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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Bye bye chucha?!

daqui
Quando entrou para a creche no ano passado, o meu miúdo mais novo deixou, juntamente com os coleguinhas, de usar a chucha, nem para dormir a sesta ele a queria. 
Porém, em casa, sempre que ia dormir (sesta ou noite), ele pedia a chucha. Quando se magoava a sério também se consolava com ela. E sempre usou até esta noite. Ontem ao jantar fez uma grande birra, e conforme ia aumentando, o castigo que lhe dê-mos, foi colocar uma chucha de cada vez fora da janela. Eram três. 
Quando foi dormir tirámos as chuchas da janela, escondemos e dissemos-lhe que já não estavam, que um pássaro teria levado. Deitou-se sem grandes dramas, mas demorou eternidades a adormecer. Uma vez ou outra choramingou por mim, diz o pai que chegou a vê-lo à espreita na janela do quarto. A mim dizia-me que ainda não estava lá nada. 
Antes de eu me ir deitar, notei-o um pouco mais irrequieto. Deitei-me com ele, um miminho de mamã sabe sempre bem. Adormeceu em poucos minutos agarrado ao doudou. E dormiu a noite toda sem a chucha. Acordou bem cedo, às 6h e tal da manhã, e foi a precisamente a manhã sem a chucha que mais lhe custou. Levei-o para a minha cama, onde ainda tentou dormir um pouco, mas depois ficou muito choroso. 

daqui
Parte o coração vê-los assim, custa-me ser a má da fita que lhe tira aquela "bengala" que sempre teve, mas ele já vai fazer quatro anos, e não quero que a chupa interfira com a dentição. Eu já não era muito a favor de chuchas quando eram mais pequenos, quanto mais com estas idades. Sei que são só as horas em que dorme, e ainda assim já são demais por dia, mas agora que tentámos e não correu tão mal como esperava não penso recuar. 
Tenho a sensação que esta noite não será tão boa, embora tenha esperança de estar redondamente enganada. Este miúdo sempre nos surpreendeu... quando achamos que reagirá bem, por vezes não é o caso, e quando achamos que não é capaz ainda disto ou daquilo, ele faz, ou adapta-se que é uma maravilha. A irmã largou a chupa aos dois, um gato levou. A primeira noite custou um pouco a adormecer, mas depois adaptou-se bem. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A Arte de Organizar a Sua Vida |Hideko Yamashita|


Há uns dias atrás fui a Lisboa, para não me aborrecer muito na viagem, levei o livro que a minha amiga me ofereceu. O livro é A Arte de Organizar a Sua Vida de Hideko Yamashita (da editora Alma dos Livros) que tinha começado a ler no mês passado mas que acabou por ficar de parte logo a seguir porque me distraí a costurar desde então. 

Retomei então o livro durante a viagem para lá, mas foi na viagem de volta que mais li, e que fiquei a pouquíssimas páginas de o terminar. Sabem os livros da Mari Kondo? Pois bem, este não é muito diferente, embora o seja. Assim que comecei a ler achei que ia gostar mais deste método abordado pela autora. Esse método é o dan-sha-ri e começou por fazer muito sentido. 

Basicamente o dan significa fechar a porta àquilo que não merece entrar na nossa vida; o sha, livrar-nos do que já temos mas não precisamos, e o ri eliminar o desejo de adquirir o que não precisamos. Muito do que li no livro já coloco em prática, faz-me muito sentido, mas por outro lado, passagens houve em que fiquei de pé atrás. 

O desapego é bonito, é verdade. Cria em nós espaço para nos sentirmos bem connosco e com o que nos rodeia. Quando temos menos, a nossa vida fica bastante facilidade, mas promover o desapego só porque sim, não me parece bem. Nós temos realmente uma relação com as coisas, e por exemplo trocar de roupa todos os anos pareceu-me um desperdício. Ao fazê-lo estamos a promover o consumo de mais roupa. Não! Isso para mim não dá. Mesmo que uma peça de roupa tenha 20 anos, se estiver em condições e eu gostar (e usar!), com certeza não me vou descartar dela. 

Conseguir relacionar o peso que as coisas podem conter nas nossas vidas, nos relacionamentos e nas escolhas que fazemos é algo que se pretende quando se pratica o método dan-sha-ri. Pessoalmente, quando sai do comboio vinha cheia de vontade de começar a tirar coisas de casa para doar. Infelizmente cheguei tarde e ainda tinha costuras para terminar para o dia seguinte, caso contrário tinha-me jogado certamente à tarefa. 

Vale sempre a pena ler este tipo de livros, a meu ver pelo menos, pois acabo sempre por me sentir um pouco mais motivada a atingir certos objetivos, e também aprendo sempre algo novo. E vocês já o leram? Se sim, o que acharam? 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Destes Dias #15


Março e Abril não foram meses bonitos. As chuvas foram mais que muitas, e tivemos problemas por conta delas. Temos repassos no quarto e na casa de banho. Já tínhamos reparado o prédio no ano passado por conta disso mas de nada adiantou, basta chover um pouco mais para ter as duas divisões com água a pingar em vários pontos. Estou tão cansada disto! Felizmente a chuva deu tréguas e o calorzinho que se faz sentir lá vai secando as paredes, devagar, devagarinho. Entretanto fomos visitando a outra casa para ver se não tínhamos problemas com a outra também e está tudo bem. 

Sempre que o sol saiu e nós tívemos oportunidade tirámos os miúdos de casa, parques, praias, jardins... é que estar de férias com os miúdos e não sair de casa (tive uma semana na Páscoa) ia dando comigo em maluca. Felizmente tenho mais duas semanas agora (uma já quase foi, snif*snif) e talvez consiga fazer algo de útil. 


Tivemos um casamento pelo meio, de um amigo de ambos de longa data, daquelas pessoas que podemos estar sem ver durante anos e anos, mas que continuamos a gostar imenso deles e que não se esquecem de nós nas coisas mais importantes das suas vidas, nem nós deles. Para terem noção, eu nem conhecia a noiva pessoalmente e já namoravam há 10 anos. Mas aquele camelo! Fez-me chorar assim que entrou na cerimónia! Já tinha chorado ao ver uma noiva entrar (sobrinha e afilhada!) mas nunca um noivo!!! A verdade é que foi muito emotivo e nunca ninguém chorou tanto como neste casamento. Mas foi bonito, divertido, e memorável. 


Continuo sem o meu carro! Até já o trocámos de oficina porque sentimos-nos enganados na primeira, e apesar de estarem a levar também muito tempo nesta outra, ao menos vão-nos colocando ao corrente das voltas que têm dado e as dificuldades que têm encontrado pelo caminho. Mal posso ver a hora de ter o carro de volta, é que o dele desenrasca, mas não é solução ad aeternum para nós.

A minha filhota já só fala do aniversário dela (ainda faltam um par de meses, mas irra, a miúda sai à mãe). Este ano o dela calha a uma sexta e o do irmão na segunda seguinte. Como ele é mais pequeno, creio que vamos fazer a festa dela em casa no domingo, e depois para ele só na escolinha, uma coisa mais simples. Até aqui temos juntado as duas festas num dia só.

Já andei a reorganizar as roupas. Guardei a maior parte das malhas e peças mais quentes e tirei as peças mais frescas de verão. Como sempre consegui destralhar mais umas quantas que já não me agradavam tanto (só falta fazer isso com as do marido, mas convém ser com ele por perto). A roupa, é sem dúvida dos maiores monstros nesta casa. Parece que cresce de todos os cantos por si, que tem vida própria. Também vos acontece? O que é que vos chateia mais?