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sábado, 23 de junho de 2018

um pé dentro e outro fora

Estava para aqui a pensar há quanto tempo nem sequer ligava o computador. O último dia em que aqui publiquei, deve ter sido mesmo o último em que liguei a máquina. 
A sério que não entendo como é que este mês de Junho já está a acabar. É verdade que por aqui tem sido um corre corre, mas ainda assim custa-me acreditar que daqui a nada estamos em Julho. Quando é que o passar do tempo pretende abrandar? Assim ninguém dá conta. 
O mês tem sido produtivo porém e estamos mesmo mesmo com um pé na casa nova e outro na velha. Já está até cheia de móveis. Neste momento ando eu e o marido a dormir em colchões na nossa sala porque já levámos a cama para o outro lado mas ainda não a voltámos a montar. 
As máquinas da loiça e da roupa também já lá estão. As camas dos miúdos ainda não foram alteradas e como tal vamos tentar fazer isso antes de mudar. Outra coisa que também quero colocar antes que ainda não coloquei, é a cabine para o duche. 
Para já, estoirámos o orçamento para o mês, vamos ter que esperar pelo próximo. Juro que perdi a conta das contas que tivemos que pagar este mês... pareciam florescer do nada.


quarta-feira, 6 de junho de 2018

Destes Dias #17

Não sei como são vocês ai desse lado que me lêem neste momento, já eu sinto mais vontade de escrever quando estou nalguma fase menos boa. Mas depois penso que se só escrevo nessas fases posso passar a imagem de que sou uma melodramática do caraças a quem a vida nunca corre bem e blá blá e tal, e muitas vezes deixo escapar dias e dias sem escrever. 
Mas sabem que mais? Que se lixe! Que assim seja... eu sei que não sou só esse lado, e sei que quem me conhece, conhece o meu riso alto, as caretas que faço a rir, a boa disposição, as "saídas" bem metidas... 
Por isso, sim, escrevo quando tenho coisas menos boas para dizer porque me faz sentir melhor quando não estou tão bem, ou tão feliz. E é isto. Estas últimas semanas têm sido d a q u e l a s. Senão vejam... 
* Temos uma infestação de baratas, não só na nossa casa mas pelo bairro todo ao que consta. E não é coisa d'agora. Ah não, não! Esta pouca vergonha já vem do ano passado, O verão passado foi um stress total e este ano já se avizinha muito pior. Ao que parece os senhores da câmara não fizeram nenhuma desbaratização o ano passado e por mais coisas que coloquemos por cá para desaparecer com as bichinhas essas, elas não deixam de aparecer. O meu marido já enviou para o município, fotos, uma queixa e uma "ameaça" de chamar os media para expor a situação caso nada seja feito a respeito novamente; a ver vamos se sim ou sopas. Ontem à noite estavam demais, juro-vos, eu que tinha pavor de ver uma e de ter que a matar, despachei no espaço de uma hora quase 30, estou profissional a dar chineladas em baratas. Isto é nojento, eu sei, mas tem sido a minha realidade e estou prestes a dar em doidinha com esta casa. Entre as infiltrações do inverno e as baratas, imaginem!
* O meu carro, que teve um arranjo que me custou cerca de 1300€ o mês passado, já ficou parado duas vezes depois disso. Parece que agora é qualquer coisa ou do ponteiro do combustível que não está a marcar bem ou do depósito. Para a semana lá vai outra vez para o spa!
* Tenho a outra casa mesmo quase pronta mas por alguma razão que desconheço, o meu marido arranja mil e uma desculpas para retardar a saída desta casa. E isso tem-me deixado muito, mas muito frustrada e azeda. 
* No passado domingo deu-me um fanico e surtei um pouco. Não ao nível da minha cunhada - claro, essa é pró, mas o suficiente para achar que eu já não estava a ter controlo nenhum dos meus nervos e decidi procurar ajuda. Recorri à Bioressonância pela primeira vez. Fiz um tratamento até agora e notei logo melhoras. Descobri que tenho um bloqueio geopático (mais uma razão para me querer mudar desta casa) e mais uma série de coisas que me andavam a deixar de rastos. 
* O meu filho que até aqui era o bebé da sala, tem um coleguinha novo que já é mais do tamanho dele e acho que isso o anda a afetar. Parece que regrediu novamente na fala e no comportamento. Está super carente, e só me quer a mim sempre. E depois, chora e faz birras como não fazia há muito tempo. 
* A minha sogra está muito em baixo. Não vos cheguei a dizer que foi diagnosticada com cancro de mamã, em estado avançado e inoperável a meados de Novembro, pois não? Foi apenas uns dias antes de a minha cunhada ter tido o piripaque dela. Só aqui que ninguém nos ouve, não tenho muita esperança que viva durante muito mais tempo. Andou a portar-se mal, a não seguir à risca a dieta, a não tomar a medicação como deveria de ser e agora que se sente pior e a enfraquecer já quer tomar tudo. 
* As despesas têm sido mais que muitas... depois do carro parece que apareceu tudo e mais alguma coisa. Logo agora que estávamos a apostar em finalizar a casa. Isso implica reutilizar os móveis que cá temos ao invés de comprar novos como tínhamos pensado. Para já, pelo menos. 
E pronto, basicamente é isto, e já é muito. Quando é que 2018 acalma um pouco e nos deixa respirar calmamente? Por aqui precisa-se, e muito!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

ser adulto

daqui
Há sempre qualquer coisa não há? Ser adulto é na maioria das vezes uma: treta. Quanto não vale sermos crianças, inocentes, ignorantes dos problemas, que já ninguém nos esconde quando crescemos e temos que fazer frente a uma série de situações, onde nos pedem para controlar as nossas emoções, as nossas atitudes. E no entanto qual é a coisa que a maior parte das crianças quer? Crescer. Ser grande. Eles não sabem, e por mais que nós lhes queiramos mostrar que não vale a pena crescer tão depressa, eles não entendem. Só querem crescer, ser grandes e donos de si próprios. Eles não sabem. Não. Nós nunca seremos donos de nós próprios... a não ser que sejamos as pessoas mais egoístas do mundo inteiro, e ainda assim acredito que nunca conseguiremos ser donos de nós próprios. Já dizia a professora de filosofia "a minha liberdade acaba onde começa a tua". 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Destes Dias #16

O miúdo deu mais um passo em direcção à independência e largou a chupa de vez.

A mana tropeçou nele, caiu em cima do braço e magoou-se. Ainda chegámos a fazer uma visita às urgências porque ~apesar de termos confirmado se tinha movimentos no pulso e mão, se não estava demasiado inchado, gelo, muito gelo, etc,etc,etc - acordou umas duas horas depois de se deitar a chorar desconsoladamente, com o pulso/mão no ar e a dizer que doía muito. Raio-x com ele, mas não era partido. Meteram-lhe uma tala nos dedos (o mindinho estava mais inchado que o resto) para ele dormir melhor. Mandaram tirar só no fim do dia seguinte e foi um pranto, que não queria, que ainda doía (nope!)... enfim... o meu dramaqueen 2 cá de casa. 

Tenho passado demasiado tempo em casa, e pouquíssimo na rua. Deveu-se muito ao facto de só termos andado com um só carro e uma rotina de pés para o ar. Felizmente o carro lá voltou na terça feira passada. Que saudades que eu tinha do meu carrinho, depois de andar tanto tempo com o do marido que é rasteirinho, ao pegar no meu parecia que andava nas nuvens *hehe* 

Não tenho costurado nada. Fiz uns arranjos numas calças e numa blusa a pedido de outrem, mas não foi nada de extraordinário. Para além de não me sentir com vontade para o fazer, hoje mesmo comecei a empacotar alguns tecidos para começar a levar para a outra casa. Na verdade enchi 5 caixas com tecidos, e mais uma com livros. Quero ver se amanhã consigo levar uma ou duas estantes que quero levar desta casa para ir começando a arrumar essas coisas que não são de uso diário já pela outra. 

Eu sou fã da Anatomia de Grey. Desde que comecei a ver há já nem sei quantos anos atrás que nunca mais deixei de o fazer. Tenho acompanhado toda a história atentamente e achei piada a Foxlife lembrar-se de passar todos os episódios desde o 1º, claro que ando a rever todos, não perco nem um. Eu e a minha colega, mas como ela nem sempre consegue ver lá a vou pondo a par de tudo. 

Trabalhei uma das folgas mas tudo bem. Desde que arranje quem me fique com os miúdos nesses dias, sinceramente não me custa trabalhar nas folgas já que regra geral depois troco essas horas por horas livres, geralmente quando me dá jeito e não quando dá jeito aos patrões, nesse aspecto temos sorte, são super acessíveis a facilitarem-nos a vida (e nós retribuímos, ou vice versa). 

Tenho tido dias em que me tenho sentido um completo fracasso nisto de ser mãe. Espero estar a fazer pelo menos alguma coisa certa. Este domingo fomos ao Ikea, ver mais algumas coisas para a casa (desta vez só mesmo em passeio, para juntar ideias, ver as coisas ao vivo), mas os miúdos estavam completamente impossíveis os dois, sempre a implicarem um com o outro, ela a desafiar-nos, ele a fazer birras porque só me quer a mim. 

domingo, 13 de maio de 2018

#Destralhar - pequenas vitórias


Há quase dois anos (setembro 2016) que retomámos as obras na outra casa, andaram lenta-lentamente mas foram avançando, ao contrário de todos os anos que ficaram completamente paradas. Agora, finalmente, vejo como a mudança se aproxima, não quero agoirar, mas se não for possível ainda este mês, do próximo não passara, e por isso, é urgente destralhar mais e mais. 

Há apenas uns dias, neste post, disse que já não tínhamos assim tantas coisas por destralhar, mas andei a pensar seriamente nisso. Será que não? Será que não consigo descobrir mais nada ao qual consiga dizer adeus sem ficar com remorsos? 

Ontem, já tarde, depois dos miúdos estarem a dormir há duas horas e eu ter visto dois episódios de uma série que acompanho, achei por bem tentar destralhar os meus livros. Afinal, estava sentada de sofá a olhar para alguns deles. Já tinha feito duas tentativas antes, mas os meus livros, valem mais do que ouro para mim e voltei a guardar tudo no sítio novamente. 

Ontem porém, consegui tirar por volta de 10-15, sinceramente não sei, não os contei e não quero ir mexer no saco para não ter tentações de os recuperar. Vou oferecê-los à minha irmã, e se não quiser todos vou doar à biblioteca. Isto é uma vitória muito grande para mim. Consegui desapegar-me de todos estes livros. 

Outra vitória foi ter enchido uma caixa de retalhos de tecidos que já não quero, que estão a mais. Pensei em deixá-los perto do contentor do lixo, mas imaginei-os espalhados pelo chão, sem uso, danificados, e mais tarde na lixeira. Assim que lá fui para o facebook e ofereci num dos grupos dois quais faço parte. Em menos de 5 minutos apareceu alguém da zona a dizer que os vinha buscar. É muito mais fácil destralhar assim. 

Ando a ponderar dar à mesma pessoa mais alguns materiais de costura que não tecidos, pois mostrou-se disponível para receber tudo o que eu já não quisesse e isso para mim é um incentivo. Passo o testemunho, e possivelmente a ela será bastante mais útil. Eu não fico com sentimentos de culpa por retirar as coisas que comprei de casa, e ela fica feliz. 

Para além dos livros e dos tecidos, tenho à porta de casa para deixar no contentor quando sair um biombo. Um biombo que me fez morrer de amores quando o vi na loja e tive de o comprar há uns anos. Que me foi tão útil durante o tempo que aqui morou, mas que começa a mostrar sinais da idade, e que não terá serventia na outra casa. Tirei também uma caixa com pequenos acessórios de decoração ultrapassados e que nada me dizem, uma almofada também ela ultrapassada, mais dois livros sobre gravidez e alguma roupa para uma amiga que está grávida neste momento, sapatos do meu filho, e um conjunto de talheres que me andava a irritar há uma eternidade. 

Já só vejo a hora de começar a montar móveis no outro lado e começar a organizar a casa para a mudança. Wish me luck!!!

domingo, 6 de maio de 2018

Vale a Pena Partilhar #6


Há tanto tempo que não fazia um"vale a pena partilhar", não é? Mas cá estamos hoje para tratar disso. Nos últimos tempos tenho passado mais tempo a ver vídeos no youtube do que propriamente a ler blogs, por uma simples razão, é que os vídeos vejo e/ou ouço enquanto faço outra coisa qualquer, como limpar, costurar, cozinhar, etc, enquanto que para ler tenho que estar exclusivamente a fazer isso apenas. Por acaso como tenho estado de férias, até andei a ler alguns dos blogs que acompanho e gosto, mas realmente já não o fazia há muito tempo. 

Isto tudo para vos dizer, que sim, algumas das minhas sugestões de hoje vão levar-vos diretamente a alguns canais do youtube, como é o exemplo do canal ClutterBug. Descobri-o por acaso há uns meses e fiquei fã. Não só pelas dicas maravilhosas que a autora partilha, mas acima de tudo pela sua boa disposição, sinceridade e como no fim de cada video conta sempre alguma história pessoal que nos põe na certa a rir. 

Eu sou fã de lentilhas. Não sei quanto a vocês mas para mim é um alimento essencial na minha alimentação. Sei que muitas pessoas nem sabem muito bem como as cozinhar, por isso, deixo-vos hoje uma sugestão simples e fácil de fazer. 

Há histórias que acompanhamos e que nos fazem sorrir muito e chorar também. Sentimos tudo vivamente com quem escreve do outro lado do ecrã, mesmo que nunca os tenhamos visto na vida. Isso acontece-me com o blog Ideias Debaixo do Telhado, onde houve uma grande ausência da autora, mas que retomou agora com uma história fantástica que já me fez chorar bastante. Ainda por cima, há pouco tempo partilhou este bolo de chocolate que fiquei cheia de vontade de experimentar também. 

Encontrei aqui uma ótima sugestão para férias com os miúdos. A verdade é que por cá, estas duas semanas de férias que tenho estão a ser passadas em casa. O marido vai ter uns dias em Junho e gostavamos de ir a algum lado, mas ainda não temos nada planeado. 

sábado, 5 de maio de 2018

lamentos meus...lamentos meus...

daqui
Estes últimos dias têm sido estranhos. Estive de férias e segunda feira já volto ao trabalho. Não fiz nada de jeito para além de dar uma boa limpeza na minha cozinha. Estava a precisar! Este impasse entre uma casa e outra está a custar-me, já vos tinha falado mais sobre isso aqui
Estou saturada de várias situações na verdade... é o carro que parece nunca mais vir da oficina (já vos disse que lá está desde fins de Janeiro?)... é a casa que ficou ao abandono de repente e nunca mais lá fomos acabar o que falta... é o meu marido que não anda bem de saúde desde Janeiro (não é grave, mas incomoda)... sou eu que não tenho força de vontade suficiente para ultrapassar as minhas próprias barreiras... 
Enfim... hoje estou sem os miúdos e passei o dia a tentar distrair-me. Andei a ver vídeos, e fotos, a procurar mais e sempre mais inspiração lá para a outra casinha, já que finalmente convenci o maridão a irmos trabalhar nela amanhã. Não tendo os miúdos, desta vez não se conseguiu escapar. 
A minha preocupação desde sempre é tentar meter o que quero levar desta casa na outra. Alias também já falei sobre isso aqui. Nem sequer falo dos móveis, mas sim das nossas coisas, os nossos pertences pessoais, individuais dos quatro. Com o passar do tempo, tem-se tornado numa questão sensível para mim, que sinto, que me rouba saúde e sanidade na medida que fomos crescendo cá em casa. 
Entre pesquisas e outras acabei por dar com fotos de casas completamente atulhadas de coisas! Céus! Isso fez-me parar um bocadinho e dar-me uma chapadinha nas costas a mim mesma. Sim, porque por muito que me queixe da desorganização e desarrumação cá de casa, com brinquedos e roupa espalhados pela casa, a minha casa não está nem perto do caos monumental que vejo nessas casas. São espaços onde nem se consegue andar. Credo!!! 
Vejam alguns exemplos assustadores... dá logo vontade de continuar o meu caminho no desapego e continuar a destralhar. No entanto sinto, que não tenho muito mais que realmente já não queira. Talvez consiga destralhar umas papeladas, uns livros (tem sido um calcanhar de Aquiles até aqui), alguns retalhos de tecido, mas no que a destralhar diz respeito, coisas guardadas sem utilidade já não temos assim tantas. 

sexta-feira, 4 de maio de 2018

livros lidos em 2017

Tinha este post escrito nos rascunhos e esquecido. Apesar de irmos já em Maio, estou a publicá-lo agora. Gosto de ter estes registos, mais que não seja para minha própria consulta futura. Este ano a leitura decresceu novamente, mas espero entrar nos eixos em breve. 



Décimo Terceiro Conto - Diana Setterfield - Fevereiro/Março
O Homem que Sabe Pensar - James Allen - Abril
Três Homens Num Barco - Jerome K Jerome - Abril
Fazes-me Falta - Inês Pedrosa - Abril/Julho
O Segredo do meu Marido - Liane Moriarty - Julho
Antidoto - Jose Luis Peixoto - Julho
Loucura - Mario Sá Carneiro - Agosto
Todos os Escritores do Mundo Têm a Cabeça Cheia de Piolhos - José Luis Peixoto - Agosto
Fica Comigo Esta Noite - Inês Pedrosa - Agosto/Setembro
Manhã Submersa - Virgílio Ferreira
*Larga Quem não te Agarra - Raul Minh'alma - Dezembro

*este último aborreceu-me de morte e foi a causa de eu ter abrandado as minhas leituras. comecei por gostar, identifiquei-me com muitos dos textos, mas ao fim de algum tempo, aquilo pareceu-me tudo um pouco mais do mesmo, ali a enrolar e também eu comecei a enrolar a leitura, a pegar cada vez menos nele. e foi assim que só voltei a ler um livro do inicio ao fim em Abril. 

quinta-feira, 3 de maio de 2018

O mais novo

O mais novo tem sido muito diferente da irmã em quase tudo. Muitas vezes dou por mim a fazer comparações entre ambos, sem sequer me aperceber. Não é consciente, e sempre que me apercebo que estou a ir por ai tento não o fazer. Na maior parte das vezes é difícil não o fazer. Não por achar que um é melhor que o outro, apenas porque tenho de comparar e perceber que cada um tem tido o seu ritmo, a sua forma de ser, e eu mesma não tenho sido a mesma para cada um deles, por vezes sinto até que fui muito melhor mãe para ela do que para ele... 
Ela foi a primeira, havia mais paciência, havia mais tempo, ela era mais calma e interessada, o que ajudou a estimulá-la sem ter que forçar. Sinto-me culpada e frustrada por não ter dado o mesmo trato a ele, no sentido de fazer mil e uma atividades que estimulam o seu desenvolvimento. No entanto, não sei se para atenuar estes meus próprios sentimentos, percebo que nunca o forcei a nada. Ele não se interessava simplesmente, e eu não o forcei nunca. Isso também é bom, não é?! 
Tentei sempre respeitar os seus ritmos embora fossem muito mais lentos. Quando entrou para este jardim de infância onde está agora, não falava quase nada, com três anos feitos havia um par de meses. 
Em Janeiro passado iniciou a terapia da fala, e digo-vos que a diferença desde Setembro até agora é monumental. A terapeuta conheceu-o logo em Setembro e quando me reuni com ela em Dezembro, já ela achava que ele tinha tido uma grande evolução, mesmo sem terapia. Uma vez começada esta, tem sido sempre a melhorar. E melhorar a comunicação, a forma como se expressa e conseguir entender e ser entendido, tem feito milagres por aqui. 
Continua a ser um miúdo muito mais enérgico que a grande maioria, continua a ter o seu feitio especial, mas já nos vai ouvindo, seguindo as nossas indicações, já vai entendendo as consequências dos seus atos, para o bem e para o mal. Ao ritmo dele, lá vai alcançando objetivos que deveria ter atingido muito antes. 
Segundo a educadora, tudo isto se deveu ao desenvolvimento tardio da fala, que acaba por atrasar o resto; mas que está no bom caminho, e que acredita que vai conseguir acompanhar os outros mais tarde ou mais cedo. Resta dizer que é o mais pequenino da sala, onde a maioria já vai para a primária este ano (ele ainda tem 3 anos). 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

da chucha

O desmame da chucha parece estar a correr bem. A segunda noite a dormir sem chupa correu bem. Deitou-se sem a pedir porque já tinha estado a conversar com ele sobre isso, mas eu tive que ficar por perto. Primeiro a dar uns miminhos e depois só mesmo presente. Adormeceu facilmente, não sem antes brincar um pouco com um coelhinho. Dormiu a noite toda e por volta das 7h30, acordou e chamou por mim. Veio para a nossa cama e dormiu mais um par de horitas. A última noite já correu um bocadinho melhor. Antes de deitar ainda pediu a chucha, mas disse-lhe que já não havia e ele riu-se com ar malandro, do tipo "estava só a ver se pegava, mãe". Adormeceu com maior facilidade que na noite anterior, eu fiquei lá pelo quarto mas não ao lado dele. Pela manhã quando acordou (já mais tarde), apenas chamou por mim como fazia antes. 
Os avós vieram visitar e contámos a novidade e ele muito feliz porque já era um bocadinho mais crescido e já tinha dormido duas noites sem a chupa. Mais um passo em frente, mais um passo rumo à independência. Afinal, é esse o nosso papel como pais e educadores, não é? 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Bye bye chucha?!

daqui
Quando entrou para a creche no ano passado, o meu miúdo mais novo deixou, juntamente com os coleguinhas, de usar a chucha, nem para dormir a sesta ele a queria. 
Porém, em casa, sempre que ia dormir (sesta ou noite), ele pedia a chucha. Quando se magoava a sério também se consolava com ela. E sempre usou até esta noite. Ontem ao jantar fez uma grande birra, e conforme ia aumentando, o castigo que lhe dê-mos, foi colocar uma chucha de cada vez fora da janela. Eram três. 
Quando foi dormir tirámos as chuchas da janela, escondemos e dissemos-lhe que já não estavam, que um pássaro teria levado. Deitou-se sem grandes dramas, mas demorou eternidades a adormecer. Uma vez ou outra choramingou por mim, diz o pai que chegou a vê-lo à espreita na janela do quarto. A mim dizia-me que ainda não estava lá nada. 
Antes de eu me ir deitar, notei-o um pouco mais irrequieto. Deitei-me com ele, um miminho de mamã sabe sempre bem. Adormeceu em poucos minutos agarrado ao doudou. E dormiu a noite toda sem a chucha. Acordou bem cedo, às 6h e tal da manhã, e foi a precisamente a manhã sem a chucha que mais lhe custou. Levei-o para a minha cama, onde ainda tentou dormir um pouco, mas depois ficou muito choroso. 

daqui
Parte o coração vê-los assim, custa-me ser a má da fita que lhe tira aquela "bengala" que sempre teve, mas ele já vai fazer quatro anos, e não quero que a chupa interfira com a dentição. Eu já não era muito a favor de chuchas quando eram mais pequenos, quanto mais com estas idades. Sei que são só as horas em que dorme, e ainda assim já são demais por dia, mas agora que tentámos e não correu tão mal como esperava não penso recuar. 
Tenho a sensação que esta noite não será tão boa, embora tenha esperança de estar redondamente enganada. Este miúdo sempre nos surpreendeu... quando achamos que reagirá bem, por vezes não é o caso, e quando achamos que não é capaz ainda disto ou daquilo, ele faz, ou adapta-se que é uma maravilha. A irmã largou a chupa aos dois, um gato levou. A primeira noite custou um pouco a adormecer, mas depois adaptou-se bem. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A Arte de Organizar a Sua Vida |Hideko Yamashita|


Há uns dias atrás fui a Lisboa, para não me aborrecer muito na viagem, levei o livro que a minha amiga me ofereceu. O livro é A Arte de Organizar a Sua Vida de Hideko Yamashita (da editora Alma dos Livros) que tinha começado a ler no mês passado mas que acabou por ficar de parte logo a seguir porque me distraí a costurar desde então. 

Retomei então o livro durante a viagem para lá, mas foi na viagem de volta que mais li, e que fiquei a pouquíssimas páginas de o terminar. Sabem os livros da Mari Kondo? Pois bem, este não é muito diferente, embora o seja. Assim que comecei a ler achei que ia gostar mais deste método abordado pela autora. Esse método é o dan-sha-ri e começou por fazer muito sentido. 

Basicamente o dan significa fechar a porta àquilo que não merece entrar na nossa vida; o sha, livrar-nos do que já temos mas não precisamos, e o ri eliminar o desejo de adquirir o que não precisamos. Muito do que li no livro já coloco em prática, faz-me muito sentido, mas por outro lado, passagens houve em que fiquei de pé atrás. 

O desapego é bonito, é verdade. Cria em nós espaço para nos sentirmos bem connosco e com o que nos rodeia. Quando temos menos, a nossa vida fica bastante facilidade, mas promover o desapego só porque sim, não me parece bem. Nós temos realmente uma relação com as coisas, e por exemplo trocar de roupa todos os anos pareceu-me um desperdício. Ao fazê-lo estamos a promover o consumo de mais roupa. Não! Isso para mim não dá. Mesmo que uma peça de roupa tenha 20 anos, se estiver em condições e eu gostar (e usar!), com certeza não me vou descartar dela. 

Conseguir relacionar o peso que as coisas podem conter nas nossas vidas, nos relacionamentos e nas escolhas que fazemos é algo que se pretende quando se pratica o método dan-sha-ri. Pessoalmente, quando sai do comboio vinha cheia de vontade de começar a tirar coisas de casa para doar. Infelizmente cheguei tarde e ainda tinha costuras para terminar para o dia seguinte, caso contrário tinha-me jogado certamente à tarefa. 

Vale sempre a pena ler este tipo de livros, a meu ver pelo menos, pois acabo sempre por me sentir um pouco mais motivada a atingir certos objetivos, e também aprendo sempre algo novo. E vocês já o leram? Se sim, o que acharam? 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Destes Dias #15


Março e Abril não foram meses bonitos. As chuvas foram mais que muitas, e tivemos problemas por conta delas. Temos repassos no quarto e na casa de banho. Já tínhamos reparado o prédio no ano passado por conta disso mas de nada adiantou, basta chover um pouco mais para ter as duas divisões com água a pingar em vários pontos. Estou tão cansada disto! Felizmente a chuva deu tréguas e o calorzinho que se faz sentir lá vai secando as paredes, devagar, devagarinho. Entretanto fomos visitando a outra casa para ver se não tínhamos problemas com a outra também e está tudo bem. 

Sempre que o sol saiu e nós tívemos oportunidade tirámos os miúdos de casa, parques, praias, jardins... é que estar de férias com os miúdos e não sair de casa (tive uma semana na Páscoa) ia dando comigo em maluca. Felizmente tenho mais duas semanas agora (uma já quase foi, snif*snif) e talvez consiga fazer algo de útil. 


Tivemos um casamento pelo meio, de um amigo de ambos de longa data, daquelas pessoas que podemos estar sem ver durante anos e anos, mas que continuamos a gostar imenso deles e que não se esquecem de nós nas coisas mais importantes das suas vidas, nem nós deles. Para terem noção, eu nem conhecia a noiva pessoalmente e já namoravam há 10 anos. Mas aquele camelo! Fez-me chorar assim que entrou na cerimónia! Já tinha chorado ao ver uma noiva entrar (sobrinha e afilhada!) mas nunca um noivo!!! A verdade é que foi muito emotivo e nunca ninguém chorou tanto como neste casamento. Mas foi bonito, divertido, e memorável. 


Continuo sem o meu carro! Até já o trocámos de oficina porque sentimos-nos enganados na primeira, e apesar de estarem a levar também muito tempo nesta outra, ao menos vão-nos colocando ao corrente das voltas que têm dado e as dificuldades que têm encontrado pelo caminho. Mal posso ver a hora de ter o carro de volta, é que o dele desenrasca, mas não é solução ad aeternum para nós.

A minha filhota já só fala do aniversário dela (ainda faltam um par de meses, mas irra, a miúda sai à mãe). Este ano o dela calha a uma sexta e o do irmão na segunda seguinte. Como ele é mais pequeno, creio que vamos fazer a festa dela em casa no domingo, e depois para ele só na escolinha, uma coisa mais simples. Até aqui temos juntado as duas festas num dia só.

Já andei a reorganizar as roupas. Guardei a maior parte das malhas e peças mais quentes e tirei as peças mais frescas de verão. Como sempre consegui destralhar mais umas quantas que já não me agradavam tanto (só falta fazer isso com as do marido, mas convém ser com ele por perto). A roupa, é sem dúvida dos maiores monstros nesta casa. Parece que cresce de todos os cantos por si, que tem vida própria. Também vos acontece? O que é que vos chateia mais?