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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Loucura


A nossa mente é uma coisa deslumbrante. No bom, e atrevo-me a dizer, ainda mais, no mau sentido.
Já alguma vez falaram com alguém que está mesmo fora do seu juízo normal? Já olharam para os olhos de uma pessoa que pensa que é Deus, que diz estar a profetizar, que consegue ferir cada um dos vossos pontos fracos sem dó nem piedade? Já viram bem os olhos esbugalhados dessas pessoas?
Eu já. Ontem. E é horrível. É uma sensação de incredulidade, ver como há ali um momento da conversa em que é como se um rastilho se acendesse e a pessoa muda completamente, deixa de ser ela.

Mas comigo não foi nada, foram palavras, atrás de palavras. Apenas. Que só não custaram mais a ouvir porque eu já sabia ao que ia. Não a conseguimos ajudar, à noite conseguiu agredir os pais (idosos) à paulada e a sobrinha que tentou intervir. O marido teve de a mandar ao chão para a segurar. Isto depois de ter voltado do hospital para onde o inem já a tinha levado, deram-lhe alta achando que estava tudo bem. Claro que o inem voltou, os mesmos rapazes (que por sinal ficaram incrédulos por lhe terem dado alta), voltou ao hospital. Foi sedada, está em observação e vai ser vista por um psiquiatra mais tarde.

Essa pessoa é minha cunhada, e a loucura veio após noites difíceis, e falta de sono, com um filho que nasceu há cerca de mês e meio. A depressão pós parto é real, e no caso dela de um extremo que eu nunca vi. Mas ela já tem um histórico de distúrbios mentais, que estavam lá atrás, separados por cerca de 23 anos.

O dia de ontem foi para esquecer, esta noite foi intensa (ainda por cima o meu pequenino também acordou às 5h a vomitar)... O meu marido e a família toda estão de rastos, mas, o mais triste disto tudo, é haver no meio um ser tão pequenino, que é o meu sobrinho...

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