sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Um horror

É o único que se me ocorre para descrever isto. Porque há coisas tão difíceis de aceitar... porque tenho dois filhos e moro num prédio, e vivo com um medo terrível que algo do género aconteça. 

Quando a mais velha tinha uns dois anos, apanhei um dos maiores sustos da minha vida, toda eu gelei, tremia enquanto me aproximava de uma janela para espreitar lá para baixo, com o pânico no rosto e o medo de a encontrar. Felizmente, o meu susto teve outro desfecho, foi só mesmo susto. 

Abri uma greta pequena da janela para a casa respirar um pouco enquanto fazia limpezas, ela pequenina andava por aqui e ali a brincar. Sai do quarto e quando voltei vi que a janela estava completamente escancarada e nada dela. E o silêncio. Felizmente ela abriu a janela, não sei se se assomou a ela, talvez o seu medo das alturas a tenha feito recuar, talvez não fosse mesmo a hora dela, mas quando finalmente a encontrei escondidinha e salva, voltei a nascer. Isto afetou-me tanto que nem consegui falar sobre isto com ninguém durante meses. 

Mais tarde, quando o meu mais novo era bebezinho, lembro-me de acordar em pânico, e procurar o meu marido, aninhar-me no seu colo em busca de conforto. Porquê? Porque tinha tido um pesadelo. Um pesadelo que me pareceu tão real que parecia estar mesmo em choque quando acordei. 

Resumidamente, nesse pesadelo, a minha mãe tinha caído do nosso andar e eu via-a lá em baixo. Dei um grito de agonia, e espreitei novamente quando percebi que debaixo do corpo dela, espreitava a mão minúscula do meu filho. Foi tão real, tão desesperante que ainda hoje me custa pensar nisso. Levei mais de uma semana com medo de adormecer. 

E é por isso que desde ontem à noite, desde que li a notícia sobre este menino de apenas 4 aninhos que o meu peito não tem sossegado. Volta e meia os meus pensamentos correm para esta família, para a avó que cuidava do menino nesse momento, esse momento que aposto a vida em como todos queriam apagar, andar para trás, mudar tudo em segundos. 

Não os conheço, mas isso pouco importa, porque o que está em causa, é a vida, ou a morte deste menino que em segundos deixou de ter tudo pela frente para viver, e o pavor que eu sinto destas situações, e de saber que quando têm de acontecer acontecem, que sou impotente em relação aos meus, que não os consigo proteger sempre, que somos frágeis, insignificantes... 

Não há nada que se possa fazer ou dizer para mitigar estes sentimentos. Absolutamente nada. E sei que vou deitar-me e conseguir dormir, porque afinal, os meus dormem no quarto ao lado, sãos e seguros. 

Vou tentar empurrar estes pensamentos de choque e de revolta com esta aleatoriedade que ceifa vidas, qualquer vida sem seguir uma linha... nenhuma criança deveria morrer... não assim, não de forma alguma... mas eu vou conseguir empurrar estes pensamentos para os lados, pouco a pouco, irão ficar arquivados num canto qualquer. O mesmo não poderão dizer outros pais, e isso entristece-me tanto, tanto. 

Injustiça!!!


Descansa em paz, anjinho Tomas. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Bons sonhos


Há seis anos. Sim, há 6 : s e i s  anos que esperava por esta fase. Que fase? A fase em que me basta deitá-los na cema, beijinho a um, beijinho a outro, bons sonhos, até amanhã, amo-vos muito... e agora durmam. E eles dormem. OS DOIS! Que coisa! O que é isto? Não estou habituada... ou não estava, que uma pessoa até se habitua depressa ao que é bom. 

Ela foi dificil de dormir até chegar aos três anos. Thrês anos depois, foi a vez dele chegar aos 3 e como por magia, por volta dessa altura, ele começou a finalmente aceitar que a cama era um bom sítio para se ficar. E deixou de se levantar mal eu virava costas. E adormece logo. Que sonho! Esperava por isto à tanto tempo, queria tanto isto. 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Destes Dias #11

Continuam as coisas agitadas por aqui... 

Tivemos a festa de fim de ano do mais novo... O meu filhote vestiu a pele de um leãozito e meteu toda a gente a rir. É tão palhacinho. 

Passei o fim de semana na concentração motard de faro (e andei ontem e hoje de ressaca sem sequer ter bebido álcool na última noite). Além de ter ficado afónica. Mas assim muito. Fiquei com vontade de tirar a carta e comprar uma mota. O meu filho ficou maluco com tantas motas e agora só quer o tio e a mota. Já a miúda lá perdeu o medo de montar e finalmente se estreou. 

O meu filhote está outra vez com febre. Nem com o verão a coisa melhorou. Bem, na verdade, não tem sido febre alta como de costume, mas pronto. 

A miúda só vai à escola quando não temos mesmo ninguém (pai!) que fique com ela, o que acontece dia sim dia não, mais ou menos. E mesmo assim só até eu sair às 13h. É que os miúdos só vêm televisão naquele prolongamento. Mas na falta de melhor, lá tem de ser. 

Julho já vai a caminho do fim e ainda não sei se o meu filho terá vaga para a nova escola ou não. Isso dá cabo dos nervos de qualquer um. 

Já a miúda não faz mais que desenhar e fazer fichas. Já desisti de fazer downloads de fichas da pré e passei a tirar fichas de primária porque ela já as despachava em 5 segundos. 

Em Setembro, em principio a piquena vai para uma escola de dança, e num destes dias assistimos a um arraial organizado por eles, para que ela visse o espetaculo (no mesmo dia caiu-lhe o primeiro dente). 

domingo, 23 de julho de 2017

Vale a pena partilhar #5


Antes de mais, peço desculpa pelo último post que publiquei (e que já foi novamente revertido a rascunho), foi por engano. Uso-o como registo de posts que quero ler com mais atenção, ou ideias que achei engraçadas para experimentar.

Enfim... isso lembrou-me que há muito tempo que não partilho algumas das boas ideias que vou encontrando por ai... Assim que, cá vão algumas que estão neste rascunho há uma eternidade.

Não costumo usar discos desmaquilhantes, sou daquela espécie de preguiçosas, que optam pela toalhita para tirar os restos de maquilhagem nas raras vezes que a uso. Mas adorei esta ideia das meninas do Simplifica e quero mesmo experimentar.

Ora aqui está um post bastante interessante e que vai de acordo com aquilo que eu acho sobre ter-se uma vida minimalista. 

Ideias tão fofas que encontrei numa pesquisa para a festa dos miúdos.

Ideias maravilhosas para poupar na cozinha.

Os meus miúdos vão partilhar um quarto muito mais pequeno que o atual quando mudarmos para a outra casa. Tenho andado a reunir ideias de como aproveitar de forma eficaz o pouco espaço que temos. Adorei esta.

Estou a precisar de uma coisa milagrosa destas para as juntas dos azulejos da minha casa de banho.

Estão sem ideias para coisas a fazer com os miúdos no verão? Vejam estas do blogue Um Mundo a Três.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Fazes-me falta


Sem exagero nenhum, posso dizer-vos que havia ANOS desde que ouvi falar (e muito bem, por sinal) de Inês Pedrosa e fiquei cheia de vontade de ler algo da autora. 

Não aconteceu até agora. Terminei de ler o "Fazes-me falta" no passado sábado, dia 8. Quando o tinha começado? No fim de Abril, logo a seguir ao anterior. Levei algum tempo a enrolar e não foi por falta de interesse no livro. Foi bastante interessante até, mas não o suficiente para me manter acordada até mais tarde do que o que eu aguentaria, como acontece quando estou mesmo empolgada na leitura. 

O livro é escrito a duas vozes, um homem mais velho, e uma mulher mais jovem. Ela morre precocemente, e nós "ouvimos" o que um tem a dizer ao outro, do que ficou da amizade excepcional que os ligava e separava ao mesmo tempo. 

Já estou a ler outro, e para já bastante entusiasmada (agarrada)... mais, só quando terminar. 

sábado, 15 de julho de 2017

Posers


Parámos ao lado de um colégio privado e enquanto o marido foi fazer o que tinha a fazer, eu esperei por ele no carro. Os miúdos do colégio deveriam de estar a sair da festa de fim d'ano ou algo assim porque traziam os seus diplomas com eles. 

Reparei numas pessoas que estavam à porta. Três adultos que falavam distraidamente entre eles e duas meninas, de uns 8 anos talvez, ambas com os seus diplomas em mão. Vi depois a mãe de uma a tirar foto à filha, que lançou um sorriso aberto ao telemóvel. Não lhe bastou e tiveram que tirar mais uma foto, uma foto em que constava a menina com o diploma, as também fizeram questão de incluir o nome do colégio. 

Enquanto assistia à cena, pensava para mim: "e a seguir vamos publicar a foto no facebook, ali com a escola que a criança frequenta e tudo escarrapachado!". E nem de propósito, assim que disparou a foto, a mãe passou o telemóvel à miúda, desinteressadamente e continuou a conversa. A miúda agarrou-se a ele e ficou para lá a mexer muito concentrada. 

A outra miúda pediu que lhe tirassem uma foto igual. Pousou super sorridente e feliz, e assim, mas mesmo assim que a foto foi disparada a sua expressão alterou de tal forma que me fez confusão. Ficou tão mas tão séria. O diploma já não importava, a foto, a foto é que era importante. 

Faz-me confusão esta ordem de prioridades e falsas alegrias que, até as crianças, procuram partilhar com os outros... 

Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar.  Por aq...