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terça-feira, 26 de março de 2019

Últimas leituras



Este mês já terminei dois livros. O primeiro foi Os Crimes do Vampiro de Robert Wallace.
Mais um achado no mercado das velharias local. Mais um com cheirinho a papel velho. No entanto, ao contrário do anterior, muito mais interessante a meu ver. Um bom mistério mantém-me sempre curiosa por ler o que vem a seguir.



tentei rodar o raio das fotos não sei quantas vezes... fez sempre o upload de lado... desisto... ficam mesmo assim!

Ao que parece, editado em 1965, este foi o primeiro livro de uma série do autor,  com o título "O Detetive Fantasma". Este último, é assim chamado pela sua capacidade de se transformar e tornar-se irreconhecível. Achei que seria difícil fazer algumas das coisas descritas no decorrer da estória, mas é um livro, não é? A fantasia é admitida... principalmente porque não se tornou mau d'um todo. 


O segundo livro de li foi Morri para Viver de Andressa Urach. Ao que parece a rapariga é bastante conhecida e nem sempre pelos melhores motivos, mas eu desconhecia-a totalmente. Talvez vos soe o nome, pois entre outros esteve envolvida num escândalo envolvendo o Cristiano Ronaldo. Eu que estou sempre de fora destas fofoquices não tinha ideia de quem ela era. 

O livro é uma auto-biografia, e conta como as cirurgias plásticas desmedidas, a que foi sujeita sempre em busca de um corpo perfeito, a levaram às portas da morte. Esse momento serviu porém para o acordar de uma vida de prostituição, drogas, excessos... para uma outra vida, uma outra Andressa, que se entregou à fé em Deus e na Igreja Universal. 

Independentemente de quaisquer crenças, eu achei o livro bastante interessante, se bem que depois de ler tudo o que lá é contado, não consegui deixar de pensar, se não seria esta uma outra forma dela chamar a atenção para si, agora de uma forma diferente. Gostava de acreditar que as pessoas conseguem realmente mudar, mas sou um bocadinho céptica. Acho que a índole de qualquer um não muda assim tanto, e mais tarde ou mais cedo se volta a revelar. 

Fiquei mesmo a pensar nisso, na minha pouca fé na humanidade e na capacidade do ser humano para se reerguer de forma tão radical. Pergunto-me o que dirá isso de mim? 

terça-feira, 5 de março de 2019

Quando Nasci na Minha Morte |José da Câmara Leme|


Acabei de ler este livro em meados do mês passado e estou desde então a tentar perceber o que achei para poder escrever esta publicação. Apesar de ter gostado da forma de escrever do autor, acho que não percebi completamente aquilo que pretendia transmitir. Talvez tenha sido o fim que me deixou baralhada. E já sabem o que se diz de um livro e do seu fim... 


Comprei este livro há um par de anos numa volta por um mercado de velharias aqui na zona. Não conhecia mas dos que vi, por algum motivo, este chamou-me a atenção. Só agora o li e achei-o demasiado confuso para mim, talvez demasiado profundo, ou demasiado dentro de um tema que desconheço e não chego a compreender. 

 

Uma das coisas que mais gostei, foi mesmo do cheiro a livro velho... lol... e ter encontrado nele um papel dobrado, bem amarelado, com uma caligrafia que eu associaria a um velhinho (ou uma velhinha). Não encontrei a data de edição do livro, mas na primeira folha tinha uma data de 1972, são quase 50 anos desde então. 



domingo, 27 de janeiro de 2019

Hippie |Paulo Coelho|


Há uns dias atrás acabei de ler o primeiro livro de 2019. Recebi-o da minha irmã pelo meu aniversário em Outubro e como estava a ler outro na altura, deixei o marido ler primeiro porque andava com vontade de o comprar também. Basicamente é o único autor que ele lê porque gosta da forma como Paulo Coelho aborda a espiritualidade. 

Há uns anos eu era fã incondicional do autor. Depois ali, mais ou menos a partir da altura do Zahir, comecei a achá-lo aborrecido, repetitivo, sem novidade. A inventar mais do mesmo, acrescentando palha para mostrar resultados. E deixei de ler Paulo Coelho. 

Ora bem, Hippie é uma obra autobiográfica, que conta apenas um episódio ou outro da vida do mesmo. Não deixa de ser interessante, mas tão pouco foi para mim, aquela magia que associava aos livros de Paulo Coelho e que tanto me influenciaram no passado. 

Foi uma leitura agradável. Apenas isso. 


quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

O Fantasma de Manhattan |Frederick Forsyth|

Logo no início de Outubro, comentei a minha desilusão por ter chegado ao 10º mês do ano com apenas 3 livros lidos quando tinha traçado como objectivo para 2018 ler pelo menos 12. No entanto em dois meses consegui ler mais 4. Ainda não dá para os 12, mas já ficamos mais perto. A verdade é que neste último par de meses, ganhei de novo o hábito de ler diariamente nem que sejam quatro páginas de cada vez. Para 2019, pretendo manter-me focada nas leituras. 

Então! Terminei há uns dois dias de ler O Fantasma de Manhattan de Frederick Forsyth. Não sabia muito bem o que esperar, mas posso dizer que gostei do que li. 

O autor pegou na famosissima obra de Lloyd Webber, O Fantasma da Ópera e continuou a estória que se seguiu depois da trágica noite na opera. 

Forsyth conta-nos como o Fantasma acaba por ir para os EUA e se torna num homem rico e poderoso que constrói a sua própria ópera para trazer - a agora diva - Christine até ele. A bela jovem, tem um segredo que guarda desde a altura da ópera de Paris, e acaba por ter um fim trágico. O mesmo não se pode dizer do Fantasma que consegue encontrar finalmente quem não o repudie pelo seu medonho aspecto. 

Cada capítulo é escrito na voz de uma personagem diferente, o que nunca se torna monótono. Na verdade é bastante interessante acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. Penso que quem conhece O Fantasma da Ópera desfrutará certamente desta continuação, como um ponto final numa história que nos parte o coração e que não chegamos a saber como acaba. 

E pronto, posso finalmente devolver o livro à dona, que completa 40 aninhos hoje e temos festa para celebrar. 

Claro que já estou a ler outro. Será que chegamos aos oito antes do dia 31? Será? Depois digo qual é e como foi!

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

*Inés da minha alma* Isabel Allende

daqui

Acabei ontem de ler Inés da Minha Alma de Isabel Allende e adorei. A autora tornou-se uma das minhas preferidas desde que a li pela primeira vez há muitos anos, com "A Casa dos Espíritos". 

Voltando a este último que li, e que conta a história de Inés Suarez, uma daquelas mulheres que vive muito à frente da época em que nasceu, que procura aventura e que desafia a sociedade, tomando por suas acções que se consideravam dignas apenas dos homens naqueles tempos. 

Inés viajou de Espanha para o Novo Mundo onde acabou por ter um papel bastante importante na conquista e na fundação do Chile ao lado do seu parceiro Pedro de Valdivia, com quem vivia embora não fossem casados. 

É impossível uma pessoa manter-se indiferente à brutalidade descrita por entre estas páginas, sem que o coração doa, foi um período de terror, de uma guerra desumana entre os colonos e os indígenas e as descrições dos ataques, dos confrontos deixam-nos a pensar no quão selvagens os homens conseguem ser e de certa forma até entendemos e aceitamos a crueldade que depois se gera, e forma-se em assim uma bola de neve sem fim. 

Apesar de tudo isso, foi uma leitura muito interessante, que me manteve sempre na expectativa do que viria a seguir. A narrativa (na voz da própria Inés já velha e a morrer) está cheia de sentimento, na escrita espetacular à qual já me habituei por parte da autora. 


Para começar hoje, escolhi este abaixo, que veio emprestado de casa da minha irmã e parece-me prometer. Este livro vai resgatar um personagem lendário da literatura e do cinema, sendo uma continuação de  "O fantasma da Ópera" de Lloyd Webber. Já estou para o ler há um par de anos, mas de certa forma foi ficando esquecido

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O Vírus Mona Lisa de Tibor

Este Outubro foi muito positivo no que a leituras diz respeito, e ontem acabei de ler mais um, O Vírus Mona Lisa do escritor alemão, Tibor Rode. 


Lembro-me de o comprar há uns meses, após ter lido a sinopse e pensar "Este promete!". Assim que quando comecei a ler tinha as expectativas no alto... e a verdade é que não fiquei nada decepcionada. O livro é muito bom. 

É daqueles que começamos a ler e não conseguimos largar mais, porque a acção está sempre a desenvolver, nunca encalha, nunca se torna aborrecido, deixa-nos sempre com curiosidade em relação ao próximo capitulo. 

A estória decorre em vários países, EUA, França, Polónia, Brasil, México... em cada um deles acontecem crimes terríveis que se vão interligando entre eles. É criado um vírus informático que ataca os computadores por todo o mundo, cujo objectivo é distorcer todas as imagens. Abelhas começam a morrer por todo o lado, monumentos são destruídos impiedosamente, rainhas da beleza (misses) são raptadas e desfiguradas. 

Basicamente tudo o que a sociedade considera belo. Sendo a Mona Lisa considerada o supra suma da beleza, está no centro destes ataques e o seu roubo e iminente destruição são uma grande parte de tudo isto. 

Cada capitulo é breve e como já mencionei, nunca encalha. Estamos sempre a saltar entre personagens e lugares e isso mantém o suspense e não nos deixa desligar d'um todo. 

Entretanto comecei a ler Inês da Minha Alma de Isabel Allende. Costuma ser uma das minhas preferidas e há muito tempo que não leio nada dela. Depois conto o que achei. 

No meu aniversário (no início da semana) recebi também o mais recente de Paulo Coelho, de quem gostava imenso, mas que chegou ali um ponto em que achei que já andava a espremer mais do que conseguia e desinteressei-me. Vou aproveitar para ver se este último me volta a dizer qualquer coisa (curiosamente, era o que tinha planeado oferecer ao marido no Natal). 

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

A criança que não queria falar

No último domingo do mês, fui a um mercado de velharias aqui da zona, e trouxe um livro comigo. De tanta gente que lá havia a vender livros, e de tantos livros que por lá haviam, houve um que realmente me chamou a atenção. 

Isto de que não se deve julgar um livro pela sua capa, é bem verdade, mas também é verdade que a capa tem um papel bastante importante e fundamental na nossa escolha, quanto mais não seja, pela forma como nos chama (ou não) a atenção para si. 

Isto para dizer que foi esta capa que se destacou por entre as outras... 


O livro é "A Criança que não queria falar" de Torey Hayden. 

Trata-se de uma histórica verídica, que relata os meses em aula, em que uma menina de seis anos, com um passado repleto de sofrimento, abandono, abusos e maus tratos passou com a autora, uma professora de ensino especial. Uma menina com transtornos emocionais que a faziam tornar-se numa "criança insuportável", violenta, e perigosa. 

Sheila (a menina) vinha de um mundo completamente à parte, sem qualquer afetos ou condições, era má porque não sabia ser de outra forma, tinha de ser má porque o mundo nunca se lhe tinha mostrado amigável e era o seu mecanismo de defesa a funcionar. No entanto era de uma inteligência fora do comum, e de um raciocínio digno de um adulto. 

Nós que temos a nossa vidinha tranquila, não temos sequer noção da tristeza que se vive noutras partes, perto ou longe de nós, não interessa. Esta leitura, foi ao mesmo tempo dura e maravilhosa. Assistir à relação que Torey e Sheila foram criando foi maravilhoso, mas por outro lado foi violentamente surreal as coisas pelas quais a menina passou. Faz-nos colocar na pele do outro e pelo menos tentar perceber porque é que as pessoas são o que são, ou fazem o que fazem. 

Este é um daqueles livros que não conseguimos colocar de parte. Talvez me sinta atraída por este tipo de leitura, já que me lembro que houve um outro livro que li há uns anos, O Inferno de Alice, que me marcou bastante. Um livro onde a autora, uma rapariga que sofria de personalidade múltipla conta a sua história de violações por parte do pai e amigos do mesmo, e a sua confusão mental devido a tais abusos. 

São histórias que me deixam sempre de lágrima no olho, e de coração apertado, pequenino, mas que também me mostram que há esperança até na parte mais negra de cada um. E que há sempre pessoas que vão mais além do que se lhes é pedido, que ultrapassam o que se espera deles e do seu trabalho, e que fazem realmente a diferença na vida dos outros. 

Tenho dois tios com deficiências mentais, um do lado paterno com síndrome de down (já falecido), outro do lado materno com esquizofrenia. Lidar com estas pessoas. que não são diferentes, são especiais, pode ser muito difícil, mas é também muito compensador, são capazes de nos ensinar tanto, mas tanto sobre a ingenuidade, a humildade, o amor incondicional e a felicidade. 

Acabei de o ler no último domingo, e era mesmo algo assim que pretendia ler, uma narrativa fácil de acompanhar, mas com imenso sentimento, com conteúdo, algo que me prendesse, e assim foi. Recomendo vivamente, mas preparem-se porque mexe realmente com os nossos sentimentos. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

...Aquém do desejado...

Na minha cabecita achava eu que este ano conseguia cumprir um objetivo em relação às minhas leituras: uma das resoluções de ano novo foi ler pelo menos 12 livros em 2018. 12. Doze. 

ahahahahah

estamos                t ã o    l o n g e 

A sério? Onde é que eu estava com a cabeça? Conto que até aqui - atentai que estamos em Outubro, minha gente - li três. Depois deste, comecei a ler "O Caminho Imperfeito" de José Luís Peixoto, que só fui terminar em Junho. Vergonha, muita vergonha. É que já nem me lembro bem do que queria escrever sobre ele. 

Foi bom, como sempre. É impossível não falar bem do que este homem escreve, seja em que registo for, sou fã incondicional e até hoje nunca me falhou. Mais uma vez, Peixoto põe sal nas nossas feridas, faz-nos olhar para dentro e tentar perceber quem somos realmente. Foi um livro que me deixou a meditar durante muito tempo em várias passagens. 

É também uma viagem que fazemos com ele, passando pelas partes menos vistas, menos mostradas ao turismo... dando a conhecer, uma Tailândia muito diferente. 


É muito por não me lembrar que mais queria escrever sobre ele que hoje, terminado o livro que comecei a ler depois desse, venho logo deixar aqui a minha opinião. Hoje mesmo, depois de cerca de três meses embrenhada nele, acabei de ler "O Vampiro Lestat" de Anne Rice, e estou ainda extasiada com a capacidade inacreditável desta mulher para nos transportar para todo um mundo vampírico que criou. Este é um dos clássicos, e eu ainda não o tinha lido. Claro que fiquei cheia de vontade de reler "A Rainha dos Malditos", que conta o que veio depois. 


Ler Anne Rice não é brincadeira. Cada personagem tem uma história a contar tão, mas tão completa que nos perdemos nos seus detalhes ao mesmo tempo que somos engolidos pela narrativa. É completamente impossível não vermos diante dos nossos olhos cada uma dessas muitas personagens. 

Os seus livros são grandes. Grandes em si, daqueles que nos protegem de balas se necessário dada a sua grossura, e grandes no seu conteúdo, naquilo que nos oferecem. E estas crónicas vampiricas são uma delicia para o meu intelecto que tanto adora as suas estórias, pena tenho eu de não ter começado a ler todos, um a um, segundo a sua ordem de publicação (deixo abaixo, caso interesse a alguém). Pode ser que algum dia os consiga ter todos lidos, para já, ainda nem a meio vou. 

Bem, isto só para dizer que tal como os que li anteriormente da autora, este também não decepcionou, pelo contrario, embriagou e ainda me sinto presa às personagens, a pensar em cada uma delas e sim, também a ligá-las, a misturá-las, a preencher com mais detalhes das suas vidas o que já havia conhecido de outros volumes das crónicas. 

Agora, apetece-me mesmo ler mais Anne Rice, mas ainda com alguma esperança de chegar ao meu objectivo dos doze livros, ou ficar o mais perto possível disso, pretendo ir por outros terrenos literários, preciso algo mais leve, bem mais leve. 

As crónicas:

sexta-feira, 4 de maio de 2018

livros lidos em 2017

Tinha este post escrito nos rascunhos e esquecido. Apesar de irmos já em Maio, estou a publicá-lo agora. Gosto de ter estes registos, mais que não seja para minha própria consulta futura. Este ano a leitura decresceu novamente, mas espero entrar nos eixos em breve. 



Décimo Terceiro Conto - Diana Setterfield - Fevereiro/Março
O Homem que Sabe Pensar - James Allen - Abril
Três Homens Num Barco - Jerome K Jerome - Abril
Fazes-me Falta - Inês Pedrosa - Abril/Julho
O Segredo do meu Marido - Liane Moriarty - Julho
Antidoto - Jose Luis Peixoto - Julho
Loucura - Mario Sá Carneiro - Agosto
Todos os Escritores do Mundo Têm a Cabeça Cheia de Piolhos - José Luis Peixoto - Agosto
Fica Comigo Esta Noite - Inês Pedrosa - Agosto/Setembro
Manhã Submersa - Virgílio Ferreira
*Larga Quem não te Agarra - Raul Minh'alma - Dezembro

*este último aborreceu-me de morte e foi a causa de eu ter abrandado as minhas leituras. comecei por gostar, identifiquei-me com muitos dos textos, mas ao fim de algum tempo, aquilo pareceu-me tudo um pouco mais do mesmo, ali a enrolar e também eu comecei a enrolar a leitura, a pegar cada vez menos nele. e foi assim que só voltei a ler um livro do inicio ao fim em Abril. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A Arte de Organizar a Sua Vida |Hideko Yamashita|


Há uns dias atrás fui a Lisboa, para não me aborrecer muito na viagem, levei o livro que a minha amiga me ofereceu. O livro é A Arte de Organizar a Sua Vida de Hideko Yamashita (da editora Alma dos Livros) que tinha começado a ler no mês passado mas que acabou por ficar de parte logo a seguir porque me distraí a costurar desde então. 

Retomei então o livro durante a viagem para lá, mas foi na viagem de volta que mais li, e que fiquei a pouquíssimas páginas de o terminar. Sabem os livros da Mari Kondo? Pois bem, este não é muito diferente, embora o seja. Assim que comecei a ler achei que ia gostar mais deste método abordado pela autora. Esse método é o dan-sha-ri e começou por fazer muito sentido. 

Basicamente o dan significa fechar a porta àquilo que não merece entrar na nossa vida; o sha, livrar-nos do que já temos mas não precisamos, e o ri eliminar o desejo de adquirir o que não precisamos. Muito do que li no livro já coloco em prática, faz-me muito sentido, mas por outro lado, passagens houve em que fiquei de pé atrás. 

O desapego é bonito, é verdade. Cria em nós espaço para nos sentirmos bem connosco e com o que nos rodeia. Quando temos menos, a nossa vida fica bastante facilidade, mas promover o desapego só porque sim, não me parece bem. Nós temos realmente uma relação com as coisas, e por exemplo trocar de roupa todos os anos pareceu-me um desperdício. Ao fazê-lo estamos a promover o consumo de mais roupa. Não! Isso para mim não dá. Mesmo que uma peça de roupa tenha 20 anos, se estiver em condições e eu gostar (e usar!), com certeza não me vou descartar dela. 

Conseguir relacionar o peso que as coisas podem conter nas nossas vidas, nos relacionamentos e nas escolhas que fazemos é algo que se pretende quando se pratica o método dan-sha-ri. Pessoalmente, quando sai do comboio vinha cheia de vontade de começar a tirar coisas de casa para doar. Infelizmente cheguei tarde e ainda tinha costuras para terminar para o dia seguinte, caso contrário tinha-me jogado certamente à tarefa. 

Vale sempre a pena ler este tipo de livros, a meu ver pelo menos, pois acabo sempre por me sentir um pouco mais motivada a atingir certos objetivos, e também aprendo sempre algo novo. E vocês já o leram? Se sim, o que acharam? 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Todos os escritores do mundo têm a cabeça cheia de piolhos

Este é o segundo livro infantil/juvenil de José Luís Peixoto e recebi-o o ano passado pelo meu aniversário (há quase um ano, portanto!). Foi a minha irmã que mo ofereceu, é quase da praxe, dela já sei que vem sempre um livrinho por essa altura. Diz ela que o comprou num dia de trabalho e que durante a hora da sua refeição começou a folheá-lo e teve de o ler até ao fim. 

Não é um livro grande no sentido de quantidade de escrita, mas no valor da mesma. Sendo um livro infantil, lê-se num apíce claro, e mal posso esperar para o ler à minha filha. Não estou certa que do alto dos seus 6 aninhos ela já o entenda dum todo, mas algo lá lhe há-de ficar. 

E não, este livro não é literalmente sobre piolhos, e sim sobre a "comichão" que se faz sentir na cabeça dos escritores, porque têm sempre personagens lá dentro a querer sair. Porque eles criam mundos, histórias, personagens, vidas, que vão surgindo umas atrás das outras, e têm que as colocar nos seus livros para sossegarem. 

Mas o sossego é breve. A comichão torna sempre a aparecer. Identifiquei-me com esta situação, talvez não a nível da escrita, já que sinto que perdi o jeito para a mesma há muito, mas noutras áreas. Quem gosta de criar, seja o que for, é perseguido por esta "comichão", que por vezes até nos tira o sono, quando algo quer sair para fora e ganhar vida nem nos deixa dormir. 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Loucura


"Loucura" de Mário de Sá Carneiro, foi o primeiro livro que li em Agosto, e ainda não tinha falado sobre isso por aqui. Estava cá em casa há anos, como a maior parte dos que ando a ler, já que evito comprar novos enquanto não reduzir a pilha dos que já tenho (e digo "evito" e não "não compro" porque já caí em tentação). 

Tive há uns anos uma amiga que era completamente apaixonado por Mário de Sá Carneiro, e foi ela quem me ofereceu o livro. É um livro que nos perturba, atrevo-me a dizer. Conta a história de Raúl, um escultor cuja visão do mundo, da sociedade e dos sentimentos, é distorcida da visão socialmente aceite pelos outros. Raul suicida-se e a narrativa decorre, levando-nos aos poucos, pelos passos que ele deu até chegar ai. 

Eu que geralmente leio logo um livro mal acabo o 1º, desta vez não consegui. Precisei de um par de dias para desligar da loucura de Raul, daquilo que para ele seria um grande acto de amor, mas que na verdade não passava de um crime que pretendia cometer. 

Raul pretendia desfigurar a sua mulher, para que fosse feia. Para ele, nenhum homem ama uma mulher se não for pela sua aparência, uma mulher deveria ser bonita. Ao desfigurá-la, na sua insanidade, acreditava que conseguiria provar-lhe que mesmo feia, ele continuaria a amá-la, conseguindo assim dar-lhe provas do imenso amor que sentia por ela. 

Não deixa de ser curioso que esta obra seja considerada um pouco auto biográfica. Um escritor que acaba por ter o mesmo fim que a sua personagem. Um homem das artes, intelectual, um pensador que não vê a vida como os outros, e que acaba, ele também por colocar fim à própria vida com apenas 26 anos. Todos temos um pouco de loucos, não é? Dá que pensar. 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O Segredo do Meu Marido


O mês de Julho foi fértil em leituras. Para além do anterior que por cá publiquei, que terminei no início de Julho, li mais dois inteiros. O primeiro, foi "O segredo do meu marido", um livro de Liane Moriatry que, caso não me falhe a memória, comprei há cerca de um ano atrás. 

Comecei a lê-lo logo depois de terminar o "Fazes-me falta", no dia 8 de Julho. E adorei. Sempre que pude li um bocadinho porque foi muito difícil largar aquela narrativa para fazer seja o que for. À pala dessa brincadeira, deitei-me muitas vezes muito mais tarde do que eu tinha estipulado para mim. 

Ora, de início vamos conhecendo as personagens. Várias; famílias que parecem não ter nada a ver umas com as outras, simples rotinas diárias. Uma dona de casa que aparentemente é perfeita e tem tudo controlado num sítio, uma casa cujo casamento está a ruir da forma mais inesperada noutro, uma avó que vive para o neto. Nada disto parece ter ligação... mas tem. 

E com o decorrer da história, vamos percebendo qual é. Vamos ligando os pontos todos... e está tão bem escrito que como já disse, mal conseguia pousar o livro e fazer uma pausa na leitura. Acabei-o alguns dias depois, a 25, e nesse mesmo dia - já vos tinha dito do meu vazio enorme sempre que chego ao fim de um livro e tenho necessidade de começar logo outro, não já? - comecei a ler um livro que tenho em lista de espera há anos e anos, e que sinceramente nem sei como foi ficando para trás, sendo ele de um dos meus autores preferidos de sempre. 


Este é um livro especial. "Antídoto" de José Luís Peixoto. Um trabalho levado a cabo em parceria com a banda Moonspell. Claro que também tenho o álbum no qual os pequenos contos deste livro se inspiram, e que o ouvi vezes e vezes sem conta - embora, confesso, não o tenha feito nos últimos anos. 

Só podia abraçar este projeto uma vez que sempre admirei ambos. Uns por um lado, o outro por outro e quanto a mim, é uma junção perfeito que só poderia dar certo. 

"Em certos círculos", diz José Peixoto, "existe a ideia que o 'heavy-metal' é marginal e que estagnou numa série de fórmulas. Algum público do metal, por sua vez, associa a leitura a uma obrigação maçuda. Existe metal de qualidade e escrita que nos pode preencher". daqui

Aproveitei cada palavra do livro. Já o disse tantas vezes, Peixoto escreve como mais ninguém, reconheceria o seu estilo a léguas. Impressiona a forma como fura a pele de cada personagem, como os torna tão reais e etéreos ao mesmo tempo. Como por vezes parece não fazer sentido para logo a seguir nos cravar a própria pele, por ser tão humano, tão verdadeiro em sentimentos. 

Acabei-o no dia um. Dele restam-me ainda dois, os dois livros juvenis que lançou e que comprei logo (um, o outro ofereceu-me a minha mana), mas que ainda não li. Ainda ponderei ler outro dele a seguir, mas gostava de intercalar os autores dos livros que ainda tenho, por isso, o mais provável é que volte a ele quando acabar este que leio no momento ("Loucura" - Mário de Sá Carneiro). 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Fazes-me falta


Sem exagero nenhum, posso dizer-vos que havia ANOS desde que ouvi falar (e muito bem, por sinal) de Inês Pedrosa e fiquei cheia de vontade de ler algo da autora. 

Não aconteceu até agora. Terminei de ler o "Fazes-me falta" no passado sábado, dia 8. Quando o tinha começado? No fim de Abril, logo a seguir ao anterior. Levei algum tempo a enrolar e não foi por falta de interesse no livro. Foi bastante interessante até, mas não o suficiente para me manter acordada até mais tarde do que o que eu aguentaria, como acontece quando estou mesmo empolgada na leitura. 

O livro é escrito a duas vozes, um homem mais velho, e uma mulher mais jovem. Ela morre precocemente, e nós "ouvimos" o que um tem a dizer ao outro, do que ficou da amizade excepcional que os ligava e separava ao mesmo tempo. 

Já estou a ler outro, e para já bastante entusiasmada (agarrada)... mais, só quando terminar. 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Três Homens Num Barco



Já vos tinha dito como eu gostava de ler mais em 2017. Abrandei o ritmo quando comecei, em Março, a ler Três Homens Num Barco de Jerome K. Jerome. O livro foi-me oferecido por uma amiga e eu não tinha ideia das gargalhadas que ele ainda me faria soltar. 

Acima de tudo, este é um livro divertido. Juro que cheguei a gargalhar, literalmente em algumas passagens. O meu marido até me olhava de lado, tipo "pronto! a gaja passou-se de vez!".

Três amigos e um cão, decidem fazer uma viagem de barco pelo rio, mas digamos que nenhum deles é grande expert nas artes de navegação. As suas peripécias são mais que muitas e mantêm-nos entretidos e curiosos pelo que virá a seguir. 

Terminei este livro no fim de Abril, mas nunca mais me lembrei de vir aqui fazer esta publicação. Hoje foi o dia e em breve publicarei também sobre o livro que li a seguir. 

E as vossas leituras? Como andam? 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Histórias que tocam



Como não costumo ver os canais nacionais, ando sempre alienada e a reportagem da TVI sobre o Telmo tinha-me passado ao lado. Até hoje. Por algum motivo liguei o computador mas também a tv e uma vez que não tinha nada para ver coloquei na tv. Estavam a dar as notícias (coisa que também nunca vejo) e falaram sobre o livro "Pés Alados", a biografia do Telmo. Falaram na história tocante do Telmo mas não aprofundaram e fiquei curiosa. Daí até ver a reportagem online, que consiste em duas partes foi uns segundo. O que dizer? Chorei que nem uma madalena arrependida, mas também sorri, e acreditei que apesar da maldade do mundo, há pessoas realmente extraordinárias que merecem tudo o que de bom lhes acontece na vida e mais. Fiquei cheia de vontade de ler tudinho e apesar de me ter comprometido comigo mesma a ler todos os livros que tinha por ler antes de comprar novos, vou abrir uma exceção e assim que o encontrar vem para casa comigo. 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Livros III


Ter colocado todos os livros que ainda tenho em casa por ler em pilha na minha mesa de cabeceira surtiu efeito imediato. Logo após - e por após digo no dia seguinte - a ter terminado o Décimo Terceiro Conto de Diana Setterfield, olhei para a pilha de livros e meditei por dois segundos. No dia seguinte ia passar o dia todo longe, e agarrei o que me pareceu mais leve de ler: O Homem que Sabe Pensar de James Allen. 

Desconhecia-o, foi oferta de uma querida amiga e li-o de uma ponta à outra durante a sesta do meu pequenino. Não me tivessem distraído tanto com perguntas e conversas que claramente não me apetecia ter naquele momento, e mais rápido ainda teria sido. 

É um livro sobre o auto conhecimento e o verdadeiro poder do nosso pensamento e vontade. Vai de encontro ao que penso, mas por diversas vezes o senti um bocadinho repetitivo. No entanto, é repleto de bons conselhos e trechos que realmente me inspiraram. Uma leitura leve portanto, mas que dá aquela forcinha para nos sentirmos melhores ou para pelo menos, sabermos que podemos sempre fazer melhor. 

No dia a seguir a ter lido este livro que vos falo, comecei logo outro. Não tenho lido diariamente, mas na maior parte dos dias sim, e isso tem sido motivação que baste para continuar a cultivar de novo esse hábito que tanto bem me faz. 

E por ai? Lê-se? 

domingo, 12 de março de 2017

Livros II

Já aqui vos tinha dito como gosto de ler. Da leitora ávida que fui em tempos, e de quem guardo grande saudade. Em 2016 quis voltar a ganhar o hábito de ler com frequência, e no geral a coisa nem correu tão mal assim. Ficou muito aquém daquilo que eu lia por exemplo há uma década atrás, mas nessa altura não existiam filhos e o meu tempo livre, pertencia-me de facto todo a mim e só a mim. 

As minhas escolhas e o que faço com ele (o tempo) hoje em dia estão mais condicionadas, mas em tudo e para tudo na vida, sempre achei que quando se quer muito fazer/ser/ter, consegue-se sempre. Sei que muitas vezes temos que sacrificar umas coisas em prol de outras, mas se prestarmos atenção, se conseguirmos ver bem, a vida tem espaço para tudo, não tem de ser tudo vivido e sentido ao mesmo tempo, como tanto cremos hoje em dia que tem de ser. 

Anyways... 

Para este ano quis ainda mais leituras, mas até aqui ainda não ganhei o ritmo que procurava. Ora vejamos, li 4 livros o ano passado, e comecei um quinto em Novembro que nunca cheguei a terminar. Não teve aquela chispa em mim e foi ficando de lado meio esquecido à espera de uma oportunidade ou de ser esquecido de vez. Toquei-lhe umas duas vezes na verdade, talvez todos aqueles erros me tenham demovido mesmo antes de entrar no enredo. 

Não interessa. Pelo meio andei a ler "Alegria" de Marie Kondo. Tanto se fala e se escreve desta guru da organização que tive de o comprar quando o vi. Infelizmente não cheguei a encontrar o 1º dela antes e comecei mesmo por este. Ainda não irei partilhar a minha opinião sobre ele porque ainda não o terminei, mas tenho umas coisas a dizer. 

No passado 25 de Fevereiro, sabendo que iria passar umas boas horas num comboio, peguei num livro que adquiri o ano passado. Deixei de comprar livros compulsivamente há vários anos, quando fiquei em casa com a minha filha e decidi cortar drasticamente em gastos desnecessários. Livros, infelizmente eram um deles porque ainda tinha uma boa quantidade deles que nunca tinha lido. Lembro-me que este foi um dos primeiros que comprei quando voltei a trabalhar. Um mimo que eu merecia. 


O livro em questão é "O décimo terceiro conto" de Diane Setterfield, quem eu desconhecia por completo. Mas peguei nele, no meio de tantos outros e chamou-me à atenção...

O Décimo Terceiro Conto narra o encontro de duas mulheres: Margaret, jovem, filha de um alfarrabista, biógrafa amadora, e Vida Winter, escritora famosa, que, sentindo aproximar-se o final dos seus dias, convida a primeira para escrever a sua biografia. Na sua casa de campo, a escritora decide contar a verdadeira história da sua vida, revelando um passado misterioso e cheio de segredos. As duas vão partilhar vivências profundas, resgatando velhas memórias e confrontando-se com fantasmas há muito adormecidos. Sem que pudessem inicialmente prever, acabam por entrelaçar as suas vidas de forma tão intensa, que o resultado não poderia ser outro que não uma inesquecível história de amor, amizade e solidão.

Trouxe-o comigo, em Agosto de 2016 - tenho sempre a mania de escrever o ano em que adquiro os meus livros - e só agora o li, ou já o li, depende da perspectiva. É que também tenho por cá alguns que esperam a vez há (se não) quase uma década. Não interessa! Acabei de o ler hoje, e há muito que não lia um livro tão bom. Prendeu-me do inicio ao fim. Bem escrito, cativante, cheio de surpresas. Fiquei presa às vidas dos seus personagens, e foi-me muito difícil, muito mesmo, ter de o pousar para me dedicar a coisas enfadonhas como comer, esvaziar a bexiga, ou dormir...

tal qual!

Quando terminei de o ler, fiquei satisfeita. Que fim! Enquanto o lia só pensava, que belo livro para se fazer um filme e quando terminei e pesquisei, plim, lá está ele. Existe mesmo um filme baseado nele que eu quero ver. Já está na lista!

Além de me ter dado imensa vontade de ler mais... mais... mais... Tanto que percorri a casa, e juntei todos (creio!) os livros que me restam que ainda não li. São 12. Se conseguir ler um por mês dá para um ano. mas eu não quero ler só um por mês. Quero ler mais do que isso. Tenho-os a todos na minha mesa de cabeceira, empilhados de forma aleatória, para me motivar a ir baixando a pilha. 

Esta semana consegui ler todas as noites e gostava de manter o hábito. Ajudou ter mudado de técnica na hora de adormecer os miúdos (correção: o miúdo mais chato e resistente ao sono, que fica com urticaria quando está na cama dele e só faz saltitar para fora). Pretendo carregar o livro que estiver a ler comigo sempre, como fazia antigamente, e aproveitar todo e qualquer tempo morto para ler. Até ponderei arranjar uma mochila... ah ah ah... a pergunta que se faz é: faço-a* ou compro-a? 

E vocês, que andam a ler?! 

*a costura tem andado paradinha paradinha... aqui um bom exemplo de que não dá para se fazer tudo ao mesmo tempo, mas que, quando se quer muito, vai-se fazendo!

sábado, 26 de novembro de 2016

Livros

Adoro ler.

 Desde que me lembro que sempre adorei livros. Já houve um tempo em que lia diariamente, a toda a hora. Perdi a conta dos livros que li. Há dois dias acabei de ler mais um, e fiquei bastante satisfeita comigo própria, porque de há uns anos para cá, ler, passou de hábito a coisa que fazia esporadicamente e durante muitos meses quase inexistente. 

Quando 2016 começou, achei que devia mudar isso (já tinha tentado no ano anterior). Dedicar-me mais a isso, mesmo que tivesse que marcar "ler!", na minha agenda. Agora que o ano está a acabar, pensei nisso e ao fazer um balanço das minhas leituras, acho-o satisfatório quando comparado com os dois últimos anos anteriores. 

Em Março foi o meu grande retorno à leituras. Li "Desistir não é opção" de Paulo Sousa Costa, um pai que perdeu o filho, um relato emotivo, forte que me deixou de lágrimas gordas nos olhos mesmo muitas vezes. Logo a seguir, em Abril li "Galveias" de José Luís Peixoto, que como sempre não me desiludiu. Gostei particularmente como fui descobrindo aos poucos a ligação que existia entre todos (os muito) personagens. 

O melhor de tudo foi ter conseguido manter um bom ritmo de leitura (sim, um livro por mês que seja, é para mim hoje em dia, um bom ritmo de leitura). Li assiduamente em: Maio, Junho, Julho e praticamente diariamente em Agosto. Os escolhidos foram estes:


Depois de "Galveias", li "Em Teu Ventre" também de José Luis Peixoto. Gostei, como sempre está muito bem escrito, mas de todos os que li do mesmo autor, posso afirmar que este foi o que menos interesse despertou, a certa altura achei mesmo que me aborrecia dele. Mas não sou de desistir de uma leitura, e afinal era Peixoto. 


Quando acabei "Em Teu Ventre" fiquei muito confusa em relação à escolha do próximo. Tenho alguns livros que ainda não li na minha estante e não tinha ideia de qual ler. Depois de muito ponderar, a escolha recaiu sobre um livro de Fátima Lopes, a apresentadora. O livro foi "Um Pequeno Grande Amor" e tocou-me bastante. 

Não que o tema da separação me toque pessoalmente - não sou filha de pais separados, nem os os meus filhos têm pais separados. Mas mentiria se dissesse que não passei já por fases na minha relação em que me coloquei essa hipótese na mesa. 

A forma como a autora aborda o tema é bastante realista, e eu enquanto leitora, senti-me angustiada com o sofrimento ao qual as duas personagens, crianças, eram expostas por motivos tão diferentes.

 Estava bastante curiosa em relação ao seu trabalho como escritora, já que o de apresentadora é bem conhecido, e apesar de não assistir televisão há anos (a pública pelo menos, e que não sejam bonecos animados), lembro-me de ver algumas vezes os programas que apresentava e sempre simpatizei com ela. Sempre me pareceu genuína e sincera. 

Quando lançou o primeiro livro com grande sucesso, fiquei curiosa para o ler, mas nunca o cheguei a comprar. Este de que aqui falo agora, que se não me engano é o segundo, comprei-o em segunda mão, juntamente com dois livros de Inês Pedrosa que aguardam ainda a sua vez. Não fiquei desiludida e com certeza, quando me surgir a oportunidade, gostava de ler também o primeiro livro. 


O livro que terminei há dois dias atrás foi "Merrick" de Anne Rice, em castelhano. A minha colecção de livros de Anne Rice tem um número considerável de obras, curiosamente a autora que mais tenho lido em diferentes idiomas. 

 Este e outro livro também dela, que comprei no mesmo dia, lá para 2006, permaneceram à espera da sua oportunidade porque a minha inclinação para a leitura andava tão apagadinha ultimamente que até parece que tinha medo destas obras com quase 500 páginas. 

No meu inconsciente devia acreditar piamente que com o ritmo de leitura que levava, acabaria de o ler lá para 2020 ou coisa do género. Felizmente, ter retomado não o meu ritmo anterior, mas um bom ritmo de leitura novamente, o medo ficou para trás e joguei-me a ele. 

Comecei-o em Agosto e só terminei em Novembro. Três meses para o mesmo livro. Quebrei o bom ritmo que levava, mas ainda assim acho que não me posso queixar. Não lia Anne Rice há anos, e que bem que me soube voltar a penetrar no seu mundo vampiresco, mas ao mesmo tempo cheio de classe, glamour e magia. Não há como não gostar. 


Hoje, tive que ir trabalhar também. Os miúdos ficaram em casa com o pai e aproveitei para sair de casa meia hora mais cedo, com um novo livro debaixo do braço. Escolhi Cisne Negro de Luís Viegas, acabei de começar e já me ando a passar com os erros ortográficos... mas não se fazem revisões aos livros antes de publicar? Depois conto mais. 

domingo, 16 de outubro de 2016

Há quanto tempo não ouvia isto #2


Disturbed - Forsaken 
BS de A Rainha dos Malditos

Ahhhh... o quanto eu não gostava (e gosto!!!) disto! Foi durante muito tempo, o meu toque de telemóvel. 

Engraçado, os Disturbed na altura eram considerados banda de putos estúpidos e olhados meio de lado por muito metaleiros. Eu gostava, mas confesso que não todas as músicas deles. Esta porém, foi desde logo, não só uma das preferidas na banda sonora do filme, como uma das minhas preferidas de sempre. 

Fã declarada de Anne Rice, tinha que ver o filme quando saiu. Não é preciso dizer que já tinha lido o livro antes, pois não? Sou das que acha sempre, mas sempre, que os filmes nunca chegam aos pés dos livros, e não mudo de ideias quanto a este, mas valeu nem que tenha sido para arregalar um bocadinho os olhos com o Stuart Townsend, e por parte da banda sonora. 

Como me lembro bem, eu e a minha amiga Pikatchu (já a chamávamos assim na altura, não tem a ver com esta febre de Pokemons que anda por ai agora!), andávamos sempre a trocar livros, sempre a tentar a outra com novas bandas, filmes, etc. Como ela enriqueceu a minha vida! Gosto de pensar que fiz o mesmo por ela. 

Quem diria que anos depois, seriam os Disturbed, novamente a lançar uma das minhas preferidas outra vez?!!

Falo de "Sound of Silence"... já gostava do original, mas a versão dos Disturbed!! Uau!