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quinta-feira, 3 de abril de 2025

mood: escrever para nada dizer

Como assim já estamos em Abril? E eu que queria tanto ter retornado aqui mais vezes, sei lá, nem que fosse para encher este espaço de palha. 

Escrever o blog é uma forma de forçar a criatividade, meter a cabeça a pensar para além do dia a dia e da mesmice de cada um deles. É trabalho - casa |sabendo que casa também significa trabalho em vários sentidos, neste caso é mesmo trabalho também, daquele que paga as contas|, casa - trabalho,  e daqui não se sai. Planos fazemos muitos, isso sim, mas vamos empurrando cada um deles com a barriga até que das duas uma, ou os atropelamos ou somos atropelados por eles, venha o diabo e escolha. 

Mas, o que é que eu vinha mesmo aqui escrever? Nem sei! Bater com os dedos nas teclas, ver se saia daqui alguma frase bonita, qualquer coisa com sentido que me fizesse pensar no futuro:

- Tão bonito! Fui mesmo eu que escrevi?! 

Como acontece quando leio textos que fiz quando era miúda, e me levam a perguntar, por onde é que ela ficou? Já não escrevo. Já não sei escrever, já não consigo florir palavras de forma a criar uma primavera... estão a ver?! Tudo me parece forçado. 

Olhem, vou mas é costurar... pelo menos isso faço bem, a miúda que eu era deve estar muito frustrada com a escritora que havia nela, mas muito orgulhosa da costureira em que me tornei! É assim, por mais que se queira, não se pode ter ou ser tudo. Pelo menos ainda não desisti. Dizem que o que importa é não desistir, certo? Ou era saber quando desistir? Ai vos deixo, com essa questão!


domingo, 31 de outubro de 2021

Happy Halloween

 Espero que estejam a aproveitar bem este Halloween. Cá por casa somos fãs, e este ano lá voltámos a decorar a casa (mais concretamente, a sala) com pequenos detalhes. 


A festa fizemos na passada sexta feira, que coincidiu com o meu 38º aniversário. Tivemos alguns pratos temáticos, mas no geral foi bastante simples. Durante as últimas semanas também preparei lanches temáticos para os miúdos, e a alegria que isso lhes dá não tem preço. 



Hoje que já é o dia em si, não fizemos nada de especial, para além de aproveitar o domingo de ronha que este tempo acabado de chegar, com vento e chuva pede. E por ai? Como se festeja (ou não?!) o Halloween? 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia |Marion Zimmer Bradley|

Há uns dias terminei de ler o volume I d''As Brumas de Avalon, A Senhora da Magia" de Marion Zimmer Bradley. Há anos que tinha o livro em casa, mas como não tinha os quatro volumes nunca peguei nele. Curiosamente, apesar das Brumas (que têm a mesma idade que eu *hehe*), ser das obras mais conhecidas da autora, não foi com ela que a conheci quando era bem novinha, desde então que se tornou uma das minhas autoras preferidas, e havia anos que não lia nada dela. Foi desta e agora ando com uma vontade imensa de ler os outros três volumes, o único problema é que não tem sido fácil encontrar, - se alguém tiver os outros três volumes e se quiser separar deles, faça favor de avisar!


quinta-feira, 15 de abril de 2021

Lidos nas últimas semanas

Sabem uma coisa? Estou super entusiasmada com as minhas leituras. Apesar de não ter feito grandes resoluções este ano, uma das coisas que me propus fazer foi ler mais do que no ano anterior. Várias vezes me tenho desafiado a ler pelo menos um livro por mês, o que já seria muito bom, - por entre tudo o resto que há para fazer, - e facilmente me desiludo quando fico aquém do desejado.

Para este ano, coloquei um objetivo menos exigente a mim mesma. Por favor, lê pelo menos oito. Oito livrinhos apenas. Teria cerca de mês e meio para cada um. Não contava com a imensa vontade que tenho sentido este ano de me afastar de tudo o que me consome de forma menos positiva, e agarrar-me de unhas e dentes a todo o oposto. Tudo aquilo que faço tão somente por mim, que me transfere para um outro lugar.

 *** xxx *** xxx ***

E ler é uma dessas coisas. E tem fluido, sem esforço, sem obrigações. Estamos em Abril e estou a terminar o quinto livro do ano. Depois deste e este, li O Bosque dos Pigmeus de Isabel Allende, umas das preferidas. 

O Bosque dos Pigmeus faz parte de uma trilogia, mas aqui a je começou precisamente pelo último dos três. Mas quando o comecei não sabia que era uma trilogia. Adquiri o livro em segunda mão, com mais um outro da autora. Felizmente a minha irmã tem os três e já lhe pedi que me empreste os primeiros, e esses sim, quero ler na ordem certa. 

Que gosto muito da forma como I. Allende escreve já vocês sabem. E gosto particularmente como mistura realidade e fantasia, e o quão espiritual consegue ser ao mesmo tempo. Mais uma vez, ler Allende foi não conseguir colocar o livro de lado, mesmo quando os olhos queriam cerrar para o belo descanso merecido ao fim do dia. 
 

S i n o p s e :

Depois da Amazónia e dos Himalaias - cenários dos primeiros livros da trilogia -, desta vez a aventura decorre em África, onde Nadia e Alexander acompanham a avó Kate em mais uma expedição da International Geographic.

Uma série de peripécias e os ciúmes de um elefante vão animar a semana que o grupo passa num safari. Mas o aparecimento de um padre espanhol vai alterar completamente os planos de terminar a reportagem e voltar para a capital, arrastando todo o grupo para um bosque misterioso habitado por pigmeus. Aí, e seguindo o rasto de dois missionários desaparecidos, instalam-se numa aldeia governada pelo rei Kosongo, pelo comandante Mbembelé e pelo bruxo Sombe, um triunvirato assustador que escraviza os pigmeus e o seu próprio povo para enriquecer com o contrabando.

Em O Bosque dos Pigmeus, o livro que encerra a trilogia As Memórias da Águia e do Jaguar, Isabel Allende faz-nos descobrir novamente um mundo mágico e misterioso.

 *** xxx *** xxx ***

Depois li um livro que tinha em lista de espera há uns bons meses, creio que o encontrei também na feira das velharias local (eu e os miúdos adoramos fazer caça ao tesouro, e temos umas saudades disso que não imaginam!). Gosto de livros históricos, já vos disse, gosto tanto de saber como as coisas aconteceram, como eram... Este não é no entanto, um livro histórico no real sentido da palavra, e sim um romance, porque vários dos fatos não estão precisamente datados, ou algumas lacunas foram preenchidas pela autora, a própria história de Joana, a Papisa nunca foi provada/aceite como verdadeira, embora tenha atravessado os tempos de boca em boca, e existam até alguns documentos que a mencionam.  

Não foi propositado mas este ano não li um único livro em que o pior do ser humano não fosse destaque claro... ora vejamos, comecei pela guerra na Bósnia, passei pela segunda guerra mundial e extermínio aos judeus pelas SS, atravessei uma Africa onde uma tribo vive escravizada e chego a este livro A Papisa Joana de Donna Woolfolk Cross, numa época em que as mulheres não eram tratadas como seres humanos. 

Diz a lenda que Joana viveu no século IX e que disfarçada de homem chegou ao cargo mais elevado dentro da Igreja Católica, tendo-se tornado Papisa. O livro conta a sua história desde que era apenas uma menina, que já sentia na pele o fardo pesado de ter nascido mulher numa era completamente misógina. Mas Joana era inteligente, e foi usando o seu dom para os estudos que trilhou o seu caminho até chegar a Papisa. 

Algumas passagens do livro não são para os mais fracos. Por várias vezes me senti uma felizarda só por poder estar a ler aquelas páginas, porque as mulheres tiveram que passar por muito, mesmo muito, coisas inimagináveis para nós hoje em dia, para que neste momento, nós pudéssemos ser tratadas com dignidade e não como mera carne para canhão. Mas o que mais me alcançava era saber que em várias partes do mundo, ainda existem tantas mulheres que passam por horrores tão similares, mesmo nos nossos dias. Umas tivemos mais sorte do que outras. E não pude deixar de ler as piores passagens com isso em mente, a agradecer pelo meu privilégio e a desejar que não fosse um privilégio de algumas, e sim a realidade de todas. 

Não consegui colocar o romance de lado, mesmo! Cheguei mesmo a sacrificar umas boas horas das minhas férias onde tinha planeado outros afazeres, só para continuar a ler, folha após folha. Completamente viciada nisto. Nunca vi o filme, e quero muitoooo ver. 



S i n o p s e :

No ano de 814, Idade Média, que ficou conhecida como a Idade das Trevas, as mulheres eram impedidas de estudar, podiam ser estupradas e até mortas pelos maridos. O conhecimento estava sufocado, os países hoje conhecidos na Europa não existiam, nem os idiomas modernos. Cada região tinha o seu dialeto e a lingua culta era o latim, herdada do Império Romano, que já havia sido derrubado pelas invasões bárbaras. Foi neste período sombrio que uma mulher passou a maior parte de sua vida vestida de homem, estudou medicina, foi médica do papa e tornou-se ela mesma papisa - durante dois anos. A história da Papisa Joana foi conhecida até o século XVII, quando o Vaticano resolveu apagá-la da história da Igreja. Não adiantou. Dona Woolfolk Cross pesquisou, descobriu os arquivos e achou a história tão fascinante que a transformou num romance, em que aventura, sexo e poder cruzam-se com maldições, guerras e heresias.

segunda-feira, 8 de março de 2021

O Farmacêutico de Auschwitz |Patricia Posner|


SINOPSE

O Farmacêutico de Auschwitz relata a história pouco conhecida de Victor Capesius, um vendedor de produtos farmacêuticos que, em 1943, entrou para a SS e rapidamente se tornou o farmacêutico-chefe de Auschwitz, o maior campo da morte da Alemanha nazi. Baseando-se em arquivos secretos e documentos até agora confidenciais, Patricia Posner revela o reinado de terror de Capesius naquele campo, a sua fuga à justiça - em parte alimentada pelo ouro que ele tinha roubado das bocas de cadáveres - e também como um punhado de corajosos sobreviventes e um destemido promotor público, finalmente, o levaram a julgamento por assassínio vinte anos depois do fim da guerra.

O Farmacêutico de Auschwitz apresenta-nos um vislumbre fascinante do pacto do Diabo feito entre os nazis e o maior grupo empresarial da Alemanha, a I. G. Farben. Esta é uma história de homicídio e de ganância com as suas raízes no coração do Holocausto. É relatada por meio de figuras de proa nazis e industriais transformados em criminosos de guerra, agentes secretos e promotores zelosos, intrépidos sobreviventes dos campos de concentração e caçadores de nazis.

Num cenário que abarca a guerra lançada por Hitler para conquistar a Europa, a Solução Final e os esforços da Alemanha do pós-guerra para encarar o seu passado sombrio, Patricia Posner mostra-nos as terríveis profundezas às quais homens banais são capazes de submergir, quando desconhecem limites impostos pela consciência e pela mais vaga noção de moral.


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O tema da II Guerra Mundial é um tema que me desperta sempre interesse desde que ouvi falar sobre o mesmo pela primeira vez na escola. Mostraram-nos na altura um filme/documentário sobre Anne Frank que me marcou profundamente. Claro que pouco depois li o livro. 

Dói ler estes relatos históricos, por vezes é quase impossível conseguir imaginar o que milhares de pessoas sofreram nas mãos de nazis sem qualquer pingo de humanidade. Os testemunhos dos sobreviventes são por vezes tão brutais, tão inacreditáveis! Hoje, à distância dos anos passados ouvimos falar do Holocausto e parece que não nos toca, mas devia. Devemos falar sobre isto sempre, mostrar a todas as gerações depois de nós o quão diabólico o homem consegue ser. 

Curiosamente, enquanto li o livro cruzei-me com dois documentários na tv sobre esta altura, entre uma coisa e outra, nomes que se repetiram entre os livros e os documentários, senti que consegui perceber ainda melhor esta história e o quão condescendentes os alemães do pós-guerra foram com estes criminosos de guerra que na sua maioria escaparam impunes, ou com penas tão insignificantes que foram quase uma ofensa para os sobreviventes, um outro tipo de tortura.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

A mim não me enganam - um ano sem ir às compras |Judith Levine|

Antes do fim do ano ainda consegui terminar mais uma leitura. Estava com pouca fé de o fazer, mas olha, lá foi. Mesmo que comece agora outro, muito dificilmente o termino antes de 2021. Mais uma vez, este foi um livro que me encontrou a mim, mais do que eu a ele. De qualquer forma, veio parar-me à mão por acaso. Uma vez que eu já tinha feito uma coisa assim, fiquei curiosa e acabei por trazê-lo comigo. 


Então, Judith e o companheiro decidiram cortar em todas as compras não essências durante um ano inteiro, e foi um desafio que aceitaram fazer juntos. O livro, é um registo, feito pela autora, dos seus sentimentos, preocupações, objetivos e afins durante a experiência. 

Por vezes era um bocadinho chato, pois entrava demasiado no tema da política, que para além de não me interessar, é uma política e modo de vida à americana, e ainda por cima de há mais de uma década atrás. Fora isso, foi interessante acompanhar o que foi mudando durante um ano, no desafio deste casal. 

Foi por estar a ler o livro que também me lancei no meu desafio dos três meses sem compras, embora o meu desafio tenha sido mais leve, mais direcionado à roupa e aos tecidos. Mal sabia eu que praticamente, o tempo para as costuras seria tão pouco. Por acaso hoje fiz uma prendinha de natal costurada, mas tirando máscaras, não me lembro de qual foi a última coisa que fiz (e mesmo as máscaras já devem ter umas duas semanas). 

Fiquei muito aquém dos desejados doze livros por ano. Este 2020 foi pior que o anterior, fiquei a sete livros do meu objetivo, enquanto que muita gente teve imenso tempo para colocar a leitura em dia durante o confinamento, eu acabei por ter muito menos tempo livro, porque onde trabalho nunca fechou, e os dias que fiquei em casa, foram para os miúdos e para costurar máscaras quando elas ainda escasseavam e eram às dezenas todos os dias. 

E agora, é esperar que 2021 seja melhor em tudo, para todos. E que eu consiga recuperar uma assiduidade nas leituras que perdi ao longo do tempo. E vocês, leram muito neste último ano?

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Halloween. Eu gosto, e tu?

As opiniões sobre esta festividade, neste país à beira mar plantado, são, no mínimo controversas. Mas o que os outros pensam é-me igual ao litro e cá por casa HALLOWEEN é algo que todos adoramos. Sim, as minhas crianças costumam vestir disfarces alusivos, e já participaram numa ou outra festa, onde se foi ao "doce ou travessura", com adultos responsáveis a acompanhar e com vizinhos que tendo sido avisados com antecedência, se mostraram, na maior parte dos casos participativos. Por muito que goste deste dia, também não suporto adolescentes histéricos que se aproveitam das máscaras para armar confusão e destabilizar. O que noto, é que neste país, o que não se entende, é olhado com desdém e logo lhe é posto um rótulo em cima. Falta às pessoas serem um bocadinho mais educadas em certos assuntos, para não lhes sair tanto estrume pela boca. 

Enfim... gosto de Halloween, Dia das Bruxas, o que lhe quiserem chamar. E os miúdos também. Gostam de "Nightmare before Christmas" e "The Corpse Bride" tanto quanto eu, gostam de aranhas, morcegos e esqueletos (bem, o mais novo dos esqueletos não gosta muito, é verdade!). 

Há uns anos, a minha irmã ofereceu-me uma festa de aniversário no Halloween (faço dois dias antes), na verdade eu escolhi e preparei a festa, mas foi ela que a financiou. Na altura ainda estudava, e passei horas com uma colega a fazer decorações, foi a melhor festa de sempre. Tudo pensado ao detalhe. Não encontrei muitas fotos mas deixo-vos aqui algumas. 





Isto tudo para dizer que ando muito tentada a fazer uma festinha de Halloween para os meus miúdos este ano, e mesmo que sejamos só nós, preparar tudo ao detalhe, com decoração, comida e até disfarces, tudo bem dentro do tema. 

O ano passado encontrei num supermercado com 4 letrinhas apenas, umas massinhas de halloween... pergunto-me se este ano já as terão ou não? Tenho de dar uma espreitadela. Nós só acabámos com o nosso pacote há um par de semanas, só tinha um restinho que misturei com outras massas. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Mais um resumo das minhas leituras

O que é que têm andado a ler por ai? Sinto-me um bocado parva a fazer esta pergunta, pois ultimamente, este blog mais parece um depósito de monólogos que ninguém ouve (lê!). Agora a sério, ainda aparece alguém aí desse lado para me ler, ou voltei aos primórdios das minhas andanças pelos blogs, quando basicamente escrevia para mim?! Enfim, isto para dizer que venho falar dos livros que andei a ler este ano até aqui. Para, mais que não seja, manter um registo escrito das minhas leituras, como sempre gostei de fazer. 


Então, após ter lido este (que menciono em último lugar nesse post), comecei a ler "Factos Memoráveis da História de Portugal" de Luís António de Almeida Macedo no início de Março. Só o fui terminar quatro meses depois. Pelo meio, li "Vida Depois da Vida" de Raymond Moody, Jr. Não foi a primeira vez que o li, já o tinha feito há uns anos, mas não pude deixar de o fazer quando o encontrei em casa dos meus pais, precisamente quando lá fomos para enterrar o meu pai. O livro, emprestei-o a ele há vários anos, esse e outro sobre o mesmo tema, estavam lá os dois. Comecei por folhear algumas passagens e depressa me vi a iniciar a leitura do início e não parei até não ter terminado. 


Não deixa de ser curioso, o primeiro livro que li em 2020 ter sido "Vida Depois da Morte"... lembro-me de sublinhar várias passagens e partilhá-las com a minha colega porque a mãe estava muito doente e ela apavorada com a possibilidade da sua morte. Mas as coisas, mesmos as mais banais, não acontecem por acaso. Este livro apareceu-me por acaso, como se adivinhasse que eu ia precisar do amparo que me deu, ou do preparo, podemos dizer assim. Quando o li, ainda não fazíamos ideia que em apenas dois meses íamos descobrir que o meu pai estava tão mal, e que a sua partida seria tão breve. E depois, curioso encontrar numa gaveta os dois livros em sua casa. 

Acima, alguns dos livros da editora Alma dos Livros. Tenho vários dos que aqui se apresentam, em lista de espera na prateleira.

Depois dessa rápida leitura, voltei ao livro que tinha começado antes, onde recordei alguns dos grandes feitos na história do nosso país, e aprendi sobre muitos outros dos quais nem tinha conhecimento. É isso que me atraí na história, é que há sempre tanto para nos ensinar, tanta coisa por descobrir e aprender. Tenho mais dois livros sobre história em Portugal, tal como este, da editora Alma dos Livros, que estou mortinha por ler, mas para já, continuam na lista, porque adquiri relativamente há pouco tempo uma série de livros novos - não comprava tantos há uma eternidade - e claro, a lista está grande. Gosto de intercalar temas, possivelmente, vou ler um desses dois a seguir, agora que penso nisso. 

E por fim, o último que li do principio ao fim, foi este aqui acima, "ZEN - A arte de viver simplesmente" de Shunmyo Masuno" e foi-me oferecido no meu aniversário em Outubro. Basicamente, é um manual com 100 práticas Zen para as diversas áreas da nossa vida. Posso dizer, que com o tempo vim a implementar muitas delas, mesmo que não seja de uma forma muito marcante. A verdade é que, conforme ia avançando nestas práticas, senti que também eu de alguma maneira vou entrando num bom caminho... um caminho com muito terreno para lavrar ainda, mas que vai avançando, e que vai melhorando muito, para que os meus passos nesta minha passagem por cá possam ser mais firmes e assertivos à medida que avanço. 

Para 2020 tinha como objetivo ler 12 livros. Estamos no fim de Agosto e eu li quatro até aqui... com mais um que vai a meio. Levo algum atraso, mas ainda não perdi a esperança de recuperar. Nem que seja para ter alguma coisa que corra bem neste ano desgraçado. 

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Lido ultimamente

Vinha aqui publicar sobre o último livro que li, e percebi que não tenho publicado sobre as minhas leituras há muito tempo. Ora, aqui fica um breve resumo das leituras do passado ano (após a última vez que publiquei que foi em março). 

Abril:
- Dezasseis Esqueletos na Minha Coleção - Hitchcook
Uma série de estórias de terror. Entretém, mais não tenho a dizer. 

Maio:
- Falai no Mau - Hitchcock
Mais uma coleção de pequenas estórias de terror pelo mestre do mesmo. 
SÓ o melhor livro que li nos últimos tempos. Um romance sobre uma menina empurrada a tornar-se cortesã, que se apaixona, cuja vida dá uma grande reviravolta. Um livro onde erotismo e emoção se juntam. Juro-vos, li este livros em dois dias porque simplesmente não conseguia pousá-lo. Mal o largava para me alimentar e cuidar das necessidades básicas. As minhas e as dos meus filhotes. Aconselho-o vivamente. 

- Drácula - Bram Stoker 
O clássico que queria ler há muito tempo e que finalmente risquei da lista. Maravilhoso!

Outubro:
 
Levei um par de meses a ler este, por isso só o terminei em Outubro. Não me perguntem porquê, mas gosto particularmente de livros com história. E quando digo história, é História mesmo, e este levou-me a mais uma época que mostra o pior que existe no ser humano. Levou-me a uma Lisboa cristã, em 1506, impiedosa, com perseguição e fogueiras para aqueles que não seguiam o mesmo credo. Extremamente bem escrito, permitiu-me conhecer um pouco mais sobre a vida dos judeus e dos seus costumes. Para além dos fatos históricos, é um romance sobre um jovem que se depara com a morte do seu tio/mestre cabalista, encontrado junto a uma jovem, ambos despidos de suas roupas. 
Adorei este. ⇧TOP⇧

Um retrato histórico rigoroso de uma época que marcou o nosso país. Uma memória sobre a intolerância religiosa que não pode ser esquecida. Um grande livro reconhecido como uma obra de referência. in Vila Nova

Uma história verídica contada pela própria Zarah Ghahramani, que se tornou prisioneira de um regime opressivo. Durante semanas foi mantida em cativeiro, sujeita a interrogatórios e tortura. Somos previligiados por termos nascido onde nascemos, por gozarmos de liberdade de expressão, por podermos ser quem somos. Zarah foi criada num seio familiar liberal, mas fora das suas quatro paredes tinham que fingir ser quem não eram para não sofrerem represálias. Um livro que me fez pensar bastante, de ver o quão mau o ser humano consegue ser, e acima de tudo, agradecer pela liberdade que tenho. Por vezes esquecemos que para outros, ela não vem tão naturalmente. 

E para estrear 2020:


Depois, como primeiro para 2020, optei por um livro diferente, mas que também aborda um tema que é, para mim, de grande interesse pessoal e do qual não me canso de ler mais e mais. Encontrei este livro, por acaso, entre outros numa feira das velharias e como é óbvio trouxe-o comigo. Levei dois meses para o ler, porque não conseguia fazê-lo de uma assentada só. 
O nome é Vida Depois da Morte, e é uma colectânea de vários autores, que  abordam ou tentam um lado cientifico para o que acontece após a morte do corpo. O livro é composto por estudos, ensaios, publicações... nem sempre fáceis de ler, e outras um tanto ou quanto repetitivas. Ainda assim, tentam abordam as duas vertentes, a daqueles que negam a existência de qualquer tipo de continuação após a morte física do corpo, e aqueles que acreditam, que a alma, essência, seja o que for que nos tornam únicos, segue, noutro nível, noutro universo. 
O livro aborda as visões dos ioguis e do xamanismo. Crenças de reencarnação, argumentos sobre experiências fora do corpo, e de quase morte. No fundo, dá-nos toda a informação recolhida que suporta uma evidência sobre o que pode ou não acontecer após e morte e convida-nos a refletir, a tirar as nossas próprias conclusões, as nossas próprias visões e crenças sobre o que acontece uma vez chegado o fim da nossa vida na terra. Eu acredito em reencarnação desde que me conheço como gente, é quase como uma certeza absoluta que nasceu comigo. Se o posso explicar? Não. Se preciso fazê-lo? Também não. Gosto de saber mais sobre as ideias dos outros, e como as defendem, isso sim. 

Alguns dos autores do livro são: KEN WILBER, STANISLAV GROF, RUPERT SHELDRAKE
E GARY DOORE (ORG.)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

As primeiras férias de 2020

Ainda mal o ano começou e já fomos passear. De um a cinco deste mês, estivemos a passear por Espanha. Ficámos duas noites em Granada e outras duas em Córdoba. O primeiro dia foi passado na estrada e pouco mais, já que quando chegámos deparamos-nos com o nosso hostel, que estava marcado e pago, fechado. Depois de várias chamadas e algum desespero, lá resolvemos as coisas. Foi marcado pelo booking e nunca nos tinha acontecido antes. 

Resolvido esse problema, lá nos instalámos. No dia seguinte subimos à Serra Nevada, havia pouquíssima neve, mas lá nos fartámos de andar para chegar a um pequeno espaço onde havia alguma, para os miúdos poderem brincar um pouco. O mais novo não é lá muito fã de neve. Há dois anos não apreciou a visita à Serra da Estrela e pensámos que seria por ser muito pequeno, mas este ano confirmamos que é mesmo ele que não vai muito com aquilo. 

No dia seguimos, fizemos caminho a Córdoba por onde passeámos bastante, correndo tudo a pé. É uma cidade linda com imensa para ver, vimos muito, mas muito ficou por ver também. A mais velha adora estas andanças, caminhar, descobrir coisas novas, visitar museus, etc. Já o pequenino, só queria voltar para o quarto. 

Tudo teria corrido muito melhor se não tivéssemos ficado todos doentes, com uma grande gripe. Andámos sempre de termómetro e medicação atrás. Os miúdos já iam daqui afetados, e a nós apanhou-nos logo de inicio. A mais velha ficou boa ainda antes do regresso, mas o pequeno ficou bem mais apanhado. 

Ainda assim, aproveitámos o que pudemos. Ficam aqui algumas fotos desses dias. Todas tiradas pelo marido, porque eu, apesar de ter levado a máquina, nem tive vontade de pegar nela. Ah, e no último dia, ainda festejámos 18 anos de namoro. Parabéns a nós e a esta relação que já é maior de idade. 











sexta-feira, 19 de abril de 2019

Do meu (amor) hobbie

Foto tirada no dia que colocámos a prateleira por cima da cama (faltava decorar minimamente) e o meu quadro de cortiça na minha parede. O catramolho em cima da mesa é a máquina de costura.



Não costumo parar muitas vezes para andar por aqui nas nets ultimamente. Geralmente só o faço quando tenho algum e-mail importante para escrever, ou quando preciso publicar algo num outro blog. 

No entanto, quando o faço, costumo sentar-me na minha cama, com o laptop no colo e hoje, ainda que fosse mais um dia igual aos demais - trabalho pela manhã, miúdos em casa pela tarde - dediquei-me a passar bastante tempo por cá, a destralhar a minha caixa de e-mail, reduzindo para 10% a quantidade de e-mails por ler. 

Após essa tarefa concluída, dei uma olhadela rápida pelos títulos do Bloglovin´. Rapidamente marquei como lidos os que não me interessavam para nada. Deixei de perder tempo com coisas que não me interessam realmente. E bastou-me passar os olhos por um blog que fala de minimalismo para parar, olhar em volta e a visão foi assustadora. 

Esta sapateira tinha como objetivo servir-nos de banco de apoio, mas é um hot spot para eu largar não sei quantos peças por reciclar, ou por coser, ou por remendar e no máximo aguenta dois dias arrumado. A estante abriga a maior parte dos meus tecidos, mas não cabem todos. Ainda há uns dias comprei mais e á não couberam, tiveram que ficar por cima da estante. O quadro já passou para a parede após esta foto. 

Quando me mudei para esta casa, fui obrigada a fazer espaço no meu quarto para a costura, bem que queria muito ter um quarto mais calmo, mas tenho um hobbie que me faz acumular muita coisa, e isso começa a interferir comigo. 

O pior, é que não me consigo desfazer dessas coisas, pelo contrário, fico imensamente feliz quando adquiro mais. E colocar tudo isto noutra divisão é impossível. Apenas por um momento fiz-me parar, olhar bem em volta e mentalmente eliminar tudo o que tenho neste quarto referente à minha costura. 

Chegar à conclusão que ficava com um quarto bem minimalista deixou-me com um sabor estranho na pele. Por um lado, senti que estava no bom caminho, pois apesar de ter o espaço do quarto bastante ocupado neste momento, mais de metade é com coisas da costura, o que significa que com os nossos pertences pessoais até nos portamos bastante bem. Por outro, as outras coisas estão cá. 

Então, o que fazer? Tentar! Tirar um dia só para separar uma série de materiais e doar, vender, fazer qualquer coisa com eles. Preciso mesmo de aliviar o peso de tudo isto em mim. Preciso mesmo de encontrar um sítio ideal. Nas próximas duas semanas estarei de férias. Queria muito dar uma grande reviravolta a tudo isto. Se conseguir, vou fazendo e mostrando os progressos. 

esta é a visão que tenho da minha cama, o nosso closet. Tinha a cómoda onde está a estante branca mas mudei recentemente. Agora temos a roupa pendurada ao fundo. Tudo o que está no lado da estante branca é material de costura. Na estante preta temos as nossas roupas e calçado e ainda mais alguns acessórios, e outros que gostamos de ter à mão. Por cima, mais material de costura. A cesta no chão continha coisas que andava a destralhar e a caixa lá ao fundo também. Esta visão é cansativa. Já pensei em colocar uma cortina branca a tapar. Não era má ideia, pois não? Sempre aliviava um pouco. 

domingo, 27 de janeiro de 2019

Hippie |Paulo Coelho|


Há uns dias atrás acabei de ler o primeiro livro de 2019. Recebi-o da minha irmã pelo meu aniversário em Outubro e como estava a ler outro na altura, deixei o marido ler primeiro porque andava com vontade de o comprar também. Basicamente é o único autor que ele lê porque gosta da forma como Paulo Coelho aborda a espiritualidade. 

Há uns anos eu era fã incondicional do autor. Depois ali, mais ou menos a partir da altura do Zahir, comecei a achá-lo aborrecido, repetitivo, sem novidade. A inventar mais do mesmo, acrescentando palha para mostrar resultados. E deixei de ler Paulo Coelho. 

Ora bem, Hippie é uma obra autobiográfica, que conta apenas um episódio ou outro da vida do mesmo. Não deixa de ser interessante, mas tão pouco foi para mim, aquela magia que associava aos livros de Paulo Coelho e que tanto me influenciaram no passado. 

Foi uma leitura agradável. Apenas isso. 


Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar.  Por aq...