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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

A criança que não queria falar

No último domingo do mês, fui a um mercado de velharias aqui da zona, e trouxe um livro comigo. De tanta gente que lá havia a vender livros, e de tantos livros que por lá haviam, houve um que realmente me chamou a atenção. 

Isto de que não se deve julgar um livro pela sua capa, é bem verdade, mas também é verdade que a capa tem um papel bastante importante e fundamental na nossa escolha, quanto mais não seja, pela forma como nos chama (ou não) a atenção para si. 

Isto para dizer que foi esta capa que se destacou por entre as outras... 


O livro é "A Criança que não queria falar" de Torey Hayden. 

Trata-se de uma histórica verídica, que relata os meses em aula, em que uma menina de seis anos, com um passado repleto de sofrimento, abandono, abusos e maus tratos passou com a autora, uma professora de ensino especial. Uma menina com transtornos emocionais que a faziam tornar-se numa "criança insuportável", violenta, e perigosa. 

Sheila (a menina) vinha de um mundo completamente à parte, sem qualquer afetos ou condições, era má porque não sabia ser de outra forma, tinha de ser má porque o mundo nunca se lhe tinha mostrado amigável e era o seu mecanismo de defesa a funcionar. No entanto era de uma inteligência fora do comum, e de um raciocínio digno de um adulto. 

Nós que temos a nossa vidinha tranquila, não temos sequer noção da tristeza que se vive noutras partes, perto ou longe de nós, não interessa. Esta leitura, foi ao mesmo tempo dura e maravilhosa. Assistir à relação que Torey e Sheila foram criando foi maravilhoso, mas por outro lado foi violentamente surreal as coisas pelas quais a menina passou. Faz-nos colocar na pele do outro e pelo menos tentar perceber porque é que as pessoas são o que são, ou fazem o que fazem. 

Este é um daqueles livros que não conseguimos colocar de parte. Talvez me sinta atraída por este tipo de leitura, já que me lembro que houve um outro livro que li há uns anos, O Inferno de Alice, que me marcou bastante. Um livro onde a autora, uma rapariga que sofria de personalidade múltipla conta a sua história de violações por parte do pai e amigos do mesmo, e a sua confusão mental devido a tais abusos. 

São histórias que me deixam sempre de lágrima no olho, e de coração apertado, pequenino, mas que também me mostram que há esperança até na parte mais negra de cada um. E que há sempre pessoas que vão mais além do que se lhes é pedido, que ultrapassam o que se espera deles e do seu trabalho, e que fazem realmente a diferença na vida dos outros. 

Tenho dois tios com deficiências mentais, um do lado paterno com síndrome de down (já falecido), outro do lado materno com esquizofrenia. Lidar com estas pessoas. que não são diferentes, são especiais, pode ser muito difícil, mas é também muito compensador, são capazes de nos ensinar tanto, mas tanto sobre a ingenuidade, a humildade, o amor incondicional e a felicidade. 

Acabei de o ler no último domingo, e era mesmo algo assim que pretendia ler, uma narrativa fácil de acompanhar, mas com imenso sentimento, com conteúdo, algo que me prendesse, e assim foi. Recomendo vivamente, mas preparem-se porque mexe realmente com os nossos sentimentos. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Parabéns pequenino.

O meu sobrinho já faz um ano hoje. 

daqui


Que misto de sensações. 

É que também faz um ano, não tarda nada, que a mãe foi internada na psiquiatria, e as melhoras não se vêem por ai além. Está praticamente na mesma desde que teve alta um par de semanas depois do internamento. 

Apesar de tudo o miúdo é um amor, está crescido e saudável, é risonho, já gatinha e palra muito mas ainda não diz nada. Infelizmente vive fechado em casa com a mãe, vale-lhe ter tias e primos por perto que a abrigam a pelo menos, sair à rua para o miúdo apanhar ar. 

Hoje terá a sua festinha porque a minha cunhada mais velha se ocupou disso esta manhã, porque a mãe, que antes dele se preocupava tanto com estas datas, nem a fralda do miúdo consegue trocar sozinha se ele se sujar muito - mesmo há pouco a ouvi a gritar por mim, desesperada. Fui a correr a pensar que o miúdo se tinha magoado mas afinal estava era todo sujo, costas acima e ela não sabia o que fazer. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

...Aquém do desejado...

Na minha cabecita achava eu que este ano conseguia cumprir um objetivo em relação às minhas leituras: uma das resoluções de ano novo foi ler pelo menos 12 livros em 2018. 12. Doze. 

ahahahahah

estamos                t ã o    l o n g e 

A sério? Onde é que eu estava com a cabeça? Conto que até aqui - atentai que estamos em Outubro, minha gente - li três. Depois deste, comecei a ler "O Caminho Imperfeito" de José Luís Peixoto, que só fui terminar em Junho. Vergonha, muita vergonha. É que já nem me lembro bem do que queria escrever sobre ele. 

Foi bom, como sempre. É impossível não falar bem do que este homem escreve, seja em que registo for, sou fã incondicional e até hoje nunca me falhou. Mais uma vez, Peixoto põe sal nas nossas feridas, faz-nos olhar para dentro e tentar perceber quem somos realmente. Foi um livro que me deixou a meditar durante muito tempo em várias passagens. 

É também uma viagem que fazemos com ele, passando pelas partes menos vistas, menos mostradas ao turismo... dando a conhecer, uma Tailândia muito diferente. 


É muito por não me lembrar que mais queria escrever sobre ele que hoje, terminado o livro que comecei a ler depois desse, venho logo deixar aqui a minha opinião. Hoje mesmo, depois de cerca de três meses embrenhada nele, acabei de ler "O Vampiro Lestat" de Anne Rice, e estou ainda extasiada com a capacidade inacreditável desta mulher para nos transportar para todo um mundo vampírico que criou. Este é um dos clássicos, e eu ainda não o tinha lido. Claro que fiquei cheia de vontade de reler "A Rainha dos Malditos", que conta o que veio depois. 


Ler Anne Rice não é brincadeira. Cada personagem tem uma história a contar tão, mas tão completa que nos perdemos nos seus detalhes ao mesmo tempo que somos engolidos pela narrativa. É completamente impossível não vermos diante dos nossos olhos cada uma dessas muitas personagens. 

Os seus livros são grandes. Grandes em si, daqueles que nos protegem de balas se necessário dada a sua grossura, e grandes no seu conteúdo, naquilo que nos oferecem. E estas crónicas vampiricas são uma delicia para o meu intelecto que tanto adora as suas estórias, pena tenho eu de não ter começado a ler todos, um a um, segundo a sua ordem de publicação (deixo abaixo, caso interesse a alguém). Pode ser que algum dia os consiga ter todos lidos, para já, ainda nem a meio vou. 

Bem, isto só para dizer que tal como os que li anteriormente da autora, este também não decepcionou, pelo contrario, embriagou e ainda me sinto presa às personagens, a pensar em cada uma delas e sim, também a ligá-las, a misturá-las, a preencher com mais detalhes das suas vidas o que já havia conhecido de outros volumes das crónicas. 

Agora, apetece-me mesmo ler mais Anne Rice, mas ainda com alguma esperança de chegar ao meu objectivo dos doze livros, ou ficar o mais perto possível disso, pretendo ir por outros terrenos literários, preciso algo mais leve, bem mais leve. 

As crónicas:

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Socializar


No último fim de semana tivemos um casal amigo mais o filhote de dois anos cá em casa para jantar e correu tudo muito bem. Adoro estes jantares, mas há anos que não recebíamos ninguém em casa, porque não nos sentíamos confortáveis com a casa onde morávamos. É engraçado, esta, sendo tão mais pequena nos deixa tão mais à vontade para estas reuniões. 

Este amigo, eu conheço desde pequenina porque temos familiares em comum e encontrávamos-nos em festas com frequência. No entanto, é do meu marido que ele tem sido grande amigo há imensos anos. Mas os anos, afastaram-nos um do outro. Cada um andou pelo seu lado, a vida corre o seu rumo, não é? E foi preciso eu ter conhecido a mulher dele, termos simpatizado uma com a outra, para sermos nós a combinar o jantar. Já está prometido outro, desta vez em casa deles. 

Pretendo fazer mais disto. Gosto tanto, são momentos mais íntimos e descontraídos que podemos passar com aqueles de quem gostamos e com quem tão raramente estamos. E estas pequenas coisas, tidas como garantidas por outras pessoas, são reviravoltas para nós. Novidades desta nossa nova fase na nova casinha. 

Assim que é para continuar a ter estes momentos tão bons, com estes amigos e com outros. O único senão é o marido só estar livre para estas coisas aos domingos, e os jantares se prolongarem, e os miúdos ficarem birrentos no dia seguinte porque foram para a cama 3 horas mais tarde do que o normal... ;) 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Quase que o matava


Há umas horas, não esborrachei um camaleão por pouco. A mania que estes bichinhos têm de querer atravessar estradas em altas horas de calor, com aquela velocidade turbo que têm (NOT!). Por acaso há anos que isto não me acontecia, mas já aconteceu antes, várias vezes e quase sempre na mesma zona. Foi por pouco, porque quando o vi já estava quase em cima dele e não ia propriamente dentro do limite de velocidade. O que vale é que ele é tão lentinho que desviei-me uns centímetros e foi o suficiente para que passa-se sem tocar no bicho (ele passou entre as rodas do carro). É oficial, sou perita a desviar-me de bichinhos indefesos a atravessar a estrada. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Diz que acabou o verão


Dizem que o verão acabou e que estamos no outono. Ainda estou para acreditar nisso, é que por aqui o calor continua a ser mais que muito, ainda hoje fomos à praia com os miúdos, perto das 19h e estava-se lá que era uma maravilha. Foi a nossa primeira ida à praia deste verão... opppssss... outono. Os miúdos aproveitaram umas idas à praia com os tios e primos, mas nós dois, nadica. Fui uma única vez com os miúdos, mas saímos de lá em poucos minutos, o vento era demais e comíamos areia sempre que abríamos a boca. O meu mais novo nem quis sair do meu colo, debaixo do chapéu de sol.


Praia este ano foi pouca, mas morar no campo tem outras regalias, e apesar da pouca praia, o que não tem faltado a estes miúdos tem sido água. Desde que aqui estamos é piscina praticamente todos os dias depois da escola. Não podia, estar mais felizes. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Temos televisão

esta janela precisa desesperadamente de cortinas como deve de ser. Já faltou mais! 

A sério que eu acho que ter ou não ter televisão me é completamente indiferente. Desde que nos mudámos no dia 17 de Agosto que não tínhamos serviço de televisão em casa e muito sinceramente só me chateava não poder continuar a ver a Anatomia de Grey de seguidinha, já que ando a acompanhar a repetição da Foxlife desde o primeiro episódio. 

Os miúdos estiveram este tempo todo sem televisão, excepto a semana de férias que passaram em casa dos avós e correu muito bem. Portaram-se lindamente, melhor até, mas hoje estavam mesmo aflitos para voltar a ver desenhos animados. Como a instalação foi feita bastante tarde e quando os senhores saíram daqui já eles estavam a jantar, deixei-os ver só um bocadinho. 

Amanhã lá os vou deitar tirarem a barriga da miséria, mas gostava de limitar um pouco mais o uso da caixinha mágica pois vi o bem que lhes fez não a ter por casa nestes dias. Isso, e ter menos brinquedos também, pois alguns ainda continuam no apartamento, e outros estão muito melhor arrumados cá. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Entretanto... a nossa sala

Fecham-se as portas cá de casa quando se quer algum silêncio e sossego e esperasse que ninguém nos venha bater à porta. Não estou nada satisfeita com o sítio onde temos a nossa casa, é verdade, mas também é verdade que estou muito feliz com a nossa mini casinha. Está a mostrar-se suficiente para nós, e sinto-me bem nela. No que à casa diz respeito, não sinto falta alguma da anterior. 

Cada dia faz-se mais um pouco, dá-se mais um jeitinho e pouco a pouco as coisas vão ficando cada vez mais com ar de "lar", para nos fazer sentir bem com o espaço que habitamos. Hoje, pensei em mostrar-vos os avanços da nossa sala. 

As nossas paredes continuam brancas, e muito despidas, mas o mesmo não se pode dizer dos móveis que já se começam a compor e a aproximar-se do fim que eu tinha em mente. Neste último fim de semana, estive sozinha em casa e pude avançar com mais alguns toques. Por exemplo, montei o móvel para a tv (que nem sequer trouxemos ainda), e coloquei um tapete que já tinhamos no chão da sala para fazer um teste. Há uns dias, na última idea ao Ikea, gostámos imenso de dois, mas visto ficar numa zona de passagem, tenho medo que se estrague em três tempos. Vou ver de quanto em quanto tempo preciso de limpar (a fundo!) este antes de investir num que seja 100% a nossa cara. Se bem que como qero colocar alguns toques em cinzento, gostei muito de ver este também no nosso chão. 


Enquanto não temos a tv nesta casa (que colocaremos na parede), mantenho duas plantinhas (mais sobre elas, para breve, noutro post) em cima do móvel e uma almofada (ou várias) porque não gostei de ver o espaço tão vazio. A prateleira de cima do móvel está destinada à box e leitor de dvd. Em baixo, colocarei cestos ou caixas para arrumação de multimédia. 


Ao lado do móvel estão dois puffes que também têm arrumação no seu interior. Um contém lençóis, o outro está vazio para já. Comprei ambos há vários anos e por serem branquinhos estão encardidos, precisam de umas forras novas que farei (um dia destes...), mesmo porque a gata costumava afiar as unhas neles. Estão ai porque ainda não pensei muito bem onde quero metê-los. Para já, ficam por aqui. 


Na foto abaixo, vê-se uma parte da sala, é estreita mas comprida. Ao fundo, fica a entrada da casa, aquele espelho foi aproveitado de uma mobília de quarto que tive e ainda o quero transformar para se enquadrar mais naquilo que procuro fazer por cá. O sofá cama também veio connosco do apartamento e pretendemos trocar, mas não é uma prioridade, por isso vai esperar. A cor dele é vermelho e até gosto de ver, mas tem alguns anos e está manchado, por isso, coloquei uma colcha preta e sempre fica mais dentro do estilo que procuro. As almofadas (todas as pretas e brancas fui eu que fiz há alguns anos também). 


A estante está a fazer a separação visual entre cozinha e sala, uma vez que é um open-space. Os cubos que ficam escondidos atrás do sofá contêm caixas com coisas que não usamos com frequência. As que estão completas contêm livros e cds, que ainda pretendo reorganizar, já que não estou completamente satisfeita. Também quero comprar alguns cestos para espalhar pelos vários cubos para guardar aquelas coisas que não gostamos de ter em exposição. Por cima, coloquei mais uma planta, mas não ficou nestas fotos. Ao lado do sofá, ainda tenho um  cadeirão que mal se vê na foto, e mais uma estante de 4 cubos igual à que está na entrada por detrás deste. Quando mostrar a parte da cozinha e o outro canto da sala, poderão ver melhor. 


O que não se vê é o canto mais desarrumado da sala, onde neste momento ficam a arca congeladora e a secretária que neste momento tem a minha máquina de costura em cima.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Já começa a cheirar mal!

daqui

Uma das razões pelas quais eu franzia muito o nariz em relação a fazermos a casa aqui (terreno da família dele, perto dos pais e irmãs) era precisamente a proximidade com a família dele (mas poderia ser da minha também, seria igual). 

Outra razão, era as partilhas um dia mais tarde. "Dá sempre confusão", dizia-lhe eu. "Com a minha família não!", respondia-me ele seguro de si. Fosse como fosse, sempre achei que mais tarde ou mais cedo me arrependeria de gastar o meu dinheiro nesta casa. 

Pois bem... a merda já descambou... pois que a família tem um estabelecimento a ser explorado pela neta mais velha (a única que já é adulta), onde trabalha o meu marido também. E a menina agora acha mal ter de pagar renda ao avô, mãe e tios porque embirra com a tia e acha que ela não tem direito a nada, e ela própria sim porque trabalha lá (esquece-se que tira o ordenado dela como qualquer pessoa). Então diz que quer sair e procurar outra coisa, e com isso vai lixar o posto do meu marido, ele que se desenrasque e procure outro trabalho também. Havia necessidade? 

Mas... na família dele não

sábado, 25 de agosto de 2018

E que tal a primeira semana?

A primeira semana na casa nova correu bem. Morar mesmo ao lado da família tem as suas vantagens e as suas desvantagens como se sabe, mas a primeira semana coincidiu com uma semana de férias e pude aproveitar bem a casinha nova. 

Frutinha da horta do sogro que eu mesmo vou apanhar!

É pequena mas não a sentimos como tal. A rua é tudo e tem-nos feito muito bem, principalmente aos miúdos que podem brincar lá fora, correr, piscinar muito. A nós sabe-nos pela vida os fins de dia, rua, o fresco da noite e copito na mão. 

A única divisão que acho mesmo demasiado pequena é o quarto dos miúdos, mas eles também só vão para lá na hora de dormir. Ter uma sala aberta à cozinha tem sido magnifico. Na nossa família sempre gostámos de estar juntos e esta disposição facilita imenso. 

Vista da minha porta da cozinha. 

Estamos há uma semana sem televisão e os miúdos nem se queixam um bocadinho por assim ser. Têm brincado mais com jogos didácticos, e como já disse têm aproveitado muito mais a rua. Ainda para mais porque têm aqui uma priminha um ano mais nova que a minha mais velha. 

A nossa casinha, está-nos a saber melhor do que imaginámos e mudámos numa boa altura. Ao que parece a minha presença aqui tem ajudado imenso a minha cunhada mais velha nesta fase tão difícil para eles, que eram todos tão, mas tão ligados à mãe. 

Também se tem trabalhado muito por aqui.  

Ainda não está decorada, nem estará assim num estalar de dedos... acredito que isso são detalhes e que se podem ir fazendo aos poucos. Neste momento estou mais chateada por não ter umas cortinas na sala - detesto a exposição ao exterior, e faltam-me varões para pendurar a roupa no meu closet e no quarto dos miúdos. 

De resto as coisas vão-se orientando. Pouco a pouco que dá mais gosto. E vamos aproveitando esta vista a cada dia que passa. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Destes Dias #19 |luto|

daqui


Têm sido dias cheios de emoções.
Muitas emoções.
Algumas boas, outras más.
Umas felizes, outras muito tristes.

Já estamos na nova casinha. A nossa primeira noite cá foi na passada sexta-feira, dia 17 de Agosto e em jeito de comemoração, fiquei eu, ele e a minha cunhada a conversar e a beber licor até bastante tarde. Foi também ela que nos acordou cedo na manhã seguinte. Tinham ligado do hospital onde a mãe de ambos esteve internada por cerca de quinze dias. As noticias eram de que o seu estado se tinha agravado, por não dizerem ao telefone que tinha falecido. 
Tanto eu como ele, não conseguimos evitar pensar o mesmo: parecia que ela estava mesmo à esperas que nos mudássemos para cá. O maior desejo dela era ter os três filhos perto. E o facto de estarmos todos por aqui ajudou bastante pois os miúdos brincam e divertem-se apesar de tudo e uns apoiam os outros. 


sexta-feira, 27 de julho de 2018

Destes Dias #18

Neste momento só espero que 2018 acabe pois já vamos a mais de meio e não tem sido nada meigo connosco.

Este mês já fui de urgências para o hospital por conta de uma cistite que me pregou um dos maiores sustos da minha vida, pois devido às fortes dores que tinha comecei a hiperventilar e isso levou-me a uma paralisia dos membros superiores e inferiores. Apanhou-me a voz também e mal consegui chamar por alguém que me ajudasse - já em pleno hospital. Cistite curada com antibióticos e muita aguinha e dessa safei-me.

Fomos comprar a cabine para o duche ao Leroy e surpresa, ainda antes de a tirarmos do carro vimos que estava partida. Voltámos para a trocar e recusaram-se a fazê-lo. Tive de lá voltar e fazer barulho, pedir livro de reclamação, etc etc etc. Lá acederam a trocar, e ainda exigi que o transporte fosse a cargo deles de tão fula que estava. Não me ia sujeitar a acontecer de novo. Isso foi há quase duas semanas e só chegou hoje.

E ontem? Ontem foi o aniversário do meu marido... e perdemos a nossa gatinha. Já a tínhamos desde que nasceu, há quase 13 anos. Morreu-me nos braços. Chegar a casa e não a ver a miar-me aos pés, chatinha como era, custa tanto. A minha filha está fora e ainda não sabe, e o meu filho (4 anos) continua a dizer que a gatinha que viu morta não era a nossa.

Mas não acaba aqui. Temos visto a minha sogra a definhar dia após dia. Já nem se consegue levantar sozinha, está a perder as forças até para comer sozinha.

Não. Este ano não está a ser fácil. Nada fácil.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Da terapia da fala |dele|


Não podia estar mais orgulhosa do meu piolhito mais novo. Hoje falei com a terapeuta da fala e por ela, ele não precisa de continuar com as sessões.
Este miúdo passou de não se fazer entender d'um todo no início do ano lectivo para se expressar de forma clara, com frases bem construídas, com a terapia desde Janeiro. Pelas palavras da terapeuta, o meu menino não só conseguiu evoluir de forma espantosa para atingir o nível médio da sua faixa etária, como conseguiu ultrapassar essa média. 
A avaliação feita pela educadora também foi muito positiva. Foi grande a evolução dele em muitos sentidos. O facto de conseguir expressar-se e comunicar realmente com os outros ajudou bastante. Ainda é um pouco centrado em si próprio, mas fora isso, foram só coisas boas do meu príncipe.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Festa Panda

Como prometido no último post, hoje venho partilhar convosco a festa de aniversário dos miúdos do ano passado. O tema escolhido por ela foi "pandas" e deu-me imenso gozo preparar tudo. Quis uma festa colorida com os pandinhas em destaque. 

Para os convites usei um bloco de cartolinas de várias cores que tinha em casa. Imprimi o nome de cada amiguinho com um panda em frente para colar na parte de fora do convite. Na interior colei o convite em si com toda a informação. Fechei e coloquei uma fita para finalizar. Também usei o que tinha por casa por isso não foi igual para todos. 


Imprimi papeis diferentes para menina e para menino para serem um pouco mais personalizados. 



A festa teve lugar em casa da minha irmã, como sempre, pois ela tem um armazém grande e espaço exterior. A parte mais chata é que o armázem cumpre a sua função e está cheio de tralha que nunca chegamos a tapar. Em anos anteriores  faziamos a festa no exterior mas em pleno Julho, o calor estragava a comida em menos de nada, por isso este ano experimentámos fazer no interior e correu muito bem. 


Coloquei duas mesas, uma para salgados e outra para doces. A primeira estava claramente mais cheia e foi realmente a mais atacada. Na outra tinha os doces e as bebidas. Fiz tudo sozinha, mas até correu bem. Na hora de montar contei com ajuda da família, mas foi tudo confeccionado por mim. Este ano não tive saudades dessa parte e do stress associado embora seja algo que até goste de fazer. 


Inspirada por esta internet, até um pão em forma de panda em experimentei fazer. Não foi grande sucesso na festa pois muita gente achou que o preto era corante e ficou reticente a experimentar, mas não. Só usei corante alimentar para o verde. Nas partes pretas do panda o que usei foram sementes de sésamo pretas trituradas. 


Na mesa dos salgados, tinha os rissóis, croquetes, pasteis, paté, tostinhas, sandes, batatas fritas, quiche, pão panda, queijos, etc. 


Na mesa dos doces coloquei pipocas, oreos, palitos (bolachas), pudins, gelatinas, mousses, pandas marshmellows, tarte de natas. E claro, os sumos variados. No ano anterior fiz uma limonada que coloquei em barril de vidro. Como foi com tema da frozen coloquei umas gotinhas de corante azul e ficava lindo na mesa, podia ter feito o mesmo de novo mas esqueci-me completamente. 


Aqui a ideia dos marshmellows. Usei uma caneta de pastelaria para desenhar algumas carinhas nos doces. A ideia era fazer em todos mas não houve paciência. Fiz só nalguns. 


Para as lembrancinhas fiz cabeças de pandas com eva para colocar em lápis. Comprei vários brancos e juntei logo um e outro. 


Depois, criei caixinhas panda com rolos de papel higiénico que pintei de branco com ajuda da filhota. O preto foi feito com cartolina e as cabeças imprimi na impressora, mesmo em casa. Imprimi também mais pandas em papel autocolante e coloquei no interior das caixinhas. Numa loja do chinês comprei uns saquinhos que trazem vários brindes que também juntei, tal como os lápis e um saquinho de gomas. Na festa ainda tínhamos os frascos de bolhas de sabão para dar aos miúdos. Alguns sairam sem levar. =( 


Tal como o resto, o bolo foi feito por mim. Tinha duas camadas, a primeiro de alfarroba que passou muito bem por chocolate para a maioria, e a segunda era com farinha de coco e não correu tão bem pois partia-se com facilidade, embora o sabor fosse bom. Entre ambas as camadas usei creme custard que deixou o bolo super delicioso. 
Para decorar barrei o bolo com natas como faço sempre, e usei pasta de açúcar preta e branca para os detalhes da cara do urso. Fiz as bochechas com pintarolas rosa. 


Numa loja das redondezas imprimi fotos dos miúdos e carinhas de pandas em papel de arroz comestível. A ideia era ter feito queques e usá-los como toppings mas não deu, por isso usei-os em redor do próprio bolo. 


No exterior tínhamos uma piscina insuflável pequena e uma em forma de castelo com um dragão ao qual ligamos a mangueira e aquilo esguincha os miúdos pela boca. Foi a loucura. Também tínhamos jogos de argolas e balões de água para uma guerra entre meninas vs meninos. Ganharam elas, já agora. 


A miúda ainda teve direito a bolo na escola. Para esse o tema que a pipoca escolheu foram os PJ Masks. A imagem do bolo também foi impressa na tal loja que infelizmente, fechou entretanto. Imprimi também o nome dela que coloquei na frente do bolo (apagado nesta imagem).


Era um bolo arco-iris por dentro. Foi a segunda vez que o fiz e os miúdos (e graúdos também) adoram sempre. Não é dificil, dá é um bocadinho de trabalho fazer. Da primeira vez que o fiz lembro-me de ter levado cerca de 4h, desta penso que foi um pouco mais rápido mas não me recordo quanto tempo ao certo.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

*7* e *4*

Nos últimos dias os meus filhos festejaram os seus sete (ela) e quatro (ele) anos. Normalmente junto a festa de ambos por terem tão poucos dias um do outro, mas este ano não houve festa temática e com todos os amigos presentes como gosto de fazer. 

Pois que o mais novo pediu a festa na escola, com um bolo e os amigos muito antes de fazer os anos e como foi numa segunda feira aproveitei para deixar assim mesmo. Comprámos um bolo do Faísca no supermercado à última hora (vá lá que é fã do Faísca desde sempre) e fiz umas lembranças improvisadas no mesmo dia para levar aos coleguinhas. 

Para ela andávamos a pensar numa festa da Ladybug há algum tempo mas acabou por ficar sem festa. É que a rapariga partiu a televisão da sala (também nem temos outra, só podia ser da sala) e lembrou-se de culpar o irmão. Por isso, mais por essa atitude do que propriamente pela tv partida, o castigo que teve foi ficar sem festa de aniversário. 

Ela não se chateou muito pois a festa de fim de ano da escolinha do mano foi nesse dia, por isso, não tendo uma festa dela, não deixou de estar numa. Além disso, a avó veio passar todo o dia com ela, e ela tem uma adoração enorme pela avó. 

À noite, depois do jantar cantámos-lhe os parabéns com um bolo que fiz depois da festa do irmão, e que decorei com a Ladybug. Telefonei às mães de duas amigas de quem gosta muito e que vivem do outro lado da nossa rua e sem ela saber convidei-as a cantarem os parabéns connosco e comer bolo. Ela adorou a surpresa e ainda brincaram cerca de uma hora juntas antes de ser hora da cama. 

Voltando à festa dele. Pois bem, no próprio dia não tinha nada preparado porque passei o dia anterior de roda da casa nova, chegámos a casa tarde e estava estoirada, já não tive tempo nem de fazer bolo, nem de pensar em lembranças. Só queria dormir e descansar. 

No dia seguinte (dia do aniversário) ainda fui trabalhar pela manhã e quando sai lá comprei o bolo. No mesmo supermercado ainda comprei um saco de balões coloridos e várias caixinhas de pintarolas, vêm em conjuntos de 3 por pouco mais de 1€ cada. Não gosto de dar doces como lembranças, mas às vezes calha e nesta situação não podia escolher/exigir muito porque o tempo não estava do meu lado. 

E o que fiz com as pintarolas? Pois bem, para ficar mais bonitinho, aproveitei duas micas para criar pequenos saquinhos de pintarolas. Usei uma pequena máquina de selar que sela e corta ao mesmo tempo. Comprei-a no Aldi ou no Lild há algum tempo e dá imenso jeito. Despejei um tubo de pintarolas em cada saco antes de o selar. Depois, colei um balão a cada saco com uma washi tape aos quadrados branca e preta que lembra as bandeiras das corridas. No outro lado do saco colei etiquetas com o nome do meu filho e a data do seu aniversário. Fotos no fim deste post. 

E sabem do que é que eu me lembrei? Que tenho as fotos do ano passado guardadas, à espera para vos mostrar e nunca cheguei a fazê-lo. Vou preparar outro post só com isso. Espero que gostem. 


segunda-feira, 25 de junho de 2018

Ela já sabe


A minha filhota teve a primeira bicicleta com cerca de 3 anos. Inicialmente aprendeu rapidamente a andar com as rodinhas, mas a miúda praticamente só andava em casa da tia então deixámos por lá e ao fim de pouco tempo estragou-se e ela nunca mais pedalou. Pouco depois ficou com a bicicleta de uma prima, mas as rodinhas estavam meio mancas, e ela não se sentia segura por isso chorava que tinha medo. O pai que não é nada paciente para estas coisas ainda lhe meteu mais medo e a miúda nunca mais quis sequer experimentar. 
No passado Natal oferecemos-lhe outra, maior, mas ainda com as rodinhas. Deixámos na casa nova porque não dava para a ter aqui no apartamento. Mas, raramente lá íamos com ela, e só mais recentemente é que começou a andar com as ditas rodinhas postas. 
Porém, a catraia tem azar e estas rodas também não ficavam firmes, a rosca passava e volta e meia subiam um pouco fazendo-a ganhar medo. Lá calhou de apanhar o pai bem disposto há uns dias, tirou as rodas e lá a tentou ensinar. E ela conseguiu, ainda que muito toscamente. Assim que teve espaço para pedalar, ela conseguiu ir encontrando o equilibro. 
Num segundo dia em que fomos para a casa e estavamos ambos ocupados com outras coisas, a criança marfou-se e foi-se à bicicleta sozinha. Quando nos chamou já dominava a coisa como gente grande. Que orgulho mais grande da minha menina. É uma criança insegura muitas vezes, mas quando quer consegue enfrentar os seus medos, receios ou limitações, e sempre que o faz, consegue chegar lá. 

sábado, 23 de junho de 2018

um pé dentro e outro fora

Estava para aqui a pensar há quanto tempo nem sequer ligava o computador. O último dia em que aqui publiquei, deve ter sido mesmo o último em que liguei a máquina. 
A sério que não entendo como é que este mês de Junho já está a acabar. É verdade que por aqui tem sido um corre corre, mas ainda assim custa-me acreditar que daqui a nada estamos em Julho. Quando é que o passar do tempo pretende abrandar? Assim ninguém dá conta. 
O mês tem sido produtivo porém e estamos mesmo mesmo com um pé na casa nova e outro na velha. Já está até cheia de móveis. Neste momento ando eu e o marido a dormir em colchões na nossa sala porque já levámos a cama para o outro lado mas ainda não a voltámos a montar. 
As máquinas da loiça e da roupa também já lá estão. As camas dos miúdos ainda não foram alteradas e como tal vamos tentar fazer isso antes de mudar. Outra coisa que também quero colocar antes que ainda não coloquei, é a cabine para o duche. 
Para já, estoirámos o orçamento para o mês, vamos ter que esperar pelo próximo. Juro que perdi a conta das contas que tivemos que pagar este mês... pareciam florescer do nada.


quarta-feira, 6 de junho de 2018

Destes Dias #17

Não sei como são vocês ai desse lado que me lêem neste momento, já eu sinto mais vontade de escrever quando estou nalguma fase menos boa. Mas depois penso que se só escrevo nessas fases posso passar a imagem de que sou uma melodramática do caraças a quem a vida nunca corre bem e blá blá e tal, e muitas vezes deixo escapar dias e dias sem escrever. 
Mas sabem que mais? Que se lixe! Que assim seja... eu sei que não sou só esse lado, e sei que quem me conhece, conhece o meu riso alto, as caretas que faço a rir, a boa disposição, as "saídas" bem metidas... 
Por isso, sim, escrevo quando tenho coisas menos boas para dizer porque me faz sentir melhor quando não estou tão bem, ou tão feliz. E é isto. Estas últimas semanas têm sido d a q u e l a s. Senão vejam... 
* Temos uma infestação de baratas, não só na nossa casa mas pelo bairro todo ao que consta. E não é coisa d'agora. Ah não, não! Esta pouca vergonha já vem do ano passado, O verão passado foi um stress total e este ano já se avizinha muito pior. Ao que parece os senhores da câmara não fizeram nenhuma desbaratização o ano passado e por mais coisas que coloquemos por cá para desaparecer com as bichinhas essas, elas não deixam de aparecer. O meu marido já enviou para o município, fotos, uma queixa e uma "ameaça" de chamar os media para expor a situação caso nada seja feito a respeito novamente; a ver vamos se sim ou sopas. Ontem à noite estavam demais, juro-vos, eu que tinha pavor de ver uma e de ter que a matar, despachei no espaço de uma hora quase 30, estou profissional a dar chineladas em baratas. Isto é nojento, eu sei, mas tem sido a minha realidade e estou prestes a dar em doidinha com esta casa. Entre as infiltrações do inverno e as baratas, imaginem!
* O meu carro, que teve um arranjo que me custou cerca de 1300€ o mês passado, já ficou parado duas vezes depois disso. Parece que agora é qualquer coisa ou do ponteiro do combustível que não está a marcar bem ou do depósito. Para a semana lá vai outra vez para o spa!
* Tenho a outra casa mesmo quase pronta mas por alguma razão que desconheço, o meu marido arranja mil e uma desculpas para retardar a saída desta casa. E isso tem-me deixado muito, mas muito frustrada e azeda. 
* No passado domingo deu-me um fanico e surtei um pouco. Não ao nível da minha cunhada - claro, essa é pró, mas o suficiente para achar que eu já não estava a ter controlo nenhum dos meus nervos e decidi procurar ajuda. Recorri à Bioressonância pela primeira vez. Fiz um tratamento até agora e notei logo melhoras. Descobri que tenho um bloqueio geopático (mais uma razão para me querer mudar desta casa) e mais uma série de coisas que me andavam a deixar de rastos. 
* O meu filho que até aqui era o bebé da sala, tem um coleguinha novo que já é mais do tamanho dele e acho que isso o anda a afetar. Parece que regrediu novamente na fala e no comportamento. Está super carente, e só me quer a mim sempre. E depois, chora e faz birras como não fazia há muito tempo. 
* A minha sogra está muito em baixo. Não vos cheguei a dizer que foi diagnosticada com cancro de mamã, em estado avançado e inoperável a meados de Novembro, pois não? Foi apenas uns dias antes de a minha cunhada ter tido o piripaque dela. Só aqui que ninguém nos ouve, não tenho muita esperança que viva durante muito mais tempo. Andou a portar-se mal, a não seguir à risca a dieta, a não tomar a medicação como deveria de ser e agora que se sente pior e a enfraquecer já quer tomar tudo. 
* As despesas têm sido mais que muitas... depois do carro parece que apareceu tudo e mais alguma coisa. Logo agora que estávamos a apostar em finalizar a casa. Isso implica reutilizar os móveis que cá temos ao invés de comprar novos como tínhamos pensado. Para já, pelo menos. 
E pronto, basicamente é isto, e já é muito. Quando é que 2018 acalma um pouco e nos deixa respirar calmamente? Por aqui precisa-se, e muito!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

ser adulto

daqui
Há sempre qualquer coisa não há? Ser adulto é na maioria das vezes uma: treta. Quanto não vale sermos crianças, inocentes, ignorantes dos problemas, que já ninguém nos esconde quando crescemos e temos que fazer frente a uma série de situações, onde nos pedem para controlar as nossas emoções, as nossas atitudes. E no entanto qual é a coisa que a maior parte das crianças quer? Crescer. Ser grande. Eles não sabem, e por mais que nós lhes queiramos mostrar que não vale a pena crescer tão depressa, eles não entendem. Só querem crescer, ser grandes e donos de si próprios. Eles não sabem. Não. Nós nunca seremos donos de nós próprios... a não ser que sejamos as pessoas mais egoístas do mundo inteiro, e ainda assim acredito que nunca conseguiremos ser donos de nós próprios. Já dizia a professora de filosofia "a minha liberdade acaba onde começa a tua". 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Destes Dias #16

O miúdo deu mais um passo em direcção à independência e largou a chupa de vez.

A mana tropeçou nele, caiu em cima do braço e magoou-se. Ainda chegámos a fazer uma visita às urgências porque ~apesar de termos confirmado se tinha movimentos no pulso e mão, se não estava demasiado inchado, gelo, muito gelo, etc,etc,etc - acordou umas duas horas depois de se deitar a chorar desconsoladamente, com o pulso/mão no ar e a dizer que doía muito. Raio-x com ele, mas não era partido. Meteram-lhe uma tala nos dedos (o mindinho estava mais inchado que o resto) para ele dormir melhor. Mandaram tirar só no fim do dia seguinte e foi um pranto, que não queria, que ainda doía (nope!)... enfim... o meu dramaqueen 2 cá de casa. 

Tenho passado demasiado tempo em casa, e pouquíssimo na rua. Deveu-se muito ao facto de só termos andado com um só carro e uma rotina de pés para o ar. Felizmente o carro lá voltou na terça feira passada. Que saudades que eu tinha do meu carrinho, depois de andar tanto tempo com o do marido que é rasteirinho, ao pegar no meu parecia que andava nas nuvens *hehe* 

Não tenho costurado nada. Fiz uns arranjos numas calças e numa blusa a pedido de outrem, mas não foi nada de extraordinário. Para além de não me sentir com vontade para o fazer, hoje mesmo comecei a empacotar alguns tecidos para começar a levar para a outra casa. Na verdade enchi 5 caixas com tecidos, e mais uma com livros. Quero ver se amanhã consigo levar uma ou duas estantes que quero levar desta casa para ir começando a arrumar essas coisas que não são de uso diário já pela outra. 

Eu sou fã da Anatomia de Grey. Desde que comecei a ver há já nem sei quantos anos atrás que nunca mais deixei de o fazer. Tenho acompanhado toda a história atentamente e achei piada a Foxlife lembrar-se de passar todos os episódios desde o 1º, claro que ando a rever todos, não perco nem um. Eu e a minha colega, mas como ela nem sempre consegue ver lá a vou pondo a par de tudo. 

Trabalhei uma das folgas mas tudo bem. Desde que arranje quem me fique com os miúdos nesses dias, sinceramente não me custa trabalhar nas folgas já que regra geral depois troco essas horas por horas livres, geralmente quando me dá jeito e não quando dá jeito aos patrões, nesse aspecto temos sorte, são super acessíveis a facilitarem-nos a vida (e nós retribuímos, ou vice versa). 

Tenho tido dias em que me tenho sentido um completo fracasso nisto de ser mãe. Espero estar a fazer pelo menos alguma coisa certa. Este domingo fomos ao Ikea, ver mais algumas coisas para a casa (desta vez só mesmo em passeio, para juntar ideias, ver as coisas ao vivo), mas os miúdos estavam completamente impossíveis os dois, sempre a implicarem um com o outro, ela a desafiar-nos, ele a fazer birras porque só me quer a mim. 

domingo, 13 de maio de 2018

#Destralhar - pequenas vitórias


Há quase dois anos (setembro 2016) que retomámos as obras na outra casa, andaram lenta-lentamente mas foram avançando, ao contrário de todos os anos que ficaram completamente paradas. Agora, finalmente, vejo como a mudança se aproxima, não quero agoirar, mas se não for possível ainda este mês, do próximo não passara, e por isso, é urgente destralhar mais e mais. 

Há apenas uns dias, neste post, disse que já não tínhamos assim tantas coisas por destralhar, mas andei a pensar seriamente nisso. Será que não? Será que não consigo descobrir mais nada ao qual consiga dizer adeus sem ficar com remorsos? 

Ontem, já tarde, depois dos miúdos estarem a dormir há duas horas e eu ter visto dois episódios de uma série que acompanho, achei por bem tentar destralhar os meus livros. Afinal, estava sentada de sofá a olhar para alguns deles. Já tinha feito duas tentativas antes, mas os meus livros, valem mais do que ouro para mim e voltei a guardar tudo no sítio novamente. 

Ontem porém, consegui tirar por volta de 10-15, sinceramente não sei, não os contei e não quero ir mexer no saco para não ter tentações de os recuperar. Vou oferecê-los à minha irmã, e se não quiser todos vou doar à biblioteca. Isto é uma vitória muito grande para mim. Consegui desapegar-me de todos estes livros. 

Outra vitória foi ter enchido uma caixa de retalhos de tecidos que já não quero, que estão a mais. Pensei em deixá-los perto do contentor do lixo, mas imaginei-os espalhados pelo chão, sem uso, danificados, e mais tarde na lixeira. Assim que lá fui para o facebook e ofereci num dos grupos dois quais faço parte. Em menos de 5 minutos apareceu alguém da zona a dizer que os vinha buscar. É muito mais fácil destralhar assim. 

Ando a ponderar dar à mesma pessoa mais alguns materiais de costura que não tecidos, pois mostrou-se disponível para receber tudo o que eu já não quisesse e isso para mim é um incentivo. Passo o testemunho, e possivelmente a ela será bastante mais útil. Eu não fico com sentimentos de culpa por retirar as coisas que comprei de casa, e ela fica feliz. 

Para além dos livros e dos tecidos, tenho à porta de casa para deixar no contentor quando sair um biombo. Um biombo que me fez morrer de amores quando o vi na loja e tive de o comprar há uns anos. Que me foi tão útil durante o tempo que aqui morou, mas que começa a mostrar sinais da idade, e que não terá serventia na outra casa. Tirei também uma caixa com pequenos acessórios de decoração ultrapassados e que nada me dizem, uma almofada também ela ultrapassada, mais dois livros sobre gravidez e alguma roupa para uma amiga que está grávida neste momento, sapatos do meu filho, e um conjunto de talheres que me andava a irritar há uma eternidade. 

Já só vejo a hora de começar a montar móveis no outro lado e começar a organizar a casa para a mudança. Wish me luck!!!

domingo, 6 de maio de 2018

Vale a Pena Partilhar #6


Há tanto tempo que não fazia um"vale a pena partilhar", não é? Mas cá estamos hoje para tratar disso. Nos últimos tempos tenho passado mais tempo a ver vídeos no youtube do que propriamente a ler blogs, por uma simples razão, é que os vídeos vejo e/ou ouço enquanto faço outra coisa qualquer, como limpar, costurar, cozinhar, etc, enquanto que para ler tenho que estar exclusivamente a fazer isso apenas. Por acaso como tenho estado de férias, até andei a ler alguns dos blogs que acompanho e gosto, mas realmente já não o fazia há muito tempo. 

Isto tudo para vos dizer, que sim, algumas das minhas sugestões de hoje vão levar-vos diretamente a alguns canais do youtube, como é o exemplo do canal ClutterBug. Descobri-o por acaso há uns meses e fiquei fã. Não só pelas dicas maravilhosas que a autora partilha, mas acima de tudo pela sua boa disposição, sinceridade e como no fim de cada video conta sempre alguma história pessoal que nos põe na certa a rir. 

Eu sou fã de lentilhas. Não sei quanto a vocês mas para mim é um alimento essencial na minha alimentação. Sei que muitas pessoas nem sabem muito bem como as cozinhar, por isso, deixo-vos hoje uma sugestão simples e fácil de fazer. 

Há histórias que acompanhamos e que nos fazem sorrir muito e chorar também. Sentimos tudo vivamente com quem escreve do outro lado do ecrã, mesmo que nunca os tenhamos visto na vida. Isso acontece-me com o blog Ideias Debaixo do Telhado, onde houve uma grande ausência da autora, mas que retomou agora com uma história fantástica que já me fez chorar bastante. Ainda por cima, há pouco tempo partilhou este bolo de chocolate que fiquei cheia de vontade de experimentar também. 

Encontrei aqui uma ótima sugestão para férias com os miúdos. A verdade é que por cá, estas duas semanas de férias que tenho estão a ser passadas em casa. O marido vai ter uns dias em Junho e gostavamos de ir a algum lado, mas ainda não temos nada planeado. 

sábado, 5 de maio de 2018

lamentos meus...lamentos meus...

daqui
Estes últimos dias têm sido estranhos. Estive de férias e segunda feira já volto ao trabalho. Não fiz nada de jeito para além de dar uma boa limpeza na minha cozinha. Estava a precisar! Este impasse entre uma casa e outra está a custar-me, já vos tinha falado mais sobre isso aqui
Estou saturada de várias situações na verdade... é o carro que parece nunca mais vir da oficina (já vos disse que lá está desde fins de Janeiro?)... é a casa que ficou ao abandono de repente e nunca mais lá fomos acabar o que falta... é o meu marido que não anda bem de saúde desde Janeiro (não é grave, mas incomoda)... sou eu que não tenho força de vontade suficiente para ultrapassar as minhas próprias barreiras... 
Enfim... hoje estou sem os miúdos e passei o dia a tentar distrair-me. Andei a ver vídeos, e fotos, a procurar mais e sempre mais inspiração lá para a outra casinha, já que finalmente convenci o maridão a irmos trabalhar nela amanhã. Não tendo os miúdos, desta vez não se conseguiu escapar. 
A minha preocupação desde sempre é tentar meter o que quero levar desta casa na outra. Alias também já falei sobre isso aqui. Nem sequer falo dos móveis, mas sim das nossas coisas, os nossos pertences pessoais, individuais dos quatro. Com o passar do tempo, tem-se tornado numa questão sensível para mim, que sinto, que me rouba saúde e sanidade na medida que fomos crescendo cá em casa. 
Entre pesquisas e outras acabei por dar com fotos de casas completamente atulhadas de coisas! Céus! Isso fez-me parar um bocadinho e dar-me uma chapadinha nas costas a mim mesma. Sim, porque por muito que me queixe da desorganização e desarrumação cá de casa, com brinquedos e roupa espalhados pela casa, a minha casa não está nem perto do caos monumental que vejo nessas casas. São espaços onde nem se consegue andar. Credo!!! 
Vejam alguns exemplos assustadores... dá logo vontade de continuar o meu caminho no desapego e continuar a destralhar. No entanto sinto, que não tenho muito mais que realmente já não queira. Talvez consiga destralhar umas papeladas, uns livros (tem sido um calcanhar de Aquiles até aqui), alguns retalhos de tecido, mas no que a destralhar diz respeito, coisas guardadas sem utilidade já não temos assim tantas. 

sexta-feira, 4 de maio de 2018

livros lidos em 2017

Tinha este post escrito nos rascunhos e esquecido. Apesar de irmos já em Maio, estou a publicá-lo agora. Gosto de ter estes registos, mais que não seja para minha própria consulta futura. Este ano a leitura decresceu novamente, mas espero entrar nos eixos em breve. 



Décimo Terceiro Conto - Diana Setterfield - Fevereiro/Março
O Homem que Sabe Pensar - James Allen - Abril
Três Homens Num Barco - Jerome K Jerome - Abril
Fazes-me Falta - Inês Pedrosa - Abril/Julho
O Segredo do meu Marido - Liane Moriarty - Julho
Antidoto - Jose Luis Peixoto - Julho
Loucura - Mario Sá Carneiro - Agosto
Todos os Escritores do Mundo Têm a Cabeça Cheia de Piolhos - José Luis Peixoto - Agosto
Fica Comigo Esta Noite - Inês Pedrosa - Agosto/Setembro
Manhã Submersa - Virgílio Ferreira
*Larga Quem não te Agarra - Raul Minh'alma - Dezembro

*este último aborreceu-me de morte e foi a causa de eu ter abrandado as minhas leituras. comecei por gostar, identifiquei-me com muitos dos textos, mas ao fim de algum tempo, aquilo pareceu-me tudo um pouco mais do mesmo, ali a enrolar e também eu comecei a enrolar a leitura, a pegar cada vez menos nele. e foi assim que só voltei a ler um livro do inicio ao fim em Abril. 

quinta-feira, 3 de maio de 2018

O mais novo

O mais novo tem sido muito diferente da irmã em quase tudo. Muitas vezes dou por mim a fazer comparações entre ambos, sem sequer me aperceber. Não é consciente, e sempre que me apercebo que estou a ir por ai tento não o fazer. Na maior parte das vezes é difícil não o fazer. Não por achar que um é melhor que o outro, apenas porque tenho de comparar e perceber que cada um tem tido o seu ritmo, a sua forma de ser, e eu mesma não tenho sido a mesma para cada um deles, por vezes sinto até que fui muito melhor mãe para ela do que para ele... 
Ela foi a primeira, havia mais paciência, havia mais tempo, ela era mais calma e interessada, o que ajudou a estimulá-la sem ter que forçar. Sinto-me culpada e frustrada por não ter dado o mesmo trato a ele, no sentido de fazer mil e uma atividades que estimulam o seu desenvolvimento. No entanto, não sei se para atenuar estes meus próprios sentimentos, percebo que nunca o forcei a nada. Ele não se interessava simplesmente, e eu não o forcei nunca. Isso também é bom, não é?! 
Tentei sempre respeitar os seus ritmos embora fossem muito mais lentos. Quando entrou para este jardim de infância onde está agora, não falava quase nada, com três anos feitos havia um par de meses. 
Em Janeiro passado iniciou a terapia da fala, e digo-vos que a diferença desde Setembro até agora é monumental. A terapeuta conheceu-o logo em Setembro e quando me reuni com ela em Dezembro, já ela achava que ele tinha tido uma grande evolução, mesmo sem terapia. Uma vez começada esta, tem sido sempre a melhorar. E melhorar a comunicação, a forma como se expressa e conseguir entender e ser entendido, tem feito milagres por aqui. 
Continua a ser um miúdo muito mais enérgico que a grande maioria, continua a ter o seu feitio especial, mas já nos vai ouvindo, seguindo as nossas indicações, já vai entendendo as consequências dos seus atos, para o bem e para o mal. Ao ritmo dele, lá vai alcançando objetivos que deveria ter atingido muito antes. 
Segundo a educadora, tudo isto se deveu ao desenvolvimento tardio da fala, que acaba por atrasar o resto; mas que está no bom caminho, e que acredita que vai conseguir acompanhar os outros mais tarde ou mais cedo. Resta dizer que é o mais pequenino da sala, onde a maioria já vai para a primária este ano (ele ainda tem 3 anos). 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

da chucha

O desmame da chucha parece estar a correr bem. A segunda noite a dormir sem chupa correu bem. Deitou-se sem a pedir porque já tinha estado a conversar com ele sobre isso, mas eu tive que ficar por perto. Primeiro a dar uns miminhos e depois só mesmo presente. Adormeceu facilmente, não sem antes brincar um pouco com um coelhinho. Dormiu a noite toda e por volta das 7h30, acordou e chamou por mim. Veio para a nossa cama e dormiu mais um par de horitas. A última noite já correu um bocadinho melhor. Antes de deitar ainda pediu a chucha, mas disse-lhe que já não havia e ele riu-se com ar malandro, do tipo "estava só a ver se pegava, mãe". Adormeceu com maior facilidade que na noite anterior, eu fiquei lá pelo quarto mas não ao lado dele. Pela manhã quando acordou (já mais tarde), apenas chamou por mim como fazia antes. 
Os avós vieram visitar e contámos a novidade e ele muito feliz porque já era um bocadinho mais crescido e já tinha dormido duas noites sem a chupa. Mais um passo em frente, mais um passo rumo à independência. Afinal, é esse o nosso papel como pais e educadores, não é? 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Bye bye chucha?!

daqui
Quando entrou para a creche no ano passado, o meu miúdo mais novo deixou, juntamente com os coleguinhas, de usar a chucha, nem para dormir a sesta ele a queria. 
Porém, em casa, sempre que ia dormir (sesta ou noite), ele pedia a chucha. Quando se magoava a sério também se consolava com ela. E sempre usou até esta noite. Ontem ao jantar fez uma grande birra, e conforme ia aumentando, o castigo que lhe dê-mos, foi colocar uma chucha de cada vez fora da janela. Eram três. 
Quando foi dormir tirámos as chuchas da janela, escondemos e dissemos-lhe que já não estavam, que um pássaro teria levado. Deitou-se sem grandes dramas, mas demorou eternidades a adormecer. Uma vez ou outra choramingou por mim, diz o pai que chegou a vê-lo à espreita na janela do quarto. A mim dizia-me que ainda não estava lá nada. 
Antes de eu me ir deitar, notei-o um pouco mais irrequieto. Deitei-me com ele, um miminho de mamã sabe sempre bem. Adormeceu em poucos minutos agarrado ao doudou. E dormiu a noite toda sem a chucha. Acordou bem cedo, às 6h e tal da manhã, e foi a precisamente a manhã sem a chucha que mais lhe custou. Levei-o para a minha cama, onde ainda tentou dormir um pouco, mas depois ficou muito choroso. 

daqui
Parte o coração vê-los assim, custa-me ser a má da fita que lhe tira aquela "bengala" que sempre teve, mas ele já vai fazer quatro anos, e não quero que a chupa interfira com a dentição. Eu já não era muito a favor de chuchas quando eram mais pequenos, quanto mais com estas idades. Sei que são só as horas em que dorme, e ainda assim já são demais por dia, mas agora que tentámos e não correu tão mal como esperava não penso recuar. 
Tenho a sensação que esta noite não será tão boa, embora tenha esperança de estar redondamente enganada. Este miúdo sempre nos surpreendeu... quando achamos que reagirá bem, por vezes não é o caso, e quando achamos que não é capaz ainda disto ou daquilo, ele faz, ou adapta-se que é uma maravilha. A irmã largou a chupa aos dois, um gato levou. A primeira noite custou um pouco a adormecer, mas depois adaptou-se bem. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A Arte de Organizar a Sua Vida |Hideko Yamashita|


Há uns dias atrás fui a Lisboa, para não me aborrecer muito na viagem, levei o livro que a minha amiga me ofereceu. O livro é A Arte de Organizar a Sua Vida de Hideko Yamashita (da editora Alma dos Livros) que tinha começado a ler no mês passado mas que acabou por ficar de parte logo a seguir porque me distraí a costurar desde então. 

Retomei então o livro durante a viagem para lá, mas foi na viagem de volta que mais li, e que fiquei a pouquíssimas páginas de o terminar. Sabem os livros da Mari Kondo? Pois bem, este não é muito diferente, embora o seja. Assim que comecei a ler achei que ia gostar mais deste método abordado pela autora. Esse método é o dan-sha-ri e começou por fazer muito sentido. 

Basicamente o dan significa fechar a porta àquilo que não merece entrar na nossa vida; o sha, livrar-nos do que já temos mas não precisamos, e o ri eliminar o desejo de adquirir o que não precisamos. Muito do que li no livro já coloco em prática, faz-me muito sentido, mas por outro lado, passagens houve em que fiquei de pé atrás. 

O desapego é bonito, é verdade. Cria em nós espaço para nos sentirmos bem connosco e com o que nos rodeia. Quando temos menos, a nossa vida fica bastante facilidade, mas promover o desapego só porque sim, não me parece bem. Nós temos realmente uma relação com as coisas, e por exemplo trocar de roupa todos os anos pareceu-me um desperdício. Ao fazê-lo estamos a promover o consumo de mais roupa. Não! Isso para mim não dá. Mesmo que uma peça de roupa tenha 20 anos, se estiver em condições e eu gostar (e usar!), com certeza não me vou descartar dela. 

Conseguir relacionar o peso que as coisas podem conter nas nossas vidas, nos relacionamentos e nas escolhas que fazemos é algo que se pretende quando se pratica o método dan-sha-ri. Pessoalmente, quando sai do comboio vinha cheia de vontade de começar a tirar coisas de casa para doar. Infelizmente cheguei tarde e ainda tinha costuras para terminar para o dia seguinte, caso contrário tinha-me jogado certamente à tarefa. 

Vale sempre a pena ler este tipo de livros, a meu ver pelo menos, pois acabo sempre por me sentir um pouco mais motivada a atingir certos objetivos, e também aprendo sempre algo novo. E vocês já o leram? Se sim, o que acharam? 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Destes Dias #15


Março e Abril não foram meses bonitos. As chuvas foram mais que muitas, e tivemos problemas por conta delas. Temos repassos no quarto e na casa de banho. Já tínhamos reparado o prédio no ano passado por conta disso mas de nada adiantou, basta chover um pouco mais para ter as duas divisões com água a pingar em vários pontos. Estou tão cansada disto! Felizmente a chuva deu tréguas e o calorzinho que se faz sentir lá vai secando as paredes, devagar, devagarinho. Entretanto fomos visitando a outra casa para ver se não tínhamos problemas com a outra também e está tudo bem. 

Sempre que o sol saiu e nós tívemos oportunidade tirámos os miúdos de casa, parques, praias, jardins... é que estar de férias com os miúdos e não sair de casa (tive uma semana na Páscoa) ia dando comigo em maluca. Felizmente tenho mais duas semanas agora (uma já quase foi, snif*snif) e talvez consiga fazer algo de útil. 


Tivemos um casamento pelo meio, de um amigo de ambos de longa data, daquelas pessoas que podemos estar sem ver durante anos e anos, mas que continuamos a gostar imenso deles e que não se esquecem de nós nas coisas mais importantes das suas vidas, nem nós deles. Para terem noção, eu nem conhecia a noiva pessoalmente e já namoravam há 10 anos. Mas aquele camelo! Fez-me chorar assim que entrou na cerimónia! Já tinha chorado ao ver uma noiva entrar (sobrinha e afilhada!) mas nunca um noivo!!! A verdade é que foi muito emotivo e nunca ninguém chorou tanto como neste casamento. Mas foi bonito, divertido, e memorável. 


Continuo sem o meu carro! Até já o trocámos de oficina porque sentimos-nos enganados na primeira, e apesar de estarem a levar também muito tempo nesta outra, ao menos vão-nos colocando ao corrente das voltas que têm dado e as dificuldades que têm encontrado pelo caminho. Mal posso ver a hora de ter o carro de volta, é que o dele desenrasca, mas não é solução ad aeternum para nós.

A minha filhota já só fala do aniversário dela (ainda faltam um par de meses, mas irra, a miúda sai à mãe). Este ano o dela calha a uma sexta e o do irmão na segunda seguinte. Como ele é mais pequeno, creio que vamos fazer a festa dela em casa no domingo, e depois para ele só na escolinha, uma coisa mais simples. Até aqui temos juntado as duas festas num dia só.

Já andei a reorganizar as roupas. Guardei a maior parte das malhas e peças mais quentes e tirei as peças mais frescas de verão. Como sempre consegui destralhar mais umas quantas que já não me agradavam tanto (só falta fazer isso com as do marido, mas convém ser com ele por perto). A roupa, é sem dúvida dos maiores monstros nesta casa. Parece que cresce de todos os cantos por si, que tem vida própria. Também vos acontece? O que é que vos chateia mais?