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sábado, 5 de maio de 2018

lamentos meus...lamentos meus...

daqui
Estes últimos dias têm sido estranhos. Estive de férias e segunda feira já volto ao trabalho. Não fiz nada de jeito para além de dar uma boa limpeza na minha cozinha. Estava a precisar! Este impasse entre uma casa e outra está a custar-me, já vos tinha falado mais sobre isso aqui
Estou saturada de várias situações na verdade... é o carro que parece nunca mais vir da oficina (já vos disse que lá está desde fins de Janeiro?)... é a casa que ficou ao abandono de repente e nunca mais lá fomos acabar o que falta... é o meu marido que não anda bem de saúde desde Janeiro (não é grave, mas incomoda)... sou eu que não tenho força de vontade suficiente para ultrapassar as minhas próprias barreiras... 
Enfim... hoje estou sem os miúdos e passei o dia a tentar distrair-me. Andei a ver vídeos, e fotos, a procurar mais e sempre mais inspiração lá para a outra casinha, já que finalmente convenci o maridão a irmos trabalhar nela amanhã. Não tendo os miúdos, desta vez não se conseguiu escapar. 
A minha preocupação desde sempre é tentar meter o que quero levar desta casa na outra. Alias também já falei sobre isso aqui. Nem sequer falo dos móveis, mas sim das nossas coisas, os nossos pertences pessoais, individuais dos quatro. Com o passar do tempo, tem-se tornado numa questão sensível para mim, que sinto, que me rouba saúde e sanidade na medida que fomos crescendo cá em casa. 
Entre pesquisas e outras acabei por dar com fotos de casas completamente atulhadas de coisas! Céus! Isso fez-me parar um bocadinho e dar-me uma chapadinha nas costas a mim mesma. Sim, porque por muito que me queixe da desorganização e desarrumação cá de casa, com brinquedos e roupa espalhados pela casa, a minha casa não está nem perto do caos monumental que vejo nessas casas. São espaços onde nem se consegue andar. Credo!!! 
Vejam alguns exemplos assustadores... dá logo vontade de continuar o meu caminho no desapego e continuar a destralhar. No entanto sinto, que não tenho muito mais que realmente já não queira. Talvez consiga destralhar umas papeladas, uns livros (tem sido um calcanhar de Aquiles até aqui), alguns retalhos de tecido, mas no que a destralhar diz respeito, coisas guardadas sem utilidade já não temos assim tantas. 

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