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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

na minha cozinha

Ando a esforçar-me para ganhar novamente o hábito de ser eu a cozinhar cá em casa, para aproveitar melhor os alimentos que compramos e também para ter mais controlo daquilo que eu e os miúdos comem. 

Por algum motivo, o meu apetite caiu por terra nas últimas semanas e praticamente tenho saltado o almoço quase todos os dias. Perdi peso, obviamente, e como já sou mais para o magro do que para o gordo, não gostei mesmo nada de ver as minhas ricas calças de ganga a ficarem-me largas demais para o meu gosto. 

Eu esforço-me a fazer melhor, mas nem sempre se consegue. Claro que sempre que posso dou preferência às receitas práticas e rápidas. Porque há dias em que o tempo para cozinhar se torna curto com dois pestinhas, que estão sempre a pedir atenção a uma mãe, que geralmente está sozinha em casa com eles (e estão no seu direito!). 

Há uns dias, estava um bocadinho perdida, não tinha descongelado nem carne, nem peixe, nem me apetecia uma opção vegetariana (recorro sempre à soja granulada nestes casos). E foi com o que tinha à mão que fiz o nosso jantar. Acabámos com um prato de salsichas (que costumo trazer da Epanha e que adoro), salteadas em cebola e tomate, misturadas com massa e acompanhado de feijão verde. 

Enchi metade dos pratos com a massa e as salsichas e a outra metade com o feijão - que temperei com azeite, vinagre, sal e algumas sementes de chia. Os meus miúdos comeram tudo, o mais novo dizia que o feijão era massa verde, não ficou nada no prato. Por isso, penso que correu bem. 

No dia seguinte ainda tinha um resto que deu para mim e para o marido. Os miúdos tinham jardineira (carne de vaca para mim não, obrigado!) que o pai trouxe do trabalho, por isso comemos os dois, os restos do dia anterior, mas substituí o feijão por bimis que tinha comprado nesse dia a 50% de desconto e soube-me tudo tão bem que nem imaginam. Será para repetir no futuro. 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Enquanto não me encontro

* escrevi este texto em Fevereiro e agora descobri-o perdido nos meus rascunhos. Continua a ser verdade, a ser a minha realidade, por isso partilho-o hoje. Desde então, tenho conseguido equilibrar um pouco melhor o tempo e o saber aproveitá-lo para mim mesma, mas continuo a pensar da mesma forma. Ninguém disse que seria fácil, mas faço esforços que me acabam por compensar.

daqui

O meu filho mais novo faz 3 anos daqui a quatro meses. Por vezes, quando penso nisso, lembro-me sempre de ter visto/lido, uma vez, algures por ai, algo que dizia que a vida do casal só voltava ao "normal" quando o filho mais novo chegava aos três anos. 

Penso nisso e penso em nós. Realmente a mais nova, quando chegou aos três - idade que tinha quando o irmão nasceu - era uma menina que não dava trabalho nenhum, que era bastante independente. Mas daí até a nossa vida voltar ao "normal" vai um grande esticão. 

É que, para mim, a vida nunca mais voltará ao "normal". A vida mudou, a vida tem de se adaptar às alterações que ter filhos traz com ela. E muitas delas são permanentes. É um facto. A vida altera-se com eles.

O meu filho, tem sido sempre uma criança cheia de energia e vida, e isso faz com que nós, pais, fiquemos a maior parte das vezes, extremamente opostos a ele: esgotados, sem energia, sem vontade, sem paciência... e quando temos um momento, somos improdutivos. Queremos descanso, muitas vezes mais da mente e das emoções do que propriamente do corpo.

Eu sei que ele vai crescer, e que um dia vou sentir saudades do tempo em que me cabia nos braços, como já sinto saudades, na certeza de se terem acabado as bochechas e refegos de bebés pequeninos cá em casa.

Mas eu sempre fui uma pessoa que está constantemente a criar. E por criar refiro-me a tanta coisa. Desde miúda, nas minhas horas solitárias, na altura forçadas e mais tarde, impostas por mim própria, aquelas horas que me faziam falta como o ar que me enche o peito ao respirar. Nessas horas, eu criava, criava quando lia, e escrevia contos saídos da minha imaginação em desenvolvimento.

E já costurava para as bonecas, mais tarde, mais velha, continuava assim, com os meus momentos. Lia, escrevia, desenhava, montava quebra cabeças, inventava e fazia jogos de tabuleiro para oferecer aos meus amigos. Comecei a costurar para mim, a experimentar coisas novas, tudo o que as minhas mãos conseguissem fazer.

Não deixei de parte tudo isto quando fui mãe, algumas coisas, sim, mas não tudo. Quando se quer muito, encontra-se sempre um espacinho de tempo para fazer o que se quer. E assim que vou encarando os dias, o "normal" de antigamente, não volta, mas tenho o "normal" d'agora, onde faço o que posso, quando posso. 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Destes Dias #12


Quase consigo fazer um "destes dias" apenas com o dia de hoje.
Não foi fácil. Nem acabou da melhor maneira....

Começámos logo mal pela manhã, com o mais novo muito queixoso. Ora lhe doía a garganta, ora a barriga, ora o pé, ora o dedo da mão... estão a ver, não estão? Depois, tive de ser eu a levar a miúda à escola (geralmente vai com o pai ou com uma vizinha cujo filho é da mesma sala que ela, porque ela entra à mesma hora que eu entro ao trabalho) e obviamente atrasei-me.

Para cúmulo apanhei uma seca atrás de um francês que não dava mais de 50 km/h e quando cheguei ao trabalho andei às voltas porque não havia um lugarzinho para estacionar (aquilo é numa vila, mas mais movimentado que a cidade onde habito!).

As notícias dos fogos deixaram toda a gente perplexa e o tempo mais nublado mexeu com os humores. Queria tanto que tivesse chovido, sinto saudades da chuva pois a mim acalma-me, traz-me tranquilidade e neste momento o meu querido país precisa dela mais do que nunca. Mas ainda não foi hoje.

Enfim... tanto eu como a minha colega andámos molengonas e o trabalho foi feito a meio gás. A sério, que dia! À tarde amuei com o marido... sim, foi por uma estupidez e ele nem tinha culpa. Agora, depois das notícias que tivemos há um par de horas, isto parece-me uma parvoíce tão grande.

E pronto, para acabar, fomos levar a miúda ao seu primeiro dia de dança, e enquanto ela lá ficou fomos buscar a mãe dele de uma consulta no hospital. As notícias que tinha não eram boas, a desconfiança que a médica tinha, de ela estar com um carcinoma na mama confirmou-se, e mais, é agressivo. Ele ainda está a digerir tudo isto, as minhas cunhadas foram-se a baixo (uma delas acabou de ter um bebé, por isso ainda está mais sensível), tenho a certeza que se avizinham tempos difíceis.

Tirando este dia de hoje, posso dizer-vos que estivemos a pintar mais um pouco da casa e que já só falta uma parede do meu quarto e o as paredes do corredor. E que se tudo correr bem, antes do fim do mês já começo a tratar de mobilar o quarto dos miúdos que é o primeiro cómodo ao qual me quero dedicar.

Tenho destralhado muito, mudei a disposição de alguns móveis no meu quarto e no quarto dos miúdos. Ando ansiosa para avançar com a outra casa, e enquanto não posso dou voltas a esta, troco tudo de sítio, o que me tem deixado especialmente cansada e fico com as costas num oito.

Ah, e ainda de hoje, caiu o segundo dente de leite à minha princesa, ficou toda feliz porque a fada dos dentes lhe ia trazer mais moedas. 

sábado, 14 de outubro de 2017

A minha primeira lasanha


Há uns dias atrás fiquei toda satisfeita porque fiz, finalmente, a minha primeira lasanha. Eu já tinha tentado há uns bons anos atrás, mas dei barraca com a massa, que devia de ser muito má também e as folhas deram todas em colar, não deu para fazer lasanha nenhuma. 

Fiquei logo toda frustrada, ainda assim voltei a comprar as folhas para a lasanha, mas o receio que tinha ficado da primeira vez foi tal que apesar de ter comprado a massa, eu nunca mais me decidia a fazer a bela da lasanha. Resultado, quando dei por mim a massa tinha criado bicho. 

Uns anos mais para a frente, achei que agora sim, sou uma mulher mais confiante, e mais expert na cazinha, agora até sou mãe, não há nada que me pare. É agora ou nunca, e foi! Adaptei a minha lasanha vegetariana desta e a verdade é que correu muito bem, as folhas foram umas queridas, e não colaram. E no fim, fizemos todos uma refeição saborosa e cheia de coisas boas. 

E melhor, o tabuleiro que fiz foi tão grande que ainda fiquei com uma refeição extra que optei por congelar para aqueles dias em que não tenho nada preparado e nem há tempo para nada. Acho que perdi o medo da lasanha... 😂

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Das férias de Setembro

Bem sei que já vamos bem encaminhados em Outubro e que já ninguém fala de férias nesta altura do ano, mas eu falo, nem que seja só para ser do contra. Por aqui não há férias em Agosto, não que me sejam mesma proibidas, mas porque detesto tirar férias em Agosto. Nah, não é para mim. Férias para mim, sabem bem de inverno, ou então em Setembro, quando quero aproveitar o bom tempo, praia, etc.



O nosso destino este ano foi El Puerto de Santa Maria, na província de Cadiz, e ficámos lá 4 dias e 3 noites. A maior parte do tempo foi passado mesmo onde ficámos hospedados, ninguém pareceu muito interessado em largar a piscina, se bem que no 3º dia fomos passear e conhecer melhor Cadiz cidade, e no último dia, ainda andámos mais um bocadinho até Tarifa, o ponto mais a sul da Europa, e La Linea, pela segunda vez estive frente a Gibraltar mas nunca cheguei a passar para lá.







Na volta para trás a coisa descambou e o nosso carro avariou. Podia mesmo ter berrado de vez se por acaso o meu marido não tivesse reparado na temperatura a subir e eu o mandasse parar logo o carro. Estávamos na autoestrada e ainda conseguimos chegar à vila ou cidade ou lá o que era seguinte, encontrámos uma oficina que tinha a peça que precisávamos (não era a de melhor qualidade, mas era a única) e o pessoal foi impecável pois conseguiu arranjar tudo de forma a conseguirmos seguir viagem. 



Claro que em vez de chegarmos a casa perto das 20h como planeávamos, só chegámos mais perto da meia noite, e no dia seguinte os miúdos já tinham escola. Digamos que foi um bocadinho stressante toda essa situação, mas dentro do mal, até se pode dizer que houve alguma sorte. Quanto ao carro,  foi para o nosso mecânico quando chegou pois ainda precisava de uns retoques. Praticamente uma semana sem carro, mas agora parece estar tudo bem. Só o meu bolso é que não, que não contava com essa despesa extra... 


Fora isso as férias correram muito bem, muita diversão, os miúdos adoraram, comeu-se bem, descansou-se... foram (poucos mas) bons dias que gostariamos de repetir sempre. E agora por repetir, a casa (rural) onde ficámos, tinha uma lareira monumental, que me deixou cá com uma vontade de passar lá o Natal... mas não será ainda este ano. Terei mais uns dias agora no fim deste mês, início do próximo e depois nem sei bem quando terei mais. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Verão e Inverno já cabe no meu roupeiro

daqui

O Outono continua sem qualquer vontadinha de aparecer por aqui, ainda assim ontem já retirei toda a minha roupa mais quente. Abri o sommier só para tirar de lá um conjunto de lençóis para mudar a minha cama, já que o meu rico filho tinha vomitado nela, mas meti os olhos nos sacos cheios de roupa e pensei "não é tarde, nem é cedo, é já!", e tirei aquilo tudo para fora. Espalhei as roupas em cima da cama e fui separando por tipo (já estava mais ou menos assim). 

Não arrumei ainda a parte do marido, não tive paciência e por isso ainda tenho dois sacos e uma caixa de arrumação no chão do quarto à minha espera, mas arrumei toda a minha roupa. Fiquei tão contente, porque mesmo ser ter tirado a de verão, consegui que coubesse tudo no meu roupeiro, que já de si é pequeno. 

Ok, é verdade que destralhei algumas peças (um saco cheio de supermercado), tanto de verão como de inverno, mas não foram tantas assim perto daquilo que tinha para arrumar. 

A verdade é que tenho conseguido destralhar várias áreas cá de casa nos últimos dias e isso tem-me mantido motivada a continuar. Amanhã espero tirar mais uma série de coisas cá de casa, e tenho andado a ganhar coragem para destralhar a minha costura. Já consegui jogar fora um saco enorme de pequenos retalhos que não davam basicamente para nada, mas que achei sempre que is usar (e nunca uso), para mim, foi uma enorme vitória. Agora é ir tirando mais tralha aos bocadinhos. 

domingo, 1 de outubro de 2017

para outubro

daqui

Outubro é o meu mês. É o mês em que sinto realmente que o Outono chega (se bem que as previsões dizem que o Outono aqui por estes lados só vai chegar mesmo lá para o próximo mês - o Verão diz que está de gosto!). É o mês do meu aniversário. É um mês bonito. É o mês do Halloween. E sim, antes que venham com tretas, eu gosto do Halloween... vocês não? Olhem, temos pena!


Para Outubro

- Levar a cabo o encontro que deveria ter tido lugar no passado mês

- Festejar o meu aniversário com quem me é mais querido

- Uma saída com o meu homem (não desisto, a esperança é a última... já se diz)

- Acabar de pintar a casa nova

- Acabar a casa de banho da casa nova

- Marcar dentista

- Limpeza a fundo na minha cozinha

- Trocar as roupas frescas pelas mais quentes

- Ler dois livros

- Procurar aulas de Ioga para a minha miúda

- Costurar um pijama para mim e um para a miúda

-Destralhar o meu quarto de costura

- Visitar mais vezes a biblioteca com a miúda

- Começar a dar mesada à miúda

💞

De Setembro
- férias
 - levantar os livros da mais velha
- regresso à escola dos miúdos
- ler 2 livros (pelo menos)
- consulta de reavaliação do mais novo
- ganhar um novo hábito saudável 👎comecei bem mas perdi-me a meio
- um programa só com o meu homem 👎se pintar parte da casa e um almoço a correr no Mc contar então poderia riscar este ponto...só que não!
- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos 👎 não consegui mesmo, com muita pena, há mais de dois meses que não os levo
- festa de aniversário prima
- almoço/jantar com ex-colegas de trabalho 👎mais ninguém se jogou à frente e ficou em águas de bacalhau
- organizar um outro encontro 👎comecei, juntei toda a gente num grupo do facebook, mas ainda não foi este mês

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Estou rendida a esta miúda

A primeira vez que a vi/ouvi foi quando o meu marido partilhou este video no seu perfil do facebook:


Digam-me lá?! Isto é ou não é talento?

E hoje, numa coisa leva a outra - comecei com compilações de música medieval até que fui dar com violinistas, e voltei a tropeçar na Lindsey... Vejam isto...




Magnifico, não é?
Para mim não há outro som como o do violino, mas esta mulher leva-o a outro nível...

Estou completamente rendida!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Os males do português e os meus olhos azuis

daqui

Apareceu-me hoje na loja um cliente habitual. "Olá, bom dia! Como vai" - perguntou-me, ao que lhe respondi que "bem, obrigado!". Na sua cara uma expressão de espanto e seguiu-se a seguinte conversa:

ele: Bem?!?!
eu: Sim, bem! - voltei a frisar.
ele: Tem a certeza que está bem? 
eu: Sim, porque haveria eu de dizer que não estou bem, se estou?
ele: É que isso não é nada típico português. Toda a gente responde "estou mais ou menos"... ou "vou indo"

fez-me rir... e disse-lhe:

eu: Se calhar é porque sou atravessada!
ele: Ai é? Então a sua origem não é toda portuguesa?
eu: Não. 
ele: Então de onde é? 
eu: Tente lá adivinhar. 
ele: É alemã? ... holandesa?... (foi mandando assim umas sugestões...)
eu: Está a ir pelos olhos azuis, não é? Nada disso. A outra parte é nossa vizinha. Os olhos azuis até são do lado português. 
ele: Nunca chegaria lá!

Entra um conhecido dele na loja. 

outro: Então srº José, como vai? 
ele: Mais ou menos. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Todos os escritores do mundo têm a cabeça cheia de piolhos

Este é o segundo livro infantil/juvenil de José Luís Peixoto e recebi-o o ano passado pelo meu aniversário (há quase um ano, portanto!). Foi a minha irmã que mo ofereceu, é quase da praxe, dela já sei que vem sempre um livrinho por essa altura. Diz ela que o comprou num dia de trabalho e que durante a hora da sua refeição começou a folheá-lo e teve de o ler até ao fim. 

Não é um livro grande no sentido de quantidade de escrita, mas no valor da mesma. Sendo um livro infantil, lê-se num apíce claro, e mal posso esperar para o ler à minha filha. Não estou certa que do alto dos seus 6 aninhos ela já o entenda dum todo, mas algo lá lhe há-de ficar. 

E não, este livro não é literalmente sobre piolhos, e sim sobre a "comichão" que se faz sentir na cabeça dos escritores, porque têm sempre personagens lá dentro a querer sair. Porque eles criam mundos, histórias, personagens, vidas, que vão surgindo umas atrás das outras, e têm que as colocar nos seus livros para sossegarem. 

Mas o sossego é breve. A comichão torna sempre a aparecer. Identifiquei-me com esta situação, talvez não a nível da escrita, já que sinto que perdi o jeito para a mesma há muito, mas noutras áreas. Quem gosta de criar, seja o que for, é perseguido por esta "comichão", que por vezes até nos tira o sono, quando algo quer sair para fora e ganhar vida nem nos deixa dormir. 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Loucura


"Loucura" de Mário de Sá Carneiro, foi o primeiro livro que li em Agosto, e ainda não tinha falado sobre isso por aqui. Estava cá em casa há anos, como a maior parte dos que ando a ler, já que evito comprar novos enquanto não reduzir a pilha dos que já tenho (e digo "evito" e não "não compro" porque já caí em tentação). 

Tive há uns anos uma amiga que era completamente apaixonado por Mário de Sá Carneiro, e foi ela quem me ofereceu o livro. É um livro que nos perturba, atrevo-me a dizer. Conta a história de Raúl, um escultor cuja visão do mundo, da sociedade e dos sentimentos, é distorcida da visão socialmente aceite pelos outros. Raul suicida-se e a narrativa decorre, levando-nos aos poucos, pelos passos que ele deu até chegar ai. 

Eu que geralmente leio logo um livro mal acabo o 1º, desta vez não consegui. Precisei de um par de dias para desligar da loucura de Raul, daquilo que para ele seria um grande acto de amor, mas que na verdade não passava de um crime que pretendia cometer. 

Raul pretendia desfigurar a sua mulher, para que fosse feia. Para ele, nenhum homem ama uma mulher se não for pela sua aparência, uma mulher deveria ser bonita. Ao desfigurá-la, na sua insanidade, acreditava que conseguiria provar-lhe que mesmo feia, ele continuaria a amá-la, conseguindo assim dar-lhe provas do imenso amor que sentia por ela. 

Não deixa de ser curioso que esta obra seja considerada um pouco auto biográfica. Um escritor que acaba por ter o mesmo fim que a sua personagem. Um homem das artes, intelectual, um pensador que não vê a vida como os outros, e que acaba, ele também por colocar fim à própria vida com apenas 26 anos. Todos temos um pouco de loucos, não é? Dá que pensar. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Domingo

Alguém se lembra das nossas mini férias do ano passado? Pois bem, neste último fim de semana, voltámos lá, almoçámos à beira rio, e depois passámos a tarde na praia fluvial de Alcoutim. A esta nunca tínhamos ido e os miúdos adoraram. 

O meu mais novo é um perigo autentico, não tem medo nenhum da água e não quer mais nada. Nem as braçadeiras nos dão descanso, e o colete fica-lhe largo, o que o faz parecer uma tartaruga a esconder a cabeça. 

A mais velha surpreendeu-nos, já sabe boiar, nadar de costas, debaixo de água, enfim... está uma crescida, desta vez nem usou o colete dela. Já faz melhor figura que eu que sou uma pata a nadar... não tenho mesmo jeitinho nenhum para a coisa. 

Escusado será dizer que fomos dos últimos a arredar pé dali. E só o fizemos porque já estava tudo com fomecas. O jantar ficou a cargo de um restaurante local e dai foi viagem direta de volta a casa. Ficam algumas fotos do nosso dia... só para meter nojo a quem não pôde ir... hehehe... 






sexta-feira, 1 de setembro de 2017

para setembro


- férias

 - levantar os livros da mais velha

- regresso à escola dos miúdos
- ler 2 livros (pelo menos)

- consulta de reavaliação do mais novo

- ganhar um novo hábito saudável

- um programa só com o meu homem 

- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos

- festa de aniversário prima

- almoço/jantar com ex-colegas de trabalho

- organizar um outro encontro



de agosto

- consulta de rotina com o mais novo

- continuar a ler diariamente (pelos menos um livro inteiro) - mais!!! 👍

- arrumar o meu quarto de costura 

- comprar as loiças sanitárias e terminar casa de banho da outra casa - estou dependente de um canalizador, e está difícil. 👎

- marcar as férias

- costurar uma mini coleção para a minha filha enfrentar o regresso à escola em setembro (poderia fazer para ele também, mas não precisa de nada)

- costurar uma peça para mim - 👎

- um programa só com o meu homem - 👎

- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos - 👎

* Mas também fiz outras coisas que não estavam na lista, como destralhar os dossiers da papelada que me ocupavam imenso espaço. Tinham papeis guardados (faturas, etc) desde que comprámos esta casa há mais de 10 anos.