segunda-feira, 25 de junho de 2018

Ela já sabe


A minha filhota teve a primeira bicicleta com cerca de 3 anos. Inicialmente aprendeu rapidamente a andar com as rodinhas, mas a miúda praticamente só andava em casa da tia então deixámos por lá e ao fim de pouco tempo estragou-se e ela nunca mais pedalou. Pouco depois ficou com a bicicleta de uma prima, mas as rodinhas estavam meio mancas, e ela não se sentia segura por isso chorava que tinha medo. O pai que não é nada paciente para estas coisas ainda lhe meteu mais medo e a miúda nunca mais quis sequer experimentar. 
No passado Natal oferecemos-lhe outra, maior, mas ainda com as rodinhas. Deixámos na casa nova porque não dava para a ter aqui no apartamento. Mas, raramente lá íamos com ela, e só mais recentemente é que começou a andar com as ditas rodinhas postas. 
Porém, a catraia tem azar e estas rodas também não ficavam firmes, a rosca passava e volta e meia subiam um pouco fazendo-a ganhar medo. Lá calhou de apanhar o pai bem disposto há uns dias, tirou as rodas e lá a tentou ensinar. E ela conseguiu, ainda que muito toscamente. Assim que teve espaço para pedalar, ela conseguiu ir encontrando o equilibro. 
Num segundo dia em que fomos para a casa e estavamos ambos ocupados com outras coisas, a criança marfou-se e foi-se à bicicleta sozinha. Quando nos chamou já dominava a coisa como gente grande. Que orgulho mais grande da minha menina. É uma criança insegura muitas vezes, mas quando quer consegue enfrentar os seus medos, receios ou limitações, e sempre que o faz, consegue chegar lá. 

sábado, 23 de junho de 2018

um pé dentro e outro fora

Estava para aqui a pensar há quanto tempo nem sequer ligava o computador. O último dia em que aqui publiquei, deve ter sido mesmo o último em que liguei a máquina. 
A sério que não entendo como é que este mês de Junho já está a acabar. É verdade que por aqui tem sido um corre corre, mas ainda assim custa-me acreditar que daqui a nada estamos em Julho. Quando é que o passar do tempo pretende abrandar? Assim ninguém dá conta. 
O mês tem sido produtivo porém e estamos mesmo mesmo com um pé na casa nova e outro na velha. Já está até cheia de móveis. Neste momento ando eu e o marido a dormir em colchões na nossa sala porque já levámos a cama para o outro lado mas ainda não a voltámos a montar. 
As máquinas da loiça e da roupa também já lá estão. As camas dos miúdos ainda não foram alteradas e como tal vamos tentar fazer isso antes de mudar. Outra coisa que também quero colocar antes que ainda não coloquei, é a cabine para o duche. 
Para já, estoirámos o orçamento para o mês, vamos ter que esperar pelo próximo. Juro que perdi a conta das contas que tivemos que pagar este mês... pareciam florescer do nada.


quarta-feira, 6 de junho de 2018

Destes Dias #17

Não sei como são vocês ai desse lado que me lêem neste momento, já eu sinto mais vontade de escrever quando estou nalguma fase menos boa. Mas depois penso que se só escrevo nessas fases posso passar a imagem de que sou uma melodramática do caraças a quem a vida nunca corre bem e blá blá e tal, e muitas vezes deixo escapar dias e dias sem escrever. 
Mas sabem que mais? Que se lixe! Que assim seja... eu sei que não sou só esse lado, e sei que quem me conhece, conhece o meu riso alto, as caretas que faço a rir, a boa disposição, as "saídas" bem metidas... 
Por isso, sim, escrevo quando tenho coisas menos boas para dizer porque me faz sentir melhor quando não estou tão bem, ou tão feliz. E é isto. Estas últimas semanas têm sido d a q u e l a s. Senão vejam... 
* Temos uma infestação de baratas, não só na nossa casa mas pelo bairro todo ao que consta. E não é coisa d'agora. Ah não, não! Esta pouca vergonha já vem do ano passado, O verão passado foi um stress total e este ano já se avizinha muito pior. Ao que parece os senhores da câmara não fizeram nenhuma desbaratização o ano passado e por mais coisas que coloquemos por cá para desaparecer com as bichinhas essas, elas não deixam de aparecer. O meu marido já enviou para o município, fotos, uma queixa e uma "ameaça" de chamar os media para expor a situação caso nada seja feito a respeito novamente; a ver vamos se sim ou sopas. Ontem à noite estavam demais, juro-vos, eu que tinha pavor de ver uma e de ter que a matar, despachei no espaço de uma hora quase 30, estou profissional a dar chineladas em baratas. Isto é nojento, eu sei, mas tem sido a minha realidade e estou prestes a dar em doidinha com esta casa. Entre as infiltrações do inverno e as baratas, imaginem!
* O meu carro, que teve um arranjo que me custou cerca de 1300€ o mês passado, já ficou parado duas vezes depois disso. Parece que agora é qualquer coisa ou do ponteiro do combustível que não está a marcar bem ou do depósito. Para a semana lá vai outra vez para o spa!
* Tenho a outra casa mesmo quase pronta mas por alguma razão que desconheço, o meu marido arranja mil e uma desculpas para retardar a saída desta casa. E isso tem-me deixado muito, mas muito frustrada e azeda. 
* No passado domingo deu-me um fanico e surtei um pouco. Não ao nível da minha cunhada - claro, essa é pró, mas o suficiente para achar que eu já não estava a ter controlo nenhum dos meus nervos e decidi procurar ajuda. Recorri à Bioressonância pela primeira vez. Fiz um tratamento até agora e notei logo melhoras. Descobri que tenho um bloqueio geopático (mais uma razão para me querer mudar desta casa) e mais uma série de coisas que me andavam a deixar de rastos. 
* O meu filho que até aqui era o bebé da sala, tem um coleguinha novo que já é mais do tamanho dele e acho que isso o anda a afetar. Parece que regrediu novamente na fala e no comportamento. Está super carente, e só me quer a mim sempre. E depois, chora e faz birras como não fazia há muito tempo. 
* A minha sogra está muito em baixo. Não vos cheguei a dizer que foi diagnosticada com cancro de mamã, em estado avançado e inoperável a meados de Novembro, pois não? Foi apenas uns dias antes de a minha cunhada ter tido o piripaque dela. Só aqui que ninguém nos ouve, não tenho muita esperança que viva durante muito mais tempo. Andou a portar-se mal, a não seguir à risca a dieta, a não tomar a medicação como deveria de ser e agora que se sente pior e a enfraquecer já quer tomar tudo. 
* As despesas têm sido mais que muitas... depois do carro parece que apareceu tudo e mais alguma coisa. Logo agora que estávamos a apostar em finalizar a casa. Isso implica reutilizar os móveis que cá temos ao invés de comprar novos como tínhamos pensado. Para já, pelo menos. 
E pronto, basicamente é isto, e já é muito. Quando é que 2018 acalma um pouco e nos deixa respirar calmamente? Por aqui precisa-se, e muito!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

ser adulto

daqui
Há sempre qualquer coisa não há? Ser adulto é na maioria das vezes uma: treta. Quanto não vale sermos crianças, inocentes, ignorantes dos problemas, que já ninguém nos esconde quando crescemos e temos que fazer frente a uma série de situações, onde nos pedem para controlar as nossas emoções, as nossas atitudes. E no entanto qual é a coisa que a maior parte das crianças quer? Crescer. Ser grande. Eles não sabem, e por mais que nós lhes queiramos mostrar que não vale a pena crescer tão depressa, eles não entendem. Só querem crescer, ser grandes e donos de si próprios. Eles não sabem. Não. Nós nunca seremos donos de nós próprios... a não ser que sejamos as pessoas mais egoístas do mundo inteiro, e ainda assim acredito que nunca conseguiremos ser donos de nós próprios. Já dizia a professora de filosofia "a minha liberdade acaba onde começa a tua". 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Destes Dias #16

O miúdo deu mais um passo em direcção à independência e largou a chupa de vez.

A mana tropeçou nele, caiu em cima do braço e magoou-se. Ainda chegámos a fazer uma visita às urgências porque ~apesar de termos confirmado se tinha movimentos no pulso e mão, se não estava demasiado inchado, gelo, muito gelo, etc,etc,etc - acordou umas duas horas depois de se deitar a chorar desconsoladamente, com o pulso/mão no ar e a dizer que doía muito. Raio-x com ele, mas não era partido. Meteram-lhe uma tala nos dedos (o mindinho estava mais inchado que o resto) para ele dormir melhor. Mandaram tirar só no fim do dia seguinte e foi um pranto, que não queria, que ainda doía (nope!)... enfim... o meu dramaqueen 2 cá de casa. 

Tenho passado demasiado tempo em casa, e pouquíssimo na rua. Deveu-se muito ao facto de só termos andado com um só carro e uma rotina de pés para o ar. Felizmente o carro lá voltou na terça feira passada. Que saudades que eu tinha do meu carrinho, depois de andar tanto tempo com o do marido que é rasteirinho, ao pegar no meu parecia que andava nas nuvens *hehe* 

Não tenho costurado nada. Fiz uns arranjos numas calças e numa blusa a pedido de outrem, mas não foi nada de extraordinário. Para além de não me sentir com vontade para o fazer, hoje mesmo comecei a empacotar alguns tecidos para começar a levar para a outra casa. Na verdade enchi 5 caixas com tecidos, e mais uma com livros. Quero ver se amanhã consigo levar uma ou duas estantes que quero levar desta casa para ir começando a arrumar essas coisas que não são de uso diário já pela outra. 

Eu sou fã da Anatomia de Grey. Desde que comecei a ver há já nem sei quantos anos atrás que nunca mais deixei de o fazer. Tenho acompanhado toda a história atentamente e achei piada a Foxlife lembrar-se de passar todos os episódios desde o 1º, claro que ando a rever todos, não perco nem um. Eu e a minha colega, mas como ela nem sempre consegue ver lá a vou pondo a par de tudo. 

Trabalhei uma das folgas mas tudo bem. Desde que arranje quem me fique com os miúdos nesses dias, sinceramente não me custa trabalhar nas folgas já que regra geral depois troco essas horas por horas livres, geralmente quando me dá jeito e não quando dá jeito aos patrões, nesse aspecto temos sorte, são super acessíveis a facilitarem-nos a vida (e nós retribuímos, ou vice versa). 

Tenho tido dias em que me tenho sentido um completo fracasso nisto de ser mãe. Espero estar a fazer pelo menos alguma coisa certa. Este domingo fomos ao Ikea, ver mais algumas coisas para a casa (desta vez só mesmo em passeio, para juntar ideias, ver as coisas ao vivo), mas os miúdos estavam completamente impossíveis os dois, sempre a implicarem um com o outro, ela a desafiar-nos, ele a fazer birras porque só me quer a mim. 

domingo, 13 de maio de 2018

#Destralhar - pequenas vitórias


Há quase dois anos (setembro 2016) que retomámos as obras na outra casa, andaram lenta-lentamente mas foram avançando, ao contrário de todos os anos que ficaram completamente paradas. Agora, finalmente, vejo como a mudança se aproxima, não quero agoirar, mas se não for possível ainda este mês, do próximo não passara, e por isso, é urgente destralhar mais e mais. 

Há apenas uns dias, neste post, disse que já não tínhamos assim tantas coisas por destralhar, mas andei a pensar seriamente nisso. Será que não? Será que não consigo descobrir mais nada ao qual consiga dizer adeus sem ficar com remorsos? 

Ontem, já tarde, depois dos miúdos estarem a dormir há duas horas e eu ter visto dois episódios de uma série que acompanho, achei por bem tentar destralhar os meus livros. Afinal, estava sentada de sofá a olhar para alguns deles. Já tinha feito duas tentativas antes, mas os meus livros, valem mais do que ouro para mim e voltei a guardar tudo no sítio novamente. 

Ontem porém, consegui tirar por volta de 10-15, sinceramente não sei, não os contei e não quero ir mexer no saco para não ter tentações de os recuperar. Vou oferecê-los à minha irmã, e se não quiser todos vou doar à biblioteca. Isto é uma vitória muito grande para mim. Consegui desapegar-me de todos estes livros. 

Outra vitória foi ter enchido uma caixa de retalhos de tecidos que já não quero, que estão a mais. Pensei em deixá-los perto do contentor do lixo, mas imaginei-os espalhados pelo chão, sem uso, danificados, e mais tarde na lixeira. Assim que lá fui para o facebook e ofereci num dos grupos dois quais faço parte. Em menos de 5 minutos apareceu alguém da zona a dizer que os vinha buscar. É muito mais fácil destralhar assim. 

Ando a ponderar dar à mesma pessoa mais alguns materiais de costura que não tecidos, pois mostrou-se disponível para receber tudo o que eu já não quisesse e isso para mim é um incentivo. Passo o testemunho, e possivelmente a ela será bastante mais útil. Eu não fico com sentimentos de culpa por retirar as coisas que comprei de casa, e ela fica feliz. 

Para além dos livros e dos tecidos, tenho à porta de casa para deixar no contentor quando sair um biombo. Um biombo que me fez morrer de amores quando o vi na loja e tive de o comprar há uns anos. Que me foi tão útil durante o tempo que aqui morou, mas que começa a mostrar sinais da idade, e que não terá serventia na outra casa. Tirei também uma caixa com pequenos acessórios de decoração ultrapassados e que nada me dizem, uma almofada também ela ultrapassada, mais dois livros sobre gravidez e alguma roupa para uma amiga que está grávida neste momento, sapatos do meu filho, e um conjunto de talheres que me andava a irritar há uma eternidade. 

Já só vejo a hora de começar a montar móveis no outro lado e começar a organizar a casa para a mudança. Wish me luck!!!

domingo, 6 de maio de 2018

Vale a Pena Partilhar #6


Há tanto tempo que não fazia um"vale a pena partilhar", não é? Mas cá estamos hoje para tratar disso. Nos últimos tempos tenho passado mais tempo a ver vídeos no youtube do que propriamente a ler blogs, por uma simples razão, é que os vídeos vejo e/ou ouço enquanto faço outra coisa qualquer, como limpar, costurar, cozinhar, etc, enquanto que para ler tenho que estar exclusivamente a fazer isso apenas. Por acaso como tenho estado de férias, até andei a ler alguns dos blogs que acompanho e gosto, mas realmente já não o fazia há muito tempo. 

Isto tudo para vos dizer, que sim, algumas das minhas sugestões de hoje vão levar-vos diretamente a alguns canais do youtube, como é o exemplo do canal ClutterBug. Descobri-o por acaso há uns meses e fiquei fã. Não só pelas dicas maravilhosas que a autora partilha, mas acima de tudo pela sua boa disposição, sinceridade e como no fim de cada video conta sempre alguma história pessoal que nos põe na certa a rir. 

Eu sou fã de lentilhas. Não sei quanto a vocês mas para mim é um alimento essencial na minha alimentação. Sei que muitas pessoas nem sabem muito bem como as cozinhar, por isso, deixo-vos hoje uma sugestão simples e fácil de fazer. 

Há histórias que acompanhamos e que nos fazem sorrir muito e chorar também. Sentimos tudo vivamente com quem escreve do outro lado do ecrã, mesmo que nunca os tenhamos visto na vida. Isso acontece-me com o blog Ideias Debaixo do Telhado, onde houve uma grande ausência da autora, mas que retomou agora com uma história fantástica que já me fez chorar bastante. Ainda por cima, há pouco tempo partilhou este bolo de chocolate que fiquei cheia de vontade de experimentar também. 

Encontrei aqui uma ótima sugestão para férias com os miúdos. A verdade é que por cá, estas duas semanas de férias que tenho estão a ser passadas em casa. O marido vai ter uns dias em Junho e gostavamos de ir a algum lado, mas ainda não temos nada planeado. 

Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar.  Por aq...