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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

A controvérsia do Natal


Éramos cinco à mesa. Dois casais e eu. Falámos sobre o Natal, uns gostavam de encher a casa com a família mas lamentavam a trabalheira que dava; os outros juravam que no próximo ano iam passar o Natal num hotel sem terem que se preocupar com fazer comida e blá blá blá... eu estava algures pelo meio. Gosto de cenas em família, mas há certas coisas que me aborrecem... este ano soube-me muito bem passar em casa só com os meus mais que tudo. 
Um deles dizia que cada vez gostava menos desta época... quando tudo soa a falsidade, onde há as chatices de onde e com quem passar e tal e coiso. Concordo! Por mim, passava todos os anos como neste último. 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

pensamentos de fim de ano


Sinto-me encalhada no tempo, que 2017 passou depressa demais, que a cada ano, passa mais e mais depressa. Sinto que ando há anos a tentar mudar as mesmas coisas em mim sem grandes resultados à vista. Claro, existiram melhorias, mas é uma luta constante. Sempre com este sentimento de estar encalhada no mesmo sítio há tanto tempo. E não, não falo de um espaço físico.

O balanço que faço deste ano até nem é mau. 

Continuo a trabalhar no mesmo sítio, num ambiente calmo, feliz, onde há respeito mútuo, onde vamos crescendo sempre juntas. Este é um ponto que pretendo que se mantenha em 2018, pois continuo muito satisfeita. Gostava apenas de conseguir ser (ainda) mais produtiva. 

 Dêmos continuidade à outra casa, embora não tenha sido possível mudar para lá antes do meio do ano como eu pretendia há um ano atrás. A cozinha atrasou-se imenso, e depois fomos nós que fomos fazendo aos pouquinhos, coisas que poderiam estar acabadas há meses. Porém, sozinha não consigo remar contra a maré e fazer milagres.  

Em Setembro fomos de férias novamente e mais uma vez com a ajuda, aliás, reformulo, completamente patrocinado pelo meu mealheiro. Mais uma vez, deu para tudo, e ainda sobrou (apesar de, depois ter ido para o carro, que avariou na volta atrás). Para 2018 ainda não temos férias planeadas, nem dias escolhidos, nem nada que se pareça... está tudo em aberto. Entretanto continuo a juntar tostões no meu porquinho para quando a oportunidade surgir. 

A parte de ser mais organizada na vida e em casa, andou assim assim. É aqui que andamos às voltas, sempre a tentar melhorar, sempre num pára-arranca de (in)sucessos. Em 2018 vou procurar focar-me nesse aspeto novamente. A questão aqui é nunca desistir. Destralhei bastante este ano, e isso ajudou-me, mas é algo continuo, que se deve fazer sempre. 

Voltei a costurar mais neste ano que passou e isso deixou-me muito feliz. Também voltei a ler mais, até comprei alguns (poucos!) livros novos. No início do ano desafiei-me a ler pelo menos um livro por mês. Não foi propriamente um por mês, porque alguns levei mais tempo a terminar, mas também existiram meses onde li mais do que um. De qualquer forma, se contarmos com o que estou a ler no momento, são 12, e mesmo que o ano chegue ao fim e eu não tenha terminado este, dou o desafio como vencido, principalmente se olhar para o que eu andei a ler nos anos anteriores. 

Para 2018 escolhi 3 palavras para ter sempre presentes, são elas:


* Organização * 
Na minha vida pessoal, no meu trabalho, na minha casa, na nossa alimentação, enfim, no geral. 


* Poupança * 
Mais para o fim do ano, dei por mim a gastar mais do que realmente precisava. O consumismo começou a agarrar-se a mim, por isso está na hora de correr com ele para longe e retomar as rédeas das minhas vontades. 


* Mudança *
Mudar o que precisa ser mudado. Concentrar-me na nossa própria mudança de casa. 

e no fim poder dizer...


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

depois do Natal e antes do Ano Novo




Pronto! O Natal veio e passou. Este ano ficámos em casa, eu, ele e os nossos miúdos. Correu tão bem, a calma contrastante com a azafama dos natais passados em casa dos nossos familiares, soube-me pela vida. Foi um Natal em pijama, acolhedor, com tempo e muito carinho (e algumas birrinhas dos mais novos da casa, claro!) entre nós. 

Agora, a loucura do Natal já ficou lá para trás e anda tudo focado no próximo evento: a Passagem d'Ano. Nós vamos passar em casa de uma amiga, nada de por ai além, mas tenho cá para mim que vai correr muito bem. Entretanto ainda temos dois aniversários pelo meio: o da minha irmã (felizmente comprei logo a prenda com antecedência - o último livro de Isabel Allende, que ela é fã), e o da filha dessa amiga onde vamos na passagem de ano, que é 6 meses certinhos, certinhos mais velha que a minha. Adoram-se uma à outra!!

Entretanto tenho pensado muito no ano que está a terminar, e nas coisas que quero muito fazer, começar, ou mudar em 2018. Talvez partilhe algumas delas convosco mais tarde. 

sábado, 16 de dezembro de 2017

Quase Natal

daqui

Estamos praticamente a uma semana do Natal, e como já é da praxe vejo o dia a aproximar-se e eu ainda com imensas prendas por fazer/comprar/preparar. Este ano parecia ter as coisas encaminhadas, no entanto, com a tal situação familiar atrasei-me. Quando tudo voltou ao normal cá por casa, pensei que ia entrar nos carris, mas o espetáculo de dança da miúda anda-me a consumir todo o tempo livre, seja numa busca eterna de acessórios para comprar ou sejam as peças, acessórios por costurar. Não só para a minha como para outras meninas, que isto quando se sabe que a malta até tem jeito com as costuras, é quem mais pode pedir isto e aquilo. Os fatos têm de estar todos prontos daqui a dois dias. Tenho a maior parte despachada mas ainda antevejo umas noitadas jeitosas para este fim de semana. Quanto ao Natal e às prendas, não vou dar grandes coisas este ano, serão mais simbólicas que outra coisa, e o meu foco são os cá de casa. Por exemplo, há anos que eu e o marido não trocamos prendas entre nós, mas este ano prestei mais atenção e apercebi-me de algo que lhe faz falta, e terá uma prenda novamente. Também não consigo deixar de mimar as crianças mais próximas. Mais uma vez, sem nada exuberante ou grandes loucuras. Apenas uns mimos que tento que sejam úteis e do seu agrado. Por exemplo, para umas mais velhinhas - adolescentes plenas - é-me sempre super difícil porque os gostos já são muito específicos, mas encontrei há um par de meses uns kits para limpeza de ecrãs muito fashions, e girly. Claro que comprei logo um para cada uma das três que tenho. E por ai? Como vão fazer com as prendas este ano? 

domingo, 10 de dezembro de 2017

Destes Dias #13


O turbilhão que por aqui se instalou nas últimas semanas começa a acalmar, no entanto o maridão continua a trabalhar ainda mais horas por estarem com uma baixa no pessoal, e eu tenho que me desenrascar sozinha com os miúdos a maior parte dos dias. 

Os nossos fins de semana prolongados foram passados em casa. Hoje tenho a miúda em casa de uma amiga e ia deixar o miúdo para irmos finalmente comprar alguns dos móveis para a outra casa, pois bem, o miúdo decidiu ficar doente. Lá se foram as compras! Mais um dia passado em casa. Felizmente é coisa que não me aborrece, gosto de casa. 

Tenho costurado mais. E com mais vontade de o fazer também. Parece que quanto mais a minha cabeça se enche de chatices, mais as minhas mãos precisam de me libertar desse stress, criando e dando vida. 

Montámos a nossa árvore de Natal no dia um, e colocámos também o resto das decorações. Temos algumas tradições só nossas que iniciei quando a mais velha nasceu. É engraçado como eles já ficam à espera de certas coisas. 

Tenho tentado orientar o nosso Natal, mas ainda me falta fazer, preparar, ou comprar uma série de coisas. Ter ficado tantos dias com o meu sobrinho atrasou muita coisa, mas decidi descomplicar e o que der para fazer dá, o que não der, passo à frente, sem culpas. 

Tirei a secretária do meu quarto de costura para a dar à filhota. Ela tinha ainda uma de plástico que andava por toda a casa. Ela usa-a muito, mas é mais um catramolho que anda sempre às voltas a incomodar, e além disso ela já precisava de um espaço melhor e mais organizado. Posso dizer que para ela foi uma maravilha. 

domingo, 3 de dezembro de 2017

Para Dezembro


E chegamos a Dezembro. Não tenho grandes expectativas para este mês. A minha cunhada continua internada, e as nossas vidas a serem de certa forma regidas por isso. Como vou eu fazer planos, se não sei sequer como irá ser o próximo dia?! Ainda assim, espero conseguir riscar algumas coisas da lista, porque tem de ser:

- Fazer 9 rabos de macaco para o espetáculo de dança da minha filha

- Fazer um vestido para mim 

- Fazer mais algumas prendas e comprar outras tantas

- Fazer dois adornos novos para a nossa árvore com os meus filhotes

- Ler um livro novo

Para já não vou colocar mais nada, se conseguir estes já me dou por satisfeita. 

💛 💛 💛 

Objetivos para Novembro :

- Acabar de ler o livro que ando a ler neste momento, e se possível, pelo menos começar outro. - acabei-o a 1 de Dezembro

- Costurar a minha (primeira) própria peça de roupa interior

- Dois fins de semana de formação

- Orientar a maior parte das prendas de Natal que pretendo comprar/fazer - pensei em várias e comprei umas poucas, mas ainda há muito que gostava de ter feito que agora nem sei se vou conseguir fazer

- montar o quarto dos miúdos - ora cá está algo que ficou pendurado e que eu tinha como certo 😞

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Isn't it ironic?


Os próximos tempos não vão ser fáceis. Não vou mentir, estou de certa forma fula. Eu que sempre gostei de viver a minha vida à minha maneira, sem dar cavaco a ninguém, vejo-me agora numa situação que me provoca sentimentos contraditórios. 

A minha cunhada foi mesmo internada na ala de psiquiatria do hospital Por quanto tempo? Não fazemos ideia. Esteve dois dias em observação e não melhorou. Tem de lá ficar pois não está em condições de voltar a casa. Mas ela tem um filho pequenino, lembram-se? 

Pois é, esse é o meu problema. É que nunca me dei bem com a minha cunhada, mimada, egoísta, manipuladora. Hoje se calhar entendo um pouco melhor porque é que a família toda sempre a protegeu tanto e lhe faziam as vontades, eles já a tinham visto assim... pior ainda! E o pavor consegue petrifica-nos. O que não quer dizer que concorde com a forma permissiva com que sempre lidaram com ela. 

Se calhar sou um pouco louca também por ter ficado presa às palavras que me disse há dois dias, no seu descarrego de fúria em mim, mas não consigo deixar de achar que tudo o que ela disse é realmente tudo o que ela sente, esteja sã ou não, a loucura do momento deixou-a apenas sem filtro, sem máscaras, e disse tudo o que bem lhe apeteceu. 

E é irónico, não é? Naquele desvario dela, ela acusar-me de não gostar da família deles, de ser má mãe, uma mãe que oprime os filhos, que não faz nada por eles, que cuida deles porque tem de ser, forçada e de má vontade. E tanto, mas tanto mais que me disse e que me tem enchido os pensamentos constantemente. 

Não deixa de ser irónico, que seja eu, uma das pessoas que se jogou à frente, para que o filho não deixasse de ter quem cuidasse dele na falta dela. É irónico eu estar a ver a minha vida virada do avesso por tempo indeterminado, a ver as rotinas dos meus filhos a serem todas baralhadas, a minha liberdade a ser colocada de lado. 

Perdoem-me se isto soa muito mal, sei que soou muito ruim a algumas pessoas, mas sinceramente pouco me importa. Cuido-lhe do filho porque é meu sobrinho, porque sinto uma pena enorme desta criança, porque sei que precisa de amor, de atenção, de cuidados. Não é porque fica bem, ou para lhe poder jogar um dia mais tarde em cara. Mesmo porque a vontade que eu tenho é de nunca mais lhe olhar na cara, embora seja algo que não verbalizo (já vos tinha dito que nunca nos demos bem, não já?!).

É triste, mas o miúdo precisava mesmo de distância da mãe. Tem passado as manhãs com outro familiar, come e dorme a manhã toda. Fica comigo o resto do dia e mal o ouço chorar. À noite fica com o pai e tem dormido bem. Com a mãe chorava dia e noite. Era demasiado stress, demasiada agitação, demasiadas discussões. 

Sei que ela não está bem, mas sou incapaz de sentir pena como todo o resto da humanidade. Debato-me com esse sentimento a toda a hora, mas que me perdoem, porque não consigo. Juro que gostava de sentir compaixão por ela, mas simplesmente não sinto nada. Não consigo sentir nada. 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Loucura


A nossa mente é uma coisa deslumbrante. No bom, e atrevo-me a dizer, ainda mais, no mau sentido.
Já alguma vez falaram com alguém que está mesmo fora do seu juízo normal? Já olharam para os olhos de uma pessoa que pensa que é Deus, que diz estar a profetizar, que consegue ferir cada um dos vossos pontos fracos sem dó nem piedade? Já viram bem os olhos esbugalhados dessas pessoas?
Eu já. Ontem. E é horrível. É uma sensação de incredulidade, ver como há ali um momento da conversa em que é como se um rastilho se acendesse e a pessoa muda completamente, deixa de ser ela.

Mas comigo não foi nada, foram palavras, atrás de palavras. Apenas. Que só não custaram mais a ouvir porque eu já sabia ao que ia. Não a conseguimos ajudar, à noite conseguiu agredir os pais (idosos) à paulada e a sobrinha que tentou intervir. O marido teve de a mandar ao chão para a segurar. Isto depois de ter voltado do hospital para onde o inem já a tinha levado, deram-lhe alta achando que estava tudo bem. Claro que o inem voltou, os mesmos rapazes (que por sinal ficaram incrédulos por lhe terem dado alta), voltou ao hospital. Foi sedada, está em observação e vai ser vista por um psiquiatra mais tarde.

Essa pessoa é minha cunhada, e a loucura veio após noites difíceis, e falta de sono, com um filho que nasceu há cerca de mês e meio. A depressão pós parto é real, e no caso dela de um extremo que eu nunca vi. Mas ela já tem um histórico de distúrbios mentais, que estavam lá atrás, separados por cerca de 23 anos.

O dia de ontem foi para esquecer, esta noite foi intensa (ainda por cima o meu pequenino também acordou às 5h a vomitar)... O meu marido e a família toda estão de rastos, mas, o mais triste disto tudo, é haver no meio um ser tão pequenino, que é o meu sobrinho...

sábado, 18 de novembro de 2017

Agora é tudo a mana.


Sentei o miúdo na sanita, e no azulejo da parede ao lado, vejo uma série de riscos de lápis. Sabendo muito bem qual era a resposta, perguntei-lhe quem tinha feito aquilo. Ele, muito prontamente respondeu logo "Foi a chata!" - a chata é a nossa gata. "A chata não sabe pintar", disse-lhe eu. Mas o rapaz não se fez de rogado, nem me entregou os pontos. Acrescentou logo "Foi a mana!". Chamei a mana, que (óbvio!) disse logo que não tinha sido ela, e não mentia porque ela é l-o-g-o apanhada quando mente. Frente a frente, ele lá deixou escapar um "foi o eu". Admitiu a culpa por uns segundos, e mal a irmã deu costas... "foi a mana!"
...

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O meu Cabelo

ilustração de victoria francés

Sempre usei cabelo comprido. O mais curto que recordo de o ter em miúda era a bater-me mesmo nos ombros. Na adolescência lembro-me de ter feito esse corte pelo menos uma vez, depois, deixei de saber o que era cabelo curto... até há uns dois anos. Deu-se assim um ar qualquer, e meti (ou mandei meter) tesoura nele. Na altura lembro-me de medir a trança que sobrou... 40 ou 45 cm de cabelo - que friso - estava entrançado. 

Nos primeiros dias - semanas, vá! - até que estava satisfeita com o corte, apesar de saber ainda antes de o cortar que aquilo não era para mim, que tenho um cabelo muito grosso, muito volumoso, tenho mesmo uma vasta gadelha. Nem nestas alturas de queda eu me preocupo com a quantidade disparatada de cabelos que vejo cair todos os dias, porque certamente ficam cá muitos outros. 

Mas voltando ao corte - sou terrível para me dispersar, cabelo curto em mim é tipo juba de leão, abre até não poder mais, e eu sou baixinha sabem? Não gostava nada de ver. Curiosamente toda a gente gostava, salvo raras exceções. 

Isto tudo para dizer que nos últimos dias tenho ouvido elogios maravilhosos ao meu cabelo porque tenho andado com ele solto. E está enorme outra vez!!! Não tanto como quando o cortei, mas mais uns meses e chegamos lá. Já tinha saudades de ouvir toda a gente a gabar-me a melena, se calhar ter-lhe dado uma corzinha ajudou, mas é realmente pelo comprimento e jeitos que as pessoas gostam dele. 

Se há coisa que me deixa mesmo vaidosa é o meu cabelo, causador de invejas e tecedor de comentários quando passo. Quando não o uso comprido não sou eu, faz parte da minha identidade e juro que me sinto quase nua se não o tenho assim compridão. Apesar de na maior parte do tempo até andar com ele em coque - principalmente no trabalho, é que não consigo trabalhar com cabelo a pender-me na cara. 

Pronto era só isto, hoje. 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Porque não?

daqui

Hoje tive a casa cheia. Quando fui buscar a minha filha à escola, trouxe mais duas comigo, e mais tarde juntou-se ainda o meu pequenino. Passaram toda a tarde na brincadeira, comeram panquecas (pedido feito na véspera por uma delas), vestiram-se de princesas (e uma de vampira!), e houve muitas gargalhadas por aqui. 

Por isso, sim, se posso fazê-los felizes com tão pouco e tão facilmente... porque não?! 

Uma das meninas disse que era a primeira vez que ia a casa de uma amiga, que o pai nunca deixava, mas que desta vez sim porque era a melhor amiga. A outra, já tinha ficado connosco o dia inteiro para poder ir ao aniversário da minha, e tinha também passado cá outra tarde, está mais à vontade. São as três umas miúdas fantásticas, portaram-se lindamente, entenderam-se sem problema algum. 

Na escola porém, a euforia devia ser tanta naquela sala de aulas, que levaram as três uma bolinha amarela no comportamento porque não conseguiam parar de conversar. É tão bom ser-se criança, não é? Pena que nos esquecemos (nós adultos), de como era tantas vezes. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Será que sabem o que é um STOP?

Eu devo ter um íman qualquer que faz com que os outros condutores se queiram vir enfaixar em mim. Sorte a minha, sou muito boa a esquivar-me. Oh yeah, ontem um gajito, com um carro nada pequeno, quase que se espeta contra mim, valeu-me fugir para a faixa do lado (graçá-déu não vinha ninguém!). Esquecem-se sempre dos STOPs comigo. Ai há uns meses uma querida senhora não só se atravessou à minha frente (tendo ela stop e eu estando na via principal) como ainda se pôs a refilar comigo, como se tivesse razão. Depois também há as que param sem terem stop, e eu paradinha no meu canto (com stop) faço sinal para que avance e claro, a senhoria refila comigo de braços no ar e tudo. Mmmm a sério?! Poupem-me!!!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Para Novembro


E estamos no penúltimo mês do ano, daqui até 2018 é um pulinho de criança. Este mês que passou, passou sem eu quase dar por ele. Houve muita coisa na minha lista que não consegui completar e que passa para este novo mês que começa hoje. 

👪
Objetivos para Novembro :

- Acabar de ler o livro que ando a ler neste momento, e se possível, pelo menos começar outro. 

- Costurar a minha (primeira) própria peça de roupa interior

- Dois fins de semana de formação

- Orientar a maior parte das prendas de Natal que pretendo comprar/fazer 

- montar o quarto dos miúdos

Nem vou acrescentar mais nada, se conseguir riscar as poucas coisas que me proponho completar este mês, já me dou por satisfeita. Além de que vieram muitas do mês passado atrás para me complicar a vida. 

E vocês desse lado? Muitos planos para Novembro? 


de Outubro
- Levar a cabo o encontro que deveria ter tido lugar no passado mês 👎 buhhhh para mim, que adio isto desde o mês passado... nem vou colocar nos afazeres de Novembro, sabendo que a loucura se instala a partir daqui. 

- Festejar o meu aniversário com quem me é mais querido 👌 Sim, e com muita diversão pelo meio
- Uma saída com o meu homem (não desisto, a esperança é a última... já se diz) 👌 objetivo (finalmente!) atingido!
- Acabar de pintar a casa nova 👌 e que gira que está a ficar

- Acabar a casa de banho da casa nova 👎 a pessoa que o ia fazer sofreu um acidente de trabalho e não consegue mexer o pulso =( 
- Marcar dentista 👎adiado, estou à espera que venha o frio 

- Limpeza a fundo na minha cozinha
- Trocar as roupas frescas pelas mais quentes

- Ler dois livros 👎nem um quanto mais dois... muito, muito desiludida comigo

- Procurar aulas de Ioga para a minha miúda entretanto foi para a dança
- Costurar um pijama para mim e um para a miúda 👎 ainda não =(

-Destralhar o meu quarto de costura parcialmente

- Visitar mais vezes a biblioteca com a miúda 👎nem uma =(

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Happy Halloween

A miúda vestiu-se de vampira, o miúdo de morcego e a mãe fez caixões para ela levar para o lanchinho da escola. Não estão perfeitos, mas ela adorou mesmo assim, e isso é que importa. 



Feliz Samhain para quem conhece o verdadeiro significado deste dia!
Eu adoro!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

No poupar é que está o ganho



Há uns anos, a minha patroa dizia que eu era muito poupadinha pois arranjava sempre recursos dentro daqueles que já tínhamos na loja. O nosso senhorio, que por acaso mora por cima e gosta muito de conversar, sempre que a ouvia respondia-lhe: "O ganho não está no que se ganha e sim no que se poupa!". 

Sim. Realmente eu devo ser muito poupadinha, o que, se me permitem, difere de forreta... isso eu não sou. Mas continuando, dizia eu que sim, devo mesmo de o ser, eu e o meu marido porque de outra forma não sei como conseguíamos fazer tudo o que fazemos. 

Durante cerca de 5 anos eu não trabalhei fora, estive em casa, para me dedicar aos meus filhos sem qualquer vencimento. Tínhamos apenas o dele, e o que nos valia era a forma como o geríamos. Ainda por cima, o trabalho dele é daqueles muito sazonais, como as formiguinhas tínhamos que aproveitar o verão para passar minimamente bem o inverno. 

Tivemos meses mais difíceis, mas nunca nos faltou comida na mesa, roupa para vestir, calçado nos pés, nenhuma despesa ficou por pagar, nem precisámos de andar a pedir empréstimos a ninguém. Ainda durante esse tempo, colocámos a mais velha no infantário, conseguimos acabar de pagar o meu carro (abatemos o equivalente a quase um ano que nos faltava pagar para livrar a dívida), nunca deixámos de fazer algumas refeições fora nas folgas dele e até fomos de férias (cá dentro, mas fomos!). 

Por isso sim, é no poupar que está o ganho. Hoje em dia, temos mais uma ajuda, porque embora o meu part-time não seja nada de por ai além - acho que voltei a trabalhar mais para me sentir útil e ter uma vida "mais normal" novamente, do que propriamente pelo que ia ganhar - não deixa de ser mais esse x que entrou no nosso orçamento e que claro, ajuda. Se conseguíamos só com um vencimento, com um e meio fazemos maravilhas. Sei porém que não somos a regra. 

A nossa prioridade foi sempre fugir aos créditos. Neste momento temos a casa (apartamento onde habitamos no momento) e a cozinha que montámos na outra casa, ai não dava mesmo para fugir. De resto, quando temos compramos, quando não temos juntamos até ter, e tem funcionado muito bem. Ter uma poupança de parte é bastante importante também, porque assim não custa quando chega alguma despesa inesperada. 

Já tenho conversado com pessoas cujo orçamento familiar triplica, no mínimo, o nosso e no entanto chegam ao fim do mês quase que a arrastarem-se. Isso não nos acontece, conseguimos encontrar um equilíbrio na gestão daquilo que ganhamos e gastamos, e como vos disse continuamos a sair quando queremos, lanchamos (comemos) muitas vezes fora, temos as contas pagas, os miúdos a estudar com os seus gastos inerentes, dois carros para sustentar, demos continuação a uma casa em obras, o frigorífico sempre cheio, viajámos, e sempre que queremos damos-nos aos nossos pequenos luxos pessoais - livros, roupa, calçado, etc, etc, etc. 

Tornei-me mais ponderada nos gastos, mas também deixei de achar necessário comprar muita coisa que antes me parecia surreal não comprar, só porque podia. Com a redução do que entrava em casa, a minha mentalidade mudou. Comecei a fazer melhores escolhas. 

Mantenho desde que voltei a trabalhar um mealheiro onde vou colocando algumas moedas especificas de um e dois euros, apenas. Há meses que consigo mais do que noutros. Além disso estipulei retirar sempre uma percentagem do meu ordenado para esse mealheiro também. E tem sido com ele que temos feito as últimas férias, comprado prendas mais dispendiosas aos miúdos, tatuagens, aproveitado os saldos quando os miúdos precisam de muitas peças de roupas novas, etc. 

Por isso, e muito mais, eu digo e afirmo que não está tanto naquilo que se ganha, mas sim no que se faz com o que se ganha. A minha colega não gosta disto, diz que por vezes não dá para fazer milagres, mas eu também não sou santa para fazer milagres. Eu e o meu marido juntos, ganhamos bem menos que ela e o marido dela juntos (e ela não paga infantário do filho porque tem a mãe para ficar com ele) e no entanto, nós temos uma vida muito mais desafogada, e aproveitamos a nossa bem mais. E ainda tenho muito mais tempo livre para os meus filhos do que ela tem para o dela. E isso, vale ouro. 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

o que um sorriso faz


Digo-o eu, que nunca fui muito dada a sorrir por dá cá aquela palha a quem não conheço. Se não gostar da cara de alguém, nem imaginam então. Mas há estranhos que me fazem colocar um sorriso na cara, e nos últimos dias aconteceram duas situações que me tocaram realmente. 

A primeira foi no meu local de trabalho. Quando me despedia de uma cliente, uma senhora idosa, ela respondeu-me, segurando-me nas mãos "não me dêem mais nada, dêem-me esse sorriso!". Fiquei tão tocada, que quis abraçá-la (não, não o fiz!). Melhorou a minha manhã, que por sinal era dia de folga, mas na falta da minha colega e patroa, eu lá fui fazer o jeito. Fiquei bem disposta o resto do dia. 

A segunda aconteceu há um par de manhãs, quando ia no carro a caminho do trabalho. Um senhor também já de alguma idade, parou na passadeira para passar e o carro do lado oposto (onde ele estava) parou para lhe dar passagem, eu que ainda me aproximava da passadeira, parei também. O senhor, levantou o polegar ao outro condutor, em sinal de agradecimento, sorrindo enquanto atravessava a estrada. A cena fez-me sorrir, e quando passou por mim, voltou a fazer o mesmo, vendo-me a sorrir, sorriu também, fez-me uma vénia e li um bom dia nos seus lábios. Não consegui evitar, fez-me rir, acenei e respondi bom dia também. A verdade é que foi mesmo um bom dia, fiquei bem disposta e com mais paciência para os clientes menos simpáticos. 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Há quanto tempo não ouvia isto #4


Há muito tempo que não ouvia isto. E gosto tanto, tanto, tanto! Está de certeza no meu top 10 de preferidas. Não há declaração de amor mais bonita que esta. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

na sequência do post anterior

Achei por bem, partilhar mais uma ideia que tive para me desenrascar com o jantar em pouco tempo, aproveitando o que tinha. 

Comecei por abrir o frigorifico. Tinha lá uma couve lombarda que já não estava nos seus melhores dias, mas como até não era muito pequena, desfolhei e desfolhei até que voltou a ter um aspeto saudável e apetitoso, cortei-a aos bocados e achei que um guisado com ela seria uma boa ideia. 

Sabia que já não tinha grão congelado, nem feijão, mas felizmente tinha-os em lata. Assim que acabei por colocar uma cebola a refogar, com tomate e fatias de chourição - porque pensava que tinha chouriço corrente e não tinha, mas como sou uma moça muito desenrascada fui ao chourição da miúda... ahahaha... enfim, depois misturei soja granulada grossa (previamente demolhada, claro), e um pouco depois juntei a couve aos bocados e massa. Deixei cozinhar mais uns minutos e para terminar juntei a lata de feijão. Claro que pelo meio fui temperando também com sal e pimenta, retificando quando necessário.

Se eles gostaram? Até a gata quis provar quanto mais os miúdos. Estava bom, repeti duas vezes.



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

na minha cozinha

Ando a esforçar-me para ganhar novamente o hábito de ser eu a cozinhar cá em casa, para aproveitar melhor os alimentos que compramos e também para ter mais controlo daquilo que eu e os miúdos comem. 

Por algum motivo, o meu apetite caiu por terra nas últimas semanas e praticamente tenho saltado o almoço quase todos os dias. Perdi peso, obviamente, e como já sou mais para o magro do que para o gordo, não gostei mesmo nada de ver as minhas ricas calças de ganga a ficarem-me largas demais para o meu gosto. 

Eu esforço-me a fazer melhor, mas nem sempre se consegue. Claro que sempre que posso dou preferência às receitas práticas e rápidas. Porque há dias em que o tempo para cozinhar se torna curto com dois pestinhas, que estão sempre a pedir atenção a uma mãe, que geralmente está sozinha em casa com eles (e estão no seu direito!). 

Há uns dias, estava um bocadinho perdida, não tinha descongelado nem carne, nem peixe, nem me apetecia uma opção vegetariana (recorro sempre à soja granulada nestes casos). E foi com o que tinha à mão que fiz o nosso jantar. Acabámos com um prato de salsichas (que costumo trazer da Epanha e que adoro), salteadas em cebola e tomate, misturadas com massa e acompanhado de feijão verde. 

Enchi metade dos pratos com a massa e as salsichas e a outra metade com o feijão - que temperei com azeite, vinagre, sal e algumas sementes de chia. Os meus miúdos comeram tudo, o mais novo dizia que o feijão era massa verde, não ficou nada no prato. Por isso, penso que correu bem. 

No dia seguinte ainda tinha um resto que deu para mim e para o marido. Os miúdos tinham jardineira (carne de vaca para mim não, obrigado!) que o pai trouxe do trabalho, por isso comemos os dois, os restos do dia anterior, mas substituí o feijão por bimis que tinha comprado nesse dia a 50% de desconto e soube-me tudo tão bem que nem imaginam. Será para repetir no futuro. 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Enquanto não me encontro

* escrevi este texto em Fevereiro e agora descobri-o perdido nos meus rascunhos. Continua a ser verdade, a ser a minha realidade, por isso partilho-o hoje. Desde então, tenho conseguido equilibrar um pouco melhor o tempo e o saber aproveitá-lo para mim mesma, mas continuo a pensar da mesma forma. Ninguém disse que seria fácil, mas faço esforços que me acabam por compensar.

daqui

O meu filho mais novo faz 3 anos daqui a quatro meses. Por vezes, quando penso nisso, lembro-me sempre de ter visto/lido, uma vez, algures por ai, algo que dizia que a vida do casal só voltava ao "normal" quando o filho mais novo chegava aos três anos. 

Penso nisso e penso em nós. Realmente a mais nova, quando chegou aos três - idade que tinha quando o irmão nasceu - era uma menina que não dava trabalho nenhum, que era bastante independente. Mas daí até a nossa vida voltar ao "normal" vai um grande esticão. 

É que, para mim, a vida nunca mais voltará ao "normal". A vida mudou, a vida tem de se adaptar às alterações que ter filhos traz com ela. E muitas delas são permanentes. É um facto. A vida altera-se com eles.

O meu filho, tem sido sempre uma criança cheia de energia e vida, e isso faz com que nós, pais, fiquemos a maior parte das vezes, extremamente opostos a ele: esgotados, sem energia, sem vontade, sem paciência... e quando temos um momento, somos improdutivos. Queremos descanso, muitas vezes mais da mente e das emoções do que propriamente do corpo.

Eu sei que ele vai crescer, e que um dia vou sentir saudades do tempo em que me cabia nos braços, como já sinto saudades, na certeza de se terem acabado as bochechas e refegos de bebés pequeninos cá em casa.

Mas eu sempre fui uma pessoa que está constantemente a criar. E por criar refiro-me a tanta coisa. Desde miúda, nas minhas horas solitárias, na altura forçadas e mais tarde, impostas por mim própria, aquelas horas que me faziam falta como o ar que me enche o peito ao respirar. Nessas horas, eu criava, criava quando lia, e escrevia contos saídos da minha imaginação em desenvolvimento.

E já costurava para as bonecas, mais tarde, mais velha, continuava assim, com os meus momentos. Lia, escrevia, desenhava, montava quebra cabeças, inventava e fazia jogos de tabuleiro para oferecer aos meus amigos. Comecei a costurar para mim, a experimentar coisas novas, tudo o que as minhas mãos conseguissem fazer.

Não deixei de parte tudo isto quando fui mãe, algumas coisas, sim, mas não tudo. Quando se quer muito, encontra-se sempre um espacinho de tempo para fazer o que se quer. E assim que vou encarando os dias, o "normal" de antigamente, não volta, mas tenho o "normal" d'agora, onde faço o que posso, quando posso. 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Destes Dias #12


Quase consigo fazer um "destes dias" apenas com o dia de hoje.
Não foi fácil. Nem acabou da melhor maneira....

Começámos logo mal pela manhã, com o mais novo muito queixoso. Ora lhe doía a garganta, ora a barriga, ora o pé, ora o dedo da mão... estão a ver, não estão? Depois, tive de ser eu a levar a miúda à escola (geralmente vai com o pai ou com uma vizinha cujo filho é da mesma sala que ela, porque ela entra à mesma hora que eu entro ao trabalho) e obviamente atrasei-me.

Para cúmulo apanhei uma seca atrás de um francês que não dava mais de 50 km/h e quando cheguei ao trabalho andei às voltas porque não havia um lugarzinho para estacionar (aquilo é numa vila, mas mais movimentado que a cidade onde habito!).

As notícias dos fogos deixaram toda a gente perplexa e o tempo mais nublado mexeu com os humores. Queria tanto que tivesse chovido, sinto saudades da chuva pois a mim acalma-me, traz-me tranquilidade e neste momento o meu querido país precisa dela mais do que nunca. Mas ainda não foi hoje.

Enfim... tanto eu como a minha colega andámos molengonas e o trabalho foi feito a meio gás. A sério, que dia! À tarde amuei com o marido... sim, foi por uma estupidez e ele nem tinha culpa. Agora, depois das notícias que tivemos há um par de horas, isto parece-me uma parvoíce tão grande.

E pronto, para acabar, fomos levar a miúda ao seu primeiro dia de dança, e enquanto ela lá ficou fomos buscar a mãe dele de uma consulta no hospital. As notícias que tinha não eram boas, a desconfiança que a médica tinha, de ela estar com um carcinoma na mama confirmou-se, e mais, é agressivo. Ele ainda está a digerir tudo isto, as minhas cunhadas foram-se a baixo (uma delas acabou de ter um bebé, por isso ainda está mais sensível), tenho a certeza que se avizinham tempos difíceis.

Tirando este dia de hoje, posso dizer-vos que estivemos a pintar mais um pouco da casa e que já só falta uma parede do meu quarto e o as paredes do corredor. E que se tudo correr bem, antes do fim do mês já começo a tratar de mobilar o quarto dos miúdos que é o primeiro cómodo ao qual me quero dedicar.

Tenho destralhado muito, mudei a disposição de alguns móveis no meu quarto e no quarto dos miúdos. Ando ansiosa para avançar com a outra casa, e enquanto não posso dou voltas a esta, troco tudo de sítio, o que me tem deixado especialmente cansada e fico com as costas num oito.

Ah, e ainda de hoje, caiu o segundo dente de leite à minha princesa, ficou toda feliz porque a fada dos dentes lhe ia trazer mais moedas. 

sábado, 14 de outubro de 2017

A minha primeira lasanha


Há uns dias atrás fiquei toda satisfeita porque fiz, finalmente, a minha primeira lasanha. Eu já tinha tentado há uns bons anos atrás, mas dei barraca com a massa, que devia de ser muito má também e as folhas deram todas em colar, não deu para fazer lasanha nenhuma. 

Fiquei logo toda frustrada, ainda assim voltei a comprar as folhas para a lasanha, mas o receio que tinha ficado da primeira vez foi tal que apesar de ter comprado a massa, eu nunca mais me decidia a fazer a bela da lasanha. Resultado, quando dei por mim a massa tinha criado bicho. 

Uns anos mais para a frente, achei que agora sim, sou uma mulher mais confiante, e mais expert na cazinha, agora até sou mãe, não há nada que me pare. É agora ou nunca, e foi! Adaptei a minha lasanha vegetariana desta e a verdade é que correu muito bem, as folhas foram umas queridas, e não colaram. E no fim, fizemos todos uma refeição saborosa e cheia de coisas boas. 

E melhor, o tabuleiro que fiz foi tão grande que ainda fiquei com uma refeição extra que optei por congelar para aqueles dias em que não tenho nada preparado e nem há tempo para nada. Acho que perdi o medo da lasanha... 😂

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Das férias de Setembro

Bem sei que já vamos bem encaminhados em Outubro e que já ninguém fala de férias nesta altura do ano, mas eu falo, nem que seja só para ser do contra. Por aqui não há férias em Agosto, não que me sejam mesma proibidas, mas porque detesto tirar férias em Agosto. Nah, não é para mim. Férias para mim, sabem bem de inverno, ou então em Setembro, quando quero aproveitar o bom tempo, praia, etc.



O nosso destino este ano foi El Puerto de Santa Maria, na província de Cadiz, e ficámos lá 4 dias e 3 noites. A maior parte do tempo foi passado mesmo onde ficámos hospedados, ninguém pareceu muito interessado em largar a piscina, se bem que no 3º dia fomos passear e conhecer melhor Cadiz cidade, e no último dia, ainda andámos mais um bocadinho até Tarifa, o ponto mais a sul da Europa, e La Linea, pela segunda vez estive frente a Gibraltar mas nunca cheguei a passar para lá.







Na volta para trás a coisa descambou e o nosso carro avariou. Podia mesmo ter berrado de vez se por acaso o meu marido não tivesse reparado na temperatura a subir e eu o mandasse parar logo o carro. Estávamos na autoestrada e ainda conseguimos chegar à vila ou cidade ou lá o que era seguinte, encontrámos uma oficina que tinha a peça que precisávamos (não era a de melhor qualidade, mas era a única) e o pessoal foi impecável pois conseguiu arranjar tudo de forma a conseguirmos seguir viagem. 



Claro que em vez de chegarmos a casa perto das 20h como planeávamos, só chegámos mais perto da meia noite, e no dia seguinte os miúdos já tinham escola. Digamos que foi um bocadinho stressante toda essa situação, mas dentro do mal, até se pode dizer que houve alguma sorte. Quanto ao carro,  foi para o nosso mecânico quando chegou pois ainda precisava de uns retoques. Praticamente uma semana sem carro, mas agora parece estar tudo bem. Só o meu bolso é que não, que não contava com essa despesa extra... 


Fora isso as férias correram muito bem, muita diversão, os miúdos adoraram, comeu-se bem, descansou-se... foram (poucos mas) bons dias que gostariamos de repetir sempre. E agora por repetir, a casa (rural) onde ficámos, tinha uma lareira monumental, que me deixou cá com uma vontade de passar lá o Natal... mas não será ainda este ano. Terei mais uns dias agora no fim deste mês, início do próximo e depois nem sei bem quando terei mais. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Verão e Inverno já cabe no meu roupeiro

daqui

O Outono continua sem qualquer vontadinha de aparecer por aqui, ainda assim ontem já retirei toda a minha roupa mais quente. Abri o sommier só para tirar de lá um conjunto de lençóis para mudar a minha cama, já que o meu rico filho tinha vomitado nela, mas meti os olhos nos sacos cheios de roupa e pensei "não é tarde, nem é cedo, é já!", e tirei aquilo tudo para fora. Espalhei as roupas em cima da cama e fui separando por tipo (já estava mais ou menos assim). 

Não arrumei ainda a parte do marido, não tive paciência e por isso ainda tenho dois sacos e uma caixa de arrumação no chão do quarto à minha espera, mas arrumei toda a minha roupa. Fiquei tão contente, porque mesmo ser ter tirado a de verão, consegui que coubesse tudo no meu roupeiro, que já de si é pequeno. 

Ok, é verdade que destralhei algumas peças (um saco cheio de supermercado), tanto de verão como de inverno, mas não foram tantas assim perto daquilo que tinha para arrumar. 

A verdade é que tenho conseguido destralhar várias áreas cá de casa nos últimos dias e isso tem-me mantido motivada a continuar. Amanhã espero tirar mais uma série de coisas cá de casa, e tenho andado a ganhar coragem para destralhar a minha costura. Já consegui jogar fora um saco enorme de pequenos retalhos que não davam basicamente para nada, mas que achei sempre que is usar (e nunca uso), para mim, foi uma enorme vitória. Agora é ir tirando mais tralha aos bocadinhos. 

domingo, 1 de outubro de 2017

para outubro

daqui

Outubro é o meu mês. É o mês em que sinto realmente que o Outono chega (se bem que as previsões dizem que o Outono aqui por estes lados só vai chegar mesmo lá para o próximo mês - o Verão diz que está de gosto!). É o mês do meu aniversário. É um mês bonito. É o mês do Halloween. E sim, antes que venham com tretas, eu gosto do Halloween... vocês não? Olhem, temos pena!


Para Outubro

- Levar a cabo o encontro que deveria ter tido lugar no passado mês

- Festejar o meu aniversário com quem me é mais querido

- Uma saída com o meu homem (não desisto, a esperança é a última... já se diz)

- Acabar de pintar a casa nova

- Acabar a casa de banho da casa nova

- Marcar dentista

- Limpeza a fundo na minha cozinha

- Trocar as roupas frescas pelas mais quentes

- Ler dois livros

- Procurar aulas de Ioga para a minha miúda

- Costurar um pijama para mim e um para a miúda

-Destralhar o meu quarto de costura

- Visitar mais vezes a biblioteca com a miúda

- Começar a dar mesada à miúda

💞

De Setembro
- férias
 - levantar os livros da mais velha
- regresso à escola dos miúdos
- ler 2 livros (pelo menos)
- consulta de reavaliação do mais novo
- ganhar um novo hábito saudável 👎comecei bem mas perdi-me a meio
- um programa só com o meu homem 👎se pintar parte da casa e um almoço a correr no Mc contar então poderia riscar este ponto...só que não!
- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos 👎 não consegui mesmo, com muita pena, há mais de dois meses que não os levo
- festa de aniversário prima
- almoço/jantar com ex-colegas de trabalho 👎mais ninguém se jogou à frente e ficou em águas de bacalhau
- organizar um outro encontro 👎comecei, juntei toda a gente num grupo do facebook, mas ainda não foi este mês

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Estou rendida a esta miúda

A primeira vez que a vi/ouvi foi quando o meu marido partilhou este video no seu perfil do facebook:


Digam-me lá?! Isto é ou não é talento?

E hoje, numa coisa leva a outra - comecei com compilações de música medieval até que fui dar com violinistas, e voltei a tropeçar na Lindsey... Vejam isto...




Magnifico, não é?
Para mim não há outro som como o do violino, mas esta mulher leva-o a outro nível...

Estou completamente rendida!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Os males do português e os meus olhos azuis

daqui

Apareceu-me hoje na loja um cliente habitual. "Olá, bom dia! Como vai" - perguntou-me, ao que lhe respondi que "bem, obrigado!". Na sua cara uma expressão de espanto e seguiu-se a seguinte conversa:

ele: Bem?!?!
eu: Sim, bem! - voltei a frisar.
ele: Tem a certeza que está bem? 
eu: Sim, porque haveria eu de dizer que não estou bem, se estou?
ele: É que isso não é nada típico português. Toda a gente responde "estou mais ou menos"... ou "vou indo"

fez-me rir... e disse-lhe:

eu: Se calhar é porque sou atravessada!
ele: Ai é? Então a sua origem não é toda portuguesa?
eu: Não. 
ele: Então de onde é? 
eu: Tente lá adivinhar. 
ele: É alemã? ... holandesa?... (foi mandando assim umas sugestões...)
eu: Está a ir pelos olhos azuis, não é? Nada disso. A outra parte é nossa vizinha. Os olhos azuis até são do lado português. 
ele: Nunca chegaria lá!

Entra um conhecido dele na loja. 

outro: Então srº José, como vai? 
ele: Mais ou menos. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Todos os escritores do mundo têm a cabeça cheia de piolhos

Este é o segundo livro infantil/juvenil de José Luís Peixoto e recebi-o o ano passado pelo meu aniversário (há quase um ano, portanto!). Foi a minha irmã que mo ofereceu, é quase da praxe, dela já sei que vem sempre um livrinho por essa altura. Diz ela que o comprou num dia de trabalho e que durante a hora da sua refeição começou a folheá-lo e teve de o ler até ao fim. 

Não é um livro grande no sentido de quantidade de escrita, mas no valor da mesma. Sendo um livro infantil, lê-se num apíce claro, e mal posso esperar para o ler à minha filha. Não estou certa que do alto dos seus 6 aninhos ela já o entenda dum todo, mas algo lá lhe há-de ficar. 

E não, este livro não é literalmente sobre piolhos, e sim sobre a "comichão" que se faz sentir na cabeça dos escritores, porque têm sempre personagens lá dentro a querer sair. Porque eles criam mundos, histórias, personagens, vidas, que vão surgindo umas atrás das outras, e têm que as colocar nos seus livros para sossegarem. 

Mas o sossego é breve. A comichão torna sempre a aparecer. Identifiquei-me com esta situação, talvez não a nível da escrita, já que sinto que perdi o jeito para a mesma há muito, mas noutras áreas. Quem gosta de criar, seja o que for, é perseguido por esta "comichão", que por vezes até nos tira o sono, quando algo quer sair para fora e ganhar vida nem nos deixa dormir. 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Loucura


"Loucura" de Mário de Sá Carneiro, foi o primeiro livro que li em Agosto, e ainda não tinha falado sobre isso por aqui. Estava cá em casa há anos, como a maior parte dos que ando a ler, já que evito comprar novos enquanto não reduzir a pilha dos que já tenho (e digo "evito" e não "não compro" porque já caí em tentação). 

Tive há uns anos uma amiga que era completamente apaixonado por Mário de Sá Carneiro, e foi ela quem me ofereceu o livro. É um livro que nos perturba, atrevo-me a dizer. Conta a história de Raúl, um escultor cuja visão do mundo, da sociedade e dos sentimentos, é distorcida da visão socialmente aceite pelos outros. Raul suicida-se e a narrativa decorre, levando-nos aos poucos, pelos passos que ele deu até chegar ai. 

Eu que geralmente leio logo um livro mal acabo o 1º, desta vez não consegui. Precisei de um par de dias para desligar da loucura de Raul, daquilo que para ele seria um grande acto de amor, mas que na verdade não passava de um crime que pretendia cometer. 

Raul pretendia desfigurar a sua mulher, para que fosse feia. Para ele, nenhum homem ama uma mulher se não for pela sua aparência, uma mulher deveria ser bonita. Ao desfigurá-la, na sua insanidade, acreditava que conseguiria provar-lhe que mesmo feia, ele continuaria a amá-la, conseguindo assim dar-lhe provas do imenso amor que sentia por ela. 

Não deixa de ser curioso que esta obra seja considerada um pouco auto biográfica. Um escritor que acaba por ter o mesmo fim que a sua personagem. Um homem das artes, intelectual, um pensador que não vê a vida como os outros, e que acaba, ele também por colocar fim à própria vida com apenas 26 anos. Todos temos um pouco de loucos, não é? Dá que pensar. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Domingo

Alguém se lembra das nossas mini férias do ano passado? Pois bem, neste último fim de semana, voltámos lá, almoçámos à beira rio, e depois passámos a tarde na praia fluvial de Alcoutim. A esta nunca tínhamos ido e os miúdos adoraram. 

O meu mais novo é um perigo autentico, não tem medo nenhum da água e não quer mais nada. Nem as braçadeiras nos dão descanso, e o colete fica-lhe largo, o que o faz parecer uma tartaruga a esconder a cabeça. 

A mais velha surpreendeu-nos, já sabe boiar, nadar de costas, debaixo de água, enfim... está uma crescida, desta vez nem usou o colete dela. Já faz melhor figura que eu que sou uma pata a nadar... não tenho mesmo jeitinho nenhum para a coisa. 

Escusado será dizer que fomos dos últimos a arredar pé dali. E só o fizemos porque já estava tudo com fomecas. O jantar ficou a cargo de um restaurante local e dai foi viagem direta de volta a casa. Ficam algumas fotos do nosso dia... só para meter nojo a quem não pôde ir... hehehe... 






sexta-feira, 1 de setembro de 2017

para setembro


- férias

 - levantar os livros da mais velha

- regresso à escola dos miúdos
- ler 2 livros (pelo menos)

- consulta de reavaliação do mais novo

- ganhar um novo hábito saudável

- um programa só com o meu homem 

- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos

- festa de aniversário prima

- almoço/jantar com ex-colegas de trabalho

- organizar um outro encontro



de agosto

- consulta de rotina com o mais novo

- continuar a ler diariamente (pelos menos um livro inteiro) - mais!!! 👍

- arrumar o meu quarto de costura 

- comprar as loiças sanitárias e terminar casa de banho da outra casa - estou dependente de um canalizador, e está difícil. 👎

- marcar as férias

- costurar uma mini coleção para a minha filha enfrentar o regresso à escola em setembro (poderia fazer para ele também, mas não precisa de nada)

- costurar uma peça para mim - 👎

- um programa só com o meu homem - 👎

- pelo menos uma ida ao cinema com os miúdos - 👎

* Mas também fiz outras coisas que não estavam na lista, como destralhar os dossiers da papelada que me ocupavam imenso espaço. Tinham papeis guardados (faturas, etc) desde que comprámos esta casa há mais de 10 anos. 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

dele

daqui

Ainda não vos tinha contado, mas o miúdo entrou na pré pública. De quatro escolhas, entrou na nossa última, e quando eu já estava convencida que era para a pública que ia (porque não teve vaga em mais lado nenhum), eis que o telefone toca e há vaga para ele, no infantário que eu queria em 1º lugar. Perto de casa, perto da escola da mana... acabou-se o pavor de lhe tirarem as sestas, enfim... foi uma boa notícia. Amanhã é dia de reunião. Vamos ver como corre!