Pesquisar neste blogue

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Halloween. Eu gosto, e tu?

As opiniões sobre esta festividade, neste país à beira mar plantado, são, no mínimo controversas. Mas o que os outros pensam é-me igual ao litro e cá por casa HALLOWEEN é algo que todos adoramos. Sim, as minhas crianças costumam vestir disfarces alusivos, e já participaram numa ou outra festa, onde se foi ao "doce ou travessura", com adultos responsáveis a acompanhar e com vizinhos que tendo sido avisados com antecedência, se mostraram, na maior parte dos casos participativos. Por muito que goste deste dia, também não suporto adolescentes histéricos que se aproveitam das máscaras para armar confusão e destabilizar. O que noto, é que neste país, o que não se entende, é olhado com desdém e logo lhe é posto um rótulo em cima. Falta às pessoas serem um bocadinho mais educadas em certos assuntos, para não lhes sair tanto estrume pela boca. 

Enfim... gosto de Halloween, Dia das Bruxas, o que lhe quiserem chamar. E os miúdos também. Gostam de "Nightmare before Christmas" e "The Corpse Bride" tanto quanto eu, gostam de aranhas, morcegos e esqueletos (bem, o mais novo dos esqueletos não gosta muito, é verdade!). 

Há uns anos, a minha irmã ofereceu-me uma festa de aniversário no Halloween (faço dois dias antes), na verdade eu escolhi e preparei a festa, mas foi ela que a financiou. Na altura ainda estudava, e passei horas com uma colega a fazer decorações, foi a melhor festa de sempre. Tudo pensado ao detalhe. Não encontrei muitas fotos mas deixo-vos aqui algumas. 





Isto tudo para dizer que ando muito tentada a fazer uma festinha de Halloween para os meus miúdos este ano, e mesmo que sejamos só nós, preparar tudo ao detalhe, com decoração, comida e até disfarces, tudo bem dentro do tema. 

O ano passado encontrei num supermercado com 4 letrinhas apenas, umas massinhas de halloween... pergunto-me se este ano já as terão ou não? Tenho de dar uma espreitadela. Nós só acabámos com o nosso pacote há um par de semanas, só tinha um restinho que misturei com outras massas. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

desafio: 3 meses sem compras


Tenho um novo desafio para mim - e para ti também se estiveres prepradado/a e com vontade para isso. Vou já dizer-te no que consiste e como cheguei lá. Até ao fim deste ano (daí os 3 meses) acabaram-se as compras de roupa e tecidos cá por casa. Temos todos mais do que suficiente, e se faltar alguma coisa, vou ter que a fazer eu - claro que esta parte do desafio só serve para quem sabe costurar! E é só isto, normalmente, as minhas exceções nestes desafios são: roupa interior, e algo que precise mesmo ser trocado (tipo bata do trabalho, ténis para escola, roupa interior (embora tenha feito as últimas dos miúdos)... 

Então e como é que cheguei a esta brilhante ideia? Leiam o testamento que já lá chegaremos. 

Depois de me lamentar da falta de publicações nos blogues de ontem, andei à procura de alguns que me interessassem ainda, que falassem diretamente aos meus interesses e me cativassem. Não é fácil, há sempre demasiada publicidade, os blogues que continuam ativos estão cheios de publicidade a algum produto e/ou serviço que pretendem vender. É tudo negócio e é por isso que fui deixando de seguir muitos dos que seguia. 

Saltitei de um para outro e acabei por passar algum tempo a ler umas publicações sobre destralhar no blog Happy Simple Mom. O que li fez sentido para mim, e fui ficando, abrindo uma atrás de outras. É que passei a sexta e o sábado a destralhar cá por casa também, e fiquei com o bichinho de destralhar mais novamente. Ando quase sempre nisso, bem sei, é uma constante, mas ainda há sítios da casa, onde coisas se vão acumulando. 

Está mais que visto que perdi um bocado o controlo naquilo que compro, e ultimamente andei a comprar mais do que precisava só porque sim, porque podia e me apetecia mimar-me com compras. Não que seja uma compradora compulsiva, mas há uns anos ganhei o hábito de comprar muito pouco, e agora já me estava a esticar comparando comigo mesma. 

Bem, isto para dizer que ao ler este blogue que vos falei acima, tropecei com este artigo que ressoou imenso na minha cabeça, é que em Agosto, desafiei-me a comprar apenas e só o necessário, no geral. A coisa correu bem, mas eu andava era mesmo com vontade de fazer um ano sem comprar roupa como aliás já fiz uma vez (menciono esse desafio aqui, num outro cantinho também meu).

Nestes dias fiz a troca das roupas de estação e fiquei a cismar com isso. A minha roupa está mais controlada - embora tenha comprado muita o ano passado, mas a dos miúdos assoberba-me um pouco. A miúda destralha com facilidade e o miúdo pouco voto tem na matéria, sendo eu quem controla o que fica e o que vai, na dúvida ele dá a opinião dele para ajudar. O problema é que dão-nos muita roupa, da qual gostamos muito e vai tendo uso. Depois, eles partilham aquele mini quarto que já mal dá para um, quanto mais para os dois. Não vejo a hora de se resolver esse problema.

Assim que, faz todo o sentido começar novamente o desafio no que toca a novas roupas. Até ao fim do ano não entra mais nenhuma (vou já dizer que vamos fazer uma exceção: a miúda precisa de um robe novo e não compensa nada fazê-lo eu, assim que em principio isso vamos comprar, mas é isso e ponto). Nesta troca de roupa já destralhámos algumas, e tenho a certeza que conforme as forem experimentando, algumas estarão curtas, ou não vão gostar de ver, enfim, o mesmo de sempre. 

Em relação a tudo o resto, fora do departamento da roupa terá que ser bem pensado e repensado antes de ser feita qualquer compra também, mesmo sem ser o foco do desafio. Não é uma questão de me privar de nada, e sim evitar o acumulo desnecessário de tralha cá por casa. É que depois sou eu que tenho de lidar com toda essa tralha. 

domingo, 4 de outubro de 2020

quando todos escreviam nos blogues

Tenho saudades, - muitas saudades -  dos tempos em que as pessoas escreviam nos seus blogues, onde havia tanta publicação por ler que não conseguia chegar a todas. Sim, temos o Instagram, e o facebook, há muita partilha por lá, mas digam o que disserem, a partilha não é a mesma, a ligação não é a mesma. Tenho saudades dos anos de ouro dos blogues, dos conteúdos, e da inspiração que daí vinha. Lembro-me dos desafios, da partilha de informação e ajuda gratuita, que dávamos e recebíamos com alegria. Não eram os gostos ou os seguidores que importavam. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Regresso à escola


Se há coisa que tem ocupado as cabeças dos pais e mães esta semana, tem sido o regresso às aulas. Por aqui, a coisa não é diferente. Como criatura precavida que sou, tirei estes 3 últimos dias da semana de férias - é que, até parece que adivinhava.
Ora, eu tenho dois filhos. Um de seis anos que entrou este ano para o ensino básico, e outra de nove que passou para o quarto ano. As reuniões de pais, marcadas em cima do joelho, foram ambas ontem, a dele, marcada para as 10h50 só começou às 12h e pouco e quando saímos da mesma já passavam alguns minutos das 14h. A dela, atrasou-se uns meros minutos, e também levou menos tempo.

Ambos têm professoras novas. Ele por ser o primeiro ano; ela, porque por motivos de doença, a professora dos três últimos anos não está a dar aulas, embora continue lá pela escola. Já conhecia ambas as professoras de vista, pois morei durante muito tempo perto da escola e cruzava-me com elas no café local.

Gostei imenso do discurso de apresentação de ambas as professoras, e senti-me um pouco aliviada, principalmente pelo meu pequeno. Pareceu-me que a senhora tem aquela sensibilidade necessária para se conseguir ter tudo do meu pequeno - coisa que não aconteceu com a educadora do pré-escolar e tivemos um arranque bem complicado.

Felizmente a câmara da nossa cidade, oferece os materiais escolares aos miúdos: cadernos, cores, canetas, colas, lapises, borrachas, afia, livros de atividades, cartolinas, pastas, réguas, plasticina, enfim... há já um par de anos que no inicio do ano letivo trazemos um saco cheio de material, que ajuda e muito, no orçamento familiar.

Só que este ano, por culpa do Covid, esse material não nos foi entregue com antecedência como anteriormente, e apenas e só ontem. Ora, o que é que eu fiz o resto do dia? Sim, senhor. Etiquetar essa traquitana toda a dobrar, porque agora são dois (só penso naqueles pais que têm mais filhos 😖). Ah, e a miúda que precisava de um estojo com três compartimentos, só que não encontrei nenhum à venda e hoje achei que era boa ideia fazer um (ela adorou, já agora).

Forrar cadernos com papel plastificado ficou para hoje. Sim, podia só usar uma capa, mas esqueci-me de as comprar quando saí de casa, e depois, bem, não houve pachorra para voltar a fazê-lo. A tarde toda foi só para o estojo e forrar cadernos - que por aqui ainda os decoramos com recortes e desenhos.

Hoje foi o primeiro dia do mais novo. Ia entusiasmado e voltou super feliz. Foram apenas duas horitas e nem mochila levou hoje. Amanhã é que arranca a sério e vamos lá ver como corre. Ela está para lá de ansiosa e nem consegue adormecer. É uma ansiedade "boa", está feliz por voltar a ver os amigos, voltar a aprender. Sinto que o regresso às aulas chegou de rompante, com toda a informação ao mesmo tempo e que nem tive tempo de conversar com eles sobre a nova realidade do regresso à escola.

No entanto, estou tranquila. Concordo com a maior parte das medidas que a escola tomou para enfrentar este novo desafio. Temos que manter a calma, transmitir essa calma aos miúdos. Não podemos garantir que tudo vai correr bem, mas podemos ter esperança e acreditar que sim, não é? 

Escapadinha em Agosto

Comecei 2020 a passear com a minha família, e tínhamos planeado férias a quatro em Junho. Mas depois... COVID! O marido teve que fechar o estabelecimento durante umas semanas, já eu, acabei por tirar praticamente todas as minhas férias, porque pelo contrário, ainda tivemos mais trabalho. Assim que, após tudo isto, toda e qualquer esperança de férias foi à vida. No entanto após voltarem ao ativo, as coisas correram bem pelo trabalho dele e decidiram fechar dois dias em Agosto para descansarem um pouco também desta loucura, e esses dias foram a última sexta e sábado de Agosto, sendo que domingo, é o dia normal da folga. Já as minhas são ao fim de semana, por isso, depois do almoço na sexta, lá fomos nós, contentinhos, aproveitar uma escapadinha merecida. E em vez de ser a quatro, foi a cinco, levámos a mina mãe também. Desta vez escolhemos o Moinho da Asneira para ficar, ficámos logo encantados à chegada com a vista. O nosso apartamento A Casa Lagoa II fica mesmo em frente à Lagoa, e ainda com vista par ao rio. 


Conforme a noite foi caindo, a vista ficou mais encantadora com as luzes que percorrem o caminho da entrada até à receção. A noite estava bem fresca, mas soube bem aproveitar a varanda, enroladas, eu e a minha filha, a apreciar aquela calma, aquele silêncio, e a beber um chá. 


No dia seguinte - sábado - aproveitámos para explorar a propriedade, e disfrutar um pouco da piscina, mais os miúdos, porque havia um limite máximo de três pessoas na piscina de cada vez. Eu aproveitei para apanhar um banho de vit.D, e a vista para o rio Mira. 


A quinta, onde se situa o Moinho da Asneira, tem recantos maravilhosos, desde os jardins bem cuidados, à vista na parte mais alta onde se encontra a piscina, mas eu achei este passadiço, ou lá como se chama, super interessante. Fomos até lá ao fundo com os miúdos. Ela não reclamou muito, mas ele fartou-se de choramingar com medo assim que aquilo começou a abanar, poucos metros depois de entrarmos. A avó, que tem pânico da água não nos acompanhou. 


Pela tarde, saímos e fomos visitar a praia do Farol, onde já tínhamos estado no ano anterior. Bem que procuramos as pedras que também empilhamos e deixámos lá nessa primeira vez, mas não a descobrimos. Notei que estavam muitas mais, principalmente no local onde creio que deixámos a nossa. Este ano não o fizemos. Não estavam muitas disponíveis por perto, e o miúdo estava muito eléctrico, com medo fiquei eu que ele mandasse tudo aquilo abaixo. Fazer praia então, ficou mesmo fora de questão, imenso vento e muito frio, tiraram-nos logo essas ideias. 


No dia seguinte, a minha irmã, marido e filhos, pegaram nas motas e foram-nos encontrar em Milfontes para o almoço, mas antes disso, saímos cedo, subimos um bocadinho no mapa e ainda fomos visitar o Forte do Pessegueiro, onde ainda não tinhamos ido antes. Adorámos todos, mas mais uma vez, o vento gelado e forte estragou "a festa" e os miúdos depressa quiseram voltar ao carro. 


Almoçámos e fizemos caminho para sul. Passámos por Aljezur por onde vagueamos por algumas ruas. O ano passado, quando fomos de férias em Junho, também descemos por Aljezur e visitámos o castelo, assim que este ano não fomos até lá acima, e escolhemos conhecer melhor as ruas perto da ponte. Adorei imenso alguns dos recantos, que de certo guardam histórias únicas em cada um deles. 


E acabou aí a nossa escapadinha. Metemos caminho pela autoestrada, deixámos a minha mãe em sua casa e home sweet home, para onde voltar é sempre aquela sensação boa. 

Correu bem, mas vi jeitos de nem sequer poder abalar. É que na véspera da partida até de cama fiquei. Agosto foi muito difícil para mim, um dente que me deu bastante trabalho, dores terríveis, e depois devido à medicação, foram o estomâgo e os intestinos que sofreram. Cólicas estomacais e diarreias intermináveis, e na tal da véspera, uma bela tarde inteira de febre. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Mais um resumo das minhas leituras

O que é que têm andado a ler por ai? Sinto-me um bocado parva a fazer esta pergunta, pois ultimamente, este blog mais parece um depósito de monólogos que ninguém ouve (lê!). Agora a sério, ainda aparece alguém aí desse lado para me ler, ou voltei aos primórdios das minhas andanças pelos blogs, quando basicamente escrevia para mim?! Enfim, isto para dizer que venho falar dos livros que andei a ler este ano até aqui. Para, mais que não seja, manter um registo escrito das minhas leituras, como sempre gostei de fazer. 


Então, após ter lido este (que menciono em último lugar nesse post), comecei a ler "Factos Memoráveis da História de Portugal" de Luís António de Almeida Macedo no início de Março. Só o fui terminar quatro meses depois. Pelo meio, li "Vida Depois da Vida" de Raymond Moody, Jr. Não foi a primeira vez que o li, já o tinha feito há uns anos, mas não pude deixar de o fazer quando o encontrei em casa dos meus pais, precisamente quando lá fomos para enterrar o meu pai. O livro, emprestei-o a ele há vários anos, esse e outro sobre o mesmo tema, estavam lá os dois. Comecei por folhear algumas passagens e depressa me vi a iniciar a leitura do início e não parei até não ter terminado. 


Não deixa de ser curioso, o primeiro livro que li em 2020 ter sido "Vida Depois da Morte"... lembro-me de sublinhar várias passagens e partilhá-las com a minha colega porque a mãe estava muito doente e ela apavorada com a possibilidade da sua morte. Mas as coisas, mesmos as mais banais, não acontecem por acaso. Este livro apareceu-me por acaso, como se adivinhasse que eu ia precisar do amparo que me deu, ou do preparo, podemos dizer assim. Quando o li, ainda não fazíamos ideia que em apenas dois meses íamos descobrir que o meu pai estava tão mal, e que a sua partida seria tão breve. E depois, curioso encontrar numa gaveta os dois livros em sua casa. 

Acima, alguns dos livros da editora Alma dos Livros. Tenho vários dos que aqui se apresentam, em lista de espera na prateleira.

Depois dessa rápida leitura, voltei ao livro que tinha começado antes, onde recordei alguns dos grandes feitos na história do nosso país, e aprendi sobre muitos outros dos quais nem tinha conhecimento. É isso que me atraí na história, é que há sempre tanto para nos ensinar, tanta coisa por descobrir e aprender. Tenho mais dois livros sobre história em Portugal, tal como este, da editora Alma dos Livros, que estou mortinha por ler, mas para já, continuam na lista, porque adquiri relativamente há pouco tempo uma série de livros novos - não comprava tantos há uma eternidade - e claro, a lista está grande. Gosto de intercalar temas, possivelmente, vou ler um desses dois a seguir, agora que penso nisso. 

E por fim, o último que li do principio ao fim, foi este aqui acima, "ZEN - A arte de viver simplesmente" de Shunmyo Masuno" e foi-me oferecido no meu aniversário em Outubro. Basicamente, é um manual com 100 práticas Zen para as diversas áreas da nossa vida. Posso dizer, que com o tempo vim a implementar muitas delas, mesmo que não seja de uma forma muito marcante. A verdade é que, conforme ia avançando nestas práticas, senti que também eu de alguma maneira vou entrando num bom caminho... um caminho com muito terreno para lavrar ainda, mas que vai avançando, e que vai melhorando muito, para que os meus passos nesta minha passagem por cá possam ser mais firmes e assertivos à medida que avanço. 

Para 2020 tinha como objetivo ler 12 livros. Estamos no fim de Agosto e eu li quatro até aqui... com mais um que vai a meio. Levo algum atraso, mas ainda não perdi a esperança de recuperar. Nem que seja para ter alguma coisa que corra bem neste ano desgraçado. 

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Primeiros dentes definitivos


O meu mais novo já perdeu os seus dois primeiros dentes de leite. Há umas semanas queixou-se que lhe doíam os dentes da frente (inferiores), fui ver se abanavam, mas nada. Porém continuava a dizer, volta e meia, que estava a doer. Nunca mais me lembrei disso até que há poucos dias voltou a queixar-se e a dizer que tinha um dente a abanar. Fui lá mexer e tinha mesmo, na verdade dois, o direito mais que o esquerdo. 

Mais um ou dois dias passaram e reparei que por detrás do dente do lado já estava um definitivo a romper, e nem sequer era esse que abanava mais. Acabou por engolir o dente sem se aperceber, há duas semanas. Hoje, enquanto eu estava a trabalhar, recebi uma foto do pai com o segundo dentinho. Finalmente vai receber a visita da fada dos dentes, ele estava tão ansioso por ela com o primeiro, mas ao engolir, não houve dente para a fada vir buscar. 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Só para registar

Que no dia do seu 6º aniversário, o meu menino acordou com o seu primeiro dentinho a abanar. Vamos ver se não leva quase um ano a cair como o primeiro da mana. Ele ficou elétrico com a novidade, afinal, finalmente irá receber uma visita da fada dos dentes.


sábado, 6 de junho de 2020

13-01-1955 ---- 22-05-2020

daqui
Há coisas que custam a sair para fora, que ficam presas na garganta. Dizer "o meu pai morreu" é algo que me vi forçada a dizer frequentemente ultimamente. Custa a sair, parece tão irreal. Depois de três semanas internado, a sentir-se abandonado, porque por culpa deste covid desgraçado não se podiam fazer visitas ao hospital, lá voltou uma semaninha para casa. Serviu essa semana para uma despedida que sabíamos que viria mais tarde ou mais cedo, só nunca pensámos que seria tão cedo. Passada essa semana, voltou para as urgências, onde umas horas depois, já na madrugada, o seu corpo sucumbiu à doença. Mais um que nos foi arrancado pelo cancro. 

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Destes Dias #25

Como passa o tempo. A última vez que publiquei foi logo nos primeiros dias da quarentena, quando ainda havia alguma esperança de isto não demorar tanto tempo. Passou tão rápido e ao mesmo tempo parece que levou uma eternidade até chegarmos aqui. 

Neste momento estou a pouco mais de meio de mais 15 dias de férias, mas o sítio onde trabalho nunca chegou a fechar, embora tenha alterado o seu horário de funcionamento) e claro, para a semana já volto ao trabalho. 

Estes dias têm sido uma montanha russa de emoções, e não tem sido só porque estamos de quarentena. Há uns posts atrás já tinha comentado que o meu pai não estava muito bem, e acabou por ser internado há quase duas semanas. Por conta do covid não são permitidas visitas no hospital, aliás, os dois primeiros dias foram desesperantes porque não o autorizaram a ficar com o telemóvel, e não conseguíamos contatar o hospital. Ou melhor, só nos atendiam a horas em que os médicos já não estavam e não nos podiam dar informações concretas do que ele tinha. Andávamos num desespero só, porque entrou com uma coisa nas urgências e quando tentávamos saber de alguma coisa, diziam-nos que tinha dado entrada com outra. Enfim, neste momento está estável, e aguardando o resultado dos exames. 

Sinto-me cansada. Mais do que o normal. O marido teve que fechar o café ainda em Março e desde então que está em casa. A minha carga doméstica aliviou muito porque estando em casa, ele ajuda imenso, até aprendeu a cozinhar para além de massa com atum... a sopa dele é melhor que a minha! Mas sinto-me cansada ainda assim. 

Quando estou a trabalhar, é o não-pára-nem-para-respirar, não dá, temos uma pessoa (de três) a menos, um horário reduzido e uma maior procura. Entretanto, como costuro, tenho recebido imensos pedidos de máscaras (ainda antes de se achar que se calhar até devíamos usar todos) e dias houve em que eu chegava do trabalho, almoçava e passava o resto do dia a tratar desses pedidos, literalmente o resto do dia, fazia uma pausa para jantar e voltava ao trabalho. Agora cortei com isso, aprendi a dizer não, caso contrário rebentava. Continuo a fazer algumas, mas acima de tudo, quis voltar a costurar as coisas que me entusiasmam mais, principalmente agora que o uso se tornou obrigatório e supostamente é fácil de encontrar no mercado. 

Juntou-se entretanto a escola em casa para a mais velha e o entreter o mais novo para deixar a irmã estudar. Os meus, gostam de estar em casa, aqui, não estão completamente fechados em casa, têm rua, têm campo para brincar... e têm-se um ao outro, noto-os mais amigos. Por eles, e nas palavras deles, a escola seria sempre assim, em casa. 

quarta-feira, 18 de março de 2020

Quarentena



Não há como não falar do assunto do momento. O covid-19, como é óbvio. Afinal, estamos todos metidos no mesmo barco. Pergunto, como tem sido por ai? 

Por cá não temos uma quarentena integral. O pai, continua a trabalhar fora, eu trabalho alguns dias fora, outros em casa, e os miúdos esses sim, estão em casa desde o dia 13 (sexta-feira). 

Ficar em casa com duas crianças não é fácil, temos que assumir todos os papeis ao mesmo tempo. Em primeiro lugar, temos que lidar com as emoções, temos que saber explicar aos nossos filhos o que está a acontecer e porque é que não podemos ir aqui ou ali. 

Depois, temos trabalho para fazer em casa (alguns de nós), temos que alimentar a família, - que, fechada em casa todo o dia, parece não conseguir pensar em mais nada - , temos as tarefas domésticas normais, temos que ter tempo para entreter os miúdos. 

«Ah, aproveitem para ler, meditar, fazer isto e aquilo»... de certeza que isto não é para os pais com crianças pequenas em casa, pois não?! Mas, é o que há. Chegamos ao fim do dia estafados, mas a fazer os possíveis para que tudo corra da melhor forma. 

Por aqui, temos mais ou menos uma rotina. Nos dias que estou em casa, faço a parte escolar logo pela manhã, depois mando-os brincar na rua (temos a sorte de morar no campo, por isso não estamos confinados a quatro paredes, o que ajuda muito!) enquanto faço o almoço. Andam de bicicleta, correm, saltam, gritam um bocadinho... Nos dias que não estou (que é só pela manhã), o pai faz ginástica com eles, e a escola passa para a tarde. 

Depois do almoço, arrumamos a cozinha, fazemos tarefas, fazemos uma actividade, brincamos. Um pouco mais tarde, dou-lhes os tablets* e deixo-os um bocadinho por lá. Aproveito para trabalhar se tiver trabalho para fazer. Faço o jantar. Vemos tv juntos (adultos) enquanto eles lêem livros, ou se entretêm juntos. 

E por ai? Como gerem os vossos dias nestes tempos difíceis para todos? 

* Normalmente só os têm aos fins de semana, mas esqueçam lá isso. Se até os adultos recorrem que nem loucos aos eletrónicos nestes dias, como dizer que não? Procuro isso sim, que antes façam os trabalhos escolares e outras atividades antes dos ecrãs. Quero que saibam que não são a prioridade. 

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Lido ultimamente

Vinha aqui publicar sobre o último livro que li, e percebi que não tenho publicado sobre as minhas leituras há muito tempo. Ora, aqui fica um breve resumo das leituras do passado ano (após a última vez que publiquei que foi em março). 

Abril:
- Dezasseis Esqueletos na Minha Coleção - Hitchcook
Uma série de estórias de terror. Entretém, mais não tenho a dizer. 

Maio:
- Falai no Mau - Hitchcock
Mais uma coleção de pequenas estórias de terror pelo mestre do mesmo. 
o melhor livro que li nos últimos tempos. Um romance sobre uma menina empurrada a tornar-se cortesã, que se apaixona, cuja vida dá uma grande reviravolta. Um livro onde erotismo e emoção se juntam. Juro-vos, li este livros em dois dias porque simplesmente não conseguia pousá-lo. Mal o largava para me alimentar e cuidar das necessidades básicas. As minhas e as dos meus filhotes. Aconselho-o vivamente. 

- Drácula - Bram Stoker 
O clássico que queria ler há muito tempo e que finalmente risquei da lista. Maravilhoso!

Outubro:
 
Levei um par de meses a ler este, por isso só o terminei em Outubro. Não me perguntem porquê, mas gosto particularmente de livros com história. E quando digo história, é História mesmo, e este levou-me a mais uma época que mostra o pior que existe no ser humano. Levou-me a uma Lisboa cristã, em 1506, impiedosa, com perseguição e fogueiras para aqueles que não seguiam o mesmo credo. Extremamente bem escrito, permitiu-me conhecer um pouco mais sobre a vida dos judeus e dos seus costumes. Para além dos fatos históricos, é um romance sobre um jovem que se depara com a morte do seu tio/mestre cabalista, encontrado junto a uma jovem, ambos despidos de suas roupas. 
Adorei este. ⇧TOP⇧

Um retrato histórico rigoroso de uma época que marcou o nosso país. Uma memória sobre a intolerância religiosa que não pode ser esquecida. Um grande livro reconhecido como uma obra de referência. in Vila Nova

Uma história verídica contada pela própria Zarah Ghahramani, que se tornou prisioneira de um regime opressivo. Durante semanas foi mantida em cativeiro, sujeita a interrogatórios e tortura. Somos previligiados por termos nascido onde nascemos, por gozarmos de liberdade de expressão, por podermos ser quem somos. Zarah foi criada num seio familiar liberal, mas fora das suas quatro paredes tinham que fingir ser quem não eram para não sofrerem represálias. Um livro que me fez pensar bastante, de ver o quão mau o ser humano consegue ser, e acima de tudo, agradecer pela liberdade que tenho. Por vezes esquecemos que para outros, ela não vem tão naturalmente. 

E para estrear 2020:


Depois, como primeiro para 2020, optei por um livro diferente, mas que também aborda um tema que é, para mim, de grande interesse pessoal e do qual não me canso de ler mais e mais. Encontrei este livro, por acaso, entre outros numa feira das velharias e como é óbvio trouxe-o comigo. Levei dois meses para o ler, porque não conseguia fazê-lo de uma assentada só. 
O nome é Vida Depois da Morte, e é uma colectânea de vários autores, que  abordam ou tentam um lado cientifico para o que acontece após a morte do corpo. O livro é composto por estudos, ensaios, publicações... nem sempre fáceis de ler, e outras um tanto ou quanto repetitivas. Ainda assim, tentam abordam as duas vertentes, a daqueles que negam a existência de qualquer tipo de continuação após a morte física do corpo, e aqueles que acreditam, que a alma, essência, seja o que for que nos tornam únicos, segue, noutro nível, noutro universo. 
O livro aborda as visões dos ioguis e do xamanismo. Crenças de reencarnação, argumentos sobre experiências fora do corpo, e de quase morte. No fundo, dá-nos toda a informação recolhida que suporta uma evidência sobre o que pode ou não acontecer após e morte e convida-nos a refletir, a tirar as nossas próprias conclusões, as nossas próprias visões e crenças sobre o que acontece uma vez chegado o fim da nossa vida na terra. Eu acredito em reencarnação desde que me conheço como gente, é quase como uma certeza absoluta que nasceu comigo. Se o posso explicar? Não. Se preciso fazê-lo? Também não. Gosto de saber mais sobre as ideias dos outros, e como as defendem, isso sim. 

Alguns dos autores do livro são: KEN WILBER, STANISLAV GROF, RUPERT SHELDRAKE
E GARY DOORE (ORG.)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

motivação


Todos nós sabemos que um lar se constrói aos poucos, e desde que nos mudámos que a metamorfose da nossa casa tem sido uma constante. Põe aqui, tira dali, sempre foi algo que eu fiz, chega a ser terapêutico. Ainda morava com os meus pais, logo nos primórdios da adolescência e já eu passava noites em branco - literalmente - a mudar tudo no meu quarto. E não eram apenas os objetos decorativos, eram os móveis também. 

Desde que tenho casa própria que o leque de coisas a mudar de sítio aumentou, e os meus móveis geralmente passeiam de cómodo em cómodo sempre que se justifique. Aqui, na mini casa, isso não acontece tanto, porque ela é mesmo mini, e nem tudo cabe em todo o lado. À conta deste meu mexe aqui, mexe ali, há sempre um canto, um lado mais escondido cheio de tralha que tiro, meto numa caixa e fica ali para eu destralhar quando tiver tempo/me apetecer. 

Comecei este ano, cheia de vontade de destralhar mais e melhor, e acho que todas as divisões da casa, estão neste momento em modo: 1 lado picture perfect, o outro já tratavas disto. A verdade é que vejo resultados nos meus esforços e isso motiva a continuar. Sinto-me melhor com este nosso espaço. Acho que andar a encher a sala de plantas me tem trazido uma sensação muito boa ao entrar nesta divisão. Gosto tanto de as ver, alegram-me o animo e sinto-me com coragem para fazer as pequenas coisas que vou empurrando com a barriga.