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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

25 coisas [que não sabem] sobre mim

A Anabela desafiou os seus leitores a fazer como ela e partilhar 25 factos sobre nós. Eu aceito o desafio pois acho piada a estas coisas. Vamos lá ver. 

foto minha

1. Adoro tatuagens. Tenho 6 e mais nos planos. 

2. Adoro ler, desde que aprendi a fazê-lo. 

3. Ainda tenho correspondentes (por carta mesmo). 

4. Quando era miúda era super fã dos manos Hanson. Haha

5. Adoro desenhar mas não gosto muito de pintar. 

6. Tenho pé de cinderela. 

7. Desde cerca dos 12 anos que sofro de dores de coluna devido a uma escoliose acentuada. 

8. Sou super desarrumada. 

9. Vivo perto do mar. 

10. Passei 5 anos sem trabalhar. 

11. Gosto de filmes de terror. 

12. Sou fascinada pela era medieval. 

13. Gosto de séries que retratam outras eras. 

14. Acredito que a existência extraterrestre seja possível, só não sei muito bem em que forma. 

15. Tenho um grande fascínio pelo paganismo embora não pratique qualquer religião. 

16. Gosto mais do meu cabelo quando o pinto de ruivo. 

17. A lua hipnotiza-me. 

18. Sou muito pouco paciente para as pessoas que não me agradam. 

19. Choro com facilidade. 

20. Não gosto da maior partes das carnes desde que era miúda. 

21. Durante muitos anos colecionei selos. Depois fartei-me e dei tudo. 

22. Ando com vontade de comprar uma mota desde a última concentração a que fui.

23. Adoro ir a concertos. 

24. Os géneros de música que prefiro são dentro do metal e do rock. 

25. Falo muito... demais por vezes. 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O Segredo do Meu Marido


O mês de Julho foi fértil em leituras. Para além do anterior que por cá publiquei, que terminei no início de Julho, li mais dois inteiros. O primeiro, foi "O segredo do meu marido", um livro de Liane Moriatry que, caso não me falhe a memória, comprei há cerca de um ano atrás. 

Comecei a lê-lo logo depois de terminar o "Fazes-me falta", no dia 8 de Julho. E adorei. Sempre que pude li um bocadinho porque foi muito difícil largar aquela narrativa para fazer seja o que for. À pala dessa brincadeira, deitei-me muitas vezes muito mais tarde do que eu tinha estipulado para mim. 

Ora, de início vamos conhecendo as personagens. Várias; famílias que parecem não ter nada a ver umas com as outras, simples rotinas diárias. Uma dona de casa que aparentemente é perfeita e tem tudo controlado num sítio, uma casa cujo casamento está a ruir da forma mais inesperada noutro, uma avó que vive para o neto. Nada disto parece ter ligação... mas tem. 

E com o decorrer da história, vamos percebendo qual é. Vamos ligando os pontos todos... e está tão bem escrito que como já disse, mal conseguia pousar o livro e fazer uma pausa na leitura. Acabei-o alguns dias depois, a 25, e nesse mesmo dia - já vos tinha dito do meu vazio enorme sempre que chego ao fim de um livro e tenho necessidade de começar logo outro, não já? - comecei a ler um livro que tenho em lista de espera há anos e anos, e que sinceramente nem sei como foi ficando para trás, sendo ele de um dos meus autores preferidos de sempre. 


Este é um livro especial. "Antídoto" de José Luís Peixoto. Um trabalho levado a cabo em parceria com a banda Moonspell. Claro que também tenho o álbum no qual os pequenos contos deste livro se inspiram, e que o ouvi vezes e vezes sem conta - embora, confesso, não o tenha feito nos últimos anos. 

Só podia abraçar este projeto uma vez que sempre admirei ambos. Uns por um lado, o outro por outro e quanto a mim, é uma junção perfeito que só poderia dar certo. 

"Em certos círculos", diz José Peixoto, "existe a ideia que o 'heavy-metal' é marginal e que estagnou numa série de fórmulas. Algum público do metal, por sua vez, associa a leitura a uma obrigação maçuda. Existe metal de qualidade e escrita que nos pode preencher". daqui

Aproveitei cada palavra do livro. Já o disse tantas vezes, Peixoto escreve como mais ninguém, reconheceria o seu estilo a léguas. Impressiona a forma como fura a pele de cada personagem, como os torna tão reais e etéreos ao mesmo tempo. Como por vezes parece não fazer sentido para logo a seguir nos cravar a própria pele, por ser tão humano, tão verdadeiro em sentimentos. 

Acabei-o no dia um. Dele restam-me ainda dois, os dois livros juvenis que lançou e que comprei logo (um, o outro ofereceu-me a minha mana), mas que ainda não li. Ainda ponderei ler outro dele a seguir, mas gostava de intercalar os autores dos livros que ainda tenho, por isso, o mais provável é que volte a ele quando acabar este que leio no momento ("Loucura" - Mário de Sá Carneiro). 

sábado, 5 de agosto de 2017

para agosto

daqui

- consulta de rotina com o mais novo

- continuar a ler diariamente (pelos menos um livro inteiro)

- arrumar o meu quarto de costura 

- comprar as loiças sanitárias e terminar casa de banho da outra casa

- marcar as férias

- costurar uma mini coleção para a minha filha enfrentar o regresso à escola em setembro (poderia fazer para ele também, mas não precisa de nada)

- costurar uma peça para mim 

- um programa só com o meu homem

- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Um horror

É o único que se me ocorre para descrever isto. Porque há coisas tão difíceis de aceitar... porque tenho dois filhos e moro num prédio, e vivo com um medo terrível que algo do género aconteça. 

Quando a mais velha tinha uns dois anos, apanhei um dos maiores sustos da minha vida, toda eu gelei, tremia enquanto me aproximava de uma janela para espreitar lá para baixo, com o pânico no rosto e o medo de a encontrar. Felizmente, o meu susto teve outro desfecho, foi só mesmo susto. 

Abri uma greta pequena da janela para a casa respirar um pouco enquanto fazia limpezas, ela pequenina andava por aqui e ali a brincar. Sai do quarto e quando voltei vi que a janela estava completamente escancarada e nada dela. E o silêncio. Felizmente ela abriu a janela, não sei se se assomou a ela, talvez o seu medo das alturas a tenha feito recuar, talvez não fosse mesmo a hora dela, mas quando finalmente a encontrei escondidinha e salva, voltei a nascer. Isto afetou-me tanto que nem consegui falar sobre isto com ninguém durante meses. 

Mais tarde, quando o meu mais novo era bebezinho, lembro-me de acordar em pânico, e procurar o meu marido, aninhar-me no seu colo em busca de conforto. Porquê? Porque tinha tido um pesadelo. Um pesadelo que me pareceu tão real que parecia estar mesmo em choque quando acordei. 

Resumidamente, nesse pesadelo, a minha mãe tinha caído do nosso andar e eu via-a lá em baixo. Dei um grito de agonia, e espreitei novamente quando percebi que debaixo do corpo dela, espreitava a mão minúscula do meu filho. Foi tão real, tão desesperante que ainda hoje me custa pensar nisso. Levei mais de uma semana com medo de adormecer. 

E é por isso que desde ontem à noite, desde que li a notícia sobre este menino de apenas 4 aninhos que o meu peito não tem sossegado. Volta e meia os meus pensamentos correm para esta família, para a avó que cuidava do menino nesse momento, esse momento que aposto a vida em como todos queriam apagar, andar para trás, mudar tudo em segundos. 

Não os conheço, mas isso pouco importa, porque o que está em causa, é a vida, ou a morte deste menino que em segundos deixou de ter tudo pela frente para viver, e o pavor que eu sinto destas situações, e de saber que quando têm de acontecer acontecem, que sou impotente em relação aos meus, que não os consigo proteger sempre, que somos frágeis, insignificantes... 

Não há nada que se possa fazer ou dizer para mitigar estes sentimentos. Absolutamente nada. E sei que vou deitar-me e conseguir dormir, porque afinal, os meus dormem no quarto ao lado, sãos e seguros. 

Vou tentar empurrar estes pensamentos de choque e de revolta com esta aleatoriedade que ceifa vidas, qualquer vida sem seguir uma linha... nenhuma criança deveria morrer... não assim, não de forma alguma... mas eu vou conseguir empurrar estes pensamentos para os lados, pouco a pouco, irão ficar arquivados num canto qualquer. O mesmo não poderão dizer outros pais, e isso entristece-me tanto, tanto. 

Injustiça!!!


Descansa em paz, anjinho Tomas. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Bons sonhos


Há seis anos. Sim, há 6 : s e i s  anos que esperava por esta fase. Que fase? A fase em que me basta deitá-los na cema, beijinho a um, beijinho a outro, bons sonhos, até amanhã, amo-vos muito... e agora durmam. E eles dormem. OS DOIS! Que coisa! O que é isto? Não estou habituada... ou não estava, que uma pessoa até se habitua depressa ao que é bom. 

Ela foi dificil de dormir até chegar aos três anos. Thrês anos depois, foi a vez dele chegar aos 3 e como por magia, por volta dessa altura, ele começou a finalmente aceitar que a cama era um bom sítio para se ficar. E deixou de se levantar mal eu virava costas. E adormece logo. Que sonho! Esperava por isto à tanto tempo, queria tanto isto. 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Destes Dias #11

Continuam as coisas agitadas por aqui... 

Tivemos a festa de fim de ano do mais novo... O meu filhote vestiu a pele de um leãozito e meteu toda a gente a rir. É tão palhacinho. 

Passei o fim de semana na concentração motard de faro (e andei ontem e hoje de ressaca sem sequer ter bebido álcool na última noite). Além de ter ficado afónica. Mas assim muito. Fiquei com vontade de tirar a carta e comprar uma mota. O meu filho ficou maluco com tantas motas e agora só quer o tio e a mota. Já a miúda lá perdeu o medo de montar e finalmente se estreou. 

O meu filhote está outra vez com febre. Nem com o verão a coisa melhorou. Bem, na verdade, não tem sido febre alta como de costume, mas pronto. 

A miúda só vai à escola quando não temos mesmo ninguém (pai!) que fique com ela, o que acontece dia sim dia não, mais ou menos. E mesmo assim só até eu sair às 13h. É que os miúdos só vêm televisão naquele prolongamento. Mas na falta de melhor, lá tem de ser. 

Julho já vai a caminho do fim e ainda não sei se o meu filho terá vaga para a nova escola ou não. Isso dá cabo dos nervos de qualquer um. 

Já a miúda não faz mais que desenhar e fazer fichas. Já desisti de fazer downloads de fichas da pré e passei a tirar fichas de primária porque ela já as despachava em 5 segundos. 

Em Setembro, em principio a piquena vai para uma escola de dança, e num destes dias assistimos a um arraial organizado por eles, para que ela visse o espetaculo (no mesmo dia caiu-lhe o primeiro dente). 

domingo, 23 de julho de 2017

Vale a pena partilhar #5


Antes de mais, peço desculpa pelo último post que publiquei (e que já foi novamente revertido a rascunho), foi por engano. Uso-o como registo de posts que quero ler com mais atenção, ou ideias que achei engraçadas para experimentar.

Enfim... isso lembrou-me que há muito tempo que não partilho algumas das boas ideias que vou encontrando por ai... Assim que, cá vão algumas que estão neste rascunho há uma eternidade.

Não costumo usar discos desmaquilhantes, sou daquela espécie de preguiçosas, que optam pela toalhita para tirar os restos de maquilhagem nas raras vezes que a uso. Mas adorei esta ideia das meninas do Simplifica e quero mesmo experimentar.

Ora aqui está um post bastante interessante e que vai de acordo com aquilo que eu acho sobre ter-se uma vida minimalista. 

Ideias tão fofas que encontrei numa pesquisa para a festa dos miúdos.

Ideias maravilhosas para poupar na cozinha.

Os meus miúdos vão partilhar um quarto muito mais pequeno que o atual quando mudarmos para a outra casa. Tenho andado a reunir ideias de como aproveitar de forma eficaz o pouco espaço que temos. Adorei esta.

Estou a precisar de uma coisa milagrosa destas para as juntas dos azulejos da minha casa de banho.

Estão sem ideias para coisas a fazer com os miúdos no verão? Vejam estas do blogue Um Mundo a Três.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Fazes-me falta


Sem exagero nenhum, posso dizer-vos que havia ANOS desde que ouvi falar (e muito bem, por sinal) de Inês Pedrosa e fiquei cheia de vontade de ler algo da autora. 

Não aconteceu até agora. Terminei de ler o "Fazes-me falta" no passado sábado, dia 8. Quando o tinha começado? No fim de Abril, logo a seguir ao anterior. Levei algum tempo a enrolar e não foi por falta de interesse no livro. Foi bastante interessante até, mas não o suficiente para me manter acordada até mais tarde do que o que eu aguentaria, como acontece quando estou mesmo empolgada na leitura. 

O livro é escrito a duas vozes, um homem mais velho, e uma mulher mais jovem. Ela morre precocemente, e nós "ouvimos" o que um tem a dizer ao outro, do que ficou da amizade excepcional que os ligava e separava ao mesmo tempo. 

Já estou a ler outro, e para já bastante entusiasmada (agarrada)... mais, só quando terminar. 

sábado, 15 de julho de 2017

Posers


Parámos ao lado de um colégio privado e enquanto o marido foi fazer o que tinha a fazer, eu esperei por ele no carro. Os miúdos do colégio deveriam de estar a sair da festa de fim d'ano ou algo assim porque traziam os seus diplomas com eles. 

Reparei numas pessoas que estavam à porta. Três adultos que falavam distraidamente entre eles e duas meninas, de uns 8 anos talvez, ambas com os seus diplomas em mão. Vi depois a mãe de uma a tirar foto à filha, que lançou um sorriso aberto ao telemóvel. Não lhe bastou e tiveram que tirar mais uma foto, uma foto em que constava a menina com o diploma, as também fizeram questão de incluir o nome do colégio. 

Enquanto assistia à cena, pensava para mim: "e a seguir vamos publicar a foto no facebook, ali com a escola que a criança frequenta e tudo escarrapachado!". E nem de propósito, assim que disparou a foto, a mãe passou o telemóvel à miúda, desinteressadamente e continuou a conversa. A miúda agarrou-se a ele e ficou para lá a mexer muito concentrada. 

A outra miúda pediu que lhe tirassem uma foto igual. Pousou super sorridente e feliz, e assim, mas mesmo assim que a foto foi disparada a sua expressão alterou de tal forma que me fez confusão. Ficou tão mas tão séria. O diploma já não importava, a foto, a foto é que era importante. 

Faz-me confusão esta ordem de prioridades e falsas alegrias que, até as crianças, procuram partilhar com os outros... 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Três Homens Num Barco



Já vos tinha dito como eu gostava de ler mais em 2017. Abrandei o ritmo quando comecei, em Março, a ler Três Homens Num Barco de Jerome K. Jerome. O livro foi-me oferecido por uma amiga e eu não tinha ideia das gargalhadas que ele ainda me faria soltar. 

Acima de tudo, este é um livro divertido. Juro que cheguei a gargalhar, literalmente em algumas passagens. O meu marido até me olhava de lado, tipo "pronto! a gaja passou-se de vez!".

Três amigos e um cão, decidem fazer uma viagem de barco pelo rio, mas digamos que nenhum deles é grande expert nas artes de navegação. As suas peripécias são mais que muitas e mantêm-nos entretidos e curiosos pelo que virá a seguir. 

Terminei este livro no fim de Abril, mas nunca mais me lembrei de vir aqui fazer esta publicação. Hoje foi o dia e em breve publicarei também sobre o livro que li a seguir. 

E as vossas leituras? Como andam? 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Um amor que sufoca



Quando fazes biquinho (pela enesíma vez!) ao teu filho mais novo, e te derretes quando ele já sabe o que isso é e te vai dar um beijo. Dizes-lhe "ti amo" como sempre, e ele responde "ti amo" também. 

Encheu-me assim daquele amor, aquele sentimento das mães, que nos sobe à garganta e até parece que nos sufoca de tão grande que é. Mas é bom. É feliz!

sábado, 8 de julho de 2017

#Destralhar


Acontece-me todos os anos. Depois das festas dos anos dos miúdos - que por sinal coincide sempre com fins de escolinhas e mais festas e tal e coiso - a minha casa acaba invariavelmente ainda mais caótica que o normal. Demoro a colocar tudo em ordem, confesso. Deixo tudo fora do lugar com esta minha mania de fazer com as mãozitas que tenho tudo o que uma festa precisa. Então tudo - ou quase vá - o resto fica ao seu abandono. 
E depois são as prendas que entram. Sacos para aqui e para ali, papel de embrulho, embalagens de cartão e mais plástico. Brinquedos novos espalhados, juntam-se com os velhos que ainda não foram retirados e guardados/doados. A minha sala não parece um infantário, porque esses tendem a ser organizadinhos, parece mais um templo de putos loucos varridos dos miolos. 

E eu deixo. Depois, começo a achar que já é demais, que fazer um pouco todos os dias não está a ser o suficiente, que tudo volta a ficar de pernas para o ar mais depressa do que eu consigo ir organizando. E depois... ah... depois dá-me os vipes! Mete-os a dormir cedo e só paro quando o corpo não aguenta mais. 

Ontem à noite foi assim. Destralhei cozinha, corredor, casa de banho, dispensa. E soube-me tão bem meter uma série de coisas em sacos e caixas para tirar cá de casa e voltar a ver pequenas espaços vazios novamente, desimpedidos da tralha que lhes vou arrimando aos poucos.