não acontece desde que ele nasceu, com excessão de uns dois ou três dias em que ficaram os dois com a tia. Três anos depois dos choros por não estar preparada para a deixar ir, chego aqui, ao momento que estou pronta e algo grata até, por ter chegado esta altura, ou fase ou o quê, em que ambos têm as suas rotinas, e eu algum tempo de volta só para mim. 

domingo, 4 de setembro de 2016

Mãe em casa ou mãe a trabalhar?!


Em inglês chamam-nos/lhes "stay at home moms", que traduzido à letra seria, "mães que ficam em casa", porém por cá, chamamos-lhes/nos "mães a tempo inteiro" e isto minha gente tem feito correr muita tinta porque as mães que trabalham sentem-se ofendidas e atacadas, como se elas fossem apenas mães a tempo parcial. 

É mais que óbvio que isso são balelas, nenhuma mãe é mãe a tempo parcial, porque a partir do momento que os geramos que somos todas mães a tempo inteiro. Mesmo nos momentos em que não temos as crias debaixo das asas, os nossos corações não deixam de se preocupar com eles. 

fonte
Os dois grupos de mães acima mencionados, passam a vida a "atacar" o outro sem necessidade nenhuma. O tipo mãe que trabalha também se divide em dois:
1. a mãe que queria ficar em casa com os filhos e que vive angustiada na sua vida profissional 
2. a mãe que não pode passar sem a sua independência e vida profissional para se sentir completa. E não há mal nenhum nisso. Uma mulher não é apenas mãe. 

Depois existem as mães que por escolha própria, acharam por bem abdicar da sua vida profissional, de uma carreira, para se dedicarem aos filhos. 

E eu fui essa mãe, que deixou o trabalho quando a minha filha mais velha nasceu. Fiquei sempre em casa com ela até que entrou na creche já com dois anos feitos. Quando me preparava para voltar ao activo, engravidei de novo e optei por ficar novamente em casa pelo mais novo que está agora com dois anos também e que começa amanhã na creche também. 

Aos dois tipos de mães, peço que não se acusem. A mãe que trabalha não é menos mãe, trabalha fora, cuida dos filhos nas horas que restam. A mãe que fica em casa, não passa a vida de papo para o ar mesmo que no fim do dia a casa pareça ter sido varrida por um furacão. É um trabalho ingrato, nada reconhecido, um arruma constante com criancinhas atrás o dia inteiro a desarrumar logo a seguir. 

A mãe que fica em casa, é muitas vezes serviço público para a família porque "ah, está em casa e tem tempo para fazer isto e aquilo, ou ficar com este ou aquele, afinal já fica com um ou dois que mal faz mais um?!". E ninguém quer saber se por vezes está tão, mas tão esgotada de almoços, e jantares e lanchinhos, e fraldas e birras, e estorinhas e banhos que só queria um par de horas para descansar, mas não pode ser porque essa mãe, geralmente anda com os rebentos atrás 24h por dia. 


Neste momento acredito que tenho o melhor dos dois mundos. Um part-time onde só trabalho 4h pelas manhãs, ficando com o resto do dia livre para eles. Onde não ganho muito, mas ganho algum, o que é melhor que a sensação de inutilidade quando se fala de orçamento familiar, e é ter a sensação de alguma independência outra vez. 

Amanhã, o pequenino entra na creche. As nossas rotinas vão começar a alterar-se, a mais velha só começa mais para o meio do mês. Tenho a certeza que nos vai saber bem a todos não estarmos sempre juntos, porque a hora que os for buscar será de grande alegria e terei toda a energia necessária para me dedicar a eles. 

sábado, 20 de agosto de 2016

Amor de Irmãos


Na minha opinião, a melhor coisa que podemos dar aos nossos filhos é um irmão. E quanto mais perto, em termos de idade, um do outro melhor. Os meus têm três anos de diferença e já eu acho mais do que o que eu queria, mas como um filho é um projecto a dois e o pai quis esperar um pouco mais, acabou por assim ser. 

Hoje, enquanto eu fazia o almoço na cozinha, ouvi-os no quarto na maior das folias, a mais velha gritava no meio de risadas, "Não, meu amor!" - aposto que o pequenino se estava a jogar em cima dela, com a maior das loucuras como costuma fazer. E aquela simples frase dela, ficou-me ali a encher o coração e os pensamentos. 

Ouvir um filho tratar o irmão por "meu amor" é das coisas mais bonitas que podemos experimentar. Lembrei-me também das pessoas que conheço mais próximas, que têm um filho apenas, e pensei nessas crianças. Têm tudo o que querem, e mais alguma coisa, mas a meu ver, não têm o mais importante: um irmão, um amigo a crescer junto, a aprender a partilhar a cada instante. Não só uma partilha de objectos, material, mas também uma partilha de sentimentos, emoções. 

Não digo que todos os filhos únicos sejam mimados, mas convenhamos que a grande maioria o é. Conheço uma que até birras faz quando o pai oferece algo à mãe e a ela não. Os pais acham piada, eu acho triste! Tal como a miúda dar pontapés na barriga da mãe caso esta por brincadeira, lhe diz que está grávida. 

A mãe não quer mais filhos, hoje ao pensar nisso, pergunto-me se o facto de ela ter perdido uma das irmãs terá influenciado a decisão. Foi muito duro para ela, era a sua irmã mais velha e eram muito chegadas. Pergunto-me se consciente ou inconscientemente, sinta medo que um dia a filha tenha que passar pela mesma dor. Se não tiver irmãos, nunca saberá como é a dor de perder um. 

Não sei se é a melhor opção. Se assim for, está a super protegê-la e a privá-la de algo maravilhoso. Há um cliché bastante real que diz que "mais vale amar e perder, do que nunca ter amado!", e isso também se aplica ao amor fraternal. A qualquer tipo de amor, não é?! 

Resumindo e concluindo, fiquei de coração cheio ao ouvir a brincadeira dos dois e a forma carinhosa como ela o tratava. Senti que sim, que dar-lhe um irmão foi sem dúvida a melhor coisa do mundo, mesmo que discutam muitas vezes porque querem o mesmo brinquedo, ou porque gritam que se fartam pela casa quando eu já só quero um bocadinho de silêncio. Mesmo que tenhamos que gerir melhor o nosso orçamento porque a família aumentou, nada disso consegue ser melhor do que a sensação de ter feito o melhor, e de estar certa que cá por casa, existe amor