quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Escapadinha em Agosto

Comecei 2020 a passear com a minha família, e tínhamos planeado férias a quatro em Junho. Mas depois... COVID! O marido teve que fechar o estabelecimento durante umas semanas, já eu, acabei por tirar praticamente todas as minhas férias, porque pelo contrário, ainda tivemos mais trabalho. Assim que, após tudo isto, toda e qualquer esperança de férias foi à vida. No entanto após voltarem ao ativo, as coisas correram bem pelo trabalho dele e decidiram fechar dois dias em Agosto para descansarem um pouco também desta loucura, e esses dias foram a última sexta e sábado de Agosto, sendo que domingo, é o dia normal da folga. Já as minhas são ao fim de semana, por isso, depois do almoço na sexta, lá fomos nós, contentinhos, aproveitar uma escapadinha merecida. E em vez de ser a quatro, foi a cinco, levámos a mina mãe também. Desta vez escolhemos o Moinho da Asneira para ficar, ficámos logo encantados à chegada com a vista. O nosso apartamento A Casa Lagoa II fica mesmo em frente à Lagoa, e ainda com vista par ao rio. 


Conforme a noite foi caindo, a vista ficou mais encantadora com as luzes que percorrem o caminho da entrada até à receção. A noite estava bem fresca, mas soube bem aproveitar a varanda, enroladas, eu e a minha filha, a apreciar aquela calma, aquele silêncio, e a beber um chá. 


No dia seguinte - sábado - aproveitámos para explorar a propriedade, e disfrutar um pouco da piscina, mais os miúdos, porque havia um limite máximo de três pessoas na piscina de cada vez. Eu aproveitei para apanhar um banho de vit.D, e a vista para o rio Mira. 


A quinta, onde se situa o Moinho da Asneira, tem recantos maravilhosos, desde os jardins bem cuidados, à vista na parte mais alta onde se encontra a piscina, mas eu achei este passadiço, ou lá como se chama, super interessante. Fomos até lá ao fundo com os miúdos. Ela não reclamou muito, mas ele fartou-se de choramingar com medo assim que aquilo começou a abanar, poucos metros depois de entrarmos. A avó, que tem pânico da água não nos acompanhou. 


Pela tarde, saímos e fomos visitar a praia do Farol, onde já tínhamos estado no ano anterior. Bem que procuramos as pedras que também empilhamos e deixámos lá nessa primeira vez, mas não a descobrimos. Notei que estavam muitas mais, principalmente no local onde creio que deixámos a nossa. Este ano não o fizemos. Não estavam muitas disponíveis por perto, e o miúdo estava muito eléctrico, com medo fiquei eu que ele mandasse tudo aquilo abaixo. Fazer praia então, ficou mesmo fora de questão, imenso vento e muito frio, tiraram-nos logo essas ideias. 


No dia seguinte, a minha irmã, marido e filhos, pegaram nas motas e foram-nos encontrar em Milfontes para o almoço, mas antes disso, saímos cedo, subimos um bocadinho no mapa e ainda fomos visitar o Forte do Pessegueiro, onde ainda não tinhamos ido antes. Adorámos todos, mas mais uma vez, o vento gelado e forte estragou "a festa" e os miúdos depressa quiseram voltar ao carro. 


Almoçámos e fizemos caminho para sul. Passámos por Aljezur por onde vagueamos por algumas ruas. O ano passado, quando fomos de férias em Junho, também descemos por Aljezur e visitámos o castelo, assim que este ano não fomos até lá acima, e escolhemos conhecer melhor as ruas perto da ponte. Adorei imenso alguns dos recantos, que de certo guardam histórias únicas em cada um deles. 


E acabou aí a nossa escapadinha. Metemos caminho pela autoestrada, deixámos a minha mãe em sua casa e home sweet home, para onde voltar é sempre aquela sensação boa. 

Correu bem, mas vi jeitos de nem sequer poder abalar. É que na véspera da partida até de cama fiquei. Agosto foi muito difícil para mim, um dente que me deu bastante trabalho, dores terríveis, e depois devido à medicação, foram o estomâgo e os intestinos que sofreram. Cólicas estomacais e diarreias intermináveis, e na tal da véspera, uma bela tarde inteira de febre. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Mais um resumo das minhas leituras

O que é que têm andado a ler por ai? Sinto-me um bocado parva a fazer esta pergunta, pois ultimamente, este blog mais parece um depósito de monólogos que ninguém ouve (lê!). Agora a sério, ainda aparece alguém aí desse lado para me ler, ou voltei aos primórdios das minhas andanças pelos blogs, quando basicamente escrevia para mim?! Enfim, isto para dizer que venho falar dos livros que andei a ler este ano até aqui. Para, mais que não seja, manter um registo escrito das minhas leituras, como sempre gostei de fazer. 


Então, após ter lido este (que menciono em último lugar nesse post), comecei a ler "Factos Memoráveis da História de Portugal" de Luís António de Almeida Macedo no início de Março. Só o fui terminar quatro meses depois. Pelo meio, li "Vida Depois da Vida" de Raymond Moody, Jr. Não foi a primeira vez que o li, já o tinha feito há uns anos, mas não pude deixar de o fazer quando o encontrei em casa dos meus pais, precisamente quando lá fomos para enterrar o meu pai. O livro, emprestei-o a ele há vários anos, esse e outro sobre o mesmo tema, estavam lá os dois. Comecei por folhear algumas passagens e depressa me vi a iniciar a leitura do início e não parei até não ter terminado. 


Não deixa de ser curioso, o primeiro livro que li em 2020 ter sido "Vida Depois da Morte"... lembro-me de sublinhar várias passagens e partilhá-las com a minha colega porque a mãe estava muito doente e ela apavorada com a possibilidade da sua morte. Mas as coisas, mesmos as mais banais, não acontecem por acaso. Este livro apareceu-me por acaso, como se adivinhasse que eu ia precisar do amparo que me deu, ou do preparo, podemos dizer assim. Quando o li, ainda não fazíamos ideia que em apenas dois meses íamos descobrir que o meu pai estava tão mal, e que a sua partida seria tão breve. E depois, curioso encontrar numa gaveta os dois livros em sua casa. 

Acima, alguns dos livros da editora Alma dos Livros. Tenho vários dos que aqui se apresentam, em lista de espera na prateleira.

Depois dessa rápida leitura, voltei ao livro que tinha começado antes, onde recordei alguns dos grandes feitos na história do nosso país, e aprendi sobre muitos outros dos quais nem tinha conhecimento. É isso que me atraí na história, é que há sempre tanto para nos ensinar, tanta coisa por descobrir e aprender. Tenho mais dois livros sobre história em Portugal, tal como este, da editora Alma dos Livros, que estou mortinha por ler, mas para já, continuam na lista, porque adquiri relativamente há pouco tempo uma série de livros novos - não comprava tantos há uma eternidade - e claro, a lista está grande. Gosto de intercalar temas, possivelmente, vou ler um desses dois a seguir, agora que penso nisso. 

E por fim, o último que li do principio ao fim, foi este aqui acima, "ZEN - A arte de viver simplesmente" de Shunmyo Masuno" e foi-me oferecido no meu aniversário em Outubro. Basicamente, é um manual com 100 práticas Zen para as diversas áreas da nossa vida. Posso dizer, que com o tempo vim a implementar muitas delas, mesmo que não seja de uma forma muito marcante. A verdade é que, conforme ia avançando nestas práticas, senti que também eu de alguma maneira vou entrando num bom caminho... um caminho com muito terreno para lavrar ainda, mas que vai avançando, e que vai melhorando muito, para que os meus passos nesta minha passagem por cá possam ser mais firmes e assertivos à medida que avanço. 

Para 2020 tinha como objetivo ler 12 livros. Estamos no fim de Agosto e eu li quatro até aqui... com mais um que vai a meio. Levo algum atraso, mas ainda não perdi a esperança de recuperar. Nem que seja para ter alguma coisa que corra bem neste ano desgraçado. 

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Primeiros dentes definitivos


O meu mais novo já perdeu os seus dois primeiros dentes de leite. Há umas semanas queixou-se que lhe doíam os dentes da frente (inferiores), fui ver se abanavam, mas nada. Porém continuava a dizer, volta e meia, que estava a doer. Nunca mais me lembrei disso até que há poucos dias voltou a queixar-se e a dizer que tinha um dente a abanar. Fui lá mexer e tinha mesmo, na verdade dois, o direito mais que o esquerdo. 

Mais um ou dois dias passaram e reparei que por detrás do dente do lado já estava um definitivo a romper, e nem sequer era esse que abanava mais. Acabou por engolir o dente sem se aperceber, há duas semanas. Hoje, enquanto eu estava a trabalhar, recebi uma foto do pai com o segundo dentinho. Finalmente vai receber a visita da fada dos dentes, ele estava tão ansioso por ela com o primeiro, mas ao engolir, não houve dente para a fada vir buscar. 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Só para registar

Que no dia do seu 6º aniversário, o meu menino acordou com o seu primeiro dentinho a abanar. Vamos ver se não leva quase um ano a cair como o primeiro da mana. Ele ficou elétrico com a novidade, afinal, finalmente irá receber uma visita da fada dos dentes.


sábado, 6 de junho de 2020

13-01-1955 ---- 22-05-2020

daqui
Há coisas que custam a sair para fora, que ficam presas na garganta. Dizer "o meu pai morreu" é algo que me vi forçada a dizer frequentemente ultimamente. Custa a sair, parece tão irreal. Depois de três semanas internado, a sentir-se abandonado, porque por culpa deste covid desgraçado não se podiam fazer visitas ao hospital, lá voltou uma semaninha para casa. Serviu essa semana para uma despedida que sabíamos que viria mais tarde ou mais cedo, só nunca pensámos que seria tão cedo. Passada essa semana, voltou para as urgências, onde umas horas depois, já na madrugada, o seu corpo sucumbiu à doença. Mais um que nos foi arrancado pelo cancro. 

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Destes Dias #25

Como passa o tempo. A última vez que publiquei foi logo nos primeiros dias da quarentena, quando ainda havia alguma esperança de isto não demorar tanto tempo. Passou tão rápido e ao mesmo tempo parece que levou uma eternidade até chegarmos aqui. 

Neste momento estou a pouco mais de meio de mais 15 dias de férias, mas o sítio onde trabalho nunca chegou a fechar, embora tenha alterado o seu horário de funcionamento) e claro, para a semana já volto ao trabalho. 

Estes dias têm sido uma montanha russa de emoções, e não tem sido só porque estamos de quarentena. Há uns posts atrás já tinha comentado que o meu pai não estava muito bem, e acabou por ser internado há quase duas semanas. Por conta do covid não são permitidas visitas no hospital, aliás, os dois primeiros dias foram desesperantes porque não o autorizaram a ficar com o telemóvel, e não conseguíamos contatar o hospital. Ou melhor, só nos atendiam a horas em que os médicos já não estavam e não nos podiam dar informações concretas do que ele tinha. Andávamos num desespero só, porque entrou com uma coisa nas urgências e quando tentávamos saber de alguma coisa, diziam-nos que tinha dado entrada com outra. Enfim, neste momento está estável, e aguardando o resultado dos exames. 

Sinto-me cansada. Mais do que o normal. O marido teve que fechar o café ainda em Março e desde então que está em casa. A minha carga doméstica aliviou muito porque estando em casa, ele ajuda imenso, até aprendeu a cozinhar para além de massa com atum... a sopa dele é melhor que a minha! Mas sinto-me cansada ainda assim. 

Quando estou a trabalhar, é o não-pára-nem-para-respirar, não dá, temos uma pessoa (de três) a menos, um horário reduzido e uma maior procura. Entretanto, como costuro, tenho recebido imensos pedidos de máscaras (ainda antes de se achar que se calhar até devíamos usar todos) e dias houve em que eu chegava do trabalho, almoçava e passava o resto do dia a tratar desses pedidos, literalmente o resto do dia, fazia uma pausa para jantar e voltava ao trabalho. Agora cortei com isso, aprendi a dizer não, caso contrário rebentava. Continuo a fazer algumas, mas acima de tudo, quis voltar a costurar as coisas que me entusiasmam mais, principalmente agora que o uso se tornou obrigatório e supostamente é fácil de encontrar no mercado. 

Juntou-se entretanto a escola em casa para a mais velha e o entreter o mais novo para deixar a irmã estudar. Os meus, gostam de estar em casa, aqui, não estão completamente fechados em casa, têm rua, têm campo para brincar... e têm-se um ao outro, noto-os mais amigos. Por eles, e nas palavras deles, a escola seria sempre assim, em casa. 

quarta-feira, 18 de março de 2020

Quarentena



Não há como não falar do assunto do momento. O covid-19, como é óbvio. Afinal, estamos todos metidos no mesmo barco. Pergunto, como tem sido por ai? 

Por cá não temos uma quarentena integral. O pai, continua a trabalhar fora, eu trabalho alguns dias fora, outros em casa, e os miúdos esses sim, estão em casa desde o dia 13 (sexta-feira). 

Ficar em casa com duas crianças não é fácil, temos que assumir todos os papeis ao mesmo tempo. Em primeiro lugar, temos que lidar com as emoções, temos que saber explicar aos nossos filhos o que está a acontecer e porque é que não podemos ir aqui ou ali. 

Depois, temos trabalho para fazer em casa (alguns de nós), temos que alimentar a família, - que, fechada em casa todo o dia, parece não conseguir pensar em mais nada - , temos as tarefas domésticas normais, temos que ter tempo para entreter os miúdos. 

«Ah, aproveitem para ler, meditar, fazer isto e aquilo»... de certeza que isto não é para os pais com crianças pequenas em casa, pois não?! Mas, é o que há. Chegamos ao fim do dia estafados, mas a fazer os possíveis para que tudo corra da melhor forma. 

Por aqui, temos mais ou menos uma rotina. Nos dias que estou em casa, faço a parte escolar logo pela manhã, depois mando-os brincar na rua (temos a sorte de morar no campo, por isso não estamos confinados a quatro paredes, o que ajuda muito!) enquanto faço o almoço. Andam de bicicleta, correm, saltam, gritam um bocadinho... Nos dias que não estou (que é só pela manhã), o pai faz ginástica com eles, e a escola passa para a tarde. 

Depois do almoço, arrumamos a cozinha, fazemos tarefas, fazemos uma actividade, brincamos. Um pouco mais tarde, dou-lhes os tablets* e deixo-os um bocadinho por lá. Aproveito para trabalhar se tiver trabalho para fazer. Faço o jantar. Vemos tv juntos (adultos) enquanto eles lêem livros, ou se entretêm juntos. 

E por ai? Como gerem os vossos dias nestes tempos difíceis para todos? 

* Normalmente só os têm aos fins de semana, mas esqueçam lá isso. Se até os adultos recorrem que nem loucos aos eletrónicos nestes dias, como dizer que não? Procuro isso sim, que antes façam os trabalhos escolares e outras atividades antes dos ecrãs. Quero que saibam que não são a prioridade. 

Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar.  Por aq...