segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Os males do português e os meus olhos azuis

daqui

Apareceu-me hoje na loja um cliente habitual. "Olá, bom dia! Como vai" - perguntou-me, ao que lhe respondi que "bem, obrigado!". Na sua cara uma expressão de espanto e seguiu-se a seguinte conversa:

ele: Bem?!?!
eu: Sim, bem! - voltei a frisar.
ele: Tem a certeza que está bem? 
eu: Sim, porque haveria eu de dizer que não estou bem, se estou?
ele: É que isso não é nada típico português. Toda a gente responde "estou mais ou menos"... ou "vou indo"

fez-me rir... e disse-lhe:

eu: Se calhar é porque sou atravessada!
ele: Ai é? Então a sua origem não é toda portuguesa?
eu: Não. 
ele: Então de onde é? 
eu: Tente lá adivinhar. 
ele: É alemã? ... holandesa?... (foi mandando assim umas sugestões...)
eu: Está a ir pelos olhos azuis, não é? Nada disso. A outra parte é nossa vizinha. Os olhos azuis até são do lado português. 
ele: Nunca chegaria lá!

Entra um conhecido dele na loja. 

outro: Então srº José, como vai? 
ele: Mais ou menos. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Todos os escritores do mundo têm a cabeça cheia de piolhos

Este é o segundo livro infantil/juvenil de José Luís Peixoto e recebi-o o ano passado pelo meu aniversário (há quase um ano, portanto!). Foi a minha irmã que mo ofereceu, é quase da praxe, dela já sei que vem sempre um livrinho por essa altura. Diz ela que o comprou num dia de trabalho e que durante a hora da sua refeição começou a folheá-lo e teve de o ler até ao fim. 

Não é um livro grande no sentido de quantidade de escrita, mas no valor da mesma. Sendo um livro infantil, lê-se num apíce claro, e mal posso esperar para o ler à minha filha. Não estou certa que do alto dos seus 6 aninhos ela já o entenda dum todo, mas algo lá lhe há-de ficar. 

E não, este livro não é literalmente sobre piolhos, e sim sobre a "comichão" que se faz sentir na cabeça dos escritores, porque têm sempre personagens lá dentro a querer sair. Porque eles criam mundos, histórias, personagens, vidas, que vão surgindo umas atrás das outras, e têm que as colocar nos seus livros para sossegarem. 

Mas o sossego é breve. A comichão torna sempre a aparecer. Identifiquei-me com esta situação, talvez não a nível da escrita, já que sinto que perdi o jeito para a mesma há muito, mas noutras áreas. Quem gosta de criar, seja o que for, é perseguido por esta "comichão", que por vezes até nos tira o sono, quando algo quer sair para fora e ganhar vida nem nos deixa dormir. 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Loucura


"Loucura" de Mário de Sá Carneiro, foi o primeiro livro que li em Agosto, e ainda não tinha falado sobre isso por aqui. Estava cá em casa há anos, como a maior parte dos que ando a ler, já que evito comprar novos enquanto não reduzir a pilha dos que já tenho (e digo "evito" e não "não compro" porque já caí em tentação). 

Tive há uns anos uma amiga que era completamente apaixonado por Mário de Sá Carneiro, e foi ela quem me ofereceu o livro. É um livro que nos perturba, atrevo-me a dizer. Conta a história de Raúl, um escultor cuja visão do mundo, da sociedade e dos sentimentos, é distorcida da visão socialmente aceite pelos outros. Raul suicida-se e a narrativa decorre, levando-nos aos poucos, pelos passos que ele deu até chegar ai. 

Eu que geralmente leio logo um livro mal acabo o 1º, desta vez não consegui. Precisei de um par de dias para desligar da loucura de Raul, daquilo que para ele seria um grande acto de amor, mas que na verdade não passava de um crime que pretendia cometer. 

Raul pretendia desfigurar a sua mulher, para que fosse feia. Para ele, nenhum homem ama uma mulher se não for pela sua aparência, uma mulher deveria ser bonita. Ao desfigurá-la, na sua insanidade, acreditava que conseguiria provar-lhe que mesmo feia, ele continuaria a amá-la, conseguindo assim dar-lhe provas do imenso amor que sentia por ela. 

Não deixa de ser curioso que esta obra seja considerada um pouco auto biográfica. Um escritor que acaba por ter o mesmo fim que a sua personagem. Um homem das artes, intelectual, um pensador que não vê a vida como os outros, e que acaba, ele também por colocar fim à própria vida com apenas 26 anos. Todos temos um pouco de loucos, não é? Dá que pensar. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Domingo

Alguém se lembra das nossas mini férias do ano passado? Pois bem, neste último fim de semana, voltámos lá, almoçámos à beira rio, e depois passámos a tarde na praia fluvial de Alcoutim. A esta nunca tínhamos ido e os miúdos adoraram. 

O meu mais novo é um perigo autentico, não tem medo nenhum da água e não quer mais nada. Nem as braçadeiras nos dão descanso, e o colete fica-lhe largo, o que o faz parecer uma tartaruga a esconder a cabeça. 

A mais velha surpreendeu-nos, já sabe boiar, nadar de costas, debaixo de água, enfim... está uma crescida, desta vez nem usou o colete dela. Já faz melhor figura que eu que sou uma pata a nadar... não tenho mesmo jeitinho nenhum para a coisa. 

Escusado será dizer que fomos dos últimos a arredar pé dali. E só o fizemos porque já estava tudo com fomecas. O jantar ficou a cargo de um restaurante local e dai foi viagem direta de volta a casa. Ficam algumas fotos do nosso dia... só para meter nojo a quem não pôde ir... hehehe... 






sexta-feira, 1 de setembro de 2017

para setembro


- férias

 - levantar os livros da mais velha

- regresso à escola dos miúdos
- ler 2 livros (pelo menos)

- consulta de reavaliação do mais novo

- ganhar um novo hábito saudável

- um programa só com o meu homem 

- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos

- festa de aniversário prima

- almoço/jantar com ex-colegas de trabalho

- organizar um outro encontro



de agosto

- consulta de rotina com o mais novo

- continuar a ler diariamente (pelos menos um livro inteiro) - mais!!! 👍

- arrumar o meu quarto de costura 

- comprar as loiças sanitárias e terminar casa de banho da outra casa - estou dependente de um canalizador, e está difícil. 👎

- marcar as férias

- costurar uma mini coleção para a minha filha enfrentar o regresso à escola em setembro (poderia fazer para ele também, mas não precisa de nada)

- costurar uma peça para mim - 👎

- um programa só com o meu homem - 👎

- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos - 👎

* Mas também fiz outras coisas que não estavam na lista, como destralhar os dossiers da papelada que me ocupavam imenso espaço. Tinham papeis guardados (faturas, etc) desde que comprámos esta casa há mais de 10 anos. 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

dele

daqui

Ainda não vos tinha contado, mas o miúdo entrou na pré pública. De quatro escolhas, entrou na nossa última, e quando eu já estava convencida que era para a pública que ia (porque não teve vaga em mais lado nenhum), eis que o telefone toca e há vaga para ele, no infantário que eu queria em 1º lugar. Perto de casa, perto da escola da mana... acabou-se o pavor de lhe tirarem as sestas, enfim... foi uma boa notícia. Amanhã é dia de reunião. Vamos ver como corre!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

planos para o quarto deles

Há quanto tempo não conversamos sobre a minha casa em construção? 

A verdade é que entrou em hibernação durante mais um tempo, pois eu, nada satisfeita com o pedreiro que por lá andou queria outro, mas estava difícil de encontrar. 

Esta semana temos progressos novamente. Na verdade, falta muito pouco, mas vai-se arrastando. Está quase tudo pronto, só temos mesmo que prestar atenção a alguns detalhes e a seguir, pintar o resto das divisões e vem a parte mais divertida - pelo menos para mim - que é decorar. Mas antes de tudo isso, ainda estamos à espera do canalizador para um problema que apareceu entretanto. 

Tive tempo de sobra para pensar e repensar o que quero. E cheguei a algumas conclusões. 
Vamos por divisões? Hoje conto-vos os meus planos para o quarto dos miúdos. 

A casa é pequena. Por enquanto, muito pequena, como já referi antes. Queremos, mais tarde, aumentar para cima com mais dois quartos e uma casa de banho. Mas, a divisão mais pequena de todas é mesmo o quarto dos miúdos. 

É mesmo um tiny room e muito ponderei se não deveríamos trocar com eles. No entanto a minha cama não cabe nesse quarto, e não a queremos deixar no apartamento, por isso fomos para a frente com a ideia estapafúrdia (que é!) de enfiar dois miúdos num quarto de 2,5 m x 1,90m 

Nem imaginam as pesquisas que já fiz, e as voltas que dei à cabeça para conseguir que o quarto fosse no mínimo funcional. No apartamento noto como passam pouco tempo a brincar no quarto. Preferem sempre a sala, ou a cozinha, ou o meu espaço de trabalho... ou seja, preferem a nossa companhia a brincar sozinhos no quarto, e a casa nova vai ter a vantagem do espaço aberto da cozinha-sala. 

Tenho feito uns desenhos a tentar arranjar forma de encaixar tudo e acho que cheguei lá. O IKEA será o meu melhor aliado nesta tarefa. Gosto deles pelas imensas soluções para quem como eu, tem falta de espaço. Então, acompanhem-me, sim?! 

Neste pequeno espaço, vou conseguir inserir: duas cómodas de 3 gavetas, uma estante para brinquedos (que fará as vezes de escada ao mesmo tempo), duas camas, um baú e um "roupeiro". 

Como? 

Assim: 


Não dá para perceber muito bem como vai caber tudo ai, não é? Eu vou tentar mostrar melhor... 



Toda esta disposição partiu da minha cisma em aproveitar o espaço o melhor possível. Toda a gente me disse para colocar um beliche na parede mais comprida (a da frente quando entramos), mas eu sempre achei que seria melhor aproveitar a do lado, que tem 1,90 m de comprimento. A cama deles tem 1,94 m, não cabe, e os beliches que temos encontrado não têm menos de 2 m. Não sobrava espaço no quarto para mais nada. 

Inspirada pelos compactos (que aqui tão pouco seriam solução) lembrei-me de colocar as camas diretamente presas nas paredes. E já agora aproveitar o espaço que sobrava por baixo, em vez de as deixar à altura dita normal. Primeiro pensei em fazer os estrados à medida, mas depois lembrei-me das camas Sniglar, e pensei em adaptá-las.

do  IKEA

Ainda não decidi quanto à camas, se adapto se faço de raiz a base, mas vou com certeza, aproveitar os colchões mais pequenos destas de certeza, pois têm 1,60 m de comprimento e ainda me sobra espaço para colocar uma cabeceira (a decidir depois como/qual) para cada um. Debaixo das camas penso colocar duas cómodas, e a Askvoll pareceu-me ser a que ia mais de encontro ao que pretendia, pois dá à justa para colocar duas, uma para cada um. 


do IKEA 

O espaço livre que sobra debaixo da cama, é o suficiente para encostar um móvel para arrumação, brinquedos mais provavelmente. A ideia é colocar o Trofast, para servir também de escada para acesso às camas, e que ficaria encostado às mesmas, na parede logo em frente da porta. 

do IKEA
A minha primeira ideia era colocar umas rodinhas, para poder desviar este móvel e ter acesso a arrumação debaixo da cama também, uma vez que sobra algum atrás e ao lado das cómodas. Ai seria o sítio ideal para guardar aquelas coisas que ocupam imenso espaço que não estão a uso, como por exemplo, a imensidão de roupas de um e de outro que tenho em sacos e caixas porque ainda não lhes serve. 

No entanto, uma vez que quero que sirva como escada, receio que se possa tornar perigoso colocar as rodas. Depois, pensei que poderia colocar as ditas nas cómodas, mas isso vai deixá-las um pouco mais altas, o que implica colocar as camas mais altas também e não me agrada a ideia, ainda assim, não seria muito e a segurança seria maior. 

Para terminar, no canto que sobra na parede da frente, uns 70 cm estou a ponderar colocar um baú que já temos cá em casa, para a roupa de cama dos miúdos, almofadas, etc. E por cima, pendurado no teto, um cabideiro suspenso


algo assim

daqui
ou assim 
daqui

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

casualidades; ou talvez não!

daqui

Hoje falava com uma conhecida de há muitos anos e vim a descobrir que também anda toda minimalista. Todas as semanas nos pede caixas de cartão para tirar coisas de casa. Está a desfazer-se de imensas coisas... engraçado como só hoje nos disse realmente o motivo. 

A minha chefe estava espantada... "mas isso agora é alguma moda nova?"... a outra explicou-lhe que isto tinha a ver com a necessidade cósmica que o planeta tinha de mudança. Já eu dizia que haviam anunciado ainda antes de 2016 terminar, que 2017 seria um ano de mudança. 

Há uns dias, com a história do eclipse vi algures por ai que a astrologia dizia que os signos do Zodíaco, teriam sido influenciados pelo fenómeno e que vinham ai mudanças principalmente para quatro deles. O meu e o do meu marido estão incluídos nesses quatro. Uma das mudanças tinha a ver com trabalho, e não é que ele hoje veio com novidades? 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Preto


Li algures por ai, há uns dias atrás, que miúdos que vestem preto, ao contrário do que as pessoas podem pensar, são crianças mais confiantes e seguras. Gostei. Sim, porque eu visto muito preto, e cores escuras no geral, e a minha filha por imitação, volta e meia também me pede para vestir preto. E eu visto, e olham-me de lado e "ai coitadinha da criança, que parece que vai a um velório"... 

daqui

Geralmente estou-me a borrifar, mesmo porque a miúda fica mesmo gira de preto, mas gostei de saber que afinal, até nem é muito mau que ela escolha o preto em detrimento de outras cores mais (consideradas!) apropriadas a meninas... 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A sentir-me frustrada

daqui

Achava que já tinha falado sobre isto no blog, mas não encontro. Se calhar não o fiz. Não importa. Hoje venho desabafar um bocadinho. Preciso de desabafar um bocadinho. A minha sobrinha C., tem um problema que se chama encoprese e que consiste na incapacidade de prender o cocó e suja com frequência as cuecas. 

Já pesquisei bastante sobre isso para dar mais informação à mãe. Há meses que a mesma já foi aconselhada por um pediatra a procurar ajuda psicológica para a miúda porque por a+b concluíram que ela não tinha nenhum problema a nível fisiológico. 

E vocês acham que já o fizeram? Claro que não. A miúda continua tal e qual. Quase a entrar na primária, continua tudo igual. E quanto a mim, já desisti de conversar com a mãe sobre isto, tratei de arranjar um homeopático indicado que iria tratar a parte emocional também, e ela deve ter feito o tratamento um dia ou dois. 

Cansei-me de tentar ajudar porque eles sabem o que é que podem fazer. E podem fazê-lo se quiserem, mas tira-me do sério que coloquem as idas ao cabeleireiro e esteticistas à frente. Mais as massagens para relaxar, os motocrosses e os jantares com os amigos à frente da miúda e ainda me digam que pelo privado, uma consulta é muito cara, e que aguardam que um amigo que conhece fulano lhes arranje consulta pelo público. Há meses! 

Há mais de três anos que a miúda sofre com isto. E sofre mesmo, porque os amiguinhos já começam a ter noção, a cheirar o fedor que dela emana, e claro, todos nós sabemos como os miúdos conseguem ser maus e cruéis nas suas palavras. 

E hoje sinto-me frustrada, porque a miúda dormiu cá em casa, e não fiz mais que limpar-lhe o rabo, e lavar cuecas. Pois onde está, assim faz, e fica lá a secar até nos apercebermos, porque ela não diz nada. Converso muito com ela, diz que sente quando faz, mas é incapaz de pedir para limpar sequer. Por ela, ter o rabo sujo ou limpo é igual ao litro. 

Na noite anterior a ter ficado cá, dormi mal a maior parte da noite, tenho andado com a garganta a chiar e sinceramente não ando no meu melhor no que à paciência e tolerância diz respeito. Por isso, sinto-me completamente frustrada comigo mesma, por saber que é uma criança com um problema e que eu é que sou a adulta e devia ter paciência, mas não consigo e acabo por barafustar. 

Tento medir as palavras que uso na frente dela, mas realmente isto é uma situação que se arrasta há imenso tempo. E fico possessa perante a inércia dos pais em resolver isto. Não os vejo a tomar nenhumas medidas que possam ajudar. Parece que comprar muitas cuequinhas resolve o assunto... 

Por exemplo, há uns dias estávamos com ela e a minha mais velha veio dizer-me que a prima C. já lhe cheirava mal outra vez. Uma vez que a mãe estava presente, chamei-a e disse-lhe que fosse ver a miúda que já estava suja de certeza. "Sim, sim!" foi a resposta dela e a miúda permaneceu de rabo cagado durante mais um bom tempo. A minha já nem queria estar a brincar com ela porque o odor era insuportável. 

Depois lembrou-se de pedir doces e o meu marido disse-lhe que não havia doces porque não tinha pedido para ir à casa de banho. Claro, que a mãe veio por detrás e lhe deu doces. Não têm qualquer sentido de causa e consequência, e a criança é a rainha da casa, faz o que quer e lhe apetece e tem sempre a última palavra. Cá em casa porém há regras, e ela tem de as cumprir. Assim, acho que cada vez que me pedir para dormir cá vou ter de contornar a questão. 

E é principalmente aos pais que aponto o meu dedo. Porque se se tivessem preocupado com educar, impor limites e acima de tudo tratar do problema quando apareceu, talvez as coisas não estivessem assim. Afinal de contas, são pessoas inteligentes e modernas. Nem sequer tratam de conseguir que ela coma mais saudavelmente porque também a ajudaria nisto. 

Não entendo, e pior, começo a não tolerar ter que apanhar com esta situação por tabela. O que custa, porque a menina é um amor e gosto imenso dela. Mas sinceramente, não preciso dessa dose extra de stress nos momentos que tenho em casa para estar com os meus. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

25 coisas [que não sabem] sobre mim

A Anabela desafiou os seus leitores a fazer como ela e partilhar 25 factos sobre nós. Eu aceito o desafio pois acho piada a estas coisas. Vamos lá ver. 

foto minha

1. Adoro tatuagens. Tenho 6 e mais nos planos. 

2. Adoro ler, desde que aprendi a fazê-lo. 

3. Ainda tenho correspondentes (por carta mesmo). 

4. Quando era miúda era super fã dos manos Hanson. Haha

5. Adoro desenhar mas não gosto muito de pintar. 

6. Tenho pé de cinderela. 

7. Desde cerca dos 12 anos que sofro de dores de coluna devido a uma escoliose acentuada. 

8. Sou super desarrumada. 

9. Vivo perto do mar. 

10. Passei 5 anos sem trabalhar. 

11. Gosto de filmes de terror. 

12. Sou fascinada pela era medieval. 

13. Gosto de séries que retratam outras eras. 

14. Acredito que a existência extraterrestre seja possível, só não sei muito bem em que forma. 

15. Tenho um grande fascínio pelo paganismo embora não pratique qualquer religião. 

16. Gosto mais do meu cabelo quando o pinto de ruivo. 

17. A lua hipnotiza-me. 

18. Sou muito pouco paciente para as pessoas que não me agradam. 

19. Choro com facilidade. 

20. Não gosto da maior partes das carnes desde que era miúda. 

21. Durante muitos anos colecionei selos. Depois fartei-me e dei tudo. 

22. Ando com vontade de comprar uma mota desde a última concentração a que fui.

23. Adoro ir a concertos. 

24. Os géneros de música que prefiro são dentro do metal e do rock. 

25. Falo muito... demais por vezes. 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O Segredo do Meu Marido


O mês de Julho foi fértil em leituras. Para além do anterior que por cá publiquei, que terminei no início de Julho, li mais dois inteiros. O primeiro, foi "O segredo do meu marido", um livro de Liane Moriatry que, caso não me falhe a memória, comprei há cerca de um ano atrás. 

Comecei a lê-lo logo depois de terminar o "Fazes-me falta", no dia 8 de Julho. E adorei. Sempre que pude li um bocadinho porque foi muito difícil largar aquela narrativa para fazer seja o que for. À pala dessa brincadeira, deitei-me muitas vezes muito mais tarde do que eu tinha estipulado para mim. 

Ora, de início vamos conhecendo as personagens. Várias; famílias que parecem não ter nada a ver umas com as outras, simples rotinas diárias. Uma dona de casa que aparentemente é perfeita e tem tudo controlado num sítio, uma casa cujo casamento está a ruir da forma mais inesperada noutro, uma avó que vive para o neto. Nada disto parece ter ligação... mas tem. 

E com o decorrer da história, vamos percebendo qual é. Vamos ligando os pontos todos... e está tão bem escrito que como já disse, mal conseguia pousar o livro e fazer uma pausa na leitura. Acabei-o alguns dias depois, a 25, e nesse mesmo dia - já vos tinha dito do meu vazio enorme sempre que chego ao fim de um livro e tenho necessidade de começar logo outro, não já? - comecei a ler um livro que tenho em lista de espera há anos e anos, e que sinceramente nem sei como foi ficando para trás, sendo ele de um dos meus autores preferidos de sempre. 


Este é um livro especial. "Antídoto" de José Luís Peixoto. Um trabalho levado a cabo em parceria com a banda Moonspell. Claro que também tenho o álbum no qual os pequenos contos deste livro se inspiram, e que o ouvi vezes e vezes sem conta - embora, confesso, não o tenha feito nos últimos anos. 

Só podia abraçar este projeto uma vez que sempre admirei ambos. Uns por um lado, o outro por outro e quanto a mim, é uma junção perfeito que só poderia dar certo. 

"Em certos círculos", diz José Peixoto, "existe a ideia que o 'heavy-metal' é marginal e que estagnou numa série de fórmulas. Algum público do metal, por sua vez, associa a leitura a uma obrigação maçuda. Existe metal de qualidade e escrita que nos pode preencher". daqui

Aproveitei cada palavra do livro. Já o disse tantas vezes, Peixoto escreve como mais ninguém, reconheceria o seu estilo a léguas. Impressiona a forma como fura a pele de cada personagem, como os torna tão reais e etéreos ao mesmo tempo. Como por vezes parece não fazer sentido para logo a seguir nos cravar a própria pele, por ser tão humano, tão verdadeiro em sentimentos. 

Acabei-o no dia um. Dele restam-me ainda dois, os dois livros juvenis que lançou e que comprei logo (um, o outro ofereceu-me a minha mana), mas que ainda não li. Ainda ponderei ler outro dele a seguir, mas gostava de intercalar os autores dos livros que ainda tenho, por isso, o mais provável é que volte a ele quando acabar este que leio no momento ("Loucura" - Mário de Sá Carneiro). 

sábado, 5 de agosto de 2017

para agosto

daqui

- consulta de rotina com o mais novo

- continuar a ler diariamente (pelos menos um livro inteiro)

- arrumar o meu quarto de costura 

- comprar as loiças sanitárias e terminar casa de banho da outra casa

- marcar as férias

- costurar uma mini coleção para a minha filha enfrentar o regresso à escola em setembro (poderia fazer para ele também, mas não precisa de nada)

- costurar uma peça para mim 

- um programa só com o meu homem

- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Um horror

É o único que se me ocorre para descrever isto. Porque há coisas tão difíceis de aceitar... porque tenho dois filhos e moro num prédio, e vivo com um medo terrível que algo do género aconteça. 

Quando a mais velha tinha uns dois anos, apanhei um dos maiores sustos da minha vida, toda eu gelei, tremia enquanto me aproximava de uma janela para espreitar lá para baixo, com o pânico no rosto e o medo de a encontrar. Felizmente, o meu susto teve outro desfecho, foi só mesmo susto. 

Abri uma greta pequena da janela para a casa respirar um pouco enquanto fazia limpezas, ela pequenina andava por aqui e ali a brincar. Sai do quarto e quando voltei vi que a janela estava completamente escancarada e nada dela. E o silêncio. Felizmente ela abriu a janela, não sei se se assomou a ela, talvez o seu medo das alturas a tenha feito recuar, talvez não fosse mesmo a hora dela, mas quando finalmente a encontrei escondidinha e salva, voltei a nascer. Isto afetou-me tanto que nem consegui falar sobre isto com ninguém durante meses. 

Mais tarde, quando o meu mais novo era bebezinho, lembro-me de acordar em pânico, e procurar o meu marido, aninhar-me no seu colo em busca de conforto. Porquê? Porque tinha tido um pesadelo. Um pesadelo que me pareceu tão real que parecia estar mesmo em choque quando acordei. 

Resumidamente, nesse pesadelo, a minha mãe tinha caído do nosso andar e eu via-a lá em baixo. Dei um grito de agonia, e espreitei novamente quando percebi que debaixo do corpo dela, espreitava a mão minúscula do meu filho. Foi tão real, tão desesperante que ainda hoje me custa pensar nisso. Levei mais de uma semana com medo de adormecer. 

E é por isso que desde ontem à noite, desde que li a notícia sobre este menino de apenas 4 aninhos que o meu peito não tem sossegado. Volta e meia os meus pensamentos correm para esta família, para a avó que cuidava do menino nesse momento, esse momento que aposto a vida em como todos queriam apagar, andar para trás, mudar tudo em segundos. 

Não os conheço, mas isso pouco importa, porque o que está em causa, é a vida, ou a morte deste menino que em segundos deixou de ter tudo pela frente para viver, e o pavor que eu sinto destas situações, e de saber que quando têm de acontecer acontecem, que sou impotente em relação aos meus, que não os consigo proteger sempre, que somos frágeis, insignificantes... 

Não há nada que se possa fazer ou dizer para mitigar estes sentimentos. Absolutamente nada. E sei que vou deitar-me e conseguir dormir, porque afinal, os meus dormem no quarto ao lado, sãos e seguros. 

Vou tentar empurrar estes pensamentos de choque e de revolta com esta aleatoriedade que ceifa vidas, qualquer vida sem seguir uma linha... nenhuma criança deveria morrer... não assim, não de forma alguma... mas eu vou conseguir empurrar estes pensamentos para os lados, pouco a pouco, irão ficar arquivados num canto qualquer. O mesmo não poderão dizer outros pais, e isso entristece-me tanto, tanto. 

Injustiça!!!


Descansa em paz, anjinho Tomas. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Bons sonhos


Há seis anos. Sim, há 6 : s e i s  anos que esperava por esta fase. Que fase? A fase em que me basta deitá-los na cema, beijinho a um, beijinho a outro, bons sonhos, até amanhã, amo-vos muito... e agora durmam. E eles dormem. OS DOIS! Que coisa! O que é isto? Não estou habituada... ou não estava, que uma pessoa até se habitua depressa ao que é bom. 

Ela foi dificil de dormir até chegar aos três anos. Thrês anos depois, foi a vez dele chegar aos 3 e como por magia, por volta dessa altura, ele começou a finalmente aceitar que a cama era um bom sítio para se ficar. E deixou de se levantar mal eu virava costas. E adormece logo. Que sonho! Esperava por isto à tanto tempo, queria tanto isto. 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Destes Dias #11

Continuam as coisas agitadas por aqui... 

Tivemos a festa de fim de ano do mais novo... O meu filhote vestiu a pele de um leãozito e meteu toda a gente a rir. É tão palhacinho. 

Passei o fim de semana na concentração motard de faro (e andei ontem e hoje de ressaca sem sequer ter bebido álcool na última noite). Além de ter ficado afónica. Mas assim muito. Fiquei com vontade de tirar a carta e comprar uma mota. O meu filho ficou maluco com tantas motas e agora só quer o tio e a mota. Já a miúda lá perdeu o medo de montar e finalmente se estreou. 

O meu filhote está outra vez com febre. Nem com o verão a coisa melhorou. Bem, na verdade, não tem sido febre alta como de costume, mas pronto. 

A miúda só vai à escola quando não temos mesmo ninguém (pai!) que fique com ela, o que acontece dia sim dia não, mais ou menos. E mesmo assim só até eu sair às 13h. É que os miúdos só vêm televisão naquele prolongamento. Mas na falta de melhor, lá tem de ser. 

Julho já vai a caminho do fim e ainda não sei se o meu filho terá vaga para a nova escola ou não. Isso dá cabo dos nervos de qualquer um. 

Já a miúda não faz mais que desenhar e fazer fichas. Já desisti de fazer downloads de fichas da pré e passei a tirar fichas de primária porque ela já as despachava em 5 segundos. 

Em Setembro, em principio a piquena vai para uma escola de dança, e num destes dias assistimos a um arraial organizado por eles, para que ela visse o espetaculo (no mesmo dia caiu-lhe o primeiro dente). 

domingo, 23 de julho de 2017

Vale a pena partilhar #5


Antes de mais, peço desculpa pelo último post que publiquei (e que já foi novamente revertido a rascunho), foi por engano. Uso-o como registo de posts que quero ler com mais atenção, ou ideias que achei engraçadas para experimentar.

Enfim... isso lembrou-me que há muito tempo que não partilho algumas das boas ideias que vou encontrando por ai... Assim que, cá vão algumas que estão neste rascunho há uma eternidade.

Não costumo usar discos desmaquilhantes, sou daquela espécie de preguiçosas, que optam pela toalhita para tirar os restos de maquilhagem nas raras vezes que a uso. Mas adorei esta ideia das meninas do Simplifica e quero mesmo experimentar.

Ora aqui está um post bastante interessante e que vai de acordo com aquilo que eu acho sobre ter-se uma vida minimalista. 

Ideias tão fofas que encontrei numa pesquisa para a festa dos miúdos.

Ideias maravilhosas para poupar na cozinha.

Os meus miúdos vão partilhar um quarto muito mais pequeno que o atual quando mudarmos para a outra casa. Tenho andado a reunir ideias de como aproveitar de forma eficaz o pouco espaço que temos. Adorei esta.

Estou a precisar de uma coisa milagrosa destas para as juntas dos azulejos da minha casa de banho.

Estão sem ideias para coisas a fazer com os miúdos no verão? Vejam estas do blogue Um Mundo a Três.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Fazes-me falta


Sem exagero nenhum, posso dizer-vos que havia ANOS desde que ouvi falar (e muito bem, por sinal) de Inês Pedrosa e fiquei cheia de vontade de ler algo da autora. 

Não aconteceu até agora. Terminei de ler o "Fazes-me falta" no passado sábado, dia 8. Quando o tinha começado? No fim de Abril, logo a seguir ao anterior. Levei algum tempo a enrolar e não foi por falta de interesse no livro. Foi bastante interessante até, mas não o suficiente para me manter acordada até mais tarde do que o que eu aguentaria, como acontece quando estou mesmo empolgada na leitura. 

O livro é escrito a duas vozes, um homem mais velho, e uma mulher mais jovem. Ela morre precocemente, e nós "ouvimos" o que um tem a dizer ao outro, do que ficou da amizade excepcional que os ligava e separava ao mesmo tempo. 

Já estou a ler outro, e para já bastante entusiasmada (agarrada)... mais, só quando terminar. 

sábado, 15 de julho de 2017

Posers


Parámos ao lado de um colégio privado e enquanto o marido foi fazer o que tinha a fazer, eu esperei por ele no carro. Os miúdos do colégio deveriam de estar a sair da festa de fim d'ano ou algo assim porque traziam os seus diplomas com eles. 

Reparei numas pessoas que estavam à porta. Três adultos que falavam distraidamente entre eles e duas meninas, de uns 8 anos talvez, ambas com os seus diplomas em mão. Vi depois a mãe de uma a tirar foto à filha, que lançou um sorriso aberto ao telemóvel. Não lhe bastou e tiveram que tirar mais uma foto, uma foto em que constava a menina com o diploma, as também fizeram questão de incluir o nome do colégio. 

Enquanto assistia à cena, pensava para mim: "e a seguir vamos publicar a foto no facebook, ali com a escola que a criança frequenta e tudo escarrapachado!". E nem de propósito, assim que disparou a foto, a mãe passou o telemóvel à miúda, desinteressadamente e continuou a conversa. A miúda agarrou-se a ele e ficou para lá a mexer muito concentrada. 

A outra miúda pediu que lhe tirassem uma foto igual. Pousou super sorridente e feliz, e assim, mas mesmo assim que a foto foi disparada a sua expressão alterou de tal forma que me fez confusão. Ficou tão mas tão séria. O diploma já não importava, a foto, a foto é que era importante. 

Faz-me confusão esta ordem de prioridades e falsas alegrias que, até as crianças, procuram partilhar com os outros... 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Três Homens Num Barco



Já vos tinha dito como eu gostava de ler mais em 2017. Abrandei o ritmo quando comecei, em Março, a ler Três Homens Num Barco de Jerome K. Jerome. O livro foi-me oferecido por uma amiga e eu não tinha ideia das gargalhadas que ele ainda me faria soltar. 

Acima de tudo, este é um livro divertido. Juro que cheguei a gargalhar, literalmente em algumas passagens. O meu marido até me olhava de lado, tipo "pronto! a gaja passou-se de vez!".

Três amigos e um cão, decidem fazer uma viagem de barco pelo rio, mas digamos que nenhum deles é grande expert nas artes de navegação. As suas peripécias são mais que muitas e mantêm-nos entretidos e curiosos pelo que virá a seguir. 

Terminei este livro no fim de Abril, mas nunca mais me lembrei de vir aqui fazer esta publicação. Hoje foi o dia e em breve publicarei também sobre o livro que li a seguir. 

E as vossas leituras? Como andam? 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Um amor que sufoca



Quando fazes biquinho (pela enesíma vez!) ao teu filho mais novo, e te derretes quando ele já sabe o que isso é e te vai dar um beijo. Dizes-lhe "ti amo" como sempre, e ele responde "ti amo" também. 

Encheu-me assim daquele amor, aquele sentimento das mães, que nos sobe à garganta e até parece que nos sufoca de tão grande que é. Mas é bom. É feliz!

sábado, 8 de julho de 2017

#Destralhar


Acontece-me todos os anos. Depois das festas dos anos dos miúdos - que por sinal coincide sempre com fins de escolinhas e mais festas e tal e coiso - a minha casa acaba invariavelmente ainda mais caótica que o normal. Demoro a colocar tudo em ordem, confesso. Deixo tudo fora do lugar com esta minha mania de fazer com as mãozitas que tenho tudo o que uma festa precisa. Então tudo - ou quase vá - o resto fica ao seu abandono. 
E depois são as prendas que entram. Sacos para aqui e para ali, papel de embrulho, embalagens de cartão e mais plástico. Brinquedos novos espalhados, juntam-se com os velhos que ainda não foram retirados e guardados/doados. A minha sala não parece um infantário, porque esses tendem a ser organizadinhos, parece mais um templo de putos loucos varridos dos miolos. 

E eu deixo. Depois, começo a achar que já é demais, que fazer um pouco todos os dias não está a ser o suficiente, que tudo volta a ficar de pernas para o ar mais depressa do que eu consigo ir organizando. E depois... ah... depois dá-me os vipes! Mete-os a dormir cedo e só paro quando o corpo não aguenta mais. 

Ontem à noite foi assim. Destralhei cozinha, corredor, casa de banho, dispensa. E soube-me tão bem meter uma série de coisas em sacos e caixas para tirar cá de casa e voltar a ver pequenas espaços vazios novamente, desimpedidos da tralha que lhes vou arrimando aos poucos. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Destes dias #10


Agitados! Tenho ido buscar a miúda (quase) sempre às 15h, e aproveito para passar um tempinho só com ela o que nos tem feito muito bem a ambas. 

Temos um parque infantil novinho em folha nas redondezas (e que falta fazia já, e fazem ainda mais pela cidade) e já lá fomos um par de vezes com os miúdos que têm delirado com aquilo. É mesmo fixe, se eu fosse miúda fazia o mesmo.

Depois das notícias chocantes do fogo em Pedrogão, a semana passada apanhámos um susto aqui ao lado, quase à nossa porta ardeu uma pequena zona de eucaliptos, mas graças à rápida atuação dos bombeiros não houve grandes perdas, para além da flora ardida. Valeu-nos o susto. Nunca eu tive visto um helicóptero a sobrevoar tão perto da minha cabeça. Foi este helicóptero que apareceu logo que conseguiu controlar o fogo. Vale-nos ter o mar tão perto.

Fomos a um concerto infantil com os miúdos. E foi uma seca. Os insufláveis ficaram por encher por razões de segurança (devido ao vento forte), houve uma avaria eléctrica que atrasou o início do espectáculo e as filas para os putos pintarem as caras eram abismais só com duas pessoas a trabalhar. Uma treta portantos. Saímos de lá todos birrentos, os adultos, os miúdos, enfim... 

Fomos ver o ballet de fim de ano (letivo) da filha de uma amiga à semelhança do ano anterior, não sabia muito bem como é que o meu pequeno se iria portar, mas correu às mil maravilhas. Os miúdos adoraram e eu também. Assistimos a tudo num camarote privado, num teatro lindíssimo. 

Tenho lido novamente, depois de várias semanas a negligenciar as leituras. Não leio mais de 4-5 páginas todos os dias, mas assim aos poucos vou avançando. 

O meu mais novo foi num passeio a uma quinta pedagógica com a escola, e parece que correu muito bem. Não teve medo de nada nem de ninguém e pelos vistos "aprontou" que se fartou.

Fiz e entreguei os convites dos anos dos miúdos, e parece que no mesmo dia um coleguinha dela também vai fazer a festa de aniversário. No dia do aniversário dela, levei-lhe o bolo que me pediu, e fui buscar o irmão mais cedo para juntos lhe cantar-mos os parabéns com os amiguinhos na escola. Depois, levei-os a ambos a ver o Gru - O Mal Disposto 3 que ela tinha pedido para ver. Adorou, e foi a primeira vez do pequeno no cinema. Até correu bem. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

De coração pequenino


Eu, que deixei de ver telejornais há cerca de seis anos, sou sempre das últimas a ar das notícias. Isso aconteceu também com o incêndio de Pedrogão Grande. No sábado à noite fomos jantar com uns amigos e permanecemos sempre longe das redes sociais (onde geralmente acabo por acompanhar os acontecimentos mais falados da atualidade). O meu marido que se juntou a nós mais tarde, ainda comentou por alto, algo do género "lá para cima está um incêndio enorme"- Confesso que dei pouca importância. Todos os anos assistimos às mesmas situações, e a distância faz-se notar. Não o sentimos da mesma forma. 
Só no domingo à noite é que eu tive a noção do que estava efetivamente a acontecer, pois durante todo o dia também me mantive longe de redes sociais e notícias em geral. E fiquei com o meu coração pequenino! A não conseguir sequer imaginar o cenário. Tanta vida ceifada em tão pouco tempo! A força da natureza é avassaladora e impõe respeito. E a dor daqueles que ficam, os que perderam tudo, os que ainda lutam. A coragem dos nossos bombeiros, tão pouco respeitados e reconhecidos, que fazem de tudo em troco de praticamente nada. 
E deixamos de ter a ideia do "está longe", porque já diz o ditado que "longe da vista, longe do coração!", mas aqui não se aplica. Longe da vista, mas a quebrar o coração. A impotência de pouco se poder fazer para ajudar. Resta-nos fazer os possíveis, agradecer todas as ajudas que quem precisa tem recebido, e rezar, para que a tragédia não se repita, que Portugal pare de arder. Porque neste momento, a norte, a centro ou sul, somos todos portugueses e estamos todos a perder aqui. 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Saber parar


Ultimamente tenho-me desviado um pouco do caminho que quero e gostaria de seguir. A sensação de me estar a tornar cada vez mais incapaz de atingir os meus objetivos e desejos está mais presente em mim. Principalmente no que toca àquilo que eu quero ser e fico tão aquém. 

Quero ser mais presente para os meus filhos, mas realmente presente para eles e não uma figura que está lá mas sempre, sempre tão atarefada, ou a pensar no seu próprio umbigo. Já fui essa mãe que tanto desejo voltar a ser, mas parece que o cansaço fala sempre, sempre mais alto. 

Alguns dos meus projetos pessoais estão em stand-by porque simplesmente não encontro a motivação em lado nenhum. 

Quero destralhar mais, mas olho para as áreas cá de casa que precisam de intervenção e nem sei muito bem por onde começar (hoje por acaso andei a destralhar brinquedos partidos ou com peças perdidas, curiosamente fartei-me de pensar na minha mãe e na impressão que lhe faz eu livrar-me dos brinquedos dos miúdos, mas isto daria outro post). 

Por vezes penso se não estarei a exigir demasiado de mim? Não. Acho que não. O meu problema tem sido mesmo pensar em fazer muita coisa, mas realizar efetivamente, tem sido bem pouco. Perco demasiado tempo a imaginar, a planear, a projetar e pouco a realmente fazer. 

Pode-se dizer que ando desleixada, não seria mentira. E no entanto, pesa-me mais do que nunca a carga desse desleixo. Principalmente quando chego ao fim do dia rebentada e nem sei bem porquê. Há mesmo muito tempo que não chegava ao fim do dia com tanto sono e tão pouca vontade de fazer seja o que for. De tal forma, que muitas vezes olho para o lado, ignoro toda e qualquer tarefa, mesmo que urgente, e abandono-me ao conforto dos meus lençóis. 

E o pior para mim, é ver como este estado se arrasta há tanto tempo. Tenho alturas em que parece que finalmente estou a emergir, a ser um pouco mais < e u > novamente, mas depressa noto como volto ao mesmo lugar num piscar de olhos. 

Felizmente, desta vez, este sentimento não anda de mãos dadas com a frustração. Apesar de tudo, parece que finalmente começo a entender que, embora já longa, está é uma fase menos boa, que se der ao corpo o descanso e o que ele precisa poderei melhorar. 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dentes


A miúda andava a queixar-se de que lhe doía a gengiva... "Aqui atrás do dente, mamã!". O dente era o pré-molar inferior direito. Ontem ao jantar queixou-se outra vez e joguei o dedo lá dentro. Senti uma pontinha e estranhei. Fomos espreitar com uma luz mais forte e não é que já tem o primeiro molar a nascer?! Na verdade está praticamente todo de fora. Tinha ideia que estes vinham bem mais tarde. Ainda nem lhe caiu nenhum dos dentes de leite (tem o primeiro a abanar mas pouco e já há um par de semanas) e já temos o 1º molar. 

domingo, 11 de junho de 2017

Praia precisa-se


Está tanto calor; temos a praia ao nosso lado e ainda não nos estreámos este ano (no sentido de vestir a roupa de praia, levar a toalhita e abancar por lá uns bons minutos, ou horas com os miúdos). 
Primeiro foi a mais velha com a varicela,evitámos a exposição ao sol devido às marcas na pele. Depois foi ele, também com a varicela, e agora, para além dele que ainda está muito marcado, eu e o meu amor achámos que estava na hora de uma nova tatuagem para mim e um retoque muito precisado na única dele. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Aniversários |Tema|



Apesar de hoje ser dia da criança, pensamos noutra festa por aqui. Dentro de sensivelmente um mês os meus miúdos fazem anos. Primeiro ela, e apenas uns dias depois ele. Vamos juntar as duas festas numa só, claro, e já começámos a pensar nela. Quem escolheu o tema foi a mais velha (que foi quem preferiu unir as festas também)... e escolheu o Panda porque o mano adora o Panda. 

Ainda não sei se vou fazer a festa em modo (Canal) Panda, ou simplesmente pegar nos pandas em geral como inspiração e ir por ai. Estou mais inclinada para a segunda opção. Tenho em mente basear-me no tema pedido por ela, mas de forma subtil. Fazer o bolo em forma do panda, convites, lembranças, mas se calhar deixo as comidas e tal de fora (dispenso a trabalheira). 

Depois, gostava de ver muita cor na mesa. A festa que mais gostei de anos passados foi a do arco-íris, por isso estou a ponderar misturar esse tema com o do panda e usar muita cor na mesa... nas comidas, nos talheres, pratos, etc. O que acham? 

Por enquanto ando em recolha de ideias, mas quero começar a tratar já de algumas coisas, o mais breve possível. 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Destes Dias #9

Não tenho dado novidades ultimamente, para além do relatório que publiquei ontem sobre o andamento do desfralde do mais novo. No entanto nestas últimas semanas houve muito mais. 

Vejamos... a minha cozinha chegou finalmente. Depois de um mês de atraso em relação ao que me disseram. Há uma semana que está parcialmente montada. Ia encomendar a pedra na segunda passada, mas o pequeno ficou com febre e nada feito. Na terça lá fui, e apesar do senhor ter dito que me ligava no dia seguinte para ir tirar as medidas, só na quinta quando lá fui outra vez é que o fez. Diz que esta semana estará pronta. Depois, faltam os acabamentos e fica pronta. Estou apaixonada pela minha cozinha. Ainda é mais bonita do que imaginei e tem tantoooo espaço de arrumação. 

A minha filhota teve varicela e ficou toda uma semana em casa. Portou-se tão bem, apesar da comichão, coçou-se muito pouco e as marcas já começam a desaparecer. 

Levei-a a visitar o primeiro infantário onde andou e foi uma alegria pois as, então, melhores amigas ainda lá estão. A educadora também é a mesma e ficaram todas muito felizes. Saiu de lá com o convite de passar uma manhã com elas.

A minha sobrinha-neta passou cá uma noite (é apenas um ano mais nova que a minha filha) pela primeira vez. A miúda até se porta bem, mas não come quase nada, e além disso, sofre de encoprese e volta e meia tem a cueca suja, e nem diz que tem. Temos de andar sempre em cima dela, a chatear e pior a limpar. É cansativo, no mínimo. 

Fomos visitar os avós e é sempre uma festa para os miúdos. Em casa dá avó têm imenso espaço na rua para correr, ao contrário do que acontece por aqui. Ficam sempre estafaditos e a parecerem uns ciganitos.

Deu-me a pancadinha! Marquei a 6ª tatuagem!!! 

O trabalho também corre muito bem. Há uma semana fomos, a minha colega e eu, a uma formação com o Dr. Gareth Zeal e adorámos. Aumentar o nosso conhecimento com quem sabe, é sempre muito gratificante.

E para acabar, a piolha tem o primeiro dente a abanar. E está eufórica com isso. 

sábado, 27 de maio de 2017

Desfralde #2


Isto do tempo e da sua velocidade é cada vez mais impressionante. Digo-o agora perplexa com a quantidade de dias que passaram sem vos vir cá dar novidades. 
Continuamos em modo desfralde. E não me posso queixar muito. Há duas semanas que na escolinha começaram a tirar a fralda na hora da sesta e na maior parte dos dias corre bem. Cá em casa também acompanhei o processo (se bem que ele em casa fazia sempre xixi na fralda da sesta). Correu bem. 

Durante várias noites, a fralda permaneceu seca até se levantar. E ontem, pela primeira vez deitei-o sem fralda à noite também. Posso dizer que comecei oficialmente o desfralde noturno. Não fez xixi a noite toda. Ainda o levantei uma vez para o sentar no bacio, mas não fez nada. Alguns minutos depois pediu xixi, sentei-o novamente e disse "já está", mas não estava nada. Voltou a dormir e quando o pai saiu de casa, perto das 7h30, continuava sequinho. Pouco tempo depois chorou por mim, estava todo molhado. 

Ele aguenta imenso tempo sem fazer xixi. E continua sem pedir, temos de ser nós a sentá-lo quando nos lembramos. O número dois corre bem. Não tem qualquer medo de o fazer, não prende... enfim, só não faz todos os dias, é mais dia sim dia não, mas faz e anda bem. 

Podemos sair com ele à vontade, até aqui nunca teve nenhum descuido fora de casa e isto que por vezes estamos fora de casa durante algumas horas. Não gosta de sanita em casa, mas dormiu em casa da tia uma noite e preferiu-a ao bacio. 

No geral, acho que está a correr tudo muito bem. Os descuidos, têm sido uns dois por semana, nada mal. Se continuarmos assim, daqui a nada temos um menino completamente desfraldado. 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Desfralde #1

Os filhos são sempre diferentes, e o que nos corre bem com um, pode não correr bem com outro. Isto para dizer que entrámos no desfralde do segundo. A primeira estava mais do que desfraldada com a mesma idade, pois o dela foi logo a seguir ao (2º) aniversário. Ele está a um par de meses de fazer 3 anos. Mas como disse lá em cima, eles são diferentes, e ela sempre foi mas desenvolvida do que ele. Com dois já se expressava muito bem, ele mal dizia uma palavra, como é que me poderia pedir para fazer xixi? 
Esperámos portanto, e agora apanhámos o comboio da escolinha. A educadora falou-nos em começar o desfralde em Maio, e eu joguei-me a ele. No feriado, dia 1, iniciamos cá por casa com o nosso. No caso da mana também foi diferente aqui. Ela estava em casa comigo e o desfralde foi responsabilidade minha. Estive lá em cada progresso. 

E isto digo-o para entenderem a minha frustração quando apenas ao 6º dia de desfralde eu vi o meu filho fazer o primeiro xixi no bacio. 

daqui

O primeiro dia de desfralde foi sempre perna abaixo. 

No segundo, já na escola correu tudo bem, fez os seus xixis na sanita, chegado a casa deve ter feito uns 6 ou 7 xixis, todos na roupa, com um nº dois pelo meio. 

No terceiro, correu bem na escola, mas fez muito menos xixis, na escola e mesmo em casa, foi só um perna abaixo. Nada de nº 2. Teve um descuido na escolinha. 

Ao quarto a coisa já não correu tão bem. Ao que parece chorava por mim, e chorava mesmo desconsolado. Acha a educadora que estava com cólicas, pois a certo ponto acabou por fazer na roupa. Mais tarde chorou novamente, ela meteu-o na sanita e fez mais um pouco. Depois passou e ficou bem disposto. Em casa, o xixi foi novamente perna abaixo. 

Ao quinto dia, correu bem na escola. Como eu estive fora foi o pai buscá-lo à escola e já em casa, fez o primeiro xixi no bacio. Eu não vi. Comigo, em casa ou na escolinha antes de o deixar na sala, nada de nada. E eu a começar a ficar um bocadinho frustrada. 

Ao sexto dia, fim de semana, e finalmente sento-o no bacio pela manhã e oiço o xixizito a sair pela primeira vez. Fiz uma festa claro. Mas faz muito pouco durante todo o dia, apesar de o sentar várias vezes. E ele até aceita se sentar e fica algum tempo, mas não faz. Depois da sesta (coloco fralda ainda para dormir) acordou sequinho, por isso fui logo sentá-lo e voilá, o segundo xixi. Ainda fez mais um neste dia.

Ontem, sétimo dia só fez um xixi no bacio. O da manhã. Depois fez na fralda do soninho e numa fralda cueca que colocámos porque iamos ficar algum tempo fora de casa. Não pediu quando fez. Nunca pede. Depois só na fralda da noite.

Hoje, ao levantar, bacio com ele e lá saiu o xixizito. Quando o deixei na escolinha, sentou-se mas não fez nada. 

Faz-me confusão ele fazer tão pouco durante o dia. Dá-me a sensação que anda a prender o nº 2 e como tal acaba por prender o xixi também. E não pede ainda. No primeiro dia, quando se sentiu molhado choramingou e parecia assustado. Com o nº 2 que fez em casa no chão ficou mesmo em stress. Quando se sente molhado ora me avisa dizendo que sujou, ora continua como está. 

Inicialmente, nos 2-3 primeiros dias talvez, pedia-me para lhe colocar a fralda. Agora já não o faz, e acho isso positivo. Mas gostava de o ouvir pedir xixi. Parece que não lhe interessa muito. Como sempre, anda sempre muito na dele e só nos ouve quando lhe interessa. Ou como diz a educadora dele, parece que não nos está a ligar nenhuma, ou a ouvir mesmo, mas a informação vai lá ficando e quando menos esperamos, é obra dele surpreendernos com algo que achamos que não sabe/consegue/quer fazer.

A ver vamos, como corre daqui para a frente.