sábado, 1 de outubro de 2016

E assim de repente

Eis que há uma série de coisas a decidir, a escolher e comprar. 

A casa, que na nossa ideia iria arrancar mas devagar, já que, supostamente, o pedreiro só lá ia aos fins de semana, arrancou com muita mais velocidade do que aquela que sonhávamos. O patrão do senhor tem o salário em atraso, por isso ele diz que enquanto não lhe pagar não vai trabalhar com ele, e entretanto vai avançando com a nossa obra. Melhor para nós, claro, e bom para ele também. 

Mas como já referi, fez com que tudo avançasse a uma velocidade que não esperávamos. 
Hoje diz-nos, comprem os bastidores, amanhã o pavimento, que vai começar a encher chão, e depois, os azulejos, não se esqueçam!

Passámos a semana a ver portas e bastidores. Pergunto-me se me vou descabelar na hora de as limpar, mas a verdade é que a casa é pequena e não tem a melhor iluminação num dos lados, por isso, e por grande influência desta onde minimalista que se anda a apoderar de mim (e também porque maridão sempre foi aférrimo do minimalismo na decoração) a nossa escolha recaiu nas portas brancas, para transportar mais a luz e deixar o ambiente mais leve. Se foi um erro, só o tempo o dirá. 

Comprámos as portas na quarta ou na quinta e segunda temos de ir trocar uma delas, porque apesar de as termos comprado segundo indicações do pedreiro, uma delas acabou por ser larga demais e temos de a trocar por uma mais estreita. 

O pavimento já o tínhamos escolhido há algum tempo atrás, quer dizer, já tínhamos andado a sondar e sabíamos muito bem o que queríamos encontrar. Esta semana foi só confirmar se ainda tinham o que tínhamos visto e o valor. 

Quanto aos azulejos para a casa de banho e para a cozinha, ainda não tínhamos muito bem a certeza daquilo que queríamos. Assim que fomos ver o que havia disponível até ao valor máximo por metro quadrado que achei adequado ao nosso orçamento. Depois de ver as cores, os tamanhos, etc, chegámos à conclusão que não queríamos nada muito elaborado e mais uma vez, em branco. 

 Concluí que gosto mesmo de azulejos de 25x50cm colocados na horizontal. E foi desse tamanho que escolhemos os azulejos para ambas as divisões. Para a casa de banho um branco com relevo mas sem frestas para não acumular porcaria, e para a cozinha um branco sujo que por acaso estava em promoção. Todos de primeira, claro! O chão será escuro (mais do que parece na foto), por isso não queríamos carregar demasiado nas paredes, mesmo porque teremos uma parede toda ela pintada com ardósia na cozinha! 


O que acham das nossas escolhas? 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Dizem que é época

daqui
De gripes e constipações. E eu pela segunda vez no mesmo mês fiquei doente. Caramba! Ando com o sistema imunitário a modos que um bocadinho fraquito, não? Começou ontem à noite de repente! Mesmo de repente, tinha o nariz a escorrer e logo depois estava toda entupida. 
Hoje foi altura das tonturas cada vez que me agachava para alguma coisa lá no trabalho,a cabeça a latejar, dores no corpo e garganta arranhada. Ninguém merece, mas muito menos mães, com miúdos pequenos dos quais temos que cuidar mesmo nestas condições!!! 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Mercado das Velharias

Já aqui vos tinha dito que gosto muito dos mercados de velharias, mesmo que muitas vezes volte para casa de mãos a abanar. Pois bem, este fim de semana fomos a um aqui pelas redondezas. Levei marido e crianças atrás e já sabia que não ia conseguir ver tudo como queria, ainda assim, consegui percorrer todo o mercado embora a passo mais rápido do que aquele que gostaria e ainda encontrei umas coisinhas engraçadas que vos passo a mostrar. 


1. Casaco vermelho - 4€
Há imenso tempo (anos mesmo) que quero um. Raramente encontro algum e quando o faço (em lojas) ou é demasiado caro para aquilo que estou disposta a pagar, ou é demasiado grande, ou tem algum pormenor do qual não gosto (em certas coisas sou mesmo picuinhas e cada vez mais!). Também já pensei em fazer um, mas comprar o tecido ainda ficava mais caro e só de pensar na trabalheira. Assim que a minha esperança tem passado por encontrar alguma pechincha num destes mercados, ou n'alguma loja solidária. Hoje foi dia. Encontrei este quando já me ia embora. A rapariga vendia-o por 5€, mas mesmo sem negociar com ela, vendeu-mo por 4€. O problema dele? Falta-lhe um botão, por isso o mais certo é ter de comprar uns 8 e substituir os originais todos (o que vai ficar mais caro que o casaco mas vale a pena!). Além disso é um L e eu visto um S, mas é um L pequeno, só noto que me fica enorme nas mangas, por isso lá terei de as cortar um pouco. Mais uma vez, vale a pena. 

2. Sapatilhas para a miúda - 1€
Tanto eu, como ela gostámos imenso delas quando as vimos. E eram novinhas (deu-me a sensação que eram restos de uma loja), por isso comprei-as. O número ainda está acima do que ela calça, mas daqui a nada chega lá. Não me importo de guardar as coisas durante algum tempo quando sei que mais cedo ou mais tarde vão servir. 

3 - Os póneis - 1€ por dois e a senhora ofereceu o 3º porque não tinha a cauda 
A miúda gosta imenso de póneis, mas por aqui não lhe costumamos comprar muitos brinquedos. Vi-os numa outra banca, mas eram bem velhinhos e a senhora que os vendia achava que eram de ouro porque pedia muito mais do que eu estava disposta a dar por brinquedos mais do que usados. Perto da saída, já depois de eu ter arranjado o meu casaquinho, paramos nesta banca, onde os miúdos se maravilharam. Primeiro comprámos para ele, depois para ela. Ficou super feliz com os póneis. Chegou a casa, lavou-os com uma escovinha numa banheira de nenucos que comprámos no mesmo sítio (por 0,50€ já há algum tempo atrás) e secou-os com uma toalha. Tem brincado com eles o dia todo. 

4 - Carrinhos - 1€ por dois
O meu filhote tem uma loucura enorme por carrinhos. Não se cansa deles e quando escolhemos estes dois no meio de uma imensidão deles que estavam arrumadinhos numa manta no chão, os olhinhos dele até brilharam. 

O que eu não comprei
Uma mala/bolsa. Destralhei as minhas há umas semanas. Tinha imensas com um ar muito adolescente ainda (sim, ainda vinham desses anos), outras, já tinham o material danificado, marca dos anos que passaram por elas, por isso aproveitei fechos, fivelas, argolas e joguei fora. Fiquei com umas 3 de uso diário. Troco-as com pouca frequência, mas são todas elas demasiado casuais. E noto que por vezes nenhuma delas combina com o que visto, por isso queria uma coisa mais discreta, mais "adulta". A única que gostei mesmo no mercado, já tinha as alças a descascar, por isso foi um no, no,no! Alguns vendedores tentaram convencer-me a levar uma ou outra, "é só um euro menina!", mas não consegui. Não era exatamente o que queria, e trazer só porque só me custava um euro era ir contra aquilo que tento implementar cá em casa. Ia comentar isso com o marido, quando me diz, "claro, era só para acumular mais tralha!". 

E pronto, gastei 7€ no total. Eu fiquei feliz com uma coisa que queria há muito tempo, os miúdos ficaram felizes com algo do qual gostam imenso (e a melhor parte é que quando chegar a hora de nos desfazermos de mais brinquedos, não haverá aquela sensação de "mas gastei tanto com isto" que tanta gente que conheço se queixa. Ah, e ainda apostei em calçado para o futuro (hehe).


EDITADO:
Afinal foram 7,50€. Esqueci-me do macacão/vestido que comprei por 0,50€ porque tinha fivelas, e eu precisava de fivelas para uma peça que costurei para a minha filha! ;)
O mais engraçado é que só em casa fui espreitar o tamanho e é precisamente o meu. Experimentei e assenta que nem uma luva. E agora? Para quem vai as fivelas?! ahahaha 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Só para registar

daqui
que:
- o louceiro já foi
- a estante no corredor ficou reduzida a metade
- a cama de ferro, pfiiuuuuu voou para outras paragens
- a arca deveria ter iso atrás atrás 
- o móvel com rodas de tv que ocupava a minha mini varanda, e que ganhava pó há tanto tempo, encontrou finalmente um lar onde será muito acarinhado, mas que irá na segunda ronda com a arca (ocupa agora uma parte da minha entrada e fere-me a vista assim que chego mas é temporário, muito mais feriu durante o tempo que estava na rua). 

e eu (já): 
- sinto a minha casa mais leve 
(embora ainda tenha que arrumar as caixas que ficaram cheias de tralha e os dois móveis tenham que sair)
- parece que a casa aumentou com os detalhes a menos
- sinto-me orgulhosa por me ter despegado destes monos
- não quero nem pensar que tenho de destralhar bem destralhado o que há pelas caixas porque não tenho onde guardar metade das coisas. 

Quando essa tarefa estiver finalmente atingida, vou-me sentir muito, mas mesmo muito feliz!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Fim de semana (mais ou menos) produtivo

quem pode não adorar a Betty Boop?!

Sexta
Como só trabalho pela manhã, a sexta à tarde já sabe a fim de semana por aqui, mas não fiz nada. Preguicei a tarde toda, fui buscar a miúda cedo, mais tarde o miúdo e nem jantar fiz, trouxe-o o pai mais tarde. 

Sábado
Porém no sábado, não sei muito bem como, tendo os miúdos em casa, arregacei as mangas e voltei ao trabalho. Mudei os meus lençóis. Esvaziei uma arca de madeira - que tal como outros móveis que esvaziei antes, quero tirar cá de casa.  

Dentro da arca, guardava roupa do meu filho que ainda não serve e nem servirá tão cedo. Felizmente consegui fazer espaço no roupeiro deles para guardar tudo, ficou de fora o único saco de roupa dela que por lá estava também. Tudo casacos de inverno, quem sabe alguns deles já nem sirvam e possam sair de casa em breve. 

E sim, ela tem suficientes para o próximo inverno, por isso fico feliz de ir tirando mais umas pecinhas e passá-las a quem precisa delas. Dá um nó quando por algum motivo, gosto mesmo muito de uma peça ou outra, e isso também já lhe começa a acontecer a ela, mas quando não serve, ambas conseguimos largar com certa facilidade. Ela compreende que há outra menina que vai ficar feliz por recebê-lo e eu fico super orgulhosa da minha menina. 

Mais cedo, estivemos ambas a experimentar calçado nela - ele não tem paciência para essas coisas, é gajo, terá de ser à medida que for calçando. A maior parte do calçado do ano passado serve. Quando começou o verão despachámos logo aqueles que estavam a ficar pequenos, e só ficámos com aqueles que serviam mas que estavam ainda largos ou um pouco grandes mas que ela conseguia usar. Só tirámos dois pares para doar. 

Pensei em começar a ver as roupas também, principalmente porque os miúdos não têm calças de treino à mão e já começa a saber bem roupa mais confortável e menos fresca (se bem que por cá, desde que haja sol, está calor ainda!). Quanto à roupa de verão há uma quantidade dela que nem vale a pena guardar, de certeza que não chega ao próximo ano, outra que sim, mas pelo menos dela, serão poucas, estou certa.

Tirando isto da roupa e calçado deles, e ter esvaziado a arca, ainda dobrei dois cestos de roupa lavada - que não arrumei logo no sítio (eu só passo a ferro na hora de vestir, não tenho paciência para ficar horas a passar a ferro). Destralhei duas prateleiras do meu quarto de costura, tirei um saco xxl com um dos meus manequins de exposição, uma cabeça de cabeleireiro que usava há tempos como modelo para os meus acessórios de cabelo, alguns projetos manuais que comecei há imenso tempo e que nunca terminei e mais algumas coisas que fui enfiando para lá. 

Enchi uma máquina de loiça, e (vergonha!) era tanta que nem coube toda de uma vez só. Deixei o resto para o dia seguinte. À tarde ainda fomos a um aniversário e estava cansada demais para me dedicar a mais uma máquina de loiça. Loiça e roupa (sujas) são dois monstros horrorosos que crescem à velocidade da luz por aqui. 

domingo
No domingo voltei a ficar um bocadinho mais preguiçosa, mas ainda fiz umas coisas. Retirei e arrumei a loiça da máquina - geralmente é coisinha para ir ficando até precisar da loiça e ir lá buscar diretamente. Recolhi a roupa da corda, dobrei e guardei. Ainda fiz mais uma máquina de roupa e estendi a mesma. Dei voltas aos sacos de roupa guardados do miúdo, precisa de calças de treino e não tinha nenhuma de fora, sabendo que havia qualquer coisa num daqueles sacos, lá me mentalizei e joguei-me a ele. Tive sorte e acertei logo ao segundo saco.

Consegui também, enquanto arrumava a roupa dobrada - dar logo uma vista de olhos pelas roupas de verão deles que já não passam ao próximo ano, retirei-as e meti em sacos para doar. As dele saem ainda hoje de casa, as dele, possivelmente amanhã.

Há algum tempo que ando com a ideia de fazer uma casa de bonecas para a miúda, reciclando cartão, daquele das caixas. Há tempos tinha pedido algumas caixas à rapariga do café aqui do lado e tinha-as guardadas. Espalmadas não ocupavam muito espaço, mas ainda assim ocupavam algum, principalmente na minha visão. Foram parar à reciclagem, claro! Onde trabalho tenho facilidade de arranjar cartão e quando pensar mesmo na casa de bonecas, logo trago algum para usar na hora.

E pronto, foi isto. 

sábado, 17 de setembro de 2016

Destralhando |CAOS|

Digamos que neste momento, caos é realmente a única palavra que me vem à cabeça quando penso na minha casa. E destralhar - mais - é, o grito cá dentro. Há vários dias que tudo se acumula por diversos motivos, e depois nem sei bem por onde começar. O marido até já me perguntou se não quero arranjar alguém que me ajude pois ando completamente stressada com o este caos, mas tenho esperança de o começar a domar agora que os miúdos estão ambos na escola/creche. 

Há um par de semanas, decidi que o ideal seria reduzir o número de móveis cá por casa, e consegui mandar uns dois para fora. Depois esvaziei uma estante de escritório, que aguarda a sua vez de sair também, no entanto nestes dias tenho pensado em manter a parte de baixo, que é fechada com portas. Ando aqui a tentar convencer-me que não é necessário. 

O problema desta ideia, é que para esvaziar os móveis que não quero mais em casa, tirei tudo o que tinha neles e enfiei dentro de caixas de papelão que me ferem a vista quando passo por elas. Muito do que contêm é papelada, que quero destralhar, mas dá-me sempre uma grande dor só de pensar em o fazer. 

Um familiar quer um dos móveis, ou dois. Estou desejando que os venha buscar para ficar com o espaço livre e reorganizar as peças que ficam, principalmente porque são do quarto de costura, que é a zona mais caótica da casa neste momento, e todo esse caos não me dá vondadinha nenhuma de  trabalhar nele, e não pode ser. Diz essa pessoa que vem esta segunda. Já falta pouquinho. 

a primeira estante já saiu do corredor, consegui arrumar os livros na sala e passei-a para dentro do roupeiro do quarto da costura onde arrumei alguns dos meus tecidos e livros técnicos. A sapateira do meio, passei para a entrada. A estante ao fundo, já esvaziei, é a que não consigo decidir se fico com a parte de baixo ou não. O saco de papel no chão, ao fundo tinha roupa para doar e já foi. 

 este é o meu quarto de costura, está ligado à cozinha e foi usado como sala de jantar durante muito tempo, por isso, está ai um frigorífico também. Hoje já estava bem mais caotico do que na foto. Ao fundo, vêe-se uma arca de madeira com imensa tralha em cima. Já a esvaziei e está agora no corredor no lugar onde estava a sapateira, mas é temporário. O destino dela é sair de casa também. 

O louceiro, aqui ainda cheio de tralha, está vazio e pronto para ir para uma nova casa. Vou ficar tão feliz quando o vir sair. É verdade que guarda muita coisa, mas quanto mais espaço tenho para guardar, mais tendência em guardar tralha que não preciso. Assim, sou obrigada a cortar naquilo que já tenho para fazer com que fique tudo organizado. 

Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar.  Por aq...