terça-feira, 24 de outubro de 2017

na sequência do post anterior

Achei por bem, partilhar mais uma ideia que tive para me desenrascar com o jantar em pouco tempo, aproveitando o que tinha. 

Comecei por abrir o frigorifico. Tinha lá uma couve lombarda que já não estava nos seus melhores dias, mas como até não era muito pequena, desfolhei e desfolhei até que voltou a ter um aspeto saudável e apetitoso, cortei-a aos bocados e achei que um guisado com ela seria uma boa ideia. 

Sabia que já não tinha grão congelado, nem feijão, mas felizmente tinha-os em lata. Assim que acabei por colocar uma cebola a refogar, com tomate e fatias de chourição - porque pensava que tinha chouriço corrente e não tinha, mas como sou uma moça muito desenrascada fui ao chourição da miúda... ahahaha... enfim, depois misturei soja granulada grossa (previamente demolhada, claro), e um pouco depois juntei a couve aos bocados e massa. Deixei cozinhar mais uns minutos e para terminar juntei a lata de feijão. Claro que pelo meio fui temperando também com sal e pimenta, retificando quando necessário.

Se eles gostaram? Até a gata quis provar quanto mais os miúdos. Estava bom, repeti duas vezes.



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

na minha cozinha

Ando a esforçar-me para ganhar novamente o hábito de ser eu a cozinhar cá em casa, para aproveitar melhor os alimentos que compramos e também para ter mais controlo daquilo que eu e os miúdos comem. 

Por algum motivo, o meu apetite caiu por terra nas últimas semanas e praticamente tenho saltado o almoço quase todos os dias. Perdi peso, obviamente, e como já sou mais para o magro do que para o gordo, não gostei mesmo nada de ver as minhas ricas calças de ganga a ficarem-me largas demais para o meu gosto. 

Eu esforço-me a fazer melhor, mas nem sempre se consegue. Claro que sempre que posso dou preferência às receitas práticas e rápidas. Porque há dias em que o tempo para cozinhar se torna curto com dois pestinhas, que estão sempre a pedir atenção a uma mãe, que geralmente está sozinha em casa com eles (e estão no seu direito!). 

Há uns dias, estava um bocadinho perdida, não tinha descongelado nem carne, nem peixe, nem me apetecia uma opção vegetariana (recorro sempre à soja granulada nestes casos). E foi com o que tinha à mão que fiz o nosso jantar. Acabámos com um prato de salsichas (que costumo trazer da Epanha e que adoro), salteadas em cebola e tomate, misturadas com massa e acompanhado de feijão verde. 

Enchi metade dos pratos com a massa e as salsichas e a outra metade com o feijão - que temperei com azeite, vinagre, sal e algumas sementes de chia. Os meus miúdos comeram tudo, o mais novo dizia que o feijão era massa verde, não ficou nada no prato. Por isso, penso que correu bem. 

No dia seguinte ainda tinha um resto que deu para mim e para o marido. Os miúdos tinham jardineira (carne de vaca para mim não, obrigado!) que o pai trouxe do trabalho, por isso comemos os dois, os restos do dia anterior, mas substituí o feijão por bimis que tinha comprado nesse dia a 50% de desconto e soube-me tudo tão bem que nem imaginam. Será para repetir no futuro. 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Enquanto não me encontro

* escrevi este texto em Fevereiro e agora descobri-o perdido nos meus rascunhos. Continua a ser verdade, a ser a minha realidade, por isso partilho-o hoje. Desde então, tenho conseguido equilibrar um pouco melhor o tempo e o saber aproveitá-lo para mim mesma, mas continuo a pensar da mesma forma. Ninguém disse que seria fácil, mas faço esforços que me acabam por compensar.

daqui

O meu filho mais novo faz 3 anos daqui a quatro meses. Por vezes, quando penso nisso, lembro-me sempre de ter visto/lido, uma vez, algures por ai, algo que dizia que a vida do casal só voltava ao "normal" quando o filho mais novo chegava aos três anos. 

Penso nisso e penso em nós. Realmente a mais nova, quando chegou aos três - idade que tinha quando o irmão nasceu - era uma menina que não dava trabalho nenhum, que era bastante independente. Mas daí até a nossa vida voltar ao "normal" vai um grande esticão. 

É que, para mim, a vida nunca mais voltará ao "normal". A vida mudou, a vida tem de se adaptar às alterações que ter filhos traz com ela. E muitas delas são permanentes. É um facto. A vida altera-se com eles.

O meu filho, tem sido sempre uma criança cheia de energia e vida, e isso faz com que nós, pais, fiquemos a maior parte das vezes, extremamente opostos a ele: esgotados, sem energia, sem vontade, sem paciência... e quando temos um momento, somos improdutivos. Queremos descanso, muitas vezes mais da mente e das emoções do que propriamente do corpo.

Eu sei que ele vai crescer, e que um dia vou sentir saudades do tempo em que me cabia nos braços, como já sinto saudades, na certeza de se terem acabado as bochechas e refegos de bebés pequeninos cá em casa.

Mas eu sempre fui uma pessoa que está constantemente a criar. E por criar refiro-me a tanta coisa. Desde miúda, nas minhas horas solitárias, na altura forçadas e mais tarde, impostas por mim própria, aquelas horas que me faziam falta como o ar que me enche o peito ao respirar. Nessas horas, eu criava, criava quando lia, e escrevia contos saídos da minha imaginação em desenvolvimento.

E já costurava para as bonecas, mais tarde, mais velha, continuava assim, com os meus momentos. Lia, escrevia, desenhava, montava quebra cabeças, inventava e fazia jogos de tabuleiro para oferecer aos meus amigos. Comecei a costurar para mim, a experimentar coisas novas, tudo o que as minhas mãos conseguissem fazer.

Não deixei de parte tudo isto quando fui mãe, algumas coisas, sim, mas não tudo. Quando se quer muito, encontra-se sempre um espacinho de tempo para fazer o que se quer. E assim que vou encarando os dias, o "normal" de antigamente, não volta, mas tenho o "normal" d'agora, onde faço o que posso, quando posso. 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Destes Dias #12


Quase consigo fazer um "destes dias" apenas com o dia de hoje.
Não foi fácil. Nem acabou da melhor maneira....

Começámos logo mal pela manhã, com o mais novo muito queixoso. Ora lhe doía a garganta, ora a barriga, ora o pé, ora o dedo da mão... estão a ver, não estão? Depois, tive de ser eu a levar a miúda à escola (geralmente vai com o pai ou com uma vizinha cujo filho é da mesma sala que ela, porque ela entra à mesma hora que eu entro ao trabalho) e obviamente atrasei-me.

Para cúmulo apanhei uma seca atrás de um francês que não dava mais de 50 km/h e quando cheguei ao trabalho andei às voltas porque não havia um lugarzinho para estacionar (aquilo é numa vila, mas mais movimentado que a cidade onde habito!).

As notícias dos fogos deixaram toda a gente perplexa e o tempo mais nublado mexeu com os humores. Queria tanto que tivesse chovido, sinto saudades da chuva pois a mim acalma-me, traz-me tranquilidade e neste momento o meu querido país precisa dela mais do que nunca. Mas ainda não foi hoje.

Enfim... tanto eu como a minha colega andámos molengonas e o trabalho foi feito a meio gás. A sério, que dia! À tarde amuei com o marido... sim, foi por uma estupidez e ele nem tinha culpa. Agora, depois das notícias que tivemos há um par de horas, isto parece-me uma parvoíce tão grande.

E pronto, para acabar, fomos levar a miúda ao seu primeiro dia de dança, e enquanto ela lá ficou fomos buscar a mãe dele de uma consulta no hospital. As notícias que tinha não eram boas, a desconfiança que a médica tinha, de ela estar com um carcinoma na mama confirmou-se, e mais, é agressivo. Ele ainda está a digerir tudo isto, as minhas cunhadas foram-se a baixo (uma delas acabou de ter um bebé, por isso ainda está mais sensível), tenho a certeza que se avizinham tempos difíceis.

Tirando este dia de hoje, posso dizer-vos que estivemos a pintar mais um pouco da casa e que já só falta uma parede do meu quarto e o as paredes do corredor. E que se tudo correr bem, antes do fim do mês já começo a tratar de mobilar o quarto dos miúdos que é o primeiro cómodo ao qual me quero dedicar.

Tenho destralhado muito, mudei a disposição de alguns móveis no meu quarto e no quarto dos miúdos. Ando ansiosa para avançar com a outra casa, e enquanto não posso dou voltas a esta, troco tudo de sítio, o que me tem deixado especialmente cansada e fico com as costas num oito.

Ah, e ainda de hoje, caiu o segundo dente de leite à minha princesa, ficou toda feliz porque a fada dos dentes lhe ia trazer mais moedas. 

sábado, 14 de outubro de 2017

A minha primeira lasanha


Há uns dias atrás fiquei toda satisfeita porque fiz, finalmente, a minha primeira lasanha. Eu já tinha tentado há uns bons anos atrás, mas dei barraca com a massa, que devia de ser muito má também e as folhas deram todas em colar, não deu para fazer lasanha nenhuma. 

Fiquei logo toda frustrada, ainda assim voltei a comprar as folhas para a lasanha, mas o receio que tinha ficado da primeira vez foi tal que apesar de ter comprado a massa, eu nunca mais me decidia a fazer a bela da lasanha. Resultado, quando dei por mim a massa tinha criado bicho. 

Uns anos mais para a frente, achei que agora sim, sou uma mulher mais confiante, e mais expert na cazinha, agora até sou mãe, não há nada que me pare. É agora ou nunca, e foi! Adaptei a minha lasanha vegetariana desta e a verdade é que correu muito bem, as folhas foram umas queridas, e não colaram. E no fim, fizemos todos uma refeição saborosa e cheia de coisas boas. 

E melhor, o tabuleiro que fiz foi tão grande que ainda fiquei com uma refeição extra que optei por congelar para aqueles dias em que não tenho nada preparado e nem há tempo para nada. Acho que perdi o medo da lasanha... 😂

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Das férias de Setembro

Bem sei que já vamos bem encaminhados em Outubro e que já ninguém fala de férias nesta altura do ano, mas eu falo, nem que seja só para ser do contra. Por aqui não há férias em Agosto, não que me sejam mesma proibidas, mas porque detesto tirar férias em Agosto. Nah, não é para mim. Férias para mim, sabem bem de inverno, ou então em Setembro, quando quero aproveitar o bom tempo, praia, etc.



O nosso destino este ano foi El Puerto de Santa Maria, na província de Cadiz, e ficámos lá 4 dias e 3 noites. A maior parte do tempo foi passado mesmo onde ficámos hospedados, ninguém pareceu muito interessado em largar a piscina, se bem que no 3º dia fomos passear e conhecer melhor Cadiz cidade, e no último dia, ainda andámos mais um bocadinho até Tarifa, o ponto mais a sul da Europa, e La Linea, pela segunda vez estive frente a Gibraltar mas nunca cheguei a passar para lá.







Na volta para trás a coisa descambou e o nosso carro avariou. Podia mesmo ter berrado de vez se por acaso o meu marido não tivesse reparado na temperatura a subir e eu o mandasse parar logo o carro. Estávamos na autoestrada e ainda conseguimos chegar à vila ou cidade ou lá o que era seguinte, encontrámos uma oficina que tinha a peça que precisávamos (não era a de melhor qualidade, mas era a única) e o pessoal foi impecável pois conseguiu arranjar tudo de forma a conseguirmos seguir viagem. 



Claro que em vez de chegarmos a casa perto das 20h como planeávamos, só chegámos mais perto da meia noite, e no dia seguinte os miúdos já tinham escola. Digamos que foi um bocadinho stressante toda essa situação, mas dentro do mal, até se pode dizer que houve alguma sorte. Quanto ao carro,  foi para o nosso mecânico quando chegou pois ainda precisava de uns retoques. Praticamente uma semana sem carro, mas agora parece estar tudo bem. Só o meu bolso é que não, que não contava com essa despesa extra... 


Fora isso as férias correram muito bem, muita diversão, os miúdos adoraram, comeu-se bem, descansou-se... foram (poucos mas) bons dias que gostariamos de repetir sempre. E agora por repetir, a casa (rural) onde ficámos, tinha uma lareira monumental, que me deixou cá com uma vontade de passar lá o Natal... mas não será ainda este ano. Terei mais uns dias agora no fim deste mês, início do próximo e depois nem sei bem quando terei mais. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Verão e Inverno já cabe no meu roupeiro

daqui

O Outono continua sem qualquer vontadinha de aparecer por aqui, ainda assim ontem já retirei toda a minha roupa mais quente. Abri o sommier só para tirar de lá um conjunto de lençóis para mudar a minha cama, já que o meu rico filho tinha vomitado nela, mas meti os olhos nos sacos cheios de roupa e pensei "não é tarde, nem é cedo, é já!", e tirei aquilo tudo para fora. Espalhei as roupas em cima da cama e fui separando por tipo (já estava mais ou menos assim). 

Não arrumei ainda a parte do marido, não tive paciência e por isso ainda tenho dois sacos e uma caixa de arrumação no chão do quarto à minha espera, mas arrumei toda a minha roupa. Fiquei tão contente, porque mesmo ser ter tirado a de verão, consegui que coubesse tudo no meu roupeiro, que já de si é pequeno. 

Ok, é verdade que destralhei algumas peças (um saco cheio de supermercado), tanto de verão como de inverno, mas não foram tantas assim perto daquilo que tinha para arrumar. 

A verdade é que tenho conseguido destralhar várias áreas cá de casa nos últimos dias e isso tem-me mantido motivada a continuar. Amanhã espero tirar mais uma série de coisas cá de casa, e tenho andado a ganhar coragem para destralhar a minha costura. Já consegui jogar fora um saco enorme de pequenos retalhos que não davam basicamente para nada, mas que achei sempre que is usar (e nunca uso), para mim, foi uma enorme vitória. Agora é ir tirando mais tralha aos bocadinhos. 

Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar.  Por aq...