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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar. 

Por aqui, os treinos de vólei da mais velha já retomaram no início da semana, amanhã têm ambos apresentação com as DT's, ambos numa nova escola, novos colegas... mas curiosamente tanto a DT dela, como a DT dele já foram professoras deles antes o que é bom. 

Mudámos os miúdos de escola porque as coisas não estavam a correr muito bem na anterior, espero que seja diferente nesta, além de que estão mais perto de casa agora. 

Tirei esta semana de férias para estar mais presente neste novo reinicio deles, para preparar o retorno, mas estou como no ano anterior. Temos os livros (falta um, houve uma confusão com um dos vouchers dela e andámos às voltas), mas não estão forrados (sei que tenho um rolo algures e não o encontro!), não temos material nenhum, nem cadernos de fichas (só compro os que os professores pedem, por isso é sempre depois das aulas arrancarem). 

Ainda não me mentalizei que a correria está a começar novamente, e vai ser terapia de choque na segunda feira quando retomarmos todos em casa as rotinas. Hoje já foi o último dia de férias do pai, amanhã será o deles... 


quinta-feira, 12 de junho de 2025

Apresento-vos a Oreo!


Depois do Skully eu estava muito convicta a não ter mais animais. Custou-me muito tomar a decisão que tivemos de tomar no seu fim de vida, e queria mesmo muito proteger-me a mim, aos miúdos e até ao V. de outra situação semelhante. 

Mas já diz o cliché que é melhor ter tido e perdido do que nunca ter tido, não é? E acho que isso se aplica também ao amor e à companhia de um animal de estimação, que forme parte integrante desta família. 

Assim sendo, devido à saudade e falta que via nos miúdos, principalmente na G., fui maturando a ideia de voltarmos a ter um bebé nesta casa... E a oportunidade surgiu quando a S. mostrou no IG dela, os gatinhos recém-nascidos de uma gata de quem ela cuida. A Oreo e os manos nasceram a 15 de Abril, e ela chegou a nossa casa no dia 2 de Junho. 

Uma bolinha de pelo, com uns olhos tão doces. Não demorámos muito a escolher o nome. Tanto eu como a miúda, não gostamos dos nomes típicos que dão aos bichanos, queríamos algo diferente. Entretanto, ela disse que tinha de ter nome de comida (nota-se que a miúda gosta de comer?). alguém sugeriu "Sushi", mas esse já é muito usado. Logo a seguir, ela sugeriu "Oreo" e todos concordámos. 

Desde que chegou, já se nota diferença nela. Come bem, brinca muito (é uma louca destemida!), já reconhece o som do saco da ração e do seu pratinho. Sabe pedir comida quando tem fome e se possível dorme sempre connosco. Já responde quando a chamamos pelo nome e o brinquedo que a S. lhe comprou quando a deixou aqui, é sem dúvida o seu preferido! 

quinta-feira, 3 de abril de 2025

mood: escrever para nada dizer

Como assim já estamos em Abril? E eu que queria tanto ter retornado aqui mais vezes, sei lá, nem que fosse para encher este espaço de palha. 

Escrever o blog é uma forma de forçar a criatividade, meter a cabeça a pensar para além do dia a dia e da mesmice de cada um deles. É trabalho - casa |sabendo que casa também significa trabalho em vários sentidos, neste caso é mesmo trabalho também, daquele que paga as contas|, casa - trabalho,  e daqui não se sai. Planos fazemos muitos, isso sim, mas vamos empurrando cada um deles com a barriga até que das duas uma, ou os atropelamos ou somos atropelados por eles, venha o diabo e escolha. 

Mas, o que é que eu vinha mesmo aqui escrever? Nem sei! Bater com os dedos nas teclas, ver se saia daqui alguma frase bonita, qualquer coisa com sentido que me fizesse pensar no futuro:

- Tão bonito! Fui mesmo eu que escrevi?! 

Como acontece quando leio textos que fiz quando era miúda, e me levam a perguntar, por onde é que ela ficou? Já não escrevo. Já não sei escrever, já não consigo florir palavras de forma a criar uma primavera... estão a ver?! Tudo me parece forçado. 

Olhem, vou mas é costurar... pelo menos isso faço bem, a miúda que eu era deve estar muito frustrada com a escritora que havia nela, mas muito orgulhosa da costureira em que me tornei! É assim, por mais que se queira, não se pode ter ou ser tudo. Pelo menos ainda não desisti. Dizem que o que importa é não desistir, certo? Ou era saber quando desistir? Ai vos deixo, com essa questão!


terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Ano Novo... hábitos velhos

Primeira semana de 2025: checked! Uma pessoa começa cheia de vontade de trocar hábitos que nos incomodam ou que achamos não estarem tão bem, todos os anos (ou quase) lá estou eu com as minhas vontades de mudar, de melhorar de fazer diferente. Na verdade, eu só precisava de mudar uma só coisa: ser disciplinada. Usar os pontos fortes que tenho a meu favor!

Sete dias em 2025... e como me tenho portado? Com um pé no bom caminho e o outro no mau. Mas temos mais uns trezentos e sessenta e tal ainda para concluir mais um ano. Ainda vamos a tempo. 


segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Be Yourself

 


BE YOURSEF!

Ora ai está uma coisa da qual não prescindo: ser eu mesma. E pode que tenha andado um bocadinho perdida nos últimos anos, um bocadinho esquecida da minha essência, mas ela está lá e não quer calar. Cresci, envelheci, amadureci. Já não sou nenhuma menina, embora a raiz de quem sou hoje tenha crescido dessa menina que outrora fui, ela já sabia quem era! Amadureci, mas essa menina de outrora, pede a gritos que não me esqueça dela, nem de tudo o que lhe enchia a alma de alegria e de vida. Posso ter de aprender novos passos de uma dança antiga, porque a agilidade não é a mesma, mas ainda assim, estou pronta para dançar. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

pensamentos de fim de ano, versão 2024

2024 está por uns dias apenas, agora mesmo é Natal, e com o fim do ano chega-me sempre a necessidade de parar, organizar-me, refletir sobre o meu caminho. Almejar fazer diferente com a perspetiva de um novo ano, um novo recomeço, uma nova oportunidade de fazer melhor. 

Gosto de analisar o que fiz do meu ano, e assentar objetivos para o que ai vem. Se colocar tudo o que aconteceu nestes últimos 12 meses numa balança, com o bom e o mau, acredito que ela pende mais para o primeiro. 

Ora então vejamos... 

- Ofereci a carta de mota ao meu mais que tudo em Janeiro. 

- Fizemos uma viagem a Ronda e arredores. 

- Continuei a trabalhar no Almofariz da Vila, um espaço que tenho como segunda casa, onde somos família. Se bem que uma vai embora em breve, e vou sentir muito, muito, muito a falta dela. 

- Aumentou a procura pelos meus serviços como costureira, aumentando assim também os meus ganhos. 

- Temos finalmente um muro no nossa varanda, e vamos poder usufruir bastante dela em 2025. 

- As obras necessárias para tratar das infiltrações no exterior também já foram feitas. Ficou a faltar dentro de casa, terminar a wc dos miúdos, colocar rodapés e portas nos quartos deles... 

- A miúda entrou numa equipa de vólei e tem imenso jeito para a coisa. Temos tido uma vida social mais agitada graças a ela. 

- Levámos a miúda ao Iberanime, e aproveitámos para visitar um amigo em Santarém. 

- Fizemos passeios de mota, assistimos a concertos, fomos a feiras medievais, jantares com amigos e família. 

- Comprámos um carro novo, porque o dele já estava bem velhinho e a cair aos bocados. Claro que despachei o meu para ele, e fiquei com o novo. 😁

- Fizemos jantares temáticos os quatro, em dias especiais. 

- Pintámos e redecorámos o nosso quarto de casal. 

- Vi muitos arco-irís este ano. 

- Retornei a este cantinho, mesmo que de forma frugal. 

Nem tudo foi borboletas e arco-íris, então:

- Perdemos o nosso gato Skully, o que nos doeu bastante a todos. 

- O miúdo entrou no 2º ciclo e não tem sido fácil para ele. 

- Queríamos ter viajado mais. 

E não me recordo de mais nada que fosse mau ao ponto de marcar o ano, e é por isso que digo que a balança pende (bem) mais para o lado bom. 

Se tivesse que escolher três palavras para 2025, como fiz em anos anteriores, seriam elas:



Focar-me nos meus objetivos, é o maior dos objetivos em si. 
Sou de fácil distração e perco-me em tanto que quero fazer. 


Esta vem de mãos dadas com a anterior, e se me manter focada, sei que posso prosperar no trabalho, no amor, na família, no meu percurso pessoal. 
E obviamente, esta também vem de mãos dadas com a anterior, certo? 


sábado, 28 de setembro de 2024

Skully * 2020 - 2024 *



Fez ontem uma semana que tivemos que nos despedir do Skully. Veio para o nosso lar com cerca de dois meses em Maio de 2020, o mesmo mês que levou o meu pai. E ficou connosco até ao dia 20 de Setembro passado. Viveu quatro anos, metade da sua vida doente, com tratamentos mensais, e ultimamente a qualidade de vida do pobre bichinho estava a diminuir a olhos vistos. Ele, que nunca foi um gato de perder pêlo, estava a perdê-lo às mãos cheias, o seu sistema imunitário estava demasiado fragilizado. Foi uma decisão que tivemos que tomar, que nos custou e que nos partiu o coração. Já não temos um gato na mini casa,  mas ele será sempre O gato da mini casa. Quem mais sentiu esta perda, foi sem dúvida a minha miúda, era muito ligada a ele. 


sexta-feira, 13 de setembro de 2024

1º dia do 2º ciclo

O mais novo entrou no 2º ciclo. Acho que tenho andado mais nervosa do que ele, pois bem sei que estes começos costumam ser difíceis. É um menino doce, que quer agradar, mas o que me assusta sempre, é o tamanho da sua inocência ao lado dos miúdos da mesma idade. É uma criança sociável, mas nunca teve muitos amigos. 

Será que o protegemos demais? Se calhar, mas dói quando sabemos que ficam tristes, magoados e não podemos fazer nada.  

Hoje não foi um dia fácil para ele. Escola nova, tudo diferente... várias disciplinas, horários aos quais tem de estar atento, vários professores, colegas na maioria novos, e os que já conhecia, não eram os melhores amigos. A turma do 4º ano foi toda separada, e os dois melhores amigos dele, ficaram juntos noutra turma. Quando lhe perguntei como correu o dia, disse-me que ambos o ignoraram, e cá dentro tudo doeu. 

Passou os intervalos de toda a manhã com a irmã e os amigos dela, que estavam pendentes dele, pois já estão no 3º ciclo. O que eu gostava mesmo era que ele se desse com os da sua idade, que se enturmasse e formasse a sua própria tribo. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Regresso às rotinas

Olá! E um viva aos recomeços. Estamos novamente naquela altura do ano, em que anda tudo em nervoso miudinho, ligeiramente saudável atrevo-me a dizer, do regresso à escola. Não só à escola, mas também às rotinas, aos horários mais controlados, e no fundo mais fáceis de gerir por sabermos com o que contar, pelo menos para mim, é assim. 

E este ano, planeio um regresso aqui, a este cantinho. 

Voltando ao tema regresso à escola, é para mim também regresso à organização doméstica. Ementas precisam ser elaboradas, porque com os treinos de vólei da miúda de volta, os horários do fim de tarde são muitas vezes reduzidos, e quando a organização falha, falham as refeições saudáveis e equilibradas, falham os horários de dormir, tudo falha. 

Amanhã arranca por aqui. Pela manhã a reunião do mais novo, pela tarde a da mais velha, para a qual os pais já não fazem lá falta nenhuma, é assim, muita independência 😁 Na sexta, dizem eles, é dia de arrancar a sério. 

O mais novo vai começar agora o 2º ciclo, e não sei se não estou eu bem mais nervosa do que ele. Com ela foi tranquilo, mas ele é o bebé desta casa, não estamos prontos. No entanto, confio na capacidade dele de se ajustar, e acredito que vai correr tudo bem. 

Se já tenho tudo pronto para este regresso? Claro que não. Temos os livros que chegaram e ainda esperamos alguns que nunca mais chegam. Tenho metade dos livros que já recebemos forrados, e o resto por forrar. Material?! Nenhum! Quando vierem com as listas vamos comprar tudo junto. 


segunda-feira, 9 de setembro de 2024

tenho um bichinho

Tenho sentido dentro de mim um bichinho. um bichinho que vai fazendo cocegas, acho que me quer desafiar, ou fazer-me despertar de um sono profundo. 

Há mais tempo do que aquele que consigo admitir, que não me consigo reconhecer como um todo, sou e vivo em, e de pedaços que não conseguem ser nada de concreto. E que vontade eu tenho, de pegar em mim, virar-me do avesso e voltar a reencontrar-me no espelho!

Tenho sentido um bichinho dentro de mim, que me pede que volte aqui, que explore, nem que seja só para mim, esta parte que era tão minha. 

Estou cansada, sempre cansada, há demasiado tempo cansada, e começo a sentir-me cansada de o estar.

 Preciso de dar retirada às distrações que não me permitem sair desse circulo interminável e tomar as rédeas, mesmo sabendo que já o tentei tantas outras vezes e que as perdi, soltei sem antes chegar ao meu destino, ou pelo menos à estrada certa. 

sábado, 25 de março de 2023

arrependimento

 Pergunto-me... de que serve um arrependimento se não podemos mudar nada nele? 

Sempre enchi a boca para dizer que não me arrependo de nada, que até nas más decisões há lições a aprender, mas dei por mim a questionar-me. Acho que hoje me arrependo sim. Arrependo-me de certas decisões que tomei no passado e que já não posso fazer nada a respeito. Que me ensinaram muito sim, mas que hoje, à distância de vários anos me roem por dentro, e me desamparam. 

Foram outras vozes nos meus ouvidos, que muitas vezes me levaram a seguir caminhos para os quais eu ainda não estava preparada e que ditaram o resto da minha vida. Há decisões que não são fáceis de reverter, e fica mais difícil ainda com o peso dos anos em cima. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Natal - As minhas sugestões DIY e minimalistas I

Esta é mais uma publicação que tinha meio escrita há mesmo muito tempo, mais precisamente para o Natal de 2016, e que fui agora resgatar e aproveitar para este próximo Natal.

Parece longe, e eu mesma não gosto nada de ver as lojas repletas de produtos e decoração alusiva ao Natal a meio de Outubro - gente, ainda temos o Halloween antes, que eu tanto gosto!!! - e não me venham com o blá blá blá que não é uma tradição nossa e o raio que o parta... - Mas, a verdade é que para quem gosta de fazer as prendas para os seus amigos e familiares como eu, tem mesmo de se organizar e começar cedo.

Agora; o meu dilema é sempre o mesmo. Adoro, mas adoro mesmo dar presentes, e acabam por acontecer duas coisas em paralelo:
 
1. gosto de os fazer, e muita gente não dá qualquer valor a coisas feitas à mão

2. cada vez mais, tento tirar tralha desnecessária da minha própria casa, e portanto, também me custa dar aos outros coisas que possam vir a tornar-se tralha com o tempo.
 
Pensei em como satisfazer a minha necessidade de mimar as pessoas à minha volta e de quem gosto, e tentar minimizar as prendas desnecessárias, e eis aqui algumas ideias e algumas sugestões, se pensas como eu:

1. Vales oferta/subscrições
Se a pessoa gosta de roupa. ofereceram-lhe vales para as suas lojas preferidas. Se a pessoa gosta de livros, ou música, façam o mesmo e por ai. Podem assinar a subscrição de uma revista, por exemplo e oferecer com um cartão de Natal. Podem também fazer uns vales caseiros que a pessoa possa utilizar quando precisar. Por exemplo, aos nossos pais já ofereci vales para um almoço fora, num sítio à escolha deles, e foi das prendas que mais apreciaram. Podem fazer vales de babysitting, massagens, passeios, etc... pensem - a sério - na pessoa a quem vão oferecer algo, personalizem, e vão ver como vale sempre a pena. 

2. Experiências
Ofereçam entradas para museus, cinema, teatro, concertos, etc. Não ocupam espaço e as experiências ficam para sempre. Até podem ir junto, e aproveitam algum tempo de qualidade. 

3. Comestíveis
É sempre uma ótima opção para quem gosta do feito em casa. Bolachas, bolos, compotas, licores, bombons - pessoalmente já fiz desses todos e são sempre bem aceites.

4. Produtos de higiene caseiros
Sabonetes, óleos personalizados, champôs, bombas para banho, água de rosas, esfoliantes, cremes... há um sem fim de receitas online que podem usar para fazer este tipo de produto em casa. Depois é só colocar numa embalagem bonita e adicionar instruções de uso, ingredientes, etc sempre que necessário. 




5. Ornamentos
Coloco esta sugestão com um pequeno senão. Tenham a certeza que a pessoa a quem vão oferecer os ornamentos monta a árvore de Natal, caso não o faça porque não gosta, não tem espaço ou por levar uma vida mais minimalista, os ornamentos tornam-se "tralha desnecessária". Cá em casa temos uma tradição desde que os miúdos nasceram, todos os anos, por cada um deles adicionamos um ornamento novo, feito à mão. Também adicionamos à nossa árvore todos os ornamentos oferecidos por amigos, comprados ou feitos por eles também, e confesso que sempre que monto a nossa árvore, o que mais gosto é de ver toda a mistura de ornamentos diferentes e ela mais cheia de tanto carinho. 

domingo, 16 de outubro de 2022

cinco anos depois


Andei para aqui a ver posts guardados em rascunhos... eram 20, nunca os cheguei a partilhar embora os tivesse iniciado. Os últimos tempos andam particularmente sensíveis por aqui e encontrar estas coisas... dá uma nostalgia... 

Escrevi isto no início de Junho de 2017, o mês e ano em que a minha filha fez 6 anos, era o começo de muito mais que tinha para dizer, mas ficou assim, aquém...

Ainda me lembro de ti pequenininha. Na ponta dos pés, esticavas-te muito para chegar à tomada da luz, hoje estás mais alta do que ela. É assim que vejo muitas vezes o quanto tu (e o mano) cresceram, pelos móveis, sítios e coisas cá de casa. E quando penso, onde estaremos daqui a dez anos... Inicialmente 10 anos parece muito tempo, mas não é, e em dez anos estarás uma mulher, com 16.

... não passaram dez anos, mas passaram cinco e já tanta coisa mudou. E a princesa - pequenininha - está quase do meu tamanho, já tem 11 anos. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Das férias de verão

Tinha aqui um rascunho de uma publicação sobre o início das férias dos miúdos. 😅 Ah Ah Ah 😁 As férias estão por um fio já e eu nunca mais cá voltei. A verdade é que hoje já fui à reunião com a professora do mais novo, e segunda feira arrancam as aulas para ambos. 

Não foi um verão fácil. Para começar com o mais leve, o pai está a trabalhar há relativamente pouco tempo num novo trabalho e como tal não teve férias, passamos todo o verão em casa. Depois, a casa da minha irmã ardeu num incêndio e para arrematar a minha mãe ficou doente e assim de uma semana para a outra foi sujeita a uma cirurgia de urgência, e cuja recuperação não está a ser propriamente pêra doce. A cirurgia foi no dia 18 de Agosto, está cá em casa desde o dia 24 pois não podia ficar sozinha. 

vidros partidos, tudo preto... lá fora, parecia neve, mas era cinza... 

Fizemos muito pouco com os miúdos... 😔 ... não fizemos praia nem um só dia, o que valeu aos miúdos é que eles até são mais de piscina e este ano voltámos a comprar uma insuflável para o quintal (que o cão do vizinho rompeu porque decidiu vir para aqui morder nos nossos - e teve que pagar outra, obviamente). A festa de aniversário do miúdo não correu como esperado, embora tenha acabado por se divertir ainda assim... aprendemos sempre algo, desta vez a convidar só quem realmente importa porque de 6 convidados da turma, 5 cancelaram na véspera. Esta turma que calhou ao meu miúdo é mesmo top! (olhá ironia, claro!). 

... mesa das comidas ... 

o bolo que ele escolheu era todo ele feito em fruta e preparei-o mesmo antes de cantar os parabéns para que estivesse fresquinho. foi um sucesso. 


Ainda fizemos algumas coisas engraçadas com eles, mas pouco. Acampámos com os tios e os primos dois dias...



Fomos à concentração de motos de Faro e mais um par delas locais... 

Fomos a alguns aniversários e um deles teve lugar num espaço com quinta, e mesmo depois de termos dado a voltinha para ver os animais, alguém veio dizer que a cabra tinha parido, claro que foi tudo a correr ver a bebé. Que coisa mais fofa, mal acabada de parir e já se colocava de pé. 


A miúda lá festejou o aniversário, várias semanas depois, pois queria juntar as três melhores amigas na festa, mas faltava sempre alguma que ou iam de férias, ou isto, ou aquilo. Lá fez a sua festa do pijama como queria, e divertiu-se bastante.
 
digam lá que não montei uma boa esplanada para jantarem na rua?

Demos um ou outro passeio noturno com eles que adoram passear quando o sol se põe, comemos churros, waffles... brincaram em parques e passearam à beira mar. Há lá coisa melhor numa noite quente de verão? 


Passeios por shoppings quase não existiram, então num ou dois que fizemos deliraram, como se fosse uma grande coisa... 😆


alte

alte

Boas ou más, acabaram-se as férias e é tempo de retomar rotinas mais ou menos iguais. Confesso que já me fazia falta, embora não tenha a certeza se será melhor assim ou não. De certa forma, e como estive sempre a trabalhar desde casa, ter os miúdos em casa é um descanso, não ter que andar no leva um, leva outro, vai buscar um, vai buscar o outro... 

E por ai? Já arrancou o regresso à escola? Como foi o vosso verão? 

quinta-feira, 30 de junho de 2022

...mais covid...


São cada vez mais raras as vezes que passo por aqui para escrever sobre o que quer que seja. O mundo está louco lá fora, e nós vivemos cada dia devagar, um depois do outro, sem saber que loucura virá a seguir. 

No meu mundo pessoal, também têm sido muitas as mudanças, muitas as incertezas... Muitos projetos parados a meio, em standby porque nem sempre as coisas correm como esperamos, ou pretendemos. 

Hoje por exemplo, já me sinto bem e capaz novamente, mas o raio do bicho (i.e. covid) apanhou-me outra vez e andei aqui no baixa e sobe com a febre, nada a ver como estive da primeira vez. O raio do bicho veio mesmo na pior semana, em que tinha as festas de aniversário dos miúdos para preparar, a festa de fim de ano onde os miúdos atuaram os dois, e o vestido para o baile de finalistas da sobrinha por terminar. Hoje, vai ser dar corda aos sapatos para o vestido. A festa da miúda, que teria sido ontem/hoje (festa do pijama como tem feito nos últimos anos) foi adiada para daqui a um par de semanas porque uma das amigas não vai estar cá antes e ela prefere esperar por ela. E a festa do miúdo que seria sábado, lá teremos de alterar também. O pobre já ficou sem festa o ano passado, também por culpa do covid, quando mandaram os miúdos todos de quarentena apenas uns dias antes, para nós que somos adultos, é fácil de entender, mas ele?! Que faz oito (e sete no ano passado)... Até mesmo ela que é mais velhinha, ficou desconsolada por eu estar com covid e incapaz de lhe dar a festa pela qual tanto esperou e tão ansiosa estava. 

domingo, 10 de abril de 2022

Na falta de melhor, falemos do tempo

Normalmente por esta altura do ano, já costumo ter a roupa de verão fora da arrumação e pronta a vestir. Também já costumo ter as peças mais quentes de inverno guardadas. Este ano bem vemos como as coisas têm estado a correr. Sinceramente, quando o sol sai, aquece bastante, ainda assim, quando vou para a sombra congelo. 
Já vejo imensa gente de manga curta, mas porra, que uma pessoa mora numa casa que agora deu em ser um gelo, e como passo a maior parte do dia aqui, nem tempo tenho de aquecer. Depois quando ando pela rua, dá-me sempre a sensação que sou a única maluquinha com a necessidade de uma roupa um pouco mais quente. 

E quando chega a noite? Quente também não é, que por cá ainda se dorme muito bem com a roupa de cama de inverno e com o pijaminha polar. OK, se calhar o pijaminha já vai sendo demais, mas o que eu quero dizer é que as noites ainda arrefecem bastante. Caramba, estamos quase a meio de Abril. Normal não se pode dizer que seja. 

E eu que já ando com tanta vontade de voltar a vestir aquelas roupinhas que estão guardadas há tanto tempo, as minhas roupitas de verão. 

sábado, 11 de dezembro de 2021

Novo cabeçalho e novo desafio para 2022

Reparei que não mudava o "look" deste espaço desde 2018. Isso não é nada normal em mim, que ando sempre a trocar tudo. Gostava muito do antigo cabeçalho, mas ando a precisar novamente de mudanças. 

Ultimamente, tenho sentido uma grande saudade de quem eu era quando era apenas uma miúda. Uma miúda que podia com tudo neste mundo, que sonhava com tudo e que acreditava que os sonhos são para se realizar. Que se expressava de tanta forma diferente, que respirava tanta forma de arte como se existisse dentro da sua própria pele. 

Porém, sei que já não sou essa menina, que a vida mostrou que nem todos os sonhos são para seguir, aliás, que nem todos os sonhos são bons de manter. Por vezes, evoluem, mudam, transformam-se noutros, ou em alternativas mais palpáveis.

Sinto falta dessa menina, mas não quero ser ela outra vez, quero ser outra versão dela. A minha versão atual. Redescobrir-me a mim mesma, voltar a explorar pedaços de mim, de mim mesma, e não das coisas que me acontecem, ou das pessoas que me rodeiam. 

Uma das coisas que quero recuperar de mim é a escrita. Já não sei escrever. De tempos a tempos deparo-me com coisas que escrevi há mais de vinte anos e fico espantada com a capacidade que tinha de transformar sentimentos em palavras. Creio que perdi o jeito, mas quero muito voltar a encontrá-lo. 

Para 2022, quero propor-me um novo desafio. Quero desafiar-me a escolher um tema diferente a cada dia, e escrever um texto baseado nesse tema. Não faço a mínima ideia se vou conseguir, não faço ideia que tipo de textos vão sair daqui, acredito que a prática, seja para o que for, é precisa, e é isso que pretendo. Praticar. Pode sair daqui uma bela merda, mas e depois? Se não tentar, nunca saberei. 

E tu? Tens saudades de alguma parte do que já foste? O quê? 


quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Destralhar vs. o que compramos

Há já uns dias que há algo que não me sai da cabeça. Isto, possivelmente veio de algum post no instagram ou coisa do género, onde muito se falava de destralhar, destralhar... Ando com dúvidas persistentes. Eu, apologista do destralho, penso: quanto lixo não mandamos nós para a lixeira sem saber que fim terá? Só porque saí da nossa casa, não quer dizer que deixe de existir, certo?

Cada vez estou mais certa que, pelo menos cá por casa, o futuro passa, cada vez mais, pelo reaproveitamento daquilo que ainda está bom de se usar (transformar, se necessário) e apesar de por vezes ser uma luta interior resistir a comprar novo, a nossa escolha recai geralmente por comprar usado. Não nos faz nenhuma confusão, principalmente quando há coisas tão bem estimadas.

E até os miúdos já estão treinados, adoram ir ao mercado das velharias. Primeiro porque conseguem comprar mais do que nas lojas de produtos novos, e para eles é uma felicidade, porque nunca sabem o que vão encontrar, a própria ida às compras é uma aventura em si.

Se fico com mais tralha em casa (em relação aos miúdos?!), sim, ficamos, mas é uma tralha temporária. Volta e meia reciclamos os brinquedos e doamos os que estão bons. Raramente mandamos este tipo de coisas para o lixo, só quando estão mesmo num estado em que não servem para brincar.

É que sinceramente, destralhar parece ser uma moda, mas destralhar para depois voltar a encher a casa com um monte de coisas, para voltar a destralhar dentro de uns meses porque já não estão na moda - como tenho visto por ai, não me faz lá muito sentido... era isto!

terça-feira, 15 de junho de 2021

Mudar


Oficialmente, hoje seria o último dia no meu local de trabalho, porém o patrão vai passar por uma pequena cirurgia e pediram-me para ficar até ao fim desta semana. Assenti. Há dois meses atrás achei que era altura de cerrar o círculo, mudar, fazer mais daquilo que me faz feliz e deixar para outros aquilo que (estando a passar por uma grande mudança também) já não fazia sentido para mim... e que grande peso me saiu dos ombros quando o fiz. 

Larguei o trabalho para ter novamente mais tempo, cabeça e disposição para os meus filhos, pois onde estava, essas características estavam a esvair-se. Mas não só para os meus filhos, na verdade foi muito por mim também, por alguma paz e sanidade mental, para combater níveis de ansiedade que não tinha conhecimento de ter tido antes. 

Saí, sem um plano ainda definido para os próximos tempos, mas com a certeza de que ainda assim não quero ficar parada. Quero seguir os sonhos que me enchem há tanto tempo. O meu lema, é um dia de cada vez, acreditar que as coisas acontecem quando têm de acontecer. Além disso, hoje mais do que nunca, sei perfeitamente onde quero estar. 


E tu? Estás feliz onde estás? 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Vir ao Mundo |Margaret Mazzantini|

 


Sinopse

Gemma deixa para trás a sua vida e entra num avião com o filho de dezasseis anos, Pietro. Destino: Sarajevo, uma cidade entre o Ocidente e o Oriente, ainda cicatrizada pelas feridas de um passado recente. À sua espera no aeroporto está Gojko, um poeta bósnio, velho amigo, que durante os dias festivos das Olimpíadas de Inverno de 1984 apresentou Gemma ao amor da sua vida, Diego, um fotógrafo que captava cenas de beleza estonteante nos reflexos de poças de água.
Este romance conta a história do seu amor, de dois jovens em tempos frenéticos e envelhecidos pela guerra. Uma história de amor tão apaixonada e imperfeita como apenas o amor verdadeiro pode ser, num ambiente contemporâneo e devastador do mundo em guerra e em paz. 

Há pouco mais de uma semana acabei de ler este livro. Adquiri-o numa feira das velharias pré-covid, e pela sinopse do mesmo fiquei interessada nele. Só no fim deste ano que acabou é que peguei nele, e não fazia ideia do quanto me ia tocar, do quanto iria sentir as palavras desta obra. 

A narrativa é absolutamente cativante, e a história em si é devastadora. Por entre as linhas revi pedaços de mim, dores e sentimentos que guardamos tão para nós mesmos, e que quando alguém os transpõe para fora, fazem com que se nos aperte o peito... mesmo que tenha sido tudo lá para trás, distante. 

A ação principal decorre na cidade de Sarajevo, num cenário de guerra, mas temos também uma imagem de como era a cidade antes, das suas gentes, e como se tornou alguns anos depois, como afetou quem passou por horrores que mesmo que nos sejam descritos ao detalhe, quem não esteve lá, quem não passou por isso não pode compreender. 

Há passagens tão brutais que dei por mim a suster a respiração, a ter que fazer uma pausa, engolir um suspiro ou outro em seco, para poder continuar. 

Lembrei-me muitas vezes de ser menina e ouvir falar desta guerra. Dos horrores que era uma guerra, e de ficar aterrorizada porque cheguei a ouvir o barulho ensurdecedor de (penso eu que eram) caças a sobrevoarem-nos. Na altura morava em Espanha, e não me perguntem porque conseguíamos ouvi-los de vez enquanto, mas aconteceu algumas vezes e toda eu tremia. 

Este livro é a história de Gemma, do amor da sua vida Diego. Mas é muito mais, com muitas outras histórias pelo meio, vidas cruzadas, dor e superação. Com um final surpreendente, deveras tocante. Não conhecia a autora, mas fiquei encantada pela sua escrita. Encontrei este belo resumo deste livro, eu jamais o descreveria tão bem. 

Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar.  Por aq...