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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

o que um sorriso faz


Digo-o eu, que nunca fui muito dada a sorrir por dá cá aquela palha a quem não conheço. Se não gostar da cara de alguém, nem imaginam então. Mas há estranhos que me fazem colocar um sorriso na cara, e nos últimos dias aconteceram duas situações que me tocaram realmente. 

A primeira foi no meu local de trabalho. Quando me despedia de uma cliente, uma senhora idosa, ela respondeu-me, segurando-me nas mãos "não me dêem mais nada, dêem-me esse sorriso!". Fiquei tão tocada, que quis abraçá-la (não, não o fiz!). Melhorou a minha manhã, que por sinal era dia de folga, mas na falta da minha colega e patroa, eu lá fui fazer o jeito. Fiquei bem disposta o resto do dia. 

A segunda aconteceu há um par de manhãs, quando ia no carro a caminho do trabalho. Um senhor também já de alguma idade, parou na passadeira para passar e o carro do lado oposto (onde ele estava) parou para lhe dar passagem, eu que ainda me aproximava da passadeira, parei também. O senhor, levantou o polegar ao outro condutor, em sinal de agradecimento, sorrindo enquanto atravessava a estrada. A cena fez-me sorrir, e quando passou por mim, voltou a fazer o mesmo, vendo-me a sorrir, sorriu também, fez-me uma vénia e li um bom dia nos seus lábios. Não consegui evitar, fez-me rir, acenei e respondi bom dia também. A verdade é que foi mesmo um bom dia, fiquei bem disposta e com mais paciência para os clientes menos simpáticos. 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Destes Dias #12


Quase consigo fazer um "destes dias" apenas com o dia de hoje.
Não foi fácil. Nem acabou da melhor maneira....

Começámos logo mal pela manhã, com o mais novo muito queixoso. Ora lhe doía a garganta, ora a barriga, ora o pé, ora o dedo da mão... estão a ver, não estão? Depois, tive de ser eu a levar a miúda à escola (geralmente vai com o pai ou com uma vizinha cujo filho é da mesma sala que ela, porque ela entra à mesma hora que eu entro ao trabalho) e obviamente atrasei-me.

Para cúmulo apanhei uma seca atrás de um francês que não dava mais de 50 km/h e quando cheguei ao trabalho andei às voltas porque não havia um lugarzinho para estacionar (aquilo é numa vila, mas mais movimentado que a cidade onde habito!).

As notícias dos fogos deixaram toda a gente perplexa e o tempo mais nublado mexeu com os humores. Queria tanto que tivesse chovido, sinto saudades da chuva pois a mim acalma-me, traz-me tranquilidade e neste momento o meu querido país precisa dela mais do que nunca. Mas ainda não foi hoje.

Enfim... tanto eu como a minha colega andámos molengonas e o trabalho foi feito a meio gás. A sério, que dia! À tarde amuei com o marido... sim, foi por uma estupidez e ele nem tinha culpa. Agora, depois das notícias que tivemos há um par de horas, isto parece-me uma parvoíce tão grande.

E pronto, para acabar, fomos levar a miúda ao seu primeiro dia de dança, e enquanto ela lá ficou fomos buscar a mãe dele de uma consulta no hospital. As notícias que tinha não eram boas, a desconfiança que a médica tinha, de ela estar com um carcinoma na mama confirmou-se, e mais, é agressivo. Ele ainda está a digerir tudo isto, as minhas cunhadas foram-se a baixo (uma delas acabou de ter um bebé, por isso ainda está mais sensível), tenho a certeza que se avizinham tempos difíceis.

Tirando este dia de hoje, posso dizer-vos que estivemos a pintar mais um pouco da casa e que já só falta uma parede do meu quarto e o as paredes do corredor. E que se tudo correr bem, antes do fim do mês já começo a tratar de mobilar o quarto dos miúdos que é o primeiro cómodo ao qual me quero dedicar.

Tenho destralhado muito, mudei a disposição de alguns móveis no meu quarto e no quarto dos miúdos. Ando ansiosa para avançar com a outra casa, e enquanto não posso dou voltas a esta, troco tudo de sítio, o que me tem deixado especialmente cansada e fico com as costas num oito.

Ah, e ainda de hoje, caiu o segundo dente de leite à minha princesa, ficou toda feliz porque a fada dos dentes lhe ia trazer mais moedas. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Os males do português e os meus olhos azuis

daqui

Apareceu-me hoje na loja um cliente habitual. "Olá, bom dia! Como vai" - perguntou-me, ao que lhe respondi que "bem, obrigado!". Na sua cara uma expressão de espanto e seguiu-se a seguinte conversa:

ele: Bem?!?!
eu: Sim, bem! - voltei a frisar.
ele: Tem a certeza que está bem? 
eu: Sim, porque haveria eu de dizer que não estou bem, se estou?
ele: É que isso não é nada típico português. Toda a gente responde "estou mais ou menos"... ou "vou indo"

fez-me rir... e disse-lhe:

eu: Se calhar é porque sou atravessada!
ele: Ai é? Então a sua origem não é toda portuguesa?
eu: Não. 
ele: Então de onde é? 
eu: Tente lá adivinhar. 
ele: É alemã? ... holandesa?... (foi mandando assim umas sugestões...)
eu: Está a ir pelos olhos azuis, não é? Nada disso. A outra parte é nossa vizinha. Os olhos azuis até são do lado português. 
ele: Nunca chegaria lá!

Entra um conhecido dele na loja. 

outro: Então srº José, como vai? 
ele: Mais ou menos. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mais do mesmo


O fim de semana veio e foi, e quase nem dei por ele porque andei novamente em formação. Na segunda não trabalhei, mas não foi para descansar, distrair ou algo do género. não! A criancinha adoeceu outra vez. Desta saiu uma gastroentrite e uma conjuntivite como acompanhamento.
O pai hoje pôde ficar com ele, mas amanhã se não estiver já bom, lá terei de faltar novamente, o que me vale é que reponho as horas mais tarde, e não as vejo a voar do ordenado. 

sábado, 8 de outubro de 2016

Sobre trabalhar o dia inteiro

daqui
Nesta passada semana, a minha colega de trabalho esteve de férias. Apesar da patroa estar lá à tarde, e de normalmente eu não trabalhar aos sábados, a coisa alterou-se um bocadinho para mim. Fui trabalhar numa das tardes, ou seja, o dia inteiro, horário full-time e sorte a minha, recebemos encomendas o dia inteiro, e das grandes ainda por cima. Ó sábado também me calhou. 

Por um lado, estive sempre hiper ocupada, o que ajuda o tempo a passar, por outro, se eu já andava cansada, fiquei ko. Ou se calhar não, se calhar até me fez bem, porque agora que penso nisso, foi depois desse dia que arrebitei um pouquinho (só), e ainda fiz uma noitada a trabalhar no meu outro part-time, aquele que gosto mesmo, e que felizmente me ajuda a juntar mais uns trocadinhos. 

Enquanto tratava das encomendas, apercebi-me do quanto agradeço por estar onde estou neste momento. Até já falei sobre isso há uns posts atrás. Tenho um horário que me permite sentir-me útil sem me arrasar, nem me fazer sentir uma péssima mãe, ausente. Nesse dia que fiz o dia inteiro, coloquei-me no lugar da minha colega, que também tem um miúdo de dois anos. 

O seu horário é das 9h às 13h e das 15h às 19h, que era o meu antes de ter saído de lá há 5 anos quando tive a minha filha mais velha. O miúdo dela fica na própria casa com a avó, e isso é uma vantagem, mas ela só vê o miúdo na hora de almoço e depois às 19h quando sai, que é hora de banhos, jantar, trá-lá-lá e caminha. 

Eu fiz isso num dia e custou-me tanto não ter sido eu a ir buscá-los à escola. Aquelas horitas que ao fim do dia me deixam louca quando estão virados do avesso, fizeram-me tanta falta que quando cheguei a casa, apertei-os tanto a eles e eles a mim que parecia que não os via havia uma eternidade. 

Sou uma felizarda. Estou grata por isso. Estou grata por ter um homem ao meu lado que entende este sentimento protetor que tenho para com eles, e que o partilha também. Estou grata por juntos, termos conseguido sempre, a bem ou a menos bem, fazer o caminho em frente, simples, como nós, e de juntos, gozarmos o sorriso dos nossos miúdos a cada dia. Nem tudo é perfeito, muito se sacrificou, muito custa tantas vezes, mas quando vale a pena, atenua tudo o que de pior possa existir. 

Apesar do feriado, esta semana, foi um pouco mais puxada do que o normal para mim. Parei muito pouco, porque para além de mais horas no local de trabalho, tive que tentar tratar da encomenda que recebi, andei para cá e para lá com a obra, comprando aqui e ali, tenho um miúdo que agora não dorme cedo nem que esteja a cair para o lado, e eu dormente, qual bela adormecida, sem me poder encostar 5 minutos em lado algum e já os olhos teimavam em cerrar a pestana. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Na velocidade dos dias

Ando desaparecida, não é? Os dias têm passado a uma velocidade alucinante, e eu ando tão, mas tão estafada que não tenho conseguido fazer nada de nada. 

Os dias têm-se resumido ao mesmo, sempre: acordar cedo, levar miúdos à escola, trabalhar, voltar a casa, aproveitar as duas horas depois de almoço para fazer algo por casa, depois ir buscá-los, ter o meu miúdo agarrado às pernas o resto do dia "colo, colo,colo!", e se não dou, temos birras descomunais. 

Todos os dias faço o mesmo plano: deito-os e faço o que tenho que fazer depois. Sim, sim, pois. Deito-os aos dois ao mesmo tempo. Ela adormece pouco depois, ele não. E não fica sossegado no quarto a não ser que eu fique por lá. Se tento sair, há nova birra. Acabo por adormecer também a maior parte das vezes. 

E tem sido assim todos os dias. Todos. Tenho adormecido assim há mais de uma semana. Não me consigo manter acordada. O cansaço tem sido maior. Mais forte. E com tanto trabalho que tenho por fazer. Hoje por exemplo, tenho uma encomenda para entregar e ainda nem a acabei. 

Ah, mas e então no feriado, não aproveitaste? Sim, sim! Saímos pela manhã com os miúdos, mas o pai trabalhou à tarde, aliás, o resto do dia e lá fiquei eu com os dois à perna sem conseguir fazer mais nada. Enfim... vidinha de mãe!!!

domingo, 4 de setembro de 2016

Mãe em casa ou mãe a trabalhar?!


Em inglês chamam-nos/lhes "stay at home moms", que traduzido à letra seria, "mães que ficam em casa", porém por cá, chamamos-lhes/nos "mães a tempo inteiro" e isto minha gente tem feito correr muita tinta porque as mães que trabalham sentem-se ofendidas e atacadas, como se elas fossem apenas mães a tempo parcial. 

É mais que óbvio que isso são balelas, nenhuma mãe é mãe a tempo parcial, porque a partir do momento que os geramos que somos todas mães a tempo inteiro. Mesmo nos momentos em que não temos as crias debaixo das asas, os nossos corações não deixam de se preocupar com eles. 

fonte
Os dois grupos de mães acima mencionados, passam a vida a "atacar" o outro sem necessidade nenhuma. O tipo mãe que trabalha também se divide em dois:
1. a mãe que queria ficar em casa com os filhos e que vive angustiada na sua vida profissional 
2. a mãe que não pode passar sem a sua independência e vida profissional para se sentir completa. E não há mal nenhum nisso. Uma mulher não é apenas mãe. 

Depois existem as mães que por escolha própria, acharam por bem abdicar da sua vida profissional, de uma carreira, para se dedicarem aos filhos. 

E eu fui essa mãe, que deixou o trabalho quando a minha filha mais velha nasceu. Fiquei sempre em casa com ela até que entrou na creche já com dois anos feitos. Quando me preparava para voltar ao activo, engravidei de novo e optei por ficar novamente em casa pelo mais novo que está agora com dois anos também e que começa amanhã na creche também. 

Aos dois tipos de mães, peço que não se acusem. A mãe que trabalha não é menos mãe, trabalha fora, cuida dos filhos nas horas que restam. A mãe que fica em casa, não passa a vida de papo para o ar mesmo que no fim do dia a casa pareça ter sido varrida por um furacão. É um trabalho ingrato, nada reconhecido, um arruma constante com criancinhas atrás o dia inteiro a desarrumar logo a seguir. 

A mãe que fica em casa, é muitas vezes serviço público para a família porque "ah, está em casa e tem tempo para fazer isto e aquilo, ou ficar com este ou aquele, afinal já fica com um ou dois que mal faz mais um?!". E ninguém quer saber se por vezes está tão, mas tão esgotada de almoços, e jantares e lanchinhos, e fraldas e birras, e estorinhas e banhos que só queria um par de horas para descansar, mas não pode ser porque essa mãe, geralmente anda com os rebentos atrás 24h por dia. 


Neste momento acredito que tenho o melhor dos dois mundos. Um part-time onde só trabalho 4h pelas manhãs, ficando com o resto do dia livre para eles. Onde não ganho muito, mas ganho algum, o que é melhor que a sensação de inutilidade quando se fala de orçamento familiar, e é ter a sensação de alguma independência outra vez. 

Amanhã, o pequenino entra na creche. As nossas rotinas vão começar a alterar-se, a mais velha só começa mais para o meio do mês. Tenho a certeza que nos vai saber bem a todos não estarmos sempre juntos, porque a hora que os for buscar será de grande alegria e terei toda a energia necessária para me dedicar a eles. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Ter uma vida profissional


Fiquei tanto tempo sem trabalhar fora, que tinha imenso receio do dia que o voltasse a fazer. Esse dia chegou há um par de meses, voltei para o último trabalho que tive, mas desta vez em part-time. Novos hábitos, novos programas, enfim... lembro-me de sonhar várias vezes que voltava para lá (e até para o anterior a este onde fiquei uns 4 anos antes de o trocar por este último, onde fiquei mais ou menos o mesmo tempo), e que me sentia completamente perdida. Estava fora de tudo, não percebia nada do novo programa, nem pescava nada dos nossos produtos. Eram receios do meu inconsciente que me perturbaram os sonhos, verdadeiramente. Há uns dias, enquanto orientava algumas das tarefas que me foram entregues, lembrei-me de um desses sonhos, joguei-o para o lado, e sorri para mim mesma. Estava a criar bichos na minha cabeça sem necessidade alguma, faço o meu trabalho o melhor que consigo e tento dar sempre o meu melhor. A verdade é que o caos que reinava em certas áreas do serviço melhorou desapareceu desde que para lá voltei, só resta saber se afinal é para ficar mais tempo ou não?!