quinta-feira, 13 de julho de 2017

Três Homens Num Barco



Já vos tinha dito como eu gostava de ler mais em 2017. Abrandei o ritmo quando comecei, em Março, a ler Três Homens Num Barco de Jerome K. Jerome. O livro foi-me oferecido por uma amiga e eu não tinha ideia das gargalhadas que ele ainda me faria soltar. 

Acima de tudo, este é um livro divertido. Juro que cheguei a gargalhar, literalmente em algumas passagens. O meu marido até me olhava de lado, tipo "pronto! a gaja passou-se de vez!".

Três amigos e um cão, decidem fazer uma viagem de barco pelo rio, mas digamos que nenhum deles é grande expert nas artes de navegação. As suas peripécias são mais que muitas e mantêm-nos entretidos e curiosos pelo que virá a seguir. 

Terminei este livro no fim de Abril, mas nunca mais me lembrei de vir aqui fazer esta publicação. Hoje foi o dia e em breve publicarei também sobre o livro que li a seguir. 

E as vossas leituras? Como andam? 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Um amor que sufoca



Quando fazes biquinho (pela enesíma vez!) ao teu filho mais novo, e te derretes quando ele já sabe o que isso é e te vai dar um beijo. Dizes-lhe "ti amo" como sempre, e ele responde "ti amo" também. 

Encheu-me assim daquele amor, aquele sentimento das mães, que nos sobe à garganta e até parece que nos sufoca de tão grande que é. Mas é bom. É feliz!

sábado, 8 de julho de 2017

#Destralhar


Acontece-me todos os anos. Depois das festas dos anos dos miúdos - que por sinal coincide sempre com fins de escolinhas e mais festas e tal e coiso - a minha casa acaba invariavelmente ainda mais caótica que o normal. Demoro a colocar tudo em ordem, confesso. Deixo tudo fora do lugar com esta minha mania de fazer com as mãozitas que tenho tudo o que uma festa precisa. Então tudo - ou quase vá - o resto fica ao seu abandono. 
E depois são as prendas que entram. Sacos para aqui e para ali, papel de embrulho, embalagens de cartão e mais plástico. Brinquedos novos espalhados, juntam-se com os velhos que ainda não foram retirados e guardados/doados. A minha sala não parece um infantário, porque esses tendem a ser organizadinhos, parece mais um templo de putos loucos varridos dos miolos. 

E eu deixo. Depois, começo a achar que já é demais, que fazer um pouco todos os dias não está a ser o suficiente, que tudo volta a ficar de pernas para o ar mais depressa do que eu consigo ir organizando. E depois... ah... depois dá-me os vipes! Mete-os a dormir cedo e só paro quando o corpo não aguenta mais. 

Ontem à noite foi assim. Destralhei cozinha, corredor, casa de banho, dispensa. E soube-me tão bem meter uma série de coisas em sacos e caixas para tirar cá de casa e voltar a ver pequenas espaços vazios novamente, desimpedidos da tralha que lhes vou arrimando aos poucos. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Destes dias #10


Agitados! Tenho ido buscar a miúda (quase) sempre às 15h, e aproveito para passar um tempinho só com ela o que nos tem feito muito bem a ambas. 

Temos um parque infantil novinho em folha nas redondezas (e que falta fazia já, e fazem ainda mais pela cidade) e já lá fomos um par de vezes com os miúdos que têm delirado com aquilo. É mesmo fixe, se eu fosse miúda fazia o mesmo.

Depois das notícias chocantes do fogo em Pedrogão, a semana passada apanhámos um susto aqui ao lado, quase à nossa porta ardeu uma pequena zona de eucaliptos, mas graças à rápida atuação dos bombeiros não houve grandes perdas, para além da flora ardida. Valeu-nos o susto. Nunca eu tive visto um helicóptero a sobrevoar tão perto da minha cabeça. Foi este helicóptero que apareceu logo que conseguiu controlar o fogo. Vale-nos ter o mar tão perto.

Fomos a um concerto infantil com os miúdos. E foi uma seca. Os insufláveis ficaram por encher por razões de segurança (devido ao vento forte), houve uma avaria eléctrica que atrasou o início do espectáculo e as filas para os putos pintarem as caras eram abismais só com duas pessoas a trabalhar. Uma treta portantos. Saímos de lá todos birrentos, os adultos, os miúdos, enfim... 

Fomos ver o ballet de fim de ano (letivo) da filha de uma amiga à semelhança do ano anterior, não sabia muito bem como é que o meu pequeno se iria portar, mas correu às mil maravilhas. Os miúdos adoraram e eu também. Assistimos a tudo num camarote privado, num teatro lindíssimo. 

Tenho lido novamente, depois de várias semanas a negligenciar as leituras. Não leio mais de 4-5 páginas todos os dias, mas assim aos poucos vou avançando. 

O meu mais novo foi num passeio a uma quinta pedagógica com a escola, e parece que correu muito bem. Não teve medo de nada nem de ninguém e pelos vistos "aprontou" que se fartou.

Fiz e entreguei os convites dos anos dos miúdos, e parece que no mesmo dia um coleguinha dela também vai fazer a festa de aniversário. No dia do aniversário dela, levei-lhe o bolo que me pediu, e fui buscar o irmão mais cedo para juntos lhe cantar-mos os parabéns com os amiguinhos na escola. Depois, levei-os a ambos a ver o Gru - O Mal Disposto 3 que ela tinha pedido para ver. Adorou, e foi a primeira vez do pequeno no cinema. Até correu bem. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

De coração pequenino


Eu, que deixei de ver telejornais há cerca de seis anos, sou sempre das últimas a ar das notícias. Isso aconteceu também com o incêndio de Pedrogão Grande. No sábado à noite fomos jantar com uns amigos e permanecemos sempre longe das redes sociais (onde geralmente acabo por acompanhar os acontecimentos mais falados da atualidade). O meu marido que se juntou a nós mais tarde, ainda comentou por alto, algo do género "lá para cima está um incêndio enorme"- Confesso que dei pouca importância. Todos os anos assistimos às mesmas situações, e a distância faz-se notar. Não o sentimos da mesma forma. 
Só no domingo à noite é que eu tive a noção do que estava efetivamente a acontecer, pois durante todo o dia também me mantive longe de redes sociais e notícias em geral. E fiquei com o meu coração pequenino! A não conseguir sequer imaginar o cenário. Tanta vida ceifada em tão pouco tempo! A força da natureza é avassaladora e impõe respeito. E a dor daqueles que ficam, os que perderam tudo, os que ainda lutam. A coragem dos nossos bombeiros, tão pouco respeitados e reconhecidos, que fazem de tudo em troco de praticamente nada. 
E deixamos de ter a ideia do "está longe", porque já diz o ditado que "longe da vista, longe do coração!", mas aqui não se aplica. Longe da vista, mas a quebrar o coração. A impotência de pouco se poder fazer para ajudar. Resta-nos fazer os possíveis, agradecer todas as ajudas que quem precisa tem recebido, e rezar, para que a tragédia não se repita, que Portugal pare de arder. Porque neste momento, a norte, a centro ou sul, somos todos portugueses e estamos todos a perder aqui. 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Saber parar


Ultimamente tenho-me desviado um pouco do caminho que quero e gostaria de seguir. A sensação de me estar a tornar cada vez mais incapaz de atingir os meus objetivos e desejos está mais presente em mim. Principalmente no que toca àquilo que eu quero ser e fico tão aquém. 

Quero ser mais presente para os meus filhos, mas realmente presente para eles e não uma figura que está lá mas sempre, sempre tão atarefada, ou a pensar no seu próprio umbigo. Já fui essa mãe que tanto desejo voltar a ser, mas parece que o cansaço fala sempre, sempre mais alto. 

Alguns dos meus projetos pessoais estão em stand-by porque simplesmente não encontro a motivação em lado nenhum. 

Quero destralhar mais, mas olho para as áreas cá de casa que precisam de intervenção e nem sei muito bem por onde começar (hoje por acaso andei a destralhar brinquedos partidos ou com peças perdidas, curiosamente fartei-me de pensar na minha mãe e na impressão que lhe faz eu livrar-me dos brinquedos dos miúdos, mas isto daria outro post). 

Por vezes penso se não estarei a exigir demasiado de mim? Não. Acho que não. O meu problema tem sido mesmo pensar em fazer muita coisa, mas realizar efetivamente, tem sido bem pouco. Perco demasiado tempo a imaginar, a planear, a projetar e pouco a realmente fazer. 

Pode-se dizer que ando desleixada, não seria mentira. E no entanto, pesa-me mais do que nunca a carga desse desleixo. Principalmente quando chego ao fim do dia rebentada e nem sei bem porquê. Há mesmo muito tempo que não chegava ao fim do dia com tanto sono e tão pouca vontade de fazer seja o que for. De tal forma, que muitas vezes olho para o lado, ignoro toda e qualquer tarefa, mesmo que urgente, e abandono-me ao conforto dos meus lençóis. 

E o pior para mim, é ver como este estado se arrasta há tanto tempo. Tenho alturas em que parece que finalmente estou a emergir, a ser um pouco mais < e u > novamente, mas depressa noto como volto ao mesmo lugar num piscar de olhos. 

Felizmente, desta vez, este sentimento não anda de mãos dadas com a frustração. Apesar de tudo, parece que finalmente começo a entender que, embora já longa, está é uma fase menos boa, que se der ao corpo o descanso e o que ele precisa poderei melhorar. 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dentes


A miúda andava a queixar-se de que lhe doía a gengiva... "Aqui atrás do dente, mamã!". O dente era o pré-molar inferior direito. Ontem ao jantar queixou-se outra vez e joguei o dedo lá dentro. Senti uma pontinha e estranhei. Fomos espreitar com uma luz mais forte e não é que já tem o primeiro molar a nascer?! Na verdade está praticamente todo de fora. Tinha ideia que estes vinham bem mais tarde. Ainda nem lhe caiu nenhum dos dentes de leite (tem o primeiro a abanar mas pouco e já há um par de semanas) e já temos o 1º molar. 

Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar.  Por aq...