segunda-feira, 5 de outubro de 2020

desafio: 3 meses sem compras


Tenho um novo desafio para mim - e para ti também se estiveres prepradado/a e com vontade para isso. Vou já dizer-te no que consiste e como cheguei lá. Até ao fim deste ano (daí os 3 meses) acabaram-se as compras de roupa e tecidos cá por casa. Temos todos mais do que suficiente, e se faltar alguma coisa, vou ter que a fazer eu - claro que esta parte do desafio só serve para quem sabe costurar! E é só isto, normalmente, as minhas exceções nestes desafios são: roupa interior, e algo que precise mesmo ser trocado (tipo bata do trabalho, ténis para escola, roupa interior (embora tenha feito as últimas dos miúdos)... 

Então e como é que cheguei a esta brilhante ideia? Leiam o testamento que já lá chegaremos. 

Depois de me lamentar da falta de publicações nos blogues de ontem, andei à procura de alguns que me interessassem ainda, que falassem diretamente aos meus interesses e me cativassem. Não é fácil, há sempre demasiada publicidade, os blogues que continuam ativos estão cheios de publicidade a algum produto e/ou serviço que pretendem vender. É tudo negócio e é por isso que fui deixando de seguir muitos dos que seguia. 

Saltitei de um para outro e acabei por passar algum tempo a ler umas publicações sobre destralhar no blog Happy Simple Mom. O que li fez sentido para mim, e fui ficando, abrindo uma atrás de outras. É que passei a sexta e o sábado a destralhar cá por casa também, e fiquei com o bichinho de destralhar mais novamente. Ando quase sempre nisso, bem sei, é uma constante, mas ainda há sítios da casa, onde coisas se vão acumulando. 

Está mais que visto que perdi um bocado o controlo naquilo que compro, e ultimamente andei a comprar mais do que precisava só porque sim, porque podia e me apetecia mimar-me com compras. Não que seja uma compradora compulsiva, mas há uns anos ganhei o hábito de comprar muito pouco, e agora já me estava a esticar comparando comigo mesma. 

Bem, isto para dizer que ao ler este blogue que vos falei acima, tropecei com este artigo que ressoou imenso na minha cabeça, é que em Agosto, desafiei-me a comprar apenas e só o necessário, no geral. A coisa correu bem, mas eu andava era mesmo com vontade de fazer um ano sem comprar roupa como aliás já fiz uma vez (menciono esse desafio aqui, num outro cantinho também meu).

Nestes dias fiz a troca das roupas de estação e fiquei a cismar com isso. A minha roupa está mais controlada - embora tenha comprado muita o ano passado, mas a dos miúdos assoberba-me um pouco. A miúda destralha com facilidade e o miúdo pouco voto tem na matéria, sendo eu quem controla o que fica e o que vai, na dúvida ele dá a opinião dele para ajudar. O problema é que dão-nos muita roupa, da qual gostamos muito e vai tendo uso. Depois, eles partilham aquele mini quarto que já mal dá para um, quanto mais para os dois. Não vejo a hora de se resolver esse problema.

Assim que, faz todo o sentido começar novamente o desafio no que toca a novas roupas. Até ao fim do ano não entra mais nenhuma (vou já dizer que vamos fazer uma exceção: a miúda precisa de um robe novo e não compensa nada fazê-lo eu, assim que em principio isso vamos comprar, mas é isso e ponto). Nesta troca de roupa já destralhámos algumas, e tenho a certeza que conforme as forem experimentando, algumas estarão curtas, ou não vão gostar de ver, enfim, o mesmo de sempre. 

Em relação a tudo o resto, fora do departamento da roupa terá que ser bem pensado e repensado antes de ser feita qualquer compra também, mesmo sem ser o foco do desafio. Não é uma questão de me privar de nada, e sim evitar o acumulo desnecessário de tralha cá por casa. É que depois sou eu que tenho de lidar com toda essa tralha. 

domingo, 4 de outubro de 2020

quando todos escreviam nos blogues

Tenho saudades, - muitas saudades -  dos tempos em que as pessoas escreviam nos seus blogues, onde havia tanta publicação por ler que não conseguia chegar a todas. Sim, temos o Instagram, e o facebook, há muita partilha por lá, mas digam o que disserem, a partilha não é a mesma, a ligação não é a mesma. Tenho saudades dos anos de ouro dos blogues, dos conteúdos, e da inspiração que daí vinha. Lembro-me dos desafios, da partilha de informação e ajuda gratuita, que dávamos e recebíamos com alegria. Não eram os gostos ou os seguidores que importavam. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Regresso à escola


Se há coisa que tem ocupado as cabeças dos pais e mães esta semana, tem sido o regresso às aulas. Por aqui, a coisa não é diferente. Como criatura precavida que sou, tirei estes 3 últimos dias da semana de férias - é que, até parece que adivinhava.
Ora, eu tenho dois filhos. Um de seis anos que entrou este ano para o ensino básico, e outra de nove que passou para o quarto ano. As reuniões de pais, marcadas em cima do joelho, foram ambas ontem, a dele, marcada para as 10h50 só começou às 12h e pouco e quando saímos da mesma já passavam alguns minutos das 14h. A dela, atrasou-se uns meros minutos, e também levou menos tempo.

Ambos têm professoras novas. Ele por ser o primeiro ano; ela, porque por motivos de doença, a professora dos três últimos anos não está a dar aulas, embora continue lá pela escola. Já conhecia ambas as professoras de vista, pois morei durante muito tempo perto da escola e cruzava-me com elas no café local.

Gostei imenso do discurso de apresentação de ambas as professoras, e senti-me um pouco aliviada, principalmente pelo meu pequeno. Pareceu-me que a senhora tem aquela sensibilidade necessária para se conseguir ter tudo do meu pequeno - coisa que não aconteceu com a educadora do pré-escolar e tivemos um arranque bem complicado.

Felizmente a câmara da nossa cidade, oferece os materiais escolares aos miúdos: cadernos, cores, canetas, colas, lapises, borrachas, afia, livros de atividades, cartolinas, pastas, réguas, plasticina, enfim... há já um par de anos que no inicio do ano letivo trazemos um saco cheio de material, que ajuda e muito, no orçamento familiar.

Só que este ano, por culpa do Covid, esse material não nos foi entregue com antecedência como anteriormente, e apenas e só ontem. Ora, o que é que eu fiz o resto do dia? Sim, senhor. Etiquetar essa traquitana toda a dobrar, porque agora são dois (só penso naqueles pais que têm mais filhos 😖). Ah, e a miúda que precisava de um estojo com três compartimentos, só que não encontrei nenhum à venda e hoje achei que era boa ideia fazer um (ela adorou, já agora).

Forrar cadernos com papel plastificado ficou para hoje. Sim, podia só usar uma capa, mas esqueci-me de as comprar quando saí de casa, e depois, bem, não houve pachorra para voltar a fazê-lo. A tarde toda foi só para o estojo e forrar cadernos - que por aqui ainda os decoramos com recortes e desenhos.

Hoje foi o primeiro dia do mais novo. Ia entusiasmado e voltou super feliz. Foram apenas duas horitas e nem mochila levou hoje. Amanhã é que arranca a sério e vamos lá ver como corre. Ela está para lá de ansiosa e nem consegue adormecer. É uma ansiedade "boa", está feliz por voltar a ver os amigos, voltar a aprender. Sinto que o regresso às aulas chegou de rompante, com toda a informação ao mesmo tempo e que nem tive tempo de conversar com eles sobre a nova realidade do regresso à escola.

No entanto, estou tranquila. Concordo com a maior parte das medidas que a escola tomou para enfrentar este novo desafio. Temos que manter a calma, transmitir essa calma aos miúdos. Não podemos garantir que tudo vai correr bem, mas podemos ter esperança e acreditar que sim, não é? 

Escapadinha em Agosto

Comecei 2020 a passear com a minha família, e tínhamos planeado férias a quatro em Junho. Mas depois... COVID! O marido teve que fechar o estabelecimento durante umas semanas, já eu, acabei por tirar praticamente todas as minhas férias, porque pelo contrário, ainda tivemos mais trabalho. Assim que, após tudo isto, toda e qualquer esperança de férias foi à vida. No entanto após voltarem ao ativo, as coisas correram bem pelo trabalho dele e decidiram fechar dois dias em Agosto para descansarem um pouco também desta loucura, e esses dias foram a última sexta e sábado de Agosto, sendo que domingo, é o dia normal da folga. Já as minhas são ao fim de semana, por isso, depois do almoço na sexta, lá fomos nós, contentinhos, aproveitar uma escapadinha merecida. E em vez de ser a quatro, foi a cinco, levámos a mina mãe também. Desta vez escolhemos o Moinho da Asneira para ficar, ficámos logo encantados à chegada com a vista. O nosso apartamento A Casa Lagoa II fica mesmo em frente à Lagoa, e ainda com vista par ao rio. 


Conforme a noite foi caindo, a vista ficou mais encantadora com as luzes que percorrem o caminho da entrada até à receção. A noite estava bem fresca, mas soube bem aproveitar a varanda, enroladas, eu e a minha filha, a apreciar aquela calma, aquele silêncio, e a beber um chá. 


No dia seguinte - sábado - aproveitámos para explorar a propriedade, e disfrutar um pouco da piscina, mais os miúdos, porque havia um limite máximo de três pessoas na piscina de cada vez. Eu aproveitei para apanhar um banho de vit.D, e a vista para o rio Mira. 


A quinta, onde se situa o Moinho da Asneira, tem recantos maravilhosos, desde os jardins bem cuidados, à vista na parte mais alta onde se encontra a piscina, mas eu achei este passadiço, ou lá como se chama, super interessante. Fomos até lá ao fundo com os miúdos. Ela não reclamou muito, mas ele fartou-se de choramingar com medo assim que aquilo começou a abanar, poucos metros depois de entrarmos. A avó, que tem pânico da água não nos acompanhou. 


Pela tarde, saímos e fomos visitar a praia do Farol, onde já tínhamos estado no ano anterior. Bem que procuramos as pedras que também empilhamos e deixámos lá nessa primeira vez, mas não a descobrimos. Notei que estavam muitas mais, principalmente no local onde creio que deixámos a nossa. Este ano não o fizemos. Não estavam muitas disponíveis por perto, e o miúdo estava muito eléctrico, com medo fiquei eu que ele mandasse tudo aquilo abaixo. Fazer praia então, ficou mesmo fora de questão, imenso vento e muito frio, tiraram-nos logo essas ideias. 


No dia seguinte, a minha irmã, marido e filhos, pegaram nas motas e foram-nos encontrar em Milfontes para o almoço, mas antes disso, saímos cedo, subimos um bocadinho no mapa e ainda fomos visitar o Forte do Pessegueiro, onde ainda não tinhamos ido antes. Adorámos todos, mas mais uma vez, o vento gelado e forte estragou "a festa" e os miúdos depressa quiseram voltar ao carro. 


Almoçámos e fizemos caminho para sul. Passámos por Aljezur por onde vagueamos por algumas ruas. O ano passado, quando fomos de férias em Junho, também descemos por Aljezur e visitámos o castelo, assim que este ano não fomos até lá acima, e escolhemos conhecer melhor as ruas perto da ponte. Adorei imenso alguns dos recantos, que de certo guardam histórias únicas em cada um deles. 


E acabou aí a nossa escapadinha. Metemos caminho pela autoestrada, deixámos a minha mãe em sua casa e home sweet home, para onde voltar é sempre aquela sensação boa. 

Correu bem, mas vi jeitos de nem sequer poder abalar. É que na véspera da partida até de cama fiquei. Agosto foi muito difícil para mim, um dente que me deu bastante trabalho, dores terríveis, e depois devido à medicação, foram o estomâgo e os intestinos que sofreram. Cólicas estomacais e diarreias intermináveis, e na tal da véspera, uma bela tarde inteira de febre. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Mais um resumo das minhas leituras

O que é que têm andado a ler por ai? Sinto-me um bocado parva a fazer esta pergunta, pois ultimamente, este blog mais parece um depósito de monólogos que ninguém ouve (lê!). Agora a sério, ainda aparece alguém aí desse lado para me ler, ou voltei aos primórdios das minhas andanças pelos blogs, quando basicamente escrevia para mim?! Enfim, isto para dizer que venho falar dos livros que andei a ler este ano até aqui. Para, mais que não seja, manter um registo escrito das minhas leituras, como sempre gostei de fazer. 


Então, após ter lido este (que menciono em último lugar nesse post), comecei a ler "Factos Memoráveis da História de Portugal" de Luís António de Almeida Macedo no início de Março. Só o fui terminar quatro meses depois. Pelo meio, li "Vida Depois da Vida" de Raymond Moody, Jr. Não foi a primeira vez que o li, já o tinha feito há uns anos, mas não pude deixar de o fazer quando o encontrei em casa dos meus pais, precisamente quando lá fomos para enterrar o meu pai. O livro, emprestei-o a ele há vários anos, esse e outro sobre o mesmo tema, estavam lá os dois. Comecei por folhear algumas passagens e depressa me vi a iniciar a leitura do início e não parei até não ter terminado. 


Não deixa de ser curioso, o primeiro livro que li em 2020 ter sido "Vida Depois da Morte"... lembro-me de sublinhar várias passagens e partilhá-las com a minha colega porque a mãe estava muito doente e ela apavorada com a possibilidade da sua morte. Mas as coisas, mesmos as mais banais, não acontecem por acaso. Este livro apareceu-me por acaso, como se adivinhasse que eu ia precisar do amparo que me deu, ou do preparo, podemos dizer assim. Quando o li, ainda não fazíamos ideia que em apenas dois meses íamos descobrir que o meu pai estava tão mal, e que a sua partida seria tão breve. E depois, curioso encontrar numa gaveta os dois livros em sua casa. 

Acima, alguns dos livros da editora Alma dos Livros. Tenho vários dos que aqui se apresentam, em lista de espera na prateleira.

Depois dessa rápida leitura, voltei ao livro que tinha começado antes, onde recordei alguns dos grandes feitos na história do nosso país, e aprendi sobre muitos outros dos quais nem tinha conhecimento. É isso que me atraí na história, é que há sempre tanto para nos ensinar, tanta coisa por descobrir e aprender. Tenho mais dois livros sobre história em Portugal, tal como este, da editora Alma dos Livros, que estou mortinha por ler, mas para já, continuam na lista, porque adquiri relativamente há pouco tempo uma série de livros novos - não comprava tantos há uma eternidade - e claro, a lista está grande. Gosto de intercalar temas, possivelmente, vou ler um desses dois a seguir, agora que penso nisso. 

E por fim, o último que li do principio ao fim, foi este aqui acima, "ZEN - A arte de viver simplesmente" de Shunmyo Masuno" e foi-me oferecido no meu aniversário em Outubro. Basicamente, é um manual com 100 práticas Zen para as diversas áreas da nossa vida. Posso dizer, que com o tempo vim a implementar muitas delas, mesmo que não seja de uma forma muito marcante. A verdade é que, conforme ia avançando nestas práticas, senti que também eu de alguma maneira vou entrando num bom caminho... um caminho com muito terreno para lavrar ainda, mas que vai avançando, e que vai melhorando muito, para que os meus passos nesta minha passagem por cá possam ser mais firmes e assertivos à medida que avanço. 

Para 2020 tinha como objetivo ler 12 livros. Estamos no fim de Agosto e eu li quatro até aqui... com mais um que vai a meio. Levo algum atraso, mas ainda não perdi a esperança de recuperar. Nem que seja para ter alguma coisa que corra bem neste ano desgraçado. 

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Primeiros dentes definitivos


O meu mais novo já perdeu os seus dois primeiros dentes de leite. Há umas semanas queixou-se que lhe doíam os dentes da frente (inferiores), fui ver se abanavam, mas nada. Porém continuava a dizer, volta e meia, que estava a doer. Nunca mais me lembrei disso até que há poucos dias voltou a queixar-se e a dizer que tinha um dente a abanar. Fui lá mexer e tinha mesmo, na verdade dois, o direito mais que o esquerdo. 

Mais um ou dois dias passaram e reparei que por detrás do dente do lado já estava um definitivo a romper, e nem sequer era esse que abanava mais. Acabou por engolir o dente sem se aperceber, há duas semanas. Hoje, enquanto eu estava a trabalhar, recebi uma foto do pai com o segundo dentinho. Finalmente vai receber a visita da fada dos dentes, ele estava tão ansioso por ela com o primeiro, mas ao engolir, não houve dente para a fada vir buscar. 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Só para registar

Que no dia do seu 6º aniversário, o meu menino acordou com o seu primeiro dentinho a abanar. Vamos ver se não leva quase um ano a cair como o primeiro da mana. Ele ficou elétrico com a novidade, afinal, finalmente irá receber uma visita da fada dos dentes.


Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar.  Por aq...