terça-feira, 20 de junho de 2017

De coração pequenino


Eu, que deixei de ver telejornais há cerca de seis anos, sou sempre das últimas a ar das notícias. Isso aconteceu também com o incêndio de Pedrogão Grande. No sábado à noite fomos jantar com uns amigos e permanecemos sempre longe das redes sociais (onde geralmente acabo por acompanhar os acontecimentos mais falados da atualidade). O meu marido que se juntou a nós mais tarde, ainda comentou por alto, algo do género "lá para cima está um incêndio enorme"- Confesso que dei pouca importância. Todos os anos assistimos às mesmas situações, e a distância faz-se notar. Não o sentimos da mesma forma. 
Só no domingo à noite é que eu tive a noção do que estava efetivamente a acontecer, pois durante todo o dia também me mantive longe de redes sociais e notícias em geral. E fiquei com o meu coração pequenino! A não conseguir sequer imaginar o cenário. Tanta vida ceifada em tão pouco tempo! A força da natureza é avassaladora e impõe respeito. E a dor daqueles que ficam, os que perderam tudo, os que ainda lutam. A coragem dos nossos bombeiros, tão pouco respeitados e reconhecidos, que fazem de tudo em troco de praticamente nada. 
E deixamos de ter a ideia do "está longe", porque já diz o ditado que "longe da vista, longe do coração!", mas aqui não se aplica. Longe da vista, mas a quebrar o coração. A impotência de pouco se poder fazer para ajudar. Resta-nos fazer os possíveis, agradecer todas as ajudas que quem precisa tem recebido, e rezar, para que a tragédia não se repita, que Portugal pare de arder. Porque neste momento, a norte, a centro ou sul, somos todos portugueses e estamos todos a perder aqui. 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Saber parar


Ultimamente tenho-me desviado um pouco do caminho que quero e gostaria de seguir. A sensação de me estar a tornar cada vez mais incapaz de atingir os meus objetivos e desejos está mais presente em mim. Principalmente no que toca àquilo que eu quero ser e fico tão aquém. 

Quero ser mais presente para os meus filhos, mas realmente presente para eles e não uma figura que está lá mas sempre, sempre tão atarefada, ou a pensar no seu próprio umbigo. Já fui essa mãe que tanto desejo voltar a ser, mas parece que o cansaço fala sempre, sempre mais alto. 

Alguns dos meus projetos pessoais estão em stand-by porque simplesmente não encontro a motivação em lado nenhum. 

Quero destralhar mais, mas olho para as áreas cá de casa que precisam de intervenção e nem sei muito bem por onde começar (hoje por acaso andei a destralhar brinquedos partidos ou com peças perdidas, curiosamente fartei-me de pensar na minha mãe e na impressão que lhe faz eu livrar-me dos brinquedos dos miúdos, mas isto daria outro post). 

Por vezes penso se não estarei a exigir demasiado de mim? Não. Acho que não. O meu problema tem sido mesmo pensar em fazer muita coisa, mas realizar efetivamente, tem sido bem pouco. Perco demasiado tempo a imaginar, a planear, a projetar e pouco a realmente fazer. 

Pode-se dizer que ando desleixada, não seria mentira. E no entanto, pesa-me mais do que nunca a carga desse desleixo. Principalmente quando chego ao fim do dia rebentada e nem sei bem porquê. Há mesmo muito tempo que não chegava ao fim do dia com tanto sono e tão pouca vontade de fazer seja o que for. De tal forma, que muitas vezes olho para o lado, ignoro toda e qualquer tarefa, mesmo que urgente, e abandono-me ao conforto dos meus lençóis. 

E o pior para mim, é ver como este estado se arrasta há tanto tempo. Tenho alturas em que parece que finalmente estou a emergir, a ser um pouco mais < e u > novamente, mas depressa noto como volto ao mesmo lugar num piscar de olhos. 

Felizmente, desta vez, este sentimento não anda de mãos dadas com a frustração. Apesar de tudo, parece que finalmente começo a entender que, embora já longa, está é uma fase menos boa, que se der ao corpo o descanso e o que ele precisa poderei melhorar. 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dentes


A miúda andava a queixar-se de que lhe doía a gengiva... "Aqui atrás do dente, mamã!". O dente era o pré-molar inferior direito. Ontem ao jantar queixou-se outra vez e joguei o dedo lá dentro. Senti uma pontinha e estranhei. Fomos espreitar com uma luz mais forte e não é que já tem o primeiro molar a nascer?! Na verdade está praticamente todo de fora. Tinha ideia que estes vinham bem mais tarde. Ainda nem lhe caiu nenhum dos dentes de leite (tem o primeiro a abanar mas pouco e já há um par de semanas) e já temos o 1º molar. 

domingo, 11 de junho de 2017

Praia precisa-se


Está tanto calor; temos a praia ao nosso lado e ainda não nos estreámos este ano (no sentido de vestir a roupa de praia, levar a toalhita e abancar por lá uns bons minutos, ou horas com os miúdos). 
Primeiro foi a mais velha com a varicela,evitámos a exposição ao sol devido às marcas na pele. Depois foi ele, também com a varicela, e agora, para além dele que ainda está muito marcado, eu e o meu amor achámos que estava na hora de uma nova tatuagem para mim e um retoque muito precisado na única dele. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Aniversários |Tema|



Apesar de hoje ser dia da criança, pensamos noutra festa por aqui. Dentro de sensivelmente um mês os meus miúdos fazem anos. Primeiro ela, e apenas uns dias depois ele. Vamos juntar as duas festas numa só, claro, e já começámos a pensar nela. Quem escolheu o tema foi a mais velha (que foi quem preferiu unir as festas também)... e escolheu o Panda porque o mano adora o Panda. 

Ainda não sei se vou fazer a festa em modo (Canal) Panda, ou simplesmente pegar nos pandas em geral como inspiração e ir por ai. Estou mais inclinada para a segunda opção. Tenho em mente basear-me no tema pedido por ela, mas de forma subtil. Fazer o bolo em forma do panda, convites, lembranças, mas se calhar deixo as comidas e tal de fora (dispenso a trabalheira). 

Depois, gostava de ver muita cor na mesa. A festa que mais gostei de anos passados foi a do arco-íris, por isso estou a ponderar misturar esse tema com o do panda e usar muita cor na mesa... nas comidas, nos talheres, pratos, etc. O que acham? 

Por enquanto ando em recolha de ideias, mas quero começar a tratar já de algumas coisas, o mais breve possível. 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Destes Dias #9

Não tenho dado novidades ultimamente, para além do relatório que publiquei ontem sobre o andamento do desfralde do mais novo. No entanto nestas últimas semanas houve muito mais. 

Vejamos... a minha cozinha chegou finalmente. Depois de um mês de atraso em relação ao que me disseram. Há uma semana que está parcialmente montada. Ia encomendar a pedra na segunda passada, mas o pequeno ficou com febre e nada feito. Na terça lá fui, e apesar do senhor ter dito que me ligava no dia seguinte para ir tirar as medidas, só na quinta quando lá fui outra vez é que o fez. Diz que esta semana estará pronta. Depois, faltam os acabamentos e fica pronta. Estou apaixonada pela minha cozinha. Ainda é mais bonita do que imaginei e tem tantoooo espaço de arrumação. 

A minha filhota teve varicela e ficou toda uma semana em casa. Portou-se tão bem, apesar da comichão, coçou-se muito pouco e as marcas já começam a desaparecer. 

Levei-a a visitar o primeiro infantário onde andou e foi uma alegria pois as, então, melhores amigas ainda lá estão. A educadora também é a mesma e ficaram todas muito felizes. Saiu de lá com o convite de passar uma manhã com elas.

A minha sobrinha-neta passou cá uma noite (é apenas um ano mais nova que a minha filha) pela primeira vez. A miúda até se porta bem, mas não come quase nada, e além disso, sofre de encoprese e volta e meia tem a cueca suja, e nem diz que tem. Temos de andar sempre em cima dela, a chatear e pior a limpar. É cansativo, no mínimo. 

Fomos visitar os avós e é sempre uma festa para os miúdos. Em casa dá avó têm imenso espaço na rua para correr, ao contrário do que acontece por aqui. Ficam sempre estafaditos e a parecerem uns ciganitos.

Deu-me a pancadinha! Marquei a 6ª tatuagem!!! 

O trabalho também corre muito bem. Há uma semana fomos, a minha colega e eu, a uma formação com o Dr. Gareth Zeal e adorámos. Aumentar o nosso conhecimento com quem sabe, é sempre muito gratificante.

E para acabar, a piolha tem o primeiro dente a abanar. E está eufórica com isso. 

sábado, 27 de maio de 2017

Desfralde #2


Isto do tempo e da sua velocidade é cada vez mais impressionante. Digo-o agora perplexa com a quantidade de dias que passaram sem vos vir cá dar novidades. 
Continuamos em modo desfralde. E não me posso queixar muito. Há duas semanas que na escolinha começaram a tirar a fralda na hora da sesta e na maior parte dos dias corre bem. Cá em casa também acompanhei o processo (se bem que ele em casa fazia sempre xixi na fralda da sesta). Correu bem. 

Durante várias noites, a fralda permaneceu seca até se levantar. E ontem, pela primeira vez deitei-o sem fralda à noite também. Posso dizer que comecei oficialmente o desfralde noturno. Não fez xixi a noite toda. Ainda o levantei uma vez para o sentar no bacio, mas não fez nada. Alguns minutos depois pediu xixi, sentei-o novamente e disse "já está", mas não estava nada. Voltou a dormir e quando o pai saiu de casa, perto das 7h30, continuava sequinho. Pouco tempo depois chorou por mim, estava todo molhado. 

Ele aguenta imenso tempo sem fazer xixi. E continua sem pedir, temos de ser nós a sentá-lo quando nos lembramos. O número dois corre bem. Não tem qualquer medo de o fazer, não prende... enfim, só não faz todos os dias, é mais dia sim dia não, mas faz e anda bem. 

Podemos sair com ele à vontade, até aqui nunca teve nenhum descuido fora de casa e isto que por vezes estamos fora de casa durante algumas horas. Não gosta de sanita em casa, mas dormiu em casa da tia uma noite e preferiu-a ao bacio. 

No geral, acho que está a correr tudo muito bem. Os descuidos, têm sido uns dois por semana, nada mal. Se continuarmos assim, daqui a nada temos um menino completamente desfraldado.