segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Os males do português e os meus olhos azuis

daqui

Apareceu-me hoje na loja um cliente habitual. "Olá, bom dia! Como vai" - perguntou-me, ao que lhe respondi que "bem, obrigado!". Na sua cara uma expressão de espanto e seguiu-se a seguinte conversa:

ele: Bem?!?!
eu: Sim, bem! - voltei a frisar.
ele: Tem a certeza que está bem? 
eu: Sim, porque haveria eu de dizer que não estou bem, se estou?
ele: É que isso não é nada típico português. Toda a gente responde "estou mais ou menos"... ou "vou indo"

fez-me rir... e disse-lhe:

eu: Se calhar é porque sou atravessada!
ele: Ai é? Então a sua origem não é toda portuguesa?
eu: Não. 
ele: Então de onde é? 
eu: Tente lá adivinhar. 
ele: É alemã? ... holandesa?... (foi mandando assim umas sugestões...)
eu: Está a ir pelos olhos azuis, não é? Nada disso. A outra parte é nossa vizinha. Os olhos azuis até são do lado português. 
ele: Nunca chegaria lá!

Entra um conhecido dele na loja. 

outro: Então srº José, como vai? 
ele: Mais ou menos. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Todos os escritores do mundo têm a cabeça cheia de piolhos

Este é o segundo livro infantil/juvenil de José Luís Peixoto e recebi-o o ano passado pelo meu aniversário (há quase um ano, portanto!). Foi a minha irmã que mo ofereceu, é quase da praxe, dela já sei que vem sempre um livrinho por essa altura. Diz ela que o comprou num dia de trabalho e que durante a hora da sua refeição começou a folheá-lo e teve de o ler até ao fim. 

Não é um livro grande no sentido de quantidade de escrita, mas no valor da mesma. Sendo um livro infantil, lê-se num apíce claro, e mal posso esperar para o ler à minha filha. Não estou certa que do alto dos seus 6 aninhos ela já o entenda dum todo, mas algo lá lhe há-de ficar. 

E não, este livro não é literalmente sobre piolhos, e sim sobre a "comichão" que se faz sentir na cabeça dos escritores, porque têm sempre personagens lá dentro a querer sair. Porque eles criam mundos, histórias, personagens, vidas, que vão surgindo umas atrás das outras, e têm que as colocar nos seus livros para sossegarem. 

Mas o sossego é breve. A comichão torna sempre a aparecer. Identifiquei-me com esta situação, talvez não a nível da escrita, já que sinto que perdi o jeito para a mesma há muito, mas noutras áreas. Quem gosta de criar, seja o que for, é perseguido por esta "comichão", que por vezes até nos tira o sono, quando algo quer sair para fora e ganhar vida nem nos deixa dormir. 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Loucura


"Loucura" de Mário de Sá Carneiro, foi o primeiro livro que li em Agosto, e ainda não tinha falado sobre isso por aqui. Estava cá em casa há anos, como a maior parte dos que ando a ler, já que evito comprar novos enquanto não reduzir a pilha dos que já tenho (e digo "evito" e não "não compro" porque já caí em tentação). 

Tive há uns anos uma amiga que era completamente apaixonado por Mário de Sá Carneiro, e foi ela quem me ofereceu o livro. É um livro que nos perturba, atrevo-me a dizer. Conta a história de Raúl, um escultor cuja visão do mundo, da sociedade e dos sentimentos, é distorcida da visão socialmente aceite pelos outros. Raul suicida-se e a narrativa decorre, levando-nos aos poucos, pelos passos que ele deu até chegar ai. 

Eu que geralmente leio logo um livro mal acabo o 1º, desta vez não consegui. Precisei de um par de dias para desligar da loucura de Raul, daquilo que para ele seria um grande acto de amor, mas que na verdade não passava de um crime que pretendia cometer. 

Raul pretendia desfigurar a sua mulher, para que fosse feia. Para ele, nenhum homem ama uma mulher se não for pela sua aparência, uma mulher deveria ser bonita. Ao desfigurá-la, na sua insanidade, acreditava que conseguiria provar-lhe que mesmo feia, ele continuaria a amá-la, conseguindo assim dar-lhe provas do imenso amor que sentia por ela. 

Não deixa de ser curioso que esta obra seja considerada um pouco auto biográfica. Um escritor que acaba por ter o mesmo fim que a sua personagem. Um homem das artes, intelectual, um pensador que não vê a vida como os outros, e que acaba, ele também por colocar fim à própria vida com apenas 26 anos. Todos temos um pouco de loucos, não é? Dá que pensar. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Domingo

Alguém se lembra das nossas mini férias do ano passado? Pois bem, neste último fim de semana, voltámos lá, almoçámos à beira rio, e depois passámos a tarde na praia fluvial de Alcoutim. A esta nunca tínhamos ido e os miúdos adoraram. 

O meu mais novo é um perigo autentico, não tem medo nenhum da água e não quer mais nada. Nem as braçadeiras nos dão descanso, e o colete fica-lhe largo, o que o faz parecer uma tartaruga a esconder a cabeça. 

A mais velha surpreendeu-nos, já sabe boiar, nadar de costas, debaixo de água, enfim... está uma crescida, desta vez nem usou o colete dela. Já faz melhor figura que eu que sou uma pata a nadar... não tenho mesmo jeitinho nenhum para a coisa. 

Escusado será dizer que fomos dos últimos a arredar pé dali. E só o fizemos porque já estava tudo com fomecas. O jantar ficou a cargo de um restaurante local e dai foi viagem direta de volta a casa. Ficam algumas fotos do nosso dia... só para meter nojo a quem não pôde ir... hehehe... 






sexta-feira, 1 de setembro de 2017

para setembro


- férias

 - levantar os livros da mais velha

- regresso à escola dos miúdos
- ler 2 livros (pelo menos)

- consulta de reavaliação do mais novo

- ganhar um novo hábito saudável

- um programa só com o meu homem 

- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos

- festa de aniversário prima

- almoço/jantar com ex-colegas de trabalho

- organizar um outro encontro



de agosto

- consulta de rotina com o mais novo

- continuar a ler diariamente (pelos menos um livro inteiro) - mais!!! 👍

- arrumar o meu quarto de costura 

- comprar as loiças sanitárias e terminar casa de banho da outra casa - estou dependente de um canalizador, e está difícil. 👎

- marcar as férias

- costurar uma mini coleção para a minha filha enfrentar o regresso à escola em setembro (poderia fazer para ele também, mas não precisa de nada)

- costurar uma peça para mim - 👎

- um programa só com o meu homem - 👎

- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos - 👎

* Mas também fiz outras coisas que não estavam na lista, como destralhar os dossiers da papelada que me ocupavam imenso espaço. Tinham papeis guardados (faturas, etc) desde que comprámos esta casa há mais de 10 anos.