sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Também pensam nestas parvoíces?


Não sei se é porque mais um aniversário está já ai, mas tenho dado por mim a pensar imensas vezes:
E se eu um dia falto aos meus filhos?
À medida que o tempo avança, parece que os meus receios crescem, e dou por mim a imaginar, coisas verdadeiramente estranhas, tipo, e se eu tivesse um acidente e de repente já não cá estivesse. Quem cuidaria dos meus filhos? Seria o pai capaz de seguir em frente, será que deixava que outros educassem os meus filhos contra os valores que eu lhes queria transmitir? Será que iriam pensar em mim? Lembrar-se de mim quando crescessem? O que lhes faria isso?
E tenho pensado também nas muitas maneiras em que poderia chegar o meu fim, são só parvoíces, certo?

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Cozinhas que eu gostei! E vocês?

Maridão e eu fomos dar uma volta ao Leroy Merlin mais perto - e por mais perto, digo cerca de uns 50 kms de distância - para ver cozinhas. Vimos duas ou três que gostámos, mas nada que nos fizesse aquele click, tipo, é esta, é mesmo esta. Aproveitámos que havia uma Conforama do outro lado da estrada para espreitar por lá também. Temos uma a 5 minutos de carro de casa, mas fui lá para ver se tinham alguma coisa diferente em exposição. E tinham!

Pendi realmente muito mais para as brancas. Num chão cinzento, e com a bancada preta como eu quero, o branco faz-me todo o sentido. Mas como já referi num post anterior, temo muito a sua manutenção. Adorei a preta que mostro abaixo, mas apesar de adorarmos os dois os módulos desta, colocámos de parte porque não queremos uma cozinha tão escura. 

A que estava ao lado desta também era bem gira, mas a parte de cima tinha os módulos pouco altos, por isso também coloquei de parte. 


 Tirando o lava loiça branco (foleiro, foleiro!) esta foi das minhas preferidas. 

 Esta cozinha e a seguinte estão na Conforama aqui perto de casa e foram das primeiras que vi. Esta em particular foi assim amor à primeira vista. É cinza claro, apesar daqui parecer branco na parte de cima, mas não. Só desgostei dos módulos em azul, mas se calhar até têm da mesma cor. 

Esta também foi uma preferida, mas a superfície dos móveis é rugosa e isso foi um no-no-no para mim! Adorei porém o pormenor da parte do fogão mais baixa que o resto. 

Agora falta-nos arranjar um dia com tempo e calma para ir tratar do orçamento para depois podermos avançar com essa parte. 

domingo, 23 de outubro de 2016

Há quanto tempo não ouvia isto #3



Pfff... não se riam, sim? Mas eu conheci isto através dos Onda Choc. Ah, rica infância, rica inocência. A verdade é que fiquei encantada com a sua versão, e anos mais tarde acabei por descobrir o original de Runway Train dos Soul Asylum e ainda gostei mais. Há um par de dias atrás deparei-me com isto no youtube, enquanto procurava por Savage Garden depois de ouvir o Dr. Paixão (Nuno Markl) nas manhãs da Comercial. Foi uma bela surpresa!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Habemos progressos


Foram-nos montar as portas ontem. Gosto tanto das minhas portas brancas!
Os azulejos todos colocados e base para poliban feito. 
As paredes brancas, junto com as portas trouxe uma iluminação imensa à casa, este canto era super escuro antes de estar revestido. A luz natural que entra pela janela, refletida no branco aumenta logo o espaço visualmente. Adorei a nossa casa de banho. Agora falta escolher as loiças. Quero um lavatório pequeno porque fiz logo lugar para ter a máquina da roupa na casa de banho. Faz-me mais sentido, afinal é lá que temos (teremos) o cesto da roupa suja, e uma vez feito o 1º andar esta será uma casa de banho mais secundária, mais tipo lavandaria. 


Os azulejos da cozinha só numa parede ainda mantêm o espaço muito despido. Ontem dei uma espreitadela numas cozinhas. A minha cozinha "ideal" está a formar-se na minha cabeça, penso que quando chegar a altura de pedir orçamentos, saberei muito bem o que quero e não haverão arrependimentos depois. 


Sei que quero os móveis claros. Ou brancos, ou num cinza muito claro. O que eu sei que quero mesmo é uma bancada escura, e sendo o chão ele também escuro, não queria carregar mais nos móveis uma vez que as dimensões da casa não são muito grandes. Mas ainda estou muito desconfiada quanto a móveis brancos... será que se sujam muito? Será fácil de manter? Enfim... Não quero dificultar os meus dias enquanto dona de casa, se é que me entendem!

E então o que acham até aqui?! 

domingo, 16 de outubro de 2016

Há quanto tempo não ouvia isto #2


Disturbed - Forsaken 
BS de A Rainha dos Malditos

Ahhhh... o quanto eu não gostava (e gosto!!!) disto! Foi durante muito tempo, o meu toque de telemóvel. 

Engraçado, os Disturbed na altura eram considerados banda de putos estúpidos e olhados meio de lado por muito metaleiros. Eu gostava, mas confesso que não todas as músicas deles. Esta porém, foi desde logo, não só uma das preferidas na banda sonora do filme, como uma das minhas preferidas de sempre. 

Fã declarada de Anne Rice, tinha que ver o filme quando saiu. Não é preciso dizer que já tinha lido o livro antes, pois não? Sou das que acha sempre, mas sempre, que os filmes nunca chegam aos pés dos livros, e não mudo de ideias quanto a este, mas valeu nem que tenha sido para arregalar um bocadinho os olhos com o Stuart Townsend, e por parte da banda sonora. 

Como me lembro bem, eu e a minha amiga Pikatchu (já a chamávamos assim na altura, não tem a ver com esta febre de Pokemons que anda por ai agora!), andávamos sempre a trocar livros, sempre a tentar a outra com novas bandas, filmes, etc. Como ela enriqueceu a minha vida! Gosto de pensar que fiz o mesmo por ela. 

Quem diria que anos depois, seriam os Disturbed, novamente a lançar uma das minhas preferidas outra vez?!!

Falo de "Sound of Silence"... já gostava do original, mas a versão dos Disturbed!! Uau!

sábado, 15 de outubro de 2016

Mais um filho


Já não me lembro muito bem sobre o que estávamos a conversar há uns dias, quando a minha filha mais velha se salta com um "mamã, eu gostava era de ter dois manos!". Apanhou-me de surpresa, e fiquei a pensar naquilo, até que lhe perguntei, "mas tu querias outro mano, é?", "sim!", "e não podia ser uma mana?", "não, eu queria outro mano!". 

Não sei porquê, nem foi muito bem pensado, mas puxei-a para mim e sussurrei-lhe a história toda. Que antes dela, a mamã tinha tido outro bebé na barriga, mas que não tinha nascido, e que não sabemos se era um mano ou uma mana. Ela não fez perguntas, pareceu-me que entendeu melhor do que o suposto. Abraçou-me. Uns dias depois comentou com o pai que queria outro mano, mas que a mama já o tinha tido na barriga. 

Não penso ter mais filhos. Antes de ter o segundo (terceiro no meu coração) e já grávida dele, dizia que não me importava de ter mais um, mas a verdade é que o seu primeiro ano foi um período demasiado complicado para nós enquanto casal, não foi um bebé propriamente fácil apesar de achar que a primeira ainda foi pior, embora cada um deles à sua maneira. 

Temos um casalinho, que é o que faz alguns pais procurarem um terceiro muitas vezes, outros têm mais do que dois simplesmente porque assim o desejam. Gosto de crianças, se tivesse sido mãe mais nova, acredito que era bem capaz de ter tido mais do que 3, mas a verdade, a mais pura das verdades é que me sinto velha, cansada e sem paciência para passar por tudo novamente. Além de que para mim, sou mãe de três e sempre serei. 

Já fiz a minha parte para a natalidade deste país, e arrumei a trouxa. Bebés é um capítulo fechado para mim, aproveito os últimos cartuchos que o meu mais novo ainda tem para queimar neste departamento e depois já sei que vou passar por fases em que me vai dar uma saudade imensa de ter um mini ser para estrafegar com mimos, sei-o porque já me começa a acontecer. No entanto, como já o disse, bebés cá me casa, só quando for a vez dos netos!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

da casinha


Começa a parecer uma casa, não é? 

Já temos o chão em toda a casa e os azulejos da cozinha estavam assim na quarta feira. 

Ontem à tarde fomos lá levar algum material e a casa de banho também já tinha metade das paredes revestidas - sorry, não tirámos fotos, o mais novo estava um bocadinho impertinente e foi tudo a correr. Mas a casa de banho parece que ampliou logo com o branco dos azulejos, gostei tanto quando vi!!!

Hoje vamos comprar o rodapé que ficou para mais tarde quando comprámos o pavimento porque o srº ainda não nos tinha dado as medidas necessárias. 

Era tão bom se não houvessem depois os metediços a dar palpites e opiniões não pedidas. A dar-me cabo do juízo e a atazanar-me. Eu seria tão mais feliz. 

A minha filha diz que não quer ir morar para esta casa. Já lhe explicámos que ali poderia brincar na rua, e teria a prima (um ano mais nova) por perto para brincar, e fiquei sem perceber se o fato de ter a prima a encorajou ou desencorajou ainda mais na sua opinião. Andam sempre a pedir para irem brincar uma com a outra, mas ao que me parece as coisas depois nem sempre correm muito bem. 

Tento convencer a miúda - e a mim mesma - que quando o tempo de mudarmos chegar, será uma coisa boa. Vai ser uma coisa boa, não vai?!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Para o que me haveria de dar


Aproveitei que chegou por fim o frio e a chuva, e que os miúdos adormeceram ambos por volta das 21h30 para lá meter as mãos na troca de roupa de estação minha e da outra metade. Já tinha tirado os sacos do armário, mas andavam aqui pelo chão do quarto, encostados, à espera da minha atenção.

No meio desta troca, acabei por também destralhar algumas peças de roupa, pelo menos a minha parte. Não gosto de tirar as coisas dele sem a sua autorização... Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti, não é? 

Comecei a tirar uma ou outra coisinha de lado, caso me apetecesse comprar uma peça ou outra de roupa nesta inverno (não costumo comprar muita roupa, mas há vezes em que também faz bem um miminho), e quando dei por mim tinha uma pilha enorme de coisas que já não queria. Na dúvida, coloquei de parte. Se há dúvidas é porque algo não me agrada. 

em cima, a pilha de roupa quando acabei de escolher a que já não queria.
em baixo: já em sacos pronta a sair de casa.
o primeiro saco branco, é mais um saco de tralha que juntei há uns dias e que tem ficado esquecido a um canto, está na hora de sair também. 

No total acabei por separar 38 peças. Segundo algumas teorias minimalistas, de guarda roupas cápsula (que está super na moda mas ainda não me convenceu, eu logo desenvolvo noutro dia!) o ideal seria ter 37 peças de roupa por estação (curiosamente estava a ouvir este podcast enquanto andava nisto). Deu-me vontade de rir, 38 foram as peças que eu tirei do meu:

- 1 encharpe
- 10 calças 
- 1 camisa manga curta
- 14 camisolas
- 2 vestidos
- 4 tops
- 2 saias 
- 3 casacos*
- 1 camisa de dormir

* um deles forte, muito bom, mas usei pouco no ano passado e tenho outros que gosto mais!


Por pura curiosidade e já que tinha tudo arrumadinho - roupa de verão em sacos para guardar, roupa para doar em sacos no corredor para saírem amanhã, roupa de inverno guardada nos locais certos, toda a roupa que está lavada, isto é, há roupa no cesto para lavar e com essa não contei (mas creio que é praticamente tudo de verão), contei as peças que tinha no meu roupeiro, e cheguei a um belo número... 73... bem, tem um 7 e um 3, só não estão na ordem certa. 

73 peças de roupas:

- 4 casacos fortes (3 deles compridos)
- 1 blazer 
- 4 casacos de malha finos (um deles comprido)
- 5 saias
- 12 vestidos
- 3 camisas
- 1 saiote
- 1 bolero
- 1 colete
- 17 calças**
- 4 t-shirts
- 3 corpetes
- 13 camisolas ***
- 3 camisolas interiores
- 3 pijamas 

** inclui gangas, clássicas, desportivas e leggings
*** finas e grossas

preferi ficar com a parte mais pequena do nosso guarda fatos porque tenho um cabideiro à parte para as peças mais compridas, fiz prateleiras para o mesmo com restos de tábuas que já tinha e ganhei muita arrumação.
então, na primeira prateleira (ver com mais detalhe a foto acima) tenho um organizador com duas partes, na de cima tenho encharpes, xailes, etc que não contei na minha lista de peças de roupa abaixo - esqueci-me. na de baixo, tenho t-shirts e camisolas finas.
na segunda prateleira, arrumei as camisolas de malha (na foto ainda não estavam todas). na terceira, tenho uma caixa para poder puxar para fora - não é bonita, mas é funcional - com as calças. As de ganga bem dobradas, as clássicas também, as leggings e desportivas, estão enroladas para poupar espaço ficando ainda assim visíveis.  na quarta prateleira ainda não tenho nada, mas creio que vou colocar os pijamas e as camisolas interiores. na última, para já tenho calçado literalmente aos montes que ainda quero organizar.




Olhando para esta lista, concluo realmente que tenho algumas coisas a mais, mas gosto de todas e efetivamente, com exceção de alguns vestidos, são peças que me lembro de vestir no inverno passado. Há rotatividade, por isso não me vejo a desfazer-me delas para já. Pendurado é isto, falta apenas um dos casacos mais fortes porque é super pesado, por isso guardei-o no lado do moçoilo. 


Agora digam-me lá de vossa justiça. Olhando para tudo isto, acham que tenho muita ou pouca roupa comparada com a vossa? Já tive muita mais, é verdade, e até gostava de ter alguma a menos, mas ainda não estou disposta a desfazer-me de coisas que realmente gosto só porque alguém decidiu que o ideal é "X" número de peças e não "Y". 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Assim que tento focar-me no que é bom

daqui

Ando num misto de alegria e tristeza quando toca a este assunto. Tento focar-me nas partes boas, aquelas que farão com que a nossa vida melhore. A mais forte de todas elas: vamos ter espaço exterior. É das coisas que mais falta me faz nesta casa atual. Temos apenas uma mini varanda e está ocupada pelos artefatos da nossa felina môr!

Assim, sei que os miúdos vão poder andar de bicicleta, trotinete ou o que bem lhes apetecer sem ter que carregar com tudo isso escada acima e escada abaixo, ou sem que andem a bater em todas as esquinas e móveis da casa. Vou poder estender a roupa em cordas ao sol (aqui os meus vizinhos colocaram um telheiro por baixo do meu estendal e tenho de secar os lençóis dobrados). Vamos poder comer assados quando nos apetecer, sem me preocupar com o cheiro que fica dentro de casa. 

E também penso nas coisas das quais não vou ter saudades aqui do apartamento. A primeira, sem dúvidas, é o roll de escadas que subo e desço multiplas vezes diariamente. A segunda, os dias de compras, onde temos que carregar com as mesmas até cá acima, mais os miúdos. Os dias que chego tarde a casa com os pimpolhos, ambos adormecidos e tenho que esperar pelo marido para que ele leve um para cima e eu o outro, porque deixar um sozinho enquanto subo com o outro é impensável. E depois deixar um sozinho em casa enquanto desço para ir buscar o outro. 

Também não vou ter saudades de nenhum dos meus vizinhos, muito menos dos de cima com as suas festas e músicas a altos berros nas piores horas, nem dos de baixo, com os seus problemas de violência doméstica, nem das picardias entre todos eles. Não vou ser despertada cedo com a barulheira do camião do lixo todas as manhãs, nem ouvir os lamentos dos que já beberam demais quando passam pela nossa rua à tantas da manhãs das sextas e sábados. 

Mas... não terei mais a nossa sala, tão ampla, onde cabemos todos, cada um na sua tantas vezes, mas onde estamos sempre todos juntos, porque há espaço para tudo. O quarto dos miúdos será minúsculo em comparação ao atual, e só penso na desordem quando imagino a falta de espaço para guardar os brinquedos, e a roupa, e o calçado. Não mais vou ter o meu quarto de costura, só para mim, o meu santuário (e ainda estou para descobrir o que vou fazer com tanto material - onde o enfiar - dar - vender - enfim)... 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Diz que devia estar mais entusiasmada

fonte
Todos os dias a minha colega me pergunta como vai indo a casa. A cada novo passo que avançamos ela dá gritinhos de alegria e até bate palmas (ela própria comprou uma casa há pouco tempo que precisa ser terminada, e como a obra dela está longe de estar terminada, vai-se entusiasmando com a minha, que já vai bem mais avançada). 

Confesso que não consigo partilhar todo o seu entusiasmo. Acabar esta fase da casa, era realmente um dos meus objetivos para este ano, e está cada vez mais perto de estar terminado, mas não posso chamar isto um sonho. Não dá! Não sei se já mencionei, mas a casa é mesmo por detrás da casa dos meus sogros. Acho que mais não preciso dizer. 

Não é a casa que sonhei, nem está perto da primeira planta que desenhei/idealizei. Tem metade do espaço que disponho neste apartamento e não consigo deixar de pensar que por muito que destralhe e me desfaça de certas e determinadas coisas que temos hoje em dia, não sei como vou conseguir guardar as coisas que temos antes de avançarmos com a segunda fase (o primeiro andar). 

domingo, 9 de outubro de 2016

Há quanto tempo não ouvia isto #1


Guano Apes - Quietly 

Encontrei a faixa perdida algures no meu telemóvel. 

Deu-me cá umas saudades de um tempo passado. Esta era uma das nossas preferidas há uns anos, quando foi altura dela. Aliás, Guano Apes tocavam com frequência por cá. 

Namorávamos havia pouco tempo comparado com o tempo que temos juntos agora, quando tocaram aqui na zona e não pudemos ir os dois porque ele tinha um jogo de futebol noutra cidade bem longe. 

Fui eu, com alguns amigos. Ironicamente, foi um ex-namorado que continuou amigo, que me protegeu todo o concerto do moshe nas nossas costas, formando uma espécie de barreira atrás de mim e uma amiga. 

E o concerto? Pffff... inesquecível! Sandrita rapariga, queria ter só metade da energia que mostraste naquele palco... mesmo nessa altura, há tantos anos atrás. E a simpatia? Bons momentos! Lá atrás!

sábado, 8 de outubro de 2016

Sobre trabalhar o dia inteiro

daqui
Nesta passada semana, a minha colega de trabalho esteve de férias. Apesar da patroa estar lá à tarde, e de normalmente eu não trabalhar aos sábados, a coisa alterou-se um bocadinho para mim. Fui trabalhar numa das tardes, ou seja, o dia inteiro, horário full-time e sorte a minha, recebemos encomendas o dia inteiro, e das grandes ainda por cima. Ó sábado também me calhou. 

Por um lado, estive sempre hiper ocupada, o que ajuda o tempo a passar, por outro, se eu já andava cansada, fiquei ko. Ou se calhar não, se calhar até me fez bem, porque agora que penso nisso, foi depois desse dia que arrebitei um pouquinho (só), e ainda fiz uma noitada a trabalhar no meu outro part-time, aquele que gosto mesmo, e que felizmente me ajuda a juntar mais uns trocadinhos. 

Enquanto tratava das encomendas, apercebi-me do quanto agradeço por estar onde estou neste momento. Até já falei sobre isso há uns posts atrás. Tenho um horário que me permite sentir-me útil sem me arrasar, nem me fazer sentir uma péssima mãe, ausente. Nesse dia que fiz o dia inteiro, coloquei-me no lugar da minha colega, que também tem um miúdo de dois anos. 

O seu horário é das 9h às 13h e das 15h às 19h, que era o meu antes de ter saído de lá há 5 anos quando tive a minha filha mais velha. O miúdo dela fica na própria casa com a avó, e isso é uma vantagem, mas ela só vê o miúdo na hora de almoço e depois às 19h quando sai, que é hora de banhos, jantar, trá-lá-lá e caminha. 

Eu fiz isso num dia e custou-me tanto não ter sido eu a ir buscá-los à escola. Aquelas horitas que ao fim do dia me deixam louca quando estão virados do avesso, fizeram-me tanta falta que quando cheguei a casa, apertei-os tanto a eles e eles a mim que parecia que não os via havia uma eternidade. 

Sou uma felizarda. Estou grata por isso. Estou grata por ter um homem ao meu lado que entende este sentimento protetor que tenho para com eles, e que o partilha também. Estou grata por juntos, termos conseguido sempre, a bem ou a menos bem, fazer o caminho em frente, simples, como nós, e de juntos, gozarmos o sorriso dos nossos miúdos a cada dia. Nem tudo é perfeito, muito se sacrificou, muito custa tantas vezes, mas quando vale a pena, atenua tudo o que de pior possa existir. 

Apesar do feriado, esta semana, foi um pouco mais puxada do que o normal para mim. Parei muito pouco, porque para além de mais horas no local de trabalho, tive que tentar tratar da encomenda que recebi, andei para cá e para lá com a obra, comprando aqui e ali, tenho um miúdo que agora não dorme cedo nem que esteja a cair para o lado, e eu dormente, qual bela adormecida, sem me poder encostar 5 minutos em lado algum e já os olhos teimavam em cerrar a pestana. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Na velocidade dos dias

Ando desaparecida, não é? Os dias têm passado a uma velocidade alucinante, e eu ando tão, mas tão estafada que não tenho conseguido fazer nada de nada. 

Os dias têm-se resumido ao mesmo, sempre: acordar cedo, levar miúdos à escola, trabalhar, voltar a casa, aproveitar as duas horas depois de almoço para fazer algo por casa, depois ir buscá-los, ter o meu miúdo agarrado às pernas o resto do dia "colo, colo,colo!", e se não dou, temos birras descomunais. 

Todos os dias faço o mesmo plano: deito-os e faço o que tenho que fazer depois. Sim, sim, pois. Deito-os aos dois ao mesmo tempo. Ela adormece pouco depois, ele não. E não fica sossegado no quarto a não ser que eu fique por lá. Se tento sair, há nova birra. Acabo por adormecer também a maior parte das vezes. 

E tem sido assim todos os dias. Todos. Tenho adormecido assim há mais de uma semana. Não me consigo manter acordada. O cansaço tem sido maior. Mais forte. E com tanto trabalho que tenho por fazer. Hoje por exemplo, tenho uma encomenda para entregar e ainda nem a acabei. 

Ah, mas e então no feriado, não aproveitaste? Sim, sim! Saímos pela manhã com os miúdos, mas o pai trabalhou à tarde, aliás, o resto do dia e lá fiquei eu com os dois à perna sem conseguir fazer mais nada. Enfim... vidinha de mãe!!!

domingo, 2 de outubro de 2016

Casa de Bonecas

daqui
Esta é uma ideia que tem vindo a crescer por aqui, e não é de há uns dias, semanas ou meses, não! Há mais de um ano, que ando a encasquetar a ideia de fazer uma casa de bonecas para a minha princesa. Há uns dias descobri um tutorial para esta no youtube que me deixou encantada.

Fiquei logo empolgada e com imensa vontade de fazer finalmente a dita casinha. Acho que sim, que é desta que estou suficientemente motivada para tal coisa. A ideia é começar a fazer agora e oferecê-la à miúda no Natal. E calha mesmo bem porque recentemente, falando no Natal, pediu mais Barbies.

Vejam só estas ideias magnificas no Pinterest, não há como não querer meter as mãos ao trabalho também. Estive também a sondar as casas de bonecas de compra, e sim, algumas são maravilhosas, mas sinceramente com preços exorbitantes que não se compreendem. Muitas delas com autocolantes a fingir mobiliário, assim que, para alguém como eu, que tem a mania que consegue fazer tudo por muito menos, está mais do que claro que o desafio foi aceite! Veremos no que dá!

sábado, 1 de outubro de 2016

E assim de repente

Eis que há uma série de coisas a decidir, a escolher e comprar. 

A casa, que na nossa ideia iria arrancar mas devagar, já que, supostamente, o pedreiro só lá ia aos fins de semana, arrancou com muita mais velocidade do que aquela que sonhávamos. O patrão do senhor tem o salário em atraso, por isso ele diz que enquanto não lhe pagar não vai trabalhar com ele, e entretanto vai avançando com a nossa obra. Melhor para nós, claro, e bom para ele também. 

Mas como já referi, fez com que tudo avançasse a uma velocidade que não esperávamos. 
Hoje diz-nos, comprem os bastidores, amanhã o pavimento, que vai começar a encher chão, e depois, os azulejos, não se esqueçam!

Passámos a semana a ver portas e bastidores. Pergunto-me se me vou descabelar na hora de as limpar, mas a verdade é que a casa é pequena e não tem a melhor iluminação num dos lados, por isso, e por grande influência desta onde minimalista que se anda a apoderar de mim (e também porque maridão sempre foi aférrimo do minimalismo na decoração) a nossa escolha recaiu nas portas brancas, para transportar mais a luz e deixar o ambiente mais leve. Se foi um erro, só o tempo o dirá. 

Comprámos as portas na quarta ou na quinta e segunda temos de ir trocar uma delas, porque apesar de as termos comprado segundo indicações do pedreiro, uma delas acabou por ser larga demais e temos de a trocar por uma mais estreita. 

O pavimento já o tínhamos escolhido há algum tempo atrás, quer dizer, já tínhamos andado a sondar e sabíamos muito bem o que queríamos encontrar. Esta semana foi só confirmar se ainda tinham o que tínhamos visto e o valor. 

Quanto aos azulejos para a casa de banho e para a cozinha, ainda não tínhamos muito bem a certeza daquilo que queríamos. Assim que fomos ver o que havia disponível até ao valor máximo por metro quadrado que achei adequado ao nosso orçamento. Depois de ver as cores, os tamanhos, etc, chegámos à conclusão que não queríamos nada muito elaborado e mais uma vez, em branco. 

 Concluí que gosto mesmo de azulejos de 25x50cm colocados na horizontal. E foi desse tamanho que escolhemos os azulejos para ambas as divisões. Para a casa de banho um branco com relevo mas sem frestas para não acumular porcaria, e para a cozinha um branco sujo que por acaso estava em promoção. Todos de primeira, claro! O chão será escuro (mais do que parece na foto), por isso não queríamos carregar demasiado nas paredes, mesmo porque teremos uma parede toda ela pintada com ardósia na cozinha! 


O que acham das nossas escolhas?