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segunda-feira, 28 de maio de 2018

ser adulto

daqui
Há sempre qualquer coisa não há? Ser adulto é na maioria das vezes uma: treta. Quanto não vale sermos crianças, inocentes, ignorantes dos problemas, que já ninguém nos esconde quando crescemos e temos que fazer frente a uma série de situações, onde nos pedem para controlar as nossas emoções, as nossas atitudes. E no entanto qual é a coisa que a maior parte das crianças quer? Crescer. Ser grande. Eles não sabem, e por mais que nós lhes queiramos mostrar que não vale a pena crescer tão depressa, eles não entendem. Só querem crescer, ser grandes e donos de si próprios. Eles não sabem. Não. Nós nunca seremos donos de nós próprios... a não ser que sejamos as pessoas mais egoístas do mundo inteiro, e ainda assim acredito que nunca conseguiremos ser donos de nós próprios. Já dizia a professora de filosofia "a minha liberdade acaba onde começa a tua". 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Destes Dias #16

O miúdo deu mais um passo em direcção à independência e largou a chupa de vez.

A mana tropeçou nele, caiu em cima do braço e magoou-se. Ainda chegámos a fazer uma visita às urgências porque ~apesar de termos confirmado se tinha movimentos no pulso e mão, se não estava demasiado inchado, gelo, muito gelo, etc,etc,etc - acordou umas duas horas depois de se deitar a chorar desconsoladamente, com o pulso/mão no ar e a dizer que doía muito. Raio-x com ele, mas não era partido. Meteram-lhe uma tala nos dedos (o mindinho estava mais inchado que o resto) para ele dormir melhor. Mandaram tirar só no fim do dia seguinte e foi um pranto, que não queria, que ainda doía (nope!)... enfim... o meu dramaqueen 2 cá de casa. 

Tenho passado demasiado tempo em casa, e pouquíssimo na rua. Deveu-se muito ao facto de só termos andado com um só carro e uma rotina de pés para o ar. Felizmente o carro lá voltou na terça feira passada. Que saudades que eu tinha do meu carrinho, depois de andar tanto tempo com o do marido que é rasteirinho, ao pegar no meu parecia que andava nas nuvens *hehe* 

Não tenho costurado nada. Fiz uns arranjos numas calças e numa blusa a pedido de outrem, mas não foi nada de extraordinário. Para além de não me sentir com vontade para o fazer, hoje mesmo comecei a empacotar alguns tecidos para começar a levar para a outra casa. Na verdade enchi 5 caixas com tecidos, e mais uma com livros. Quero ver se amanhã consigo levar uma ou duas estantes que quero levar desta casa para ir começando a arrumar essas coisas que não são de uso diário já pela outra. 

Eu sou fã da Anatomia de Grey. Desde que comecei a ver há já nem sei quantos anos atrás que nunca mais deixei de o fazer. Tenho acompanhado toda a história atentamente e achei piada a Foxlife lembrar-se de passar todos os episódios desde o 1º, claro que ando a rever todos, não perco nem um. Eu e a minha colega, mas como ela nem sempre consegue ver lá a vou pondo a par de tudo. 

Trabalhei uma das folgas mas tudo bem. Desde que arranje quem me fique com os miúdos nesses dias, sinceramente não me custa trabalhar nas folgas já que regra geral depois troco essas horas por horas livres, geralmente quando me dá jeito e não quando dá jeito aos patrões, nesse aspecto temos sorte, são super acessíveis a facilitarem-nos a vida (e nós retribuímos, ou vice versa). 

Tenho tido dias em que me tenho sentido um completo fracasso nisto de ser mãe. Espero estar a fazer pelo menos alguma coisa certa. Este domingo fomos ao Ikea, ver mais algumas coisas para a casa (desta vez só mesmo em passeio, para juntar ideias, ver as coisas ao vivo), mas os miúdos estavam completamente impossíveis os dois, sempre a implicarem um com o outro, ela a desafiar-nos, ele a fazer birras porque só me quer a mim. 

domingo, 13 de maio de 2018

#Destralhar - pequenas vitórias


Há quase dois anos (setembro 2016) que retomámos as obras na outra casa, andaram lenta-lentamente mas foram avançando, ao contrário de todos os anos que ficaram completamente paradas. Agora, finalmente, vejo como a mudança se aproxima, não quero agoirar, mas se não for possível ainda este mês, do próximo não passara, e por isso, é urgente destralhar mais e mais. 

Há apenas uns dias, neste post, disse que já não tínhamos assim tantas coisas por destralhar, mas andei a pensar seriamente nisso. Será que não? Será que não consigo descobrir mais nada ao qual consiga dizer adeus sem ficar com remorsos? 

Ontem, já tarde, depois dos miúdos estarem a dormir há duas horas e eu ter visto dois episódios de uma série que acompanho, achei por bem tentar destralhar os meus livros. Afinal, estava sentada de sofá a olhar para alguns deles. Já tinha feito duas tentativas antes, mas os meus livros, valem mais do que ouro para mim e voltei a guardar tudo no sítio novamente. 

Ontem porém, consegui tirar por volta de 10-15, sinceramente não sei, não os contei e não quero ir mexer no saco para não ter tentações de os recuperar. Vou oferecê-los à minha irmã, e se não quiser todos vou doar à biblioteca. Isto é uma vitória muito grande para mim. Consegui desapegar-me de todos estes livros. 

Outra vitória foi ter enchido uma caixa de retalhos de tecidos que já não quero, que estão a mais. Pensei em deixá-los perto do contentor do lixo, mas imaginei-os espalhados pelo chão, sem uso, danificados, e mais tarde na lixeira. Assim que lá fui para o facebook e ofereci num dos grupos dois quais faço parte. Em menos de 5 minutos apareceu alguém da zona a dizer que os vinha buscar. É muito mais fácil destralhar assim. 

Ando a ponderar dar à mesma pessoa mais alguns materiais de costura que não tecidos, pois mostrou-se disponível para receber tudo o que eu já não quisesse e isso para mim é um incentivo. Passo o testemunho, e possivelmente a ela será bastante mais útil. Eu não fico com sentimentos de culpa por retirar as coisas que comprei de casa, e ela fica feliz. 

Para além dos livros e dos tecidos, tenho à porta de casa para deixar no contentor quando sair um biombo. Um biombo que me fez morrer de amores quando o vi na loja e tive de o comprar há uns anos. Que me foi tão útil durante o tempo que aqui morou, mas que começa a mostrar sinais da idade, e que não terá serventia na outra casa. Tirei também uma caixa com pequenos acessórios de decoração ultrapassados e que nada me dizem, uma almofada também ela ultrapassada, mais dois livros sobre gravidez e alguma roupa para uma amiga que está grávida neste momento, sapatos do meu filho, e um conjunto de talheres que me andava a irritar há uma eternidade. 

Já só vejo a hora de começar a montar móveis no outro lado e começar a organizar a casa para a mudança. Wish me luck!!!

domingo, 6 de maio de 2018

Vale a Pena Partilhar #6


Há tanto tempo que não fazia um"vale a pena partilhar", não é? Mas cá estamos hoje para tratar disso. Nos últimos tempos tenho passado mais tempo a ver vídeos no youtube do que propriamente a ler blogs, por uma simples razão, é que os vídeos vejo e/ou ouço enquanto faço outra coisa qualquer, como limpar, costurar, cozinhar, etc, enquanto que para ler tenho que estar exclusivamente a fazer isso apenas. Por acaso como tenho estado de férias, até andei a ler alguns dos blogs que acompanho e gosto, mas realmente já não o fazia há muito tempo. 

Isto tudo para vos dizer, que sim, algumas das minhas sugestões de hoje vão levar-vos diretamente a alguns canais do youtube, como é o exemplo do canal ClutterBug. Descobri-o por acaso há uns meses e fiquei fã. Não só pelas dicas maravilhosas que a autora partilha, mas acima de tudo pela sua boa disposição, sinceridade e como no fim de cada video conta sempre alguma história pessoal que nos põe na certa a rir. 

Eu sou fã de lentilhas. Não sei quanto a vocês mas para mim é um alimento essencial na minha alimentação. Sei que muitas pessoas nem sabem muito bem como as cozinhar, por isso, deixo-vos hoje uma sugestão simples e fácil de fazer. 

Há histórias que acompanhamos e que nos fazem sorrir muito e chorar também. Sentimos tudo vivamente com quem escreve do outro lado do ecrã, mesmo que nunca os tenhamos visto na vida. Isso acontece-me com o blog Ideias Debaixo do Telhado, onde houve uma grande ausência da autora, mas que retomou agora com uma história fantástica que já me fez chorar bastante. Ainda por cima, há pouco tempo partilhou este bolo de chocolate que fiquei cheia de vontade de experimentar também. 

Encontrei aqui uma ótima sugestão para férias com os miúdos. A verdade é que por cá, estas duas semanas de férias que tenho estão a ser passadas em casa. O marido vai ter uns dias em Junho e gostavamos de ir a algum lado, mas ainda não temos nada planeado. 

sábado, 5 de maio de 2018

lamentos meus...lamentos meus...

daqui
Estes últimos dias têm sido estranhos. Estive de férias e segunda feira já volto ao trabalho. Não fiz nada de jeito para além de dar uma boa limpeza na minha cozinha. Estava a precisar! Este impasse entre uma casa e outra está a custar-me, já vos tinha falado mais sobre isso aqui
Estou saturada de várias situações na verdade... é o carro que parece nunca mais vir da oficina (já vos disse que lá está desde fins de Janeiro?)... é a casa que ficou ao abandono de repente e nunca mais lá fomos acabar o que falta... é o meu marido que não anda bem de saúde desde Janeiro (não é grave, mas incomoda)... sou eu que não tenho força de vontade suficiente para ultrapassar as minhas próprias barreiras... 
Enfim... hoje estou sem os miúdos e passei o dia a tentar distrair-me. Andei a ver vídeos, e fotos, a procurar mais e sempre mais inspiração lá para a outra casinha, já que finalmente convenci o maridão a irmos trabalhar nela amanhã. Não tendo os miúdos, desta vez não se conseguiu escapar. 
A minha preocupação desde sempre é tentar meter o que quero levar desta casa na outra. Alias também já falei sobre isso aqui. Nem sequer falo dos móveis, mas sim das nossas coisas, os nossos pertences pessoais, individuais dos quatro. Com o passar do tempo, tem-se tornado numa questão sensível para mim, que sinto, que me rouba saúde e sanidade na medida que fomos crescendo cá em casa. 
Entre pesquisas e outras acabei por dar com fotos de casas completamente atulhadas de coisas! Céus! Isso fez-me parar um bocadinho e dar-me uma chapadinha nas costas a mim mesma. Sim, porque por muito que me queixe da desorganização e desarrumação cá de casa, com brinquedos e roupa espalhados pela casa, a minha casa não está nem perto do caos monumental que vejo nessas casas. São espaços onde nem se consegue andar. Credo!!! 
Vejam alguns exemplos assustadores... dá logo vontade de continuar o meu caminho no desapego e continuar a destralhar. No entanto sinto, que não tenho muito mais que realmente já não queira. Talvez consiga destralhar umas papeladas, uns livros (tem sido um calcanhar de Aquiles até aqui), alguns retalhos de tecido, mas no que a destralhar diz respeito, coisas guardadas sem utilidade já não temos assim tantas. 

sexta-feira, 4 de maio de 2018

livros lidos em 2017

Tinha este post escrito nos rascunhos e esquecido. Apesar de irmos já em Maio, estou a publicá-lo agora. Gosto de ter estes registos, mais que não seja para minha própria consulta futura. Este ano a leitura decresceu novamente, mas espero entrar nos eixos em breve. 



Décimo Terceiro Conto - Diana Setterfield - Fevereiro/Março
O Homem que Sabe Pensar - James Allen - Abril
Três Homens Num Barco - Jerome K Jerome - Abril
Fazes-me Falta - Inês Pedrosa - Abril/Julho
O Segredo do meu Marido - Liane Moriarty - Julho
Antidoto - Jose Luis Peixoto - Julho
Loucura - Mario Sá Carneiro - Agosto
Todos os Escritores do Mundo Têm a Cabeça Cheia de Piolhos - José Luis Peixoto - Agosto
Fica Comigo Esta Noite - Inês Pedrosa - Agosto/Setembro
Manhã Submersa - Virgílio Ferreira
*Larga Quem não te Agarra - Raul Minh'alma - Dezembro

*este último aborreceu-me de morte e foi a causa de eu ter abrandado as minhas leituras. comecei por gostar, identifiquei-me com muitos dos textos, mas ao fim de algum tempo, aquilo pareceu-me tudo um pouco mais do mesmo, ali a enrolar e também eu comecei a enrolar a leitura, a pegar cada vez menos nele. e foi assim que só voltei a ler um livro do inicio ao fim em Abril. 

quinta-feira, 3 de maio de 2018

O mais novo

O mais novo tem sido muito diferente da irmã em quase tudo. Muitas vezes dou por mim a fazer comparações entre ambos, sem sequer me aperceber. Não é consciente, e sempre que me apercebo que estou a ir por ai tento não o fazer. Na maior parte das vezes é difícil não o fazer. Não por achar que um é melhor que o outro, apenas porque tenho de comparar e perceber que cada um tem tido o seu ritmo, a sua forma de ser, e eu mesma não tenho sido a mesma para cada um deles, por vezes sinto até que fui muito melhor mãe para ela do que para ele... 
Ela foi a primeira, havia mais paciência, havia mais tempo, ela era mais calma e interessada, o que ajudou a estimulá-la sem ter que forçar. Sinto-me culpada e frustrada por não ter dado o mesmo trato a ele, no sentido de fazer mil e uma atividades que estimulam o seu desenvolvimento. No entanto, não sei se para atenuar estes meus próprios sentimentos, percebo que nunca o forcei a nada. Ele não se interessava simplesmente, e eu não o forcei nunca. Isso também é bom, não é?! 
Tentei sempre respeitar os seus ritmos embora fossem muito mais lentos. Quando entrou para este jardim de infância onde está agora, não falava quase nada, com três anos feitos havia um par de meses. 
Em Janeiro passado iniciou a terapia da fala, e digo-vos que a diferença desde Setembro até agora é monumental. A terapeuta conheceu-o logo em Setembro e quando me reuni com ela em Dezembro, já ela achava que ele tinha tido uma grande evolução, mesmo sem terapia. Uma vez começada esta, tem sido sempre a melhorar. E melhorar a comunicação, a forma como se expressa e conseguir entender e ser entendido, tem feito milagres por aqui. 
Continua a ser um miúdo muito mais enérgico que a grande maioria, continua a ter o seu feitio especial, mas já nos vai ouvindo, seguindo as nossas indicações, já vai entendendo as consequências dos seus atos, para o bem e para o mal. Ao ritmo dele, lá vai alcançando objetivos que deveria ter atingido muito antes. 
Segundo a educadora, tudo isto se deveu ao desenvolvimento tardio da fala, que acaba por atrasar o resto; mas que está no bom caminho, e que acredita que vai conseguir acompanhar os outros mais tarde ou mais cedo. Resta dizer que é o mais pequenino da sala, onde a maioria já vai para a primária este ano (ele ainda tem 3 anos). 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

da chucha

O desmame da chucha parece estar a correr bem. A segunda noite a dormir sem chupa correu bem. Deitou-se sem a pedir porque já tinha estado a conversar com ele sobre isso, mas eu tive que ficar por perto. Primeiro a dar uns miminhos e depois só mesmo presente. Adormeceu facilmente, não sem antes brincar um pouco com um coelhinho. Dormiu a noite toda e por volta das 7h30, acordou e chamou por mim. Veio para a nossa cama e dormiu mais um par de horitas. A última noite já correu um bocadinho melhor. Antes de deitar ainda pediu a chucha, mas disse-lhe que já não havia e ele riu-se com ar malandro, do tipo "estava só a ver se pegava, mãe". Adormeceu com maior facilidade que na noite anterior, eu fiquei lá pelo quarto mas não ao lado dele. Pela manhã quando acordou (já mais tarde), apenas chamou por mim como fazia antes. 
Os avós vieram visitar e contámos a novidade e ele muito feliz porque já era um bocadinho mais crescido e já tinha dormido duas noites sem a chupa. Mais um passo em frente, mais um passo rumo à independência. Afinal, é esse o nosso papel como pais e educadores, não é?