quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Dizem que é época

daqui
De gripes e constipações. E eu pela segunda vez no mesmo mês fiquei doente. Caramba! Ando com o sistema imunitário a modos que um bocadinho fraquito, não? Começou ontem à noite de repente! Mesmo de repente, tinha o nariz a escorrer e logo depois estava toda entupida. 
Hoje foi altura das tonturas cada vez que me agachava para alguma coisa lá no trabalho,a cabeça a latejar, dores no corpo e garganta arranhada. Ninguém merece, mas muito menos mães, com miúdos pequenos dos quais temos que cuidar mesmo nestas condições!!! 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Mercado das Velharias

Já aqui vos tinha dito que gosto muito dos mercados de velharias, mesmo que muitas vezes volte para casa de mãos a abanar. Pois bem, este fim de semana fomos a um aqui pelas redondezas. Levei marido e crianças atrás e já sabia que não ia conseguir ver tudo como queria, ainda assim, consegui percorrer todo o mercado embora a passo mais rápido do que aquele que gostaria e ainda encontrei umas coisinhas engraçadas que vos passo a mostrar. 


1. Casaco vermelho - 4€
Há imenso tempo (anos mesmo) que quero um. Raramente encontro algum e quando o faço (em lojas) ou é demasiado caro para aquilo que estou disposta a pagar, ou é demasiado grande, ou tem algum pormenor do qual não gosto (em certas coisas sou mesmo picuinhas e cada vez mais!). Também já pensei em fazer um, mas comprar o tecido ainda ficava mais caro e só de pensar na trabalheira. Assim que a minha esperança tem passado por encontrar alguma pechincha num destes mercados, ou n'alguma loja solidária. Hoje foi dia. Encontrei este quando já me ia embora. A rapariga vendia-o por 5€, mas mesmo sem negociar com ela, vendeu-mo por 4€. O problema dele? Falta-lhe um botão, por isso o mais certo é ter de comprar uns 8 e substituir os originais todos (o que vai ficar mais caro que o casaco mas vale a pena!). Além disso é um L e eu visto um S, mas é um L pequeno, só noto que me fica enorme nas mangas, por isso lá terei de as cortar um pouco. Mais uma vez, vale a pena. 

2. Sapatilhas para a miúda - 1€
Tanto eu, como ela gostámos imenso delas quando as vimos. E eram novinhas (deu-me a sensação que eram restos de uma loja), por isso comprei-as. O número ainda está acima do que ela calça, mas daqui a nada chega lá. Não me importo de guardar as coisas durante algum tempo quando sei que mais cedo ou mais tarde vão servir. 

3 - Os póneis - 1€ por dois e a senhora ofereceu o 3º porque não tinha a cauda 
A miúda gosta imenso de póneis, mas por aqui não lhe costumamos comprar muitos brinquedos. Vi-os numa outra banca, mas eram bem velhinhos e a senhora que os vendia achava que eram de ouro porque pedia muito mais do que eu estava disposta a dar por brinquedos mais do que usados. Perto da saída, já depois de eu ter arranjado o meu casaquinho, paramos nesta banca, onde os miúdos se maravilharam. Primeiro comprámos para ele, depois para ela. Ficou super feliz com os póneis. Chegou a casa, lavou-os com uma escovinha numa banheira de nenucos que comprámos no mesmo sítio (por 0,50€ já há algum tempo atrás) e secou-os com uma toalha. Tem brincado com eles o dia todo. 

4 - Carrinhos - 1€ por dois
O meu filhote tem uma loucura enorme por carrinhos. Não se cansa deles e quando escolhemos estes dois no meio de uma imensidão deles que estavam arrumadinhos numa manta no chão, os olhinhos dele até brilharam. 

O que eu não comprei
Uma mala/bolsa. Destralhei as minhas há umas semanas. Tinha imensas com um ar muito adolescente ainda (sim, ainda vinham desses anos), outras, já tinham o material danificado, marca dos anos que passaram por elas, por isso aproveitei fechos, fivelas, argolas e joguei fora. Fiquei com umas 3 de uso diário. Troco-as com pouca frequência, mas são todas elas demasiado casuais. E noto que por vezes nenhuma delas combina com o que visto, por isso queria uma coisa mais discreta, mais "adulta". A única que gostei mesmo no mercado, já tinha as alças a descascar, por isso foi um no, no,no! Alguns vendedores tentaram convencer-me a levar uma ou outra, "é só um euro menina!", mas não consegui. Não era exatamente o que queria, e trazer só porque só me custava um euro era ir contra aquilo que tento implementar cá em casa. Ia comentar isso com o marido, quando me diz, "claro, era só para acumular mais tralha!". 

E pronto, gastei 7€ no total. Eu fiquei feliz com uma coisa que queria há muito tempo, os miúdos ficaram felizes com algo do qual gostam imenso (e a melhor parte é que quando chegar a hora de nos desfazermos de mais brinquedos, não haverá aquela sensação de "mas gastei tanto com isto" que tanta gente que conheço se queixa. Ah, e ainda apostei em calçado para o futuro (hehe).


EDITADO:
Afinal foram 7,50€. Esqueci-me do macacão/vestido que comprei por 0,50€ porque tinha fivelas, e eu precisava de fivelas para uma peça que costurei para a minha filha! ;)
O mais engraçado é que só em casa fui espreitar o tamanho e é precisamente o meu. Experimentei e assenta que nem uma luva. E agora? Para quem vai as fivelas?! ahahaha 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Só para registar

daqui
que:
- o louceiro já foi
- a estante no corredor ficou reduzida a metade
- a cama de ferro, pfiiuuuuu voou para outras paragens
- a arca deveria ter iso atrás atrás 
- o móvel com rodas de tv que ocupava a minha mini varanda, e que ganhava pó há tanto tempo, encontrou finalmente um lar onde será muito acarinhado, mas que irá na segunda ronda com a arca (ocupa agora uma parte da minha entrada e fere-me a vista assim que chego mas é temporário, muito mais feriu durante o tempo que estava na rua). 

e eu (já): 
- sinto a minha casa mais leve 
(embora ainda tenha que arrumar as caixas que ficaram cheias de tralha e os dois móveis tenham que sair)
- parece que a casa aumentou com os detalhes a menos
- sinto-me orgulhosa por me ter despegado destes monos
- não quero nem pensar que tenho de destralhar bem destralhado o que há pelas caixas porque não tenho onde guardar metade das coisas. 

Quando essa tarefa estiver finalmente atingida, vou-me sentir muito, mas mesmo muito feliz!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Fim de semana (mais ou menos) produtivo

quem pode não adorar a Betty Boop?!

Sexta
Como só trabalho pela manhã, a sexta à tarde já sabe a fim de semana por aqui, mas não fiz nada. Preguicei a tarde toda, fui buscar a miúda cedo, mais tarde o miúdo e nem jantar fiz, trouxe-o o pai mais tarde. 

Sábado
Porém no sábado, não sei muito bem como, tendo os miúdos em casa, arregacei as mangas e voltei ao trabalho. Mudei os meus lençóis. Esvaziei uma arca de madeira - que tal como outros móveis que esvaziei antes, quero tirar cá de casa.  

Dentro da arca, guardava roupa do meu filho que ainda não serve e nem servirá tão cedo. Felizmente consegui fazer espaço no roupeiro deles para guardar tudo, ficou de fora o único saco de roupa dela que por lá estava também. Tudo casacos de inverno, quem sabe alguns deles já nem sirvam e possam sair de casa em breve. 

E sim, ela tem suficientes para o próximo inverno, por isso fico feliz de ir tirando mais umas pecinhas e passá-las a quem precisa delas. Dá um nó quando por algum motivo, gosto mesmo muito de uma peça ou outra, e isso também já lhe começa a acontecer a ela, mas quando não serve, ambas conseguimos largar com certa facilidade. Ela compreende que há outra menina que vai ficar feliz por recebê-lo e eu fico super orgulhosa da minha menina. 

Mais cedo, estivemos ambas a experimentar calçado nela - ele não tem paciência para essas coisas, é gajo, terá de ser à medida que for calçando. A maior parte do calçado do ano passado serve. Quando começou o verão despachámos logo aqueles que estavam a ficar pequenos, e só ficámos com aqueles que serviam mas que estavam ainda largos ou um pouco grandes mas que ela conseguia usar. Só tirámos dois pares para doar. 

Pensei em começar a ver as roupas também, principalmente porque os miúdos não têm calças de treino à mão e já começa a saber bem roupa mais confortável e menos fresca (se bem que por cá, desde que haja sol, está calor ainda!). Quanto à roupa de verão há uma quantidade dela que nem vale a pena guardar, de certeza que não chega ao próximo ano, outra que sim, mas pelo menos dela, serão poucas, estou certa.

Tirando isto da roupa e calçado deles, e ter esvaziado a arca, ainda dobrei dois cestos de roupa lavada - que não arrumei logo no sítio (eu só passo a ferro na hora de vestir, não tenho paciência para ficar horas a passar a ferro). Destralhei duas prateleiras do meu quarto de costura, tirei um saco xxl com um dos meus manequins de exposição, uma cabeça de cabeleireiro que usava há tempos como modelo para os meus acessórios de cabelo, alguns projetos manuais que comecei há imenso tempo e que nunca terminei e mais algumas coisas que fui enfiando para lá. 

Enchi uma máquina de loiça, e (vergonha!) era tanta que nem coube toda de uma vez só. Deixei o resto para o dia seguinte. À tarde ainda fomos a um aniversário e estava cansada demais para me dedicar a mais uma máquina de loiça. Loiça e roupa (sujas) são dois monstros horrorosos que crescem à velocidade da luz por aqui. 

domingo
No domingo voltei a ficar um bocadinho mais preguiçosa, mas ainda fiz umas coisas. Retirei e arrumei a loiça da máquina - geralmente é coisinha para ir ficando até precisar da loiça e ir lá buscar diretamente. Recolhi a roupa da corda, dobrei e guardei. Ainda fiz mais uma máquina de roupa e estendi a mesma. Dei voltas aos sacos de roupa guardados do miúdo, precisa de calças de treino e não tinha nenhuma de fora, sabendo que havia qualquer coisa num daqueles sacos, lá me mentalizei e joguei-me a ele. Tive sorte e acertei logo ao segundo saco.

Consegui também, enquanto arrumava a roupa dobrada - dar logo uma vista de olhos pelas roupas de verão deles que já não passam ao próximo ano, retirei-as e meti em sacos para doar. As dele saem ainda hoje de casa, as dele, possivelmente amanhã.

Há algum tempo que ando com a ideia de fazer uma casa de bonecas para a miúda, reciclando cartão, daquele das caixas. Há tempos tinha pedido algumas caixas à rapariga do café aqui do lado e tinha-as guardadas. Espalmadas não ocupavam muito espaço, mas ainda assim ocupavam algum, principalmente na minha visão. Foram parar à reciclagem, claro! Onde trabalho tenho facilidade de arranjar cartão e quando pensar mesmo na casa de bonecas, logo trago algum para usar na hora.

E pronto, foi isto. 

sábado, 17 de setembro de 2016

Destralhando |CAOS|

Digamos que neste momento, caos é realmente a única palavra que me vem à cabeça quando penso na minha casa. E destralhar - mais - é, o grito cá dentro. Há vários dias que tudo se acumula por diversos motivos, e depois nem sei bem por onde começar. O marido até já me perguntou se não quero arranjar alguém que me ajude pois ando completamente stressada com o este caos, mas tenho esperança de o começar a domar agora que os miúdos estão ambos na escola/creche. 

Há um par de semanas, decidi que o ideal seria reduzir o número de móveis cá por casa, e consegui mandar uns dois para fora. Depois esvaziei uma estante de escritório, que aguarda a sua vez de sair também, no entanto nestes dias tenho pensado em manter a parte de baixo, que é fechada com portas. Ando aqui a tentar convencer-me que não é necessário. 

O problema desta ideia, é que para esvaziar os móveis que não quero mais em casa, tirei tudo o que tinha neles e enfiei dentro de caixas de papelão que me ferem a vista quando passo por elas. Muito do que contêm é papelada, que quero destralhar, mas dá-me sempre uma grande dor só de pensar em o fazer. 

Um familiar quer um dos móveis, ou dois. Estou desejando que os venha buscar para ficar com o espaço livre e reorganizar as peças que ficam, principalmente porque são do quarto de costura, que é a zona mais caótica da casa neste momento, e todo esse caos não me dá vondadinha nenhuma de  trabalhar nele, e não pode ser. Diz essa pessoa que vem esta segunda. Já falta pouquinho. 

a primeira estante já saiu do corredor, consegui arrumar os livros na sala e passei-a para dentro do roupeiro do quarto da costura onde arrumei alguns dos meus tecidos e livros técnicos. A sapateira do meio, passei para a entrada. A estante ao fundo, já esvaziei, é a que não consigo decidir se fico com a parte de baixo ou não. O saco de papel no chão, ao fundo tinha roupa para doar e já foi. 

 este é o meu quarto de costura, está ligado à cozinha e foi usado como sala de jantar durante muito tempo, por isso, está ai um frigorífico também. Hoje já estava bem mais caotico do que na foto. Ao fundo, vêe-se uma arca de madeira com imensa tralha em cima. Já a esvaziei e está agora no corredor no lugar onde estava a sapateira, mas é temporário. O destino dela é sair de casa também. 

O louceiro, aqui ainda cheio de tralha, está vazio e pronto para ir para uma nova casa. Vou ficar tão feliz quando o vir sair. É verdade que guarda muita coisa, mas quanto mais espaço tenho para guardar, mais tendência em guardar tralha que não preciso. Assim, sou obrigada a cortar naquilo que já tenho para fazer com que fique tudo organizado. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Já temos orçamento e data quase certa!


No último post, falei por alto que tínhamos-nos encontrado com o pedreiro para que visse o que falta acabar, as paredes que eu queria rebocadas ou com azulejo - não sem ter o sogrinho querido a dar palpites atrás e eu a olhá-lo de lado, claro está!, mas o rapaz é conhecido dele, costuma ajudar lá na horta também, e foi ele que o contatou, por isso lá andava também. 

O orçamento que nos apresentou foi bastante razoável, e como trabalha a tempo inteiro noutro lado fará a nossa obra aos fins de semana. Talvez possamos começar daqui a umas duas semanas pois tem o próximo fim de semana ocupado com outro trabalho. 

Agora é ver aquela gente toda a tirar a tralha que foram largando lá dentro, fazendo da casa armazém e que me faz revirar os olhos e soprar com força muitas vezes de seguida sempre que lá entro. Mas pronto, ao menos nunca mais vi cebolas a secar, que deixavam um pivete que só visto. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Mini férias |e as maleitas|

O meu marido trabalha seis dias por semana, praticamente o dia inteiro, e férias são quase nulas. Tem o dia de ano novo, Natal, e 1 de Maio. Férias, teve o ano passado 3 dias, e este ano 4 que juntando à folga somou 5. E quis a ironia que precisamente nesses dias, as coisas não corressem tão bem. Eu comecei a trabalhar há 3 meses e realmente tirar logo férias parecia-me um exagero, mas a patroa foi compreensiva, já que ele nunca tem férias, lá me disse para tirar esses dias também. Eu optei por tirar só 2, a segunda e terça, mesmo porque o pequenino só foi uma semana à creche e achei que 5 dias sem lá ir fariam uma grande mossa. Assim, seriam só 4. 



Enfim, as férias começaram bem. No sábado partimos para Álamo, onde passámos a noite numa roulote à beira do rio Guadiana. Fomos jantar a Alcoutim e visitámos as festas locais, onde não ficámos muito tempo, não havia nada assim de tão interessante e os miúdos (cinco no total) mostravam sinais de cansaço, sono e aborrecimento. 


Na manhã seguinte, ainda parámos em Guerreiros do Rio para um café rápido, onde os miúdos ficaram encantados com a paisagem e os barcos e veleiros que passavam. Depois partimos para a praia fluvial de S. Domingos, onde passámos um dia espetacular. Antes ainda, fizemos uma breve paragem em Mértola onde nos abastecemos de muita fruta (estes miúdos adoram todos fruta!!). 


Já tinhamos passado pela praia fluvial noutras viagens e sempre ficámos com vontade de a visitar, por isso foi com alguma excitação que chegámos todos, adultos e miúdos, mas o mau das férias começou ai também. Depois de uma longa sesta o meu pequenino acordou a arder em febre. E nós ali naquele desterro. Ando sempre com termómetro e supositórios atrás, principalmente em férias, e logo desta vez, foi o que nos esquecemos de meter nas malas. Fiquei tão chateada!!! 


A manhã porém correu muito bem, os miúdos aproveitaram a água calma até mais não. Com bóias, barcos insufláveis (tínhamos dois), colchões de água, enfim... Experimentei remar um dos barcos mas aquilo é bem mais difícil do que parece (nunca o tinha feito antes e cheguei à conclusão que não tenho jeito nenhum para a coisa). Quando o pequenino acordou com febre, sentei-me com ele na beira da água e fui molhando a testa e carinha e isso ajudou a baixar a temperatura. Esperámos mais um bocadinho e depois acabámos por voltar um pouco mais cedo do que o esperado. Mais uma breve paragem em Mértola (na farmácia, claro!) e fizemos-nos a caminho de casa. 

O pequenino melhorou com o ben-u-ron, mas 4h depois voltava a febre em alta. Vá de brufen e passou o resto da noite bem. A manhã também, mas os planos para segunda e terça ficaram-se pelo caminho, mesmo porque na segunda tínhamos que cá estar para a reunião da escola da mais velha, depois passou a febre do miúdo, mas veio a diarreia. Ontem, quarta, já eu ia de volta para o trabalho. Mas, era o ias! Fui eu quem acordou com diarreia. Ainda levei o pequeno à creche e voltei para casa. Mais tarde, chegou a febre também e passei o dia de cama,excepto um bocadinho da tarde em que com o efeito do ben-u-ron, senti-me capaz de sair e ir buscar o pequenino, e encontrar-me com o pedreiro para o orçamento da casa. Foi o último dia de férias do pai. E tirando o fim de semana, foram aproveitadas muito mal. Hoje ainda não fui trabalhar. As maleitas continuam cá por casa. Fui apenas levar o pequeno à creche outra vez e voltei para o ninho. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Back to School

daqui

Hoje já fui à reunião na escolinha da mais velha. Começa mais para o fim da semana, e ela está super entusiasmada com isso. Mantém a mesma professora e os mesmos colegas. Apenas saiu um e entrou outro, que por acaso é nosso vizinho (mesmo prédio). 

A primeira semana do pequeno na creche correu bem. Ficou os primeiros dois dias sem chorar, e ao terceiro começou a dizer que não pela manhã, mas mesmo a chorar esticou os bracinhos às auxiliares para ficar. Dizem elas que chora quando o deixo mas que o resto do dia corre que é uma maravilha. à parte da sopa, come tudo que dá gosto e dorme muito bem a sua sestinha. 

Quando o vou buscar, é como se não me visse há duas semanas pelo menos. Está tão agarrado a mim que agora sim, literalmente não consigo fazer n.a.d.a. com ele por perto porque se cola às minhas pernas e chora e implora por colo a toda a hora. 

O pai está agora em casa, pois tirou uns dias de férias, e eu tirei também hoje e amanhã, por isso não o mandámos estes dois dias também. Espero que não façam muita mossa quando o for deixar na quarta pela manhã. 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Quando é a vez do segundo


Engraçado é ver como nós pais, conseguimos ser diferentes para os nossos filhos. O amor que sentimos por eles, sejam os primeiros, segundos, terceiros ou quantos sejam, cresce e multiplica-se (não se divide) a cada vez que um deles é parido, no entanto, a forma como encaramos o seu desenvolvimento consegue ser tão diferente. 

Há cerca de três anos, mais dia menos dia, mandei a minha mais velha para a creche, aos dois, pela primeira vez. Lembro-me de chegar ao carro e de sentir como as lágrimas me saltavam dos olhos, nunca percebi bem se lhe custava mais a ela que também ficava a berrar por mim, ou a mim por ouvi-la a chorar e pela primeira vez, não estar lá para a consolar. Em casa, sentia-me perdida sem ela por perto, não estava habituada.

Andando três anos para a frente, foi a vez de mandar, hoje, o mais pequeno. Ele correu para a sala e ficou bem, o que logo à partida foi uma mais valia, mas o meu coração de mãe ia também mais sossegado, mais calmo, mais habituado à ideia de que chega um momento em que começam a descolar de nós, e que o tempo me daria o consolo de saber estar sem ele por algumas horas. 

Com ele foi mais fácil, bem mais fácil, para ele e para mim - pelo menos este primeiro dia, que lhe correu tão bem. Que acordou bem disposto quando lhe falei em ir brincar com os outros meninos na escola, que mal chorou, que brincou, comeu, dormiu e que quando cheguei andava na rua a brincar. Que viu a mana e ficou a olhar para ela, com ar confuso, até que me viu por detrás e a sua cara de felicidade não poderia brilhar mais! * a primeira coisa que fez foi puxar a bata para que eu a tirá-se, meteu todos a rir. 


Daqui a nada, é ela que volta também à sua rotina, e eu vou voltar a ter algum tempo sem criancinhas por perto, coisa que não acontece desde que ele nasceu, com excessão de uns dois ou três dias em que ficaram os dois com a tia. Três anos depois dos choros por não estar preparada para a deixar ir, chego aqui, ao momento que estou pronta e algo grata até, por ter chegado esta altura, ou fase ou o quê, em que ambos têm as suas rotinas, e eu algum tempo de volta só para mim. 

domingo, 4 de setembro de 2016

Mãe em casa ou mãe a trabalhar?!


Em inglês chamam-nos/lhes "stay at home moms", que traduzido à letra seria, "mães que ficam em casa", porém por cá, chamamos-lhes/nos "mães a tempo inteiro" e isto minha gente tem feito correr muita tinta porque as mães que trabalham sentem-se ofendidas e atacadas, como se elas fossem apenas mães a tempo parcial. 

É mais que óbvio que isso são balelas, nenhuma mãe é mãe a tempo parcial, porque a partir do momento que os geramos que somos todas mães a tempo inteiro. Mesmo nos momentos em que não temos as crias debaixo das asas, os nossos corações não deixam de se preocupar com eles. 

fonte
Os dois grupos de mães acima mencionados, passam a vida a "atacar" o outro sem necessidade nenhuma. O tipo mãe que trabalha também se divide em dois:
1. a mãe que queria ficar em casa com os filhos e que vive angustiada na sua vida profissional 
2. a mãe que não pode passar sem a sua independência e vida profissional para se sentir completa. E não há mal nenhum nisso. Uma mulher não é apenas mãe. 

Depois existem as mães que por escolha própria, acharam por bem abdicar da sua vida profissional, de uma carreira, para se dedicarem aos filhos. 

E eu fui essa mãe, que deixou o trabalho quando a minha filha mais velha nasceu. Fiquei sempre em casa com ela até que entrou na creche já com dois anos feitos. Quando me preparava para voltar ao activo, engravidei de novo e optei por ficar novamente em casa pelo mais novo que está agora com dois anos também e que começa amanhã na creche também. 

Aos dois tipos de mães, peço que não se acusem. A mãe que trabalha não é menos mãe, trabalha fora, cuida dos filhos nas horas que restam. A mãe que fica em casa, não passa a vida de papo para o ar mesmo que no fim do dia a casa pareça ter sido varrida por um furacão. É um trabalho ingrato, nada reconhecido, um arruma constante com criancinhas atrás o dia inteiro a desarrumar logo a seguir. 

A mãe que fica em casa, é muitas vezes serviço público para a família porque "ah, está em casa e tem tempo para fazer isto e aquilo, ou ficar com este ou aquele, afinal já fica com um ou dois que mal faz mais um?!". E ninguém quer saber se por vezes está tão, mas tão esgotada de almoços, e jantares e lanchinhos, e fraldas e birras, e estorinhas e banhos que só queria um par de horas para descansar, mas não pode ser porque essa mãe, geralmente anda com os rebentos atrás 24h por dia. 


Neste momento acredito que tenho o melhor dos dois mundos. Um part-time onde só trabalho 4h pelas manhãs, ficando com o resto do dia livre para eles. Onde não ganho muito, mas ganho algum, o que é melhor que a sensação de inutilidade quando se fala de orçamento familiar, e é ter a sensação de alguma independência outra vez. 

Amanhã, o pequenino entra na creche. As nossas rotinas vão começar a alterar-se, a mais velha só começa mais para o meio do mês. Tenho a certeza que nos vai saber bem a todos não estarmos sempre juntos, porque a hora que os for buscar será de grande alegria e terei toda a energia necessária para me dedicar a eles. 

sábado, 3 de setembro de 2016

A "moda" do minimalismo

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Hoje ao abrir o meu feed do bloglovin, não pude deixar de esboçar um sorriso e ver crescer a minha curiosidade em relação aos dois primeiros posts que se me apresentavam. É que um dizia "minimalismo como estilo de vida" pelo blog Vinil e Purpurina, e o outro, dizia "Mas o que é isso do minimalismo? Faz-nos falta esta “moda”?" pelo blog Três Quartos de Tudo. 
Acho que me encontro no meio destas duas visões. Já comecei a destralhar há muito, e quero cada vez menos coisas desnecessárias como até já tinha dito, ainda há uns dias falei sobre algo parecido aqui

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Resoluções

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A malta costuma fazer resoluções de ano novo. A malta faz aquela listinha com um monte de coisas giras, e interessantes que gostava/quer atingir no ano que começa. A malta começa entusiasmada a riscar as mais fáceis da lista. Passa Janeiro, Fevereiro, e depois, passa o entusiasmo e a malta esquece-se de metade do que tinha na lista e só volta a olhar para ela quando o ano chega ao fim. 

Foi a pensar nisso, e também porque sou mocita para fazer n listas, de tudo e mais alguma coisa, que concluí que aqui para esta malta, i.e. moi même, seria boa ideia começar a fazer resoluções de mudança de estação e não mudança de ano. Tem muita mais lógica, não tem? Vá, digam lá que sim!!! 

Assim que vejamos, Setembro está aqui e daqui a nada entra o meu querido e adorado Outono (e sim, estou a falar a sério, não sou propriamente perdida de amores pelo verão!). E o Outono, significa

* o retorno à escola dos miúdos, ou no caso do meu mais novo, o início!

* Halloween 
blá, blá, blá... eu gosto, tá?!

* Meu aniversário, do sobrinho, da mãe... 

* preparação para o Natal
 (oh yeah, prendas handmade para "toda" a minha gente levam tempo a fazer!)

E de acordo com as coisas acima mencionadas, há coisas que devem ser feitas, tais como rever roupas dos miúdos, serve, não serve, fica, vai, precisa, não precisa, faço, compro, enfim... decisions, decisions! Em princípio as escolas tanto de um como do outro, não celebram o Halloween, mas nós sim, de certa forma, por isso o mais provável é ter de arranjar pelo menos uma fatiota de bruxita por aqui. Se há aniversários, eu não deixo passar em branco e pelo menos um lanchinho no meu quero fazer. E depois, no Outono já começa tudo a pensar no Natal, parece parvoíce mas é verdade, daqui a um - dois meses, olhamos as lojas à nossa volta e conversamos, sim? Não costumo render-me ao consumismo do Natal, mas sempre gostei de mimar as pessoas de quem gosto, por isso aposto por prendinhas feitas à mão, sejam elas costuradas, cozinhadas, etc. Já andei a reunir alguma inspiração para este ano, mas assim muito por alto. Uma coisa é certa, quero dar prendas que não se tornem um estorvo mais tarde, e que fiquem encostadas a um canto. Têm ideias para partilhar comigo? Então força, desbobinem!!!

Ah, e só mais uma coisinha: