Como assim já estamos em Abril? E eu que queria tanto ter retornado aqui mais vezes, sei lá, nem que fosse para encher este espaço de palha.
Escrever o blog é uma forma de forçar a criatividade, meter a cabeça a pensar para além do dia a dia e da mesmice de cada um deles. É trabalho - casa |sabendo que casa também significa trabalho em vários sentidos, neste caso é mesmo trabalho também, daquele que paga as contas|, casa - trabalho, e daqui não se sai. Planos fazemos muitos, isso sim, mas vamos empurrando cada um deles com a barriga até que das duas uma, ou os atropelamos ou somos atropelados por eles, venha o diabo e escolha.
Mas, o que é que eu vinha mesmo aqui escrever? Nem sei! Bater com os dedos nas teclas, ver se saia daqui alguma frase bonita, qualquer coisa com sentido que me fizesse pensar no futuro:
- Tão bonito! Fui mesmo eu que escrevi?!
Como acontece quando leio textos que fiz quando era miúda, e me levam a perguntar, por onde é que ela ficou? Já não escrevo. Já não sei escrever, já não consigo florir palavras de forma a criar uma primavera... estão a ver?! Tudo me parece forçado.
Olhem, vou mas é costurar... pelo menos isso faço bem, a miúda que eu era deve estar muito frustrada com a escritora que havia nela, mas muito orgulhosa da costureira em que me tornei! É assim, por mais que se queira, não se pode ter ou ser tudo. Pelo menos ainda não desisti. Dizem que o que importa é não desistir, certo? Ou era saber quando desistir? Ai vos deixo, com essa questão!