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quinta-feira, 5 de julho de 2018

*7* e *4*

Nos últimos dias os meus filhos festejaram os seus sete (ela) e quatro (ele) anos. Normalmente junto a festa de ambos por terem tão poucos dias um do outro, mas este ano não houve festa temática e com todos os amigos presentes como gosto de fazer. 

Pois que o mais novo pediu a festa na escola, com um bolo e os amigos muito antes de fazer os anos e como foi numa segunda feira aproveitei para deixar assim mesmo. Comprámos um bolo do Faísca no supermercado à última hora (vá lá que é fã do Faísca desde sempre) e fiz umas lembranças improvisadas no mesmo dia para levar aos coleguinhas. 

Para ela andávamos a pensar numa festa da Ladybug há algum tempo mas acabou por ficar sem festa. É que a rapariga partiu a televisão da sala (também nem temos outra, só podia ser da sala) e lembrou-se de culpar o irmão. Por isso, mais por essa atitude do que propriamente pela tv partida, o castigo que teve foi ficar sem festa de aniversário. 

Ela não se chateou muito pois a festa de fim de ano da escolinha do mano foi nesse dia, por isso, não tendo uma festa dela, não deixou de estar numa. Além disso, a avó veio passar todo o dia com ela, e ela tem uma adoração enorme pela avó. 

À noite, depois do jantar cantámos-lhe os parabéns com um bolo que fiz depois da festa do irmão, e que decorei com a Ladybug. Telefonei às mães de duas amigas de quem gosta muito e que vivem do outro lado da nossa rua e sem ela saber convidei-as a cantarem os parabéns connosco e comer bolo. Ela adorou a surpresa e ainda brincaram cerca de uma hora juntas antes de ser hora da cama. 

Voltando à festa dele. Pois bem, no próprio dia não tinha nada preparado porque passei o dia anterior de roda da casa nova, chegámos a casa tarde e estava estoirada, já não tive tempo nem de fazer bolo, nem de pensar em lembranças. Só queria dormir e descansar. 

No dia seguinte (dia do aniversário) ainda fui trabalhar pela manhã e quando sai lá comprei o bolo. No mesmo supermercado ainda comprei um saco de balões coloridos e várias caixinhas de pintarolas, vêm em conjuntos de 3 por pouco mais de 1€ cada. Não gosto de dar doces como lembranças, mas às vezes calha e nesta situação não podia escolher/exigir muito porque o tempo não estava do meu lado. 

E o que fiz com as pintarolas? Pois bem, para ficar mais bonitinho, aproveitei duas micas para criar pequenos saquinhos de pintarolas. Usei uma pequena máquina de selar que sela e corta ao mesmo tempo. Comprei-a no Aldi ou no Lild há algum tempo e dá imenso jeito. Despejei um tubo de pintarolas em cada saco antes de o selar. Depois, colei um balão a cada saco com uma washi tape aos quadrados branca e preta que lembra as bandeiras das corridas. No outro lado do saco colei etiquetas com o nome do meu filho e a data do seu aniversário. Fotos no fim deste post. 

E sabem do que é que eu me lembrei? Que tenho as fotos do ano passado guardadas, à espera para vos mostrar e nunca cheguei a fazê-lo. Vou preparar outro post só com isso. Espero que gostem. 


segunda-feira, 25 de junho de 2018

Ela já sabe


A minha filhota teve a primeira bicicleta com cerca de 3 anos. Inicialmente aprendeu rapidamente a andar com as rodinhas, mas a miúda praticamente só andava em casa da tia então deixámos por lá e ao fim de pouco tempo estragou-se e ela nunca mais pedalou. Pouco depois ficou com a bicicleta de uma prima, mas as rodinhas estavam meio mancas, e ela não se sentia segura por isso chorava que tinha medo. O pai que não é nada paciente para estas coisas ainda lhe meteu mais medo e a miúda nunca mais quis sequer experimentar. 
No passado Natal oferecemos-lhe outra, maior, mas ainda com as rodinhas. Deixámos na casa nova porque não dava para a ter aqui no apartamento. Mas, raramente lá íamos com ela, e só mais recentemente é que começou a andar com as ditas rodinhas postas. 
Porém, a catraia tem azar e estas rodas também não ficavam firmes, a rosca passava e volta e meia subiam um pouco fazendo-a ganhar medo. Lá calhou de apanhar o pai bem disposto há uns dias, tirou as rodas e lá a tentou ensinar. E ela conseguiu, ainda que muito toscamente. Assim que teve espaço para pedalar, ela conseguiu ir encontrando o equilibro. 
Num segundo dia em que fomos para a casa e estavamos ambos ocupados com outras coisas, a criança marfou-se e foi-se à bicicleta sozinha. Quando nos chamou já dominava a coisa como gente grande. Que orgulho mais grande da minha menina. É uma criança insegura muitas vezes, mas quando quer consegue enfrentar os seus medos, receios ou limitações, e sempre que o faz, consegue chegar lá. 

sábado, 23 de junho de 2018

um pé dentro e outro fora

Estava para aqui a pensar há quanto tempo nem sequer ligava o computador. O último dia em que aqui publiquei, deve ter sido mesmo o último em que liguei a máquina. 
A sério que não entendo como é que este mês de Junho já está a acabar. É verdade que por aqui tem sido um corre corre, mas ainda assim custa-me acreditar que daqui a nada estamos em Julho. Quando é que o passar do tempo pretende abrandar? Assim ninguém dá conta. 
O mês tem sido produtivo porém e estamos mesmo mesmo com um pé na casa nova e outro na velha. Já está até cheia de móveis. Neste momento ando eu e o marido a dormir em colchões na nossa sala porque já levámos a cama para o outro lado mas ainda não a voltámos a montar. 
As máquinas da loiça e da roupa também já lá estão. As camas dos miúdos ainda não foram alteradas e como tal vamos tentar fazer isso antes de mudar. Outra coisa que também quero colocar antes que ainda não coloquei, é a cabine para o duche. 
Para já, estoirámos o orçamento para o mês, vamos ter que esperar pelo próximo. Juro que perdi a conta das contas que tivemos que pagar este mês... pareciam florescer do nada.


domingo, 6 de maio de 2018

Vale a Pena Partilhar #6


Há tanto tempo que não fazia um"vale a pena partilhar", não é? Mas cá estamos hoje para tratar disso. Nos últimos tempos tenho passado mais tempo a ver vídeos no youtube do que propriamente a ler blogs, por uma simples razão, é que os vídeos vejo e/ou ouço enquanto faço outra coisa qualquer, como limpar, costurar, cozinhar, etc, enquanto que para ler tenho que estar exclusivamente a fazer isso apenas. Por acaso como tenho estado de férias, até andei a ler alguns dos blogs que acompanho e gosto, mas realmente já não o fazia há muito tempo. 

Isto tudo para vos dizer, que sim, algumas das minhas sugestões de hoje vão levar-vos diretamente a alguns canais do youtube, como é o exemplo do canal ClutterBug. Descobri-o por acaso há uns meses e fiquei fã. Não só pelas dicas maravilhosas que a autora partilha, mas acima de tudo pela sua boa disposição, sinceridade e como no fim de cada video conta sempre alguma história pessoal que nos põe na certa a rir. 

Eu sou fã de lentilhas. Não sei quanto a vocês mas para mim é um alimento essencial na minha alimentação. Sei que muitas pessoas nem sabem muito bem como as cozinhar, por isso, deixo-vos hoje uma sugestão simples e fácil de fazer. 

Há histórias que acompanhamos e que nos fazem sorrir muito e chorar também. Sentimos tudo vivamente com quem escreve do outro lado do ecrã, mesmo que nunca os tenhamos visto na vida. Isso acontece-me com o blog Ideias Debaixo do Telhado, onde houve uma grande ausência da autora, mas que retomou agora com uma história fantástica que já me fez chorar bastante. Ainda por cima, há pouco tempo partilhou este bolo de chocolate que fiquei cheia de vontade de experimentar também. 

Encontrei aqui uma ótima sugestão para férias com os miúdos. A verdade é que por cá, estas duas semanas de férias que tenho estão a ser passadas em casa. O marido vai ter uns dias em Junho e gostavamos de ir a algum lado, mas ainda não temos nada planeado. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A Arte de Organizar a Sua Vida |Hideko Yamashita|


Há uns dias atrás fui a Lisboa, para não me aborrecer muito na viagem, levei o livro que a minha amiga me ofereceu. O livro é A Arte de Organizar a Sua Vida de Hideko Yamashita (da editora Alma dos Livros) que tinha começado a ler no mês passado mas que acabou por ficar de parte logo a seguir porque me distraí a costurar desde então. 

Retomei então o livro durante a viagem para lá, mas foi na viagem de volta que mais li, e que fiquei a pouquíssimas páginas de o terminar. Sabem os livros da Mari Kondo? Pois bem, este não é muito diferente, embora o seja. Assim que comecei a ler achei que ia gostar mais deste método abordado pela autora. Esse método é o dan-sha-ri e começou por fazer muito sentido. 

Basicamente o dan significa fechar a porta àquilo que não merece entrar na nossa vida; o sha, livrar-nos do que já temos mas não precisamos, e o ri eliminar o desejo de adquirir o que não precisamos. Muito do que li no livro já coloco em prática, faz-me muito sentido, mas por outro lado, passagens houve em que fiquei de pé atrás. 

O desapego é bonito, é verdade. Cria em nós espaço para nos sentirmos bem connosco e com o que nos rodeia. Quando temos menos, a nossa vida fica bastante facilidade, mas promover o desapego só porque sim, não me parece bem. Nós temos realmente uma relação com as coisas, e por exemplo trocar de roupa todos os anos pareceu-me um desperdício. Ao fazê-lo estamos a promover o consumo de mais roupa. Não! Isso para mim não dá. Mesmo que uma peça de roupa tenha 20 anos, se estiver em condições e eu gostar (e usar!), com certeza não me vou descartar dela. 

Conseguir relacionar o peso que as coisas podem conter nas nossas vidas, nos relacionamentos e nas escolhas que fazemos é algo que se pretende quando se pratica o método dan-sha-ri. Pessoalmente, quando sai do comboio vinha cheia de vontade de começar a tirar coisas de casa para doar. Infelizmente cheguei tarde e ainda tinha costuras para terminar para o dia seguinte, caso contrário tinha-me jogado certamente à tarefa. 

Vale sempre a pena ler este tipo de livros, a meu ver pelo menos, pois acabo sempre por me sentir um pouco mais motivada a atingir certos objetivos, e também aprendo sempre algo novo. E vocês já o leram? Se sim, o que acharam? 

quinta-feira, 8 de março de 2018

Para Março (Felliz dia da Mulher)

daqui

A primeira semana do mês já passou. Não foi uma semana bonita de se ver, Março entrou triste, e cinzento. Normalmente até gosto, mas não assim. 
Fevereiro foi paradinho aqui pelo blog, estive bastante ausente e gostava de melhorar esse aspeto neste novo mês. Visto está que já não comecei bem, sendo esta a primeira entrada de Março, mas vou tentar estar por cá mais vezes. No entanto e como previsto, foi um mês cheia de azafama cá por casa. 

Assim sendo, vamos lá ver como me portei:

- Fazer o fato de Carnaval para a escola do piolho e para os colegas.  - fiz 3

- Confirmar presença no casamento de um amigo.
- Fazer o fato de Carnaval que o piolho pediu. 
- Fazer os arranjos às calças que me pediram. 
- Comprar armário para "lavandaria" da outra casa. 

- Ler um livro. - Não, outra vez! Fiquei bloqueada com o que iniciei em Dezembro e matou todo o meu mood para as leituras =( 


- Escrever uma carta a uma amiga. 
- Costurar duas prendas de aniversário. - só costurei uma

- Costurar uma blusa para o piolho. 
- Costurar um vestido para a piolha. 
- Destralhar meu quarto da costura.  - mas ainda gostava de destralhá-lo muito mais
- Mudar cama da piolha. 

- Uma saída para dançar com as amigas. - nada feito


💫    💫      💫 

E o que é que espero para Março? Para ser muito sincera nem sei bem. Gostava de despachar de vez o que falta na outra casa, mas como já tenho dito, não depende só de mim. Outras coisas que tenho para fazer são:

- costurar ou comprar fatos para nós 4 para um casamento em Abril 
- ler um livro, não desisto
- ser mais assídua aqui no blog 
- destralhar os trabalhos dos miúdos de anos anteriores 
- não comprar tecidos novos
- preparar surpresa para o dia do pai

É pequena a lista, ainda assim, vamos ver como corre quando o mês terminar. 

daqui
Ah, e é verdade! Feliz dia das mulheres! Mas para as mulheres a sério. O marido hoje mostrou-me uma imagem no fb que dizia "Feliz dia das mulheres, para aquelas que o sabem realmente ser. Para as outras, esperem pelo dia da criança!" ou algo assim. Escusado será dizer que adorei! Se por um lado gosto muito do dia da mulher, por outro não tenho pachorra nenhuma para este dia. Não! Não fui jantar fora, nem vou sair com as amigas para ver um strip e fazer figuras tristes a tentar apalpar todo o triste do homem que hoje tiver a infelicidade de se cruzar com um grupo deste espécime. Não preciso de um dia para que juntar com as minhas malucas para rir e me divertir bastante sem faltar ao respeito a ninguém, principalmente a mim mesma. O único que marcou este meu dia de hoje, foi o maridão ter-me oferecido o casaco vermelho pelo qual babei ontem enquanto corríamos loja atrás de loja na esperança de encontrar um vestido ou jumsuit (uma chiquesa, qual macacão, qual quê!) vermelho que me enchesse as medidas (ainda não encontrei!). 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

pensamentos de fim de ano


Sinto-me encalhada no tempo, que 2017 passou depressa demais, que a cada ano, passa mais e mais depressa. Sinto que ando há anos a tentar mudar as mesmas coisas em mim sem grandes resultados à vista. Claro, existiram melhorias, mas é uma luta constante. Sempre com este sentimento de estar encalhada no mesmo sítio há tanto tempo. E não, não falo de um espaço físico.

O balanço que faço deste ano até nem é mau. 

Continuo a trabalhar no mesmo sítio, num ambiente calmo, feliz, onde há respeito mútuo, onde vamos crescendo sempre juntas. Este é um ponto que pretendo que se mantenha em 2018, pois continuo muito satisfeita. Gostava apenas de conseguir ser (ainda) mais produtiva. 

 Dêmos continuidade à outra casa, embora não tenha sido possível mudar para lá antes do meio do ano como eu pretendia há um ano atrás. A cozinha atrasou-se imenso, e depois fomos nós que fomos fazendo aos pouquinhos, coisas que poderiam estar acabadas há meses. Porém, sozinha não consigo remar contra a maré e fazer milagres.  

Em Setembro fomos de férias novamente e mais uma vez com a ajuda, aliás, reformulo, completamente patrocinado pelo meu mealheiro. Mais uma vez, deu para tudo, e ainda sobrou (apesar de, depois ter ido para o carro, que avariou na volta atrás). Para 2018 ainda não temos férias planeadas, nem dias escolhidos, nem nada que se pareça... está tudo em aberto. Entretanto continuo a juntar tostões no meu porquinho para quando a oportunidade surgir. 

A parte de ser mais organizada na vida e em casa, andou assim assim. É aqui que andamos às voltas, sempre a tentar melhorar, sempre num pára-arranca de (in)sucessos. Em 2018 vou procurar focar-me nesse aspeto novamente. A questão aqui é nunca desistir. Destralhei bastante este ano, e isso ajudou-me, mas é algo continuo, que se deve fazer sempre. 

Voltei a costurar mais neste ano que passou e isso deixou-me muito feliz. Também voltei a ler mais, até comprei alguns (poucos!) livros novos. No início do ano desafiei-me a ler pelo menos um livro por mês. Não foi propriamente um por mês, porque alguns levei mais tempo a terminar, mas também existiram meses onde li mais do que um. De qualquer forma, se contarmos com o que estou a ler no momento, são 12, e mesmo que o ano chegue ao fim e eu não tenha terminado este, dou o desafio como vencido, principalmente se olhar para o que eu andei a ler nos anos anteriores. 

Para 2018 escolhi 3 palavras para ter sempre presentes, são elas:


* Organização * 
Na minha vida pessoal, no meu trabalho, na minha casa, na nossa alimentação, enfim, no geral. 


* Poupança * 
Mais para o fim do ano, dei por mim a gastar mais do que realmente precisava. O consumismo começou a agarrar-se a mim, por isso está na hora de correr com ele para longe e retomar as rédeas das minhas vontades. 


* Mudança *
Mudar o que precisa ser mudado. Concentrar-me na nossa própria mudança de casa. 

e no fim poder dizer...


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

depois do Natal e antes do Ano Novo




Pronto! O Natal veio e passou. Este ano ficámos em casa, eu, ele e os nossos miúdos. Correu tão bem, a calma contrastante com a azafama dos natais passados em casa dos nossos familiares, soube-me pela vida. Foi um Natal em pijama, acolhedor, com tempo e muito carinho (e algumas birrinhas dos mais novos da casa, claro!) entre nós. 

Agora, a loucura do Natal já ficou lá para trás e anda tudo focado no próximo evento: a Passagem d'Ano. Nós vamos passar em casa de uma amiga, nada de por ai além, mas tenho cá para mim que vai correr muito bem. Entretanto ainda temos dois aniversários pelo meio: o da minha irmã (felizmente comprei logo a prenda com antecedência - o último livro de Isabel Allende, que ela é fã), e o da filha dessa amiga onde vamos na passagem de ano, que é 6 meses certinhos, certinhos mais velha que a minha. Adoram-se uma à outra!!

Entretanto tenho pensado muito no ano que está a terminar, e nas coisas que quero muito fazer, começar, ou mudar em 2018. Talvez partilhe algumas delas convosco mais tarde. 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Porque não?

daqui

Hoje tive a casa cheia. Quando fui buscar a minha filha à escola, trouxe mais duas comigo, e mais tarde juntou-se ainda o meu pequenino. Passaram toda a tarde na brincadeira, comeram panquecas (pedido feito na véspera por uma delas), vestiram-se de princesas (e uma de vampira!), e houve muitas gargalhadas por aqui. 

Por isso, sim, se posso fazê-los felizes com tão pouco e tão facilmente... porque não?! 

Uma das meninas disse que era a primeira vez que ia a casa de uma amiga, que o pai nunca deixava, mas que desta vez sim porque era a melhor amiga. A outra, já tinha ficado connosco o dia inteiro para poder ir ao aniversário da minha, e tinha também passado cá outra tarde, está mais à vontade. São as três umas miúdas fantásticas, portaram-se lindamente, entenderam-se sem problema algum. 

Na escola porém, a euforia devia ser tanta naquela sala de aulas, que levaram as três uma bolinha amarela no comportamento porque não conseguiam parar de conversar. É tão bom ser-se criança, não é? Pena que nos esquecemos (nós adultos), de como era tantas vezes. 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Happy Halloween

A miúda vestiu-se de vampira, o miúdo de morcego e a mãe fez caixões para ela levar para o lanchinho da escola. Não estão perfeitos, mas ela adorou mesmo assim, e isso é que importa. 



Feliz Samhain para quem conhece o verdadeiro significado deste dia!
Eu adoro!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

No poupar é que está o ganho



Há uns anos, a minha patroa dizia que eu era muito poupadinha pois arranjava sempre recursos dentro daqueles que já tínhamos na loja. O nosso senhorio, que por acaso mora por cima e gosta muito de conversar, sempre que a ouvia respondia-lhe: "O ganho não está no que se ganha e sim no que se poupa!". 

Sim. Realmente eu devo ser muito poupadinha, o que, se me permitem, difere de forreta... isso eu não sou. Mas continuando, dizia eu que sim, devo mesmo de o ser, eu e o meu marido porque de outra forma não sei como conseguíamos fazer tudo o que fazemos. 

Durante cerca de 5 anos eu não trabalhei fora, estive em casa, para me dedicar aos meus filhos sem qualquer vencimento. Tínhamos apenas o dele, e o que nos valia era a forma como o geríamos. Ainda por cima, o trabalho dele é daqueles muito sazonais, como as formiguinhas tínhamos que aproveitar o verão para passar minimamente bem o inverno. 

Tivemos meses mais difíceis, mas nunca nos faltou comida na mesa, roupa para vestir, calçado nos pés, nenhuma despesa ficou por pagar, nem precisámos de andar a pedir empréstimos a ninguém. Ainda durante esse tempo, colocámos a mais velha no infantário, conseguimos acabar de pagar o meu carro (abatemos o equivalente a quase um ano que nos faltava pagar para livrar a dívida), nunca deixámos de fazer algumas refeições fora nas folgas dele e até fomos de férias (cá dentro, mas fomos!). 

Por isso sim, é no poupar que está o ganho. Hoje em dia, temos mais uma ajuda, porque embora o meu part-time não seja nada de por ai além - acho que voltei a trabalhar mais para me sentir útil e ter uma vida "mais normal" novamente, do que propriamente pelo que ia ganhar - não deixa de ser mais esse x que entrou no nosso orçamento e que claro, ajuda. Se conseguíamos só com um vencimento, com um e meio fazemos maravilhas. Sei porém que não somos a regra. 

A nossa prioridade foi sempre fugir aos créditos. Neste momento temos a casa (apartamento onde habitamos no momento) e a cozinha que montámos na outra casa, ai não dava mesmo para fugir. De resto, quando temos compramos, quando não temos juntamos até ter, e tem funcionado muito bem. Ter uma poupança de parte é bastante importante também, porque assim não custa quando chega alguma despesa inesperada. 

Já tenho conversado com pessoas cujo orçamento familiar triplica, no mínimo, o nosso e no entanto chegam ao fim do mês quase que a arrastarem-se. Isso não nos acontece, conseguimos encontrar um equilíbrio na gestão daquilo que ganhamos e gastamos, e como vos disse continuamos a sair quando queremos, lanchamos (comemos) muitas vezes fora, temos as contas pagas, os miúdos a estudar com os seus gastos inerentes, dois carros para sustentar, demos continuação a uma casa em obras, o frigorífico sempre cheio, viajámos, e sempre que queremos damos-nos aos nossos pequenos luxos pessoais - livros, roupa, calçado, etc, etc, etc. 

Tornei-me mais ponderada nos gastos, mas também deixei de achar necessário comprar muita coisa que antes me parecia surreal não comprar, só porque podia. Com a redução do que entrava em casa, a minha mentalidade mudou. Comecei a fazer melhores escolhas. 

Mantenho desde que voltei a trabalhar um mealheiro onde vou colocando algumas moedas especificas de um e dois euros, apenas. Há meses que consigo mais do que noutros. Além disso estipulei retirar sempre uma percentagem do meu ordenado para esse mealheiro também. E tem sido com ele que temos feito as últimas férias, comprado prendas mais dispendiosas aos miúdos, tatuagens, aproveitado os saldos quando os miúdos precisam de muitas peças de roupas novas, etc. 

Por isso, e muito mais, eu digo e afirmo que não está tanto naquilo que se ganha, mas sim no que se faz com o que se ganha. A minha colega não gosta disto, diz que por vezes não dá para fazer milagres, mas eu também não sou santa para fazer milagres. Eu e o meu marido juntos, ganhamos bem menos que ela e o marido dela juntos (e ela não paga infantário do filho porque tem a mãe para ficar com ele) e no entanto, nós temos uma vida muito mais desafogada, e aproveitamos a nossa bem mais. E ainda tenho muito mais tempo livre para os meus filhos do que ela tem para o dela. E isso, vale ouro. 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

o que um sorriso faz


Digo-o eu, que nunca fui muito dada a sorrir por dá cá aquela palha a quem não conheço. Se não gostar da cara de alguém, nem imaginam então. Mas há estranhos que me fazem colocar um sorriso na cara, e nos últimos dias aconteceram duas situações que me tocaram realmente. 

A primeira foi no meu local de trabalho. Quando me despedia de uma cliente, uma senhora idosa, ela respondeu-me, segurando-me nas mãos "não me dêem mais nada, dêem-me esse sorriso!". Fiquei tão tocada, que quis abraçá-la (não, não o fiz!). Melhorou a minha manhã, que por sinal era dia de folga, mas na falta da minha colega e patroa, eu lá fui fazer o jeito. Fiquei bem disposta o resto do dia. 

A segunda aconteceu há um par de manhãs, quando ia no carro a caminho do trabalho. Um senhor também já de alguma idade, parou na passadeira para passar e o carro do lado oposto (onde ele estava) parou para lhe dar passagem, eu que ainda me aproximava da passadeira, parei também. O senhor, levantou o polegar ao outro condutor, em sinal de agradecimento, sorrindo enquanto atravessava a estrada. A cena fez-me sorrir, e quando passou por mim, voltou a fazer o mesmo, vendo-me a sorrir, sorriu também, fez-me uma vénia e li um bom dia nos seus lábios. Não consegui evitar, fez-me rir, acenei e respondi bom dia também. A verdade é que foi mesmo um bom dia, fiquei bem disposta e com mais paciência para os clientes menos simpáticos. 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

na minha cozinha

Ando a esforçar-me para ganhar novamente o hábito de ser eu a cozinhar cá em casa, para aproveitar melhor os alimentos que compramos e também para ter mais controlo daquilo que eu e os miúdos comem. 

Por algum motivo, o meu apetite caiu por terra nas últimas semanas e praticamente tenho saltado o almoço quase todos os dias. Perdi peso, obviamente, e como já sou mais para o magro do que para o gordo, não gostei mesmo nada de ver as minhas ricas calças de ganga a ficarem-me largas demais para o meu gosto. 

Eu esforço-me a fazer melhor, mas nem sempre se consegue. Claro que sempre que posso dou preferência às receitas práticas e rápidas. Porque há dias em que o tempo para cozinhar se torna curto com dois pestinhas, que estão sempre a pedir atenção a uma mãe, que geralmente está sozinha em casa com eles (e estão no seu direito!). 

Há uns dias, estava um bocadinho perdida, não tinha descongelado nem carne, nem peixe, nem me apetecia uma opção vegetariana (recorro sempre à soja granulada nestes casos). E foi com o que tinha à mão que fiz o nosso jantar. Acabámos com um prato de salsichas (que costumo trazer da Epanha e que adoro), salteadas em cebola e tomate, misturadas com massa e acompanhado de feijão verde. 

Enchi metade dos pratos com a massa e as salsichas e a outra metade com o feijão - que temperei com azeite, vinagre, sal e algumas sementes de chia. Os meus miúdos comeram tudo, o mais novo dizia que o feijão era massa verde, não ficou nada no prato. Por isso, penso que correu bem. 

No dia seguinte ainda tinha um resto que deu para mim e para o marido. Os miúdos tinham jardineira (carne de vaca para mim não, obrigado!) que o pai trouxe do trabalho, por isso comemos os dois, os restos do dia anterior, mas substituí o feijão por bimis que tinha comprado nesse dia a 50% de desconto e soube-me tudo tão bem que nem imaginam. Será para repetir no futuro. 

sábado, 14 de outubro de 2017

A minha primeira lasanha


Há uns dias atrás fiquei toda satisfeita porque fiz, finalmente, a minha primeira lasanha. Eu já tinha tentado há uns bons anos atrás, mas dei barraca com a massa, que devia de ser muito má também e as folhas deram todas em colar, não deu para fazer lasanha nenhuma. 

Fiquei logo toda frustrada, ainda assim voltei a comprar as folhas para a lasanha, mas o receio que tinha ficado da primeira vez foi tal que apesar de ter comprado a massa, eu nunca mais me decidia a fazer a bela da lasanha. Resultado, quando dei por mim a massa tinha criado bicho. 

Uns anos mais para a frente, achei que agora sim, sou uma mulher mais confiante, e mais expert na cazinha, agora até sou mãe, não há nada que me pare. É agora ou nunca, e foi! Adaptei a minha lasanha vegetariana desta e a verdade é que correu muito bem, as folhas foram umas queridas, e não colaram. E no fim, fizemos todos uma refeição saborosa e cheia de coisas boas. 

E melhor, o tabuleiro que fiz foi tão grande que ainda fiquei com uma refeição extra que optei por congelar para aqueles dias em que não tenho nada preparado e nem há tempo para nada. Acho que perdi o medo da lasanha... 😂

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Das férias de Setembro

Bem sei que já vamos bem encaminhados em Outubro e que já ninguém fala de férias nesta altura do ano, mas eu falo, nem que seja só para ser do contra. Por aqui não há férias em Agosto, não que me sejam mesma proibidas, mas porque detesto tirar férias em Agosto. Nah, não é para mim. Férias para mim, sabem bem de inverno, ou então em Setembro, quando quero aproveitar o bom tempo, praia, etc.



O nosso destino este ano foi El Puerto de Santa Maria, na província de Cadiz, e ficámos lá 4 dias e 3 noites. A maior parte do tempo foi passado mesmo onde ficámos hospedados, ninguém pareceu muito interessado em largar a piscina, se bem que no 3º dia fomos passear e conhecer melhor Cadiz cidade, e no último dia, ainda andámos mais um bocadinho até Tarifa, o ponto mais a sul da Europa, e La Linea, pela segunda vez estive frente a Gibraltar mas nunca cheguei a passar para lá.







Na volta para trás a coisa descambou e o nosso carro avariou. Podia mesmo ter berrado de vez se por acaso o meu marido não tivesse reparado na temperatura a subir e eu o mandasse parar logo o carro. Estávamos na autoestrada e ainda conseguimos chegar à vila ou cidade ou lá o que era seguinte, encontrámos uma oficina que tinha a peça que precisávamos (não era a de melhor qualidade, mas era a única) e o pessoal foi impecável pois conseguiu arranjar tudo de forma a conseguirmos seguir viagem. 



Claro que em vez de chegarmos a casa perto das 20h como planeávamos, só chegámos mais perto da meia noite, e no dia seguinte os miúdos já tinham escola. Digamos que foi um bocadinho stressante toda essa situação, mas dentro do mal, até se pode dizer que houve alguma sorte. Quanto ao carro,  foi para o nosso mecânico quando chegou pois ainda precisava de uns retoques. Praticamente uma semana sem carro, mas agora parece estar tudo bem. Só o meu bolso é que não, que não contava com essa despesa extra... 


Fora isso as férias correram muito bem, muita diversão, os miúdos adoraram, comeu-se bem, descansou-se... foram (poucos mas) bons dias que gostariamos de repetir sempre. E agora por repetir, a casa (rural) onde ficámos, tinha uma lareira monumental, que me deixou cá com uma vontade de passar lá o Natal... mas não será ainda este ano. Terei mais uns dias agora no fim deste mês, início do próximo e depois nem sei bem quando terei mais. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Domingo

Alguém se lembra das nossas mini férias do ano passado? Pois bem, neste último fim de semana, voltámos lá, almoçámos à beira rio, e depois passámos a tarde na praia fluvial de Alcoutim. A esta nunca tínhamos ido e os miúdos adoraram. 

O meu mais novo é um perigo autentico, não tem medo nenhum da água e não quer mais nada. Nem as braçadeiras nos dão descanso, e o colete fica-lhe largo, o que o faz parecer uma tartaruga a esconder a cabeça. 

A mais velha surpreendeu-nos, já sabe boiar, nadar de costas, debaixo de água, enfim... está uma crescida, desta vez nem usou o colete dela. Já faz melhor figura que eu que sou uma pata a nadar... não tenho mesmo jeitinho nenhum para a coisa. 

Escusado será dizer que fomos dos últimos a arredar pé dali. E só o fizemos porque já estava tudo com fomecas. O jantar ficou a cargo de um restaurante local e dai foi viagem direta de volta a casa. Ficam algumas fotos do nosso dia... só para meter nojo a quem não pôde ir... hehehe... 






terça-feira, 29 de agosto de 2017

planos para o quarto deles

Há quanto tempo não conversamos sobre a minha casa em construção? 

A verdade é que entrou em hibernação durante mais um tempo, pois eu, nada satisfeita com o pedreiro que por lá andou queria outro, mas estava difícil de encontrar. 

Esta semana temos progressos novamente. Na verdade, falta muito pouco, mas vai-se arrastando. Está quase tudo pronto, só temos mesmo que prestar atenção a alguns detalhes e a seguir, pintar o resto das divisões e vem a parte mais divertida - pelo menos para mim - que é decorar. Mas antes de tudo isso, ainda estamos à espera do canalizador para um problema que apareceu entretanto. 

Tive tempo de sobra para pensar e repensar o que quero. E cheguei a algumas conclusões. 
Vamos por divisões? Hoje conto-vos os meus planos para o quarto dos miúdos. 

A casa é pequena. Por enquanto, muito pequena, como já referi antes. Queremos, mais tarde, aumentar para cima com mais dois quartos e uma casa de banho. Mas, a divisão mais pequena de todas é mesmo o quarto dos miúdos. 

É mesmo um tiny room e muito ponderei se não deveríamos trocar com eles. No entanto a minha cama não cabe nesse quarto, e não a queremos deixar no apartamento, por isso fomos para a frente com a ideia estapafúrdia (que é!) de enfiar dois miúdos num quarto de 2,5 m x 1,90m 

Nem imaginam as pesquisas que já fiz, e as voltas que dei à cabeça para conseguir que o quarto fosse no mínimo funcional. No apartamento noto como passam pouco tempo a brincar no quarto. Preferem sempre a sala, ou a cozinha, ou o meu espaço de trabalho... ou seja, preferem a nossa companhia a brincar sozinhos no quarto, e a casa nova vai ter a vantagem do espaço aberto da cozinha-sala. 

Tenho feito uns desenhos a tentar arranjar forma de encaixar tudo e acho que cheguei lá. O IKEA será o meu melhor aliado nesta tarefa. Gosto deles pelas imensas soluções para quem como eu, tem falta de espaço. Então, acompanhem-me, sim?! 

Neste pequeno espaço, vou conseguir inserir: duas cómodas de 3 gavetas, uma estante para brinquedos (que fará as vezes de escada ao mesmo tempo), duas camas, um baú e um "roupeiro". 

Como? 

Assim: 


Não dá para perceber muito bem como vai caber tudo ai, não é? Eu vou tentar mostrar melhor... 



Toda esta disposição partiu da minha cisma em aproveitar o espaço o melhor possível. Toda a gente me disse para colocar um beliche na parede mais comprida (a da frente quando entramos), mas eu sempre achei que seria melhor aproveitar a do lado, que tem 1,90 m de comprimento. A cama deles tem 1,94 m, não cabe, e os beliches que temos encontrado não têm menos de 2 m. Não sobrava espaço no quarto para mais nada. 

Inspirada pelos compactos (que aqui tão pouco seriam solução) lembrei-me de colocar as camas diretamente presas nas paredes. E já agora aproveitar o espaço que sobrava por baixo, em vez de as deixar à altura dita normal. Primeiro pensei em fazer os estrados à medida, mas depois lembrei-me das camas Sniglar, e pensei em adaptá-las.

do  IKEA

Ainda não decidi quanto à camas, se adapto se faço de raiz a base, mas vou com certeza, aproveitar os colchões mais pequenos destas de certeza, pois têm 1,60 m de comprimento e ainda me sobra espaço para colocar uma cabeceira (a decidir depois como/qual) para cada um. Debaixo das camas penso colocar duas cómodas, e a Askvoll pareceu-me ser a que ia mais de encontro ao que pretendia, pois dá à justa para colocar duas, uma para cada um. 


do IKEA 

O espaço livre que sobra debaixo da cama, é o suficiente para encostar um móvel para arrumação, brinquedos mais provavelmente. A ideia é colocar o Trofast, para servir também de escada para acesso às camas, e que ficaria encostado às mesmas, na parede logo em frente da porta. 

do IKEA
A minha primeira ideia era colocar umas rodinhas, para poder desviar este móvel e ter acesso a arrumação debaixo da cama também, uma vez que sobra algum atrás e ao lado das cómodas. Ai seria o sítio ideal para guardar aquelas coisas que ocupam imenso espaço que não estão a uso, como por exemplo, a imensidão de roupas de um e de outro que tenho em sacos e caixas porque ainda não lhes serve. 

No entanto, uma vez que quero que sirva como escada, receio que se possa tornar perigoso colocar as rodas. Depois, pensei que poderia colocar as ditas nas cómodas, mas isso vai deixá-las um pouco mais altas, o que implica colocar as camas mais altas também e não me agrada a ideia, ainda assim, não seria muito e a segurança seria maior. 

Para terminar, no canto que sobra na parede da frente, uns 70 cm estou a ponderar colocar um baú que já temos cá em casa, para a roupa de cama dos miúdos, almofadas, etc. E por cima, pendurado no teto, um cabideiro suspenso


algo assim

daqui
ou assim 
daqui

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

casualidades; ou talvez não!

daqui

Hoje falava com uma conhecida de há muitos anos e vim a descobrir que também anda toda minimalista. Todas as semanas nos pede caixas de cartão para tirar coisas de casa. Está a desfazer-se de imensas coisas... engraçado como só hoje nos disse realmente o motivo. 

A minha chefe estava espantada... "mas isso agora é alguma moda nova?"... a outra explicou-lhe que isto tinha a ver com a necessidade cósmica que o planeta tinha de mudança. Já eu dizia que haviam anunciado ainda antes de 2016 terminar, que 2017 seria um ano de mudança. 

Há uns dias, com a história do eclipse vi algures por ai que a astrologia dizia que os signos do Zodíaco, teriam sido influenciados pelo fenómeno e que vinham ai mudanças principalmente para quatro deles. O meu e o do meu marido estão incluídos nesses quatro. Uma das mudanças tinha a ver com trabalho, e não é que ele hoje veio com novidades? 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Preto


Li algures por ai, há uns dias atrás, que miúdos que vestem preto, ao contrário do que as pessoas podem pensar, são crianças mais confiantes e seguras. Gostei. Sim, porque eu visto muito preto, e cores escuras no geral, e a minha filha por imitação, volta e meia também me pede para vestir preto. E eu visto, e olham-me de lado e "ai coitadinha da criança, que parece que vai a um velório"... 

daqui

Geralmente estou-me a borrifar, mesmo porque a miúda fica mesmo gira de preto, mas gostei de saber que afinal, até nem é muito mau que ela escolha o preto em detrimento de outras cores mais (consideradas!) apropriadas a meninas... 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A sentir-me frustrada

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Achava que já tinha falado sobre isto no blog, mas não encontro. Se calhar não o fiz. Não importa. Hoje venho desabafar um bocadinho. Preciso de desabafar um bocadinho. A minha sobrinha C., tem um problema que se chama encoprese e que consiste na incapacidade de prender o cocó e suja com frequência as cuecas. 

Já pesquisei bastante sobre isso para dar mais informação à mãe. Há meses que a mesma já foi aconselhada por um pediatra a procurar ajuda psicológica para a miúda porque por a+b concluíram que ela não tinha nenhum problema a nível fisiológico. 

E vocês acham que já o fizeram? Claro que não. A miúda continua tal e qual. Quase a entrar na primária, continua tudo igual. E quanto a mim, já desisti de conversar com a mãe sobre isto, tratei de arranjar um homeopático indicado que iria tratar a parte emocional também, e ela deve ter feito o tratamento um dia ou dois. 

Cansei-me de tentar ajudar porque eles sabem o que é que podem fazer. E podem fazê-lo se quiserem, mas tira-me do sério que coloquem as idas ao cabeleireiro e esteticistas à frente. Mais as massagens para relaxar, os motocrosses e os jantares com os amigos à frente da miúda e ainda me digam que pelo privado, uma consulta é muito cara, e que aguardam que um amigo que conhece fulano lhes arranje consulta pelo público. Há meses! 

Há mais de três anos que a miúda sofre com isto. E sofre mesmo, porque os amiguinhos já começam a ter noção, a cheirar o fedor que dela emana, e claro, todos nós sabemos como os miúdos conseguem ser maus e cruéis nas suas palavras. 

E hoje sinto-me frustrada, porque a miúda dormiu cá em casa, e não fiz mais que limpar-lhe o rabo, e lavar cuecas. Pois onde está, assim faz, e fica lá a secar até nos apercebermos, porque ela não diz nada. Converso muito com ela, diz que sente quando faz, mas é incapaz de pedir para limpar sequer. Por ela, ter o rabo sujo ou limpo é igual ao litro. 

Na noite anterior a ter ficado cá, dormi mal a maior parte da noite, tenho andado com a garganta a chiar e sinceramente não ando no meu melhor no que à paciência e tolerância diz respeito. Por isso, sinto-me completamente frustrada comigo mesma, por saber que é uma criança com um problema e que eu é que sou a adulta e devia ter paciência, mas não consigo e acabo por barafustar. 

Tento medir as palavras que uso na frente dela, mas realmente isto é uma situação que se arrasta há imenso tempo. E fico possessa perante a inércia dos pais em resolver isto. Não os vejo a tomar nenhumas medidas que possam ajudar. Parece que comprar muitas cuequinhas resolve o assunto... 

Por exemplo, há uns dias estávamos com ela e a minha mais velha veio dizer-me que a prima C. já lhe cheirava mal outra vez. Uma vez que a mãe estava presente, chamei-a e disse-lhe que fosse ver a miúda que já estava suja de certeza. "Sim, sim!" foi a resposta dela e a miúda permaneceu de rabo cagado durante mais um bom tempo. A minha já nem queria estar a brincar com ela porque o odor era insuportável. 

Depois lembrou-se de pedir doces e o meu marido disse-lhe que não havia doces porque não tinha pedido para ir à casa de banho. Claro, que a mãe veio por detrás e lhe deu doces. Não têm qualquer sentido de causa e consequência, e a criança é a rainha da casa, faz o que quer e lhe apetece e tem sempre a última palavra. Cá em casa porém há regras, e ela tem de as cumprir. Assim, acho que cada vez que me pedir para dormir cá vou ter de contornar a questão. 

E é principalmente aos pais que aponto o meu dedo. Porque se se tivessem preocupado com educar, impor limites e acima de tudo tratar do problema quando apareceu, talvez as coisas não estivessem assim. Afinal de contas, são pessoas inteligentes e modernas. Nem sequer tratam de conseguir que ela coma mais saudavelmente porque também a ajudaria nisto. 

Não entendo, e pior, começo a não tolerar ter que apanhar com esta situação por tabela. O que custa, porque a menina é um amor e gosto imenso dela. Mas sinceramente, não preciso dessa dose extra de stress nos momentos que tenho em casa para estar com os meus.