quarta-feira, 29 de julho de 2020

Primeiros dentes definitivos


O meu mais novo já perdeu os seus dois primeiros dentes de leite. Há umas semanas queixou-se que lhe doíam os dentes da frente (inferiores), fui ver se abanavam, mas nada. Porém continuava a dizer, volta e meia, que estava a doer. Nunca mais me lembrei disso até que há poucos dias voltou a queixar-se e a dizer que tinha um dente a abanar. Fui lá mexer e tinha mesmo, na verdade dois, o direito mais que o esquerdo. 

Mais um ou dois dias passaram e reparei que por detrás do dente do lado já estava um definitivo a romper, e nem sequer era esse que abanava mais. Acabou por engolir o dente sem se aperceber, há duas semanas. Hoje, enquanto eu estava a trabalhar, recebi uma foto do pai com o segundo dentinho. Finalmente vai receber a visita da fada dos dentes, ele estava tão ansioso por ela com o primeiro, mas ao engolir, não houve dente para a fada vir buscar. 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Só para registar

Que no dia do seu 6º aniversário, o meu menino acordou com o seu primeiro dentinho a abanar. Vamos ver se não leva quase um ano a cair como o primeiro da mana. Ele ficou elétrico com a novidade, afinal, finalmente irá receber uma visita da fada dos dentes.


sábado, 6 de junho de 2020

13-01-1955 ---- 22-05-2020

daqui
Há coisas que custam a sair para fora, que ficam presas na garganta. Dizer "o meu pai morreu" é algo que me vi forçada a dizer frequentemente ultimamente. Custa a sair, parece tão irreal. Depois de três semanas internado, a sentir-se abandonado, porque por culpa deste covid desgraçado não se podiam fazer visitas ao hospital, lá voltou uma semaninha para casa. Serviu essa semana para uma despedida que sabíamos que viria mais tarde ou mais cedo, só nunca pensámos que seria tão cedo. Passada essa semana, voltou para as urgências, onde umas horas depois, já na madrugada, o seu corpo sucumbiu à doença. Mais um que nos foi arrancado pelo cancro. 

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Destes Dias #25

Como passa o tempo. A última vez que publiquei foi logo nos primeiros dias da quarentena, quando ainda havia alguma esperança de isto não demorar tanto tempo. Passou tão rápido e ao mesmo tempo parece que levou uma eternidade até chegarmos aqui. 

Neste momento estou a pouco mais de meio de mais 15 dias de férias, mas o sítio onde trabalho nunca chegou a fechar, embora tenha alterado o seu horário de funcionamento) e claro, para a semana já volto ao trabalho. 

Estes dias têm sido uma montanha russa de emoções, e não tem sido só porque estamos de quarentena. Há uns posts atrás já tinha comentado que o meu pai não estava muito bem, e acabou por ser internado há quase duas semanas. Por conta do covid não são permitidas visitas no hospital, aliás, os dois primeiros dias foram desesperantes porque não o autorizaram a ficar com o telemóvel, e não conseguíamos contatar o hospital. Ou melhor, só nos atendiam a horas em que os médicos já não estavam e não nos podiam dar informações concretas do que ele tinha. Andávamos num desespero só, porque entrou com uma coisa nas urgências e quando tentávamos saber de alguma coisa, diziam-nos que tinha dado entrada com outra. Enfim, neste momento está estável, e aguardando o resultado dos exames. 

Sinto-me cansada. Mais do que o normal. O marido teve que fechar o café ainda em Março e desde então que está em casa. A minha carga doméstica aliviou muito porque estando em casa, ele ajuda imenso, até aprendeu a cozinhar para além de massa com atum... a sopa dele é melhor que a minha! Mas sinto-me cansada ainda assim. 

Quando estou a trabalhar, é o não-pára-nem-para-respirar, não dá, temos uma pessoa (de três) a menos, um horário reduzido e uma maior procura. Entretanto, como costuro, tenho recebido imensos pedidos de máscaras (ainda antes de se achar que se calhar até devíamos usar todos) e dias houve em que eu chegava do trabalho, almoçava e passava o resto do dia a tratar desses pedidos, literalmente o resto do dia, fazia uma pausa para jantar e voltava ao trabalho. Agora cortei com isso, aprendi a dizer não, caso contrário rebentava. Continuo a fazer algumas, mas acima de tudo, quis voltar a costurar as coisas que me entusiasmam mais, principalmente agora que o uso se tornou obrigatório e supostamente é fácil de encontrar no mercado. 

Juntou-se entretanto a escola em casa para a mais velha e o entreter o mais novo para deixar a irmã estudar. Os meus, gostam de estar em casa, aqui, não estão completamente fechados em casa, têm rua, têm campo para brincar... e têm-se um ao outro, noto-os mais amigos. Por eles, e nas palavras deles, a escola seria sempre assim, em casa. 

quarta-feira, 18 de março de 2020

Quarentena



Não há como não falar do assunto do momento. O covid-19, como é óbvio. Afinal, estamos todos metidos no mesmo barco. Pergunto, como tem sido por ai? 

Por cá não temos uma quarentena integral. O pai, continua a trabalhar fora, eu trabalho alguns dias fora, outros em casa, e os miúdos esses sim, estão em casa desde o dia 13 (sexta-feira). 

Ficar em casa com duas crianças não é fácil, temos que assumir todos os papeis ao mesmo tempo. Em primeiro lugar, temos que lidar com as emoções, temos que saber explicar aos nossos filhos o que está a acontecer e porque é que não podemos ir aqui ou ali. 

Depois, temos trabalho para fazer em casa (alguns de nós), temos que alimentar a família, - que, fechada em casa todo o dia, parece não conseguir pensar em mais nada - , temos as tarefas domésticas normais, temos que ter tempo para entreter os miúdos. 

«Ah, aproveitem para ler, meditar, fazer isto e aquilo»... de certeza que isto não é para os pais com crianças pequenas em casa, pois não?! Mas, é o que há. Chegamos ao fim do dia estafados, mas a fazer os possíveis para que tudo corra da melhor forma. 

Por aqui, temos mais ou menos uma rotina. Nos dias que estou em casa, faço a parte escolar logo pela manhã, depois mando-os brincar na rua (temos a sorte de morar no campo, por isso não estamos confinados a quatro paredes, o que ajuda muito!) enquanto faço o almoço. Andam de bicicleta, correm, saltam, gritam um bocadinho... Nos dias que não estou (que é só pela manhã), o pai faz ginástica com eles, e a escola passa para a tarde. 

Depois do almoço, arrumamos a cozinha, fazemos tarefas, fazemos uma actividade, brincamos. Um pouco mais tarde, dou-lhes os tablets* e deixo-os um bocadinho por lá. Aproveito para trabalhar se tiver trabalho para fazer. Faço o jantar. Vemos tv juntos (adultos) enquanto eles lêem livros, ou se entretêm juntos. 

E por ai? Como gerem os vossos dias nestes tempos difíceis para todos? 

* Normalmente só os têm aos fins de semana, mas esqueçam lá isso. Se até os adultos recorrem que nem loucos aos eletrónicos nestes dias, como dizer que não? Procuro isso sim, que antes façam os trabalhos escolares e outras atividades antes dos ecrãs. Quero que saibam que não são a prioridade. 

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Lido ultimamente

Vinha aqui publicar sobre o último livro que li, e percebi que não tenho publicado sobre as minhas leituras há muito tempo. Ora, aqui fica um breve resumo das leituras do passado ano (após a última vez que publiquei que foi em março). 

Abril:
- Dezasseis Esqueletos na Minha Coleção - Hitchcook
Uma série de estórias de terror. Entretém, mais não tenho a dizer. 

Maio:
- Falai no Mau - Hitchcock
Mais uma coleção de pequenas estórias de terror pelo mestre do mesmo. 
o melhor livro que li nos últimos tempos. Um romance sobre uma menina empurrada a tornar-se cortesã, que se apaixona, cuja vida dá uma grande reviravolta. Um livro onde erotismo e emoção se juntam. Juro-vos, li este livros em dois dias porque simplesmente não conseguia pousá-lo. Mal o largava para me alimentar e cuidar das necessidades básicas. As minhas e as dos meus filhotes. Aconselho-o vivamente. 

- Drácula - Bram Stoker 
O clássico que queria ler há muito tempo e que finalmente risquei da lista. Maravilhoso!

Outubro:
 
Levei um par de meses a ler este, por isso só o terminei em Outubro. Não me perguntem porquê, mas gosto particularmente de livros com história. E quando digo história, é História mesmo, e este levou-me a mais uma época que mostra o pior que existe no ser humano. Levou-me a uma Lisboa cristã, em 1506, impiedosa, com perseguição e fogueiras para aqueles que não seguiam o mesmo credo. Extremamente bem escrito, permitiu-me conhecer um pouco mais sobre a vida dos judeus e dos seus costumes. Para além dos fatos históricos, é um romance sobre um jovem que se depara com a morte do seu tio/mestre cabalista, encontrado junto a uma jovem, ambos despidos de suas roupas. 
Adorei este. ⇧TOP⇧

Um retrato histórico rigoroso de uma época que marcou o nosso país. Uma memória sobre a intolerância religiosa que não pode ser esquecida. Um grande livro reconhecido como uma obra de referência. in Vila Nova

Uma história verídica contada pela própria Zarah Ghahramani, que se tornou prisioneira de um regime opressivo. Durante semanas foi mantida em cativeiro, sujeita a interrogatórios e tortura. Somos previligiados por termos nascido onde nascemos, por gozarmos de liberdade de expressão, por podermos ser quem somos. Zarah foi criada num seio familiar liberal, mas fora das suas quatro paredes tinham que fingir ser quem não eram para não sofrerem represálias. Um livro que me fez pensar bastante, de ver o quão mau o ser humano consegue ser, e acima de tudo, agradecer pela liberdade que tenho. Por vezes esquecemos que para outros, ela não vem tão naturalmente. 

E para estrear 2020:


Depois, como primeiro para 2020, optei por um livro diferente, mas que também aborda um tema que é, para mim, de grande interesse pessoal e do qual não me canso de ler mais e mais. Encontrei este livro, por acaso, entre outros numa feira das velharias e como é óbvio trouxe-o comigo. Levei dois meses para o ler, porque não conseguia fazê-lo de uma assentada só. 
O nome é Vida Depois da Morte, e é uma colectânea de vários autores, que  abordam ou tentam um lado cientifico para o que acontece após a morte do corpo. O livro é composto por estudos, ensaios, publicações... nem sempre fáceis de ler, e outras um tanto ou quanto repetitivas. Ainda assim, tentam abordam as duas vertentes, a daqueles que negam a existência de qualquer tipo de continuação após a morte física do corpo, e aqueles que acreditam, que a alma, essência, seja o que for que nos tornam únicos, segue, noutro nível, noutro universo. 
O livro aborda as visões dos ioguis e do xamanismo. Crenças de reencarnação, argumentos sobre experiências fora do corpo, e de quase morte. No fundo, dá-nos toda a informação recolhida que suporta uma evidência sobre o que pode ou não acontecer após e morte e convida-nos a refletir, a tirar as nossas próprias conclusões, as nossas próprias visões e crenças sobre o que acontece uma vez chegado o fim da nossa vida na terra. Eu acredito em reencarnação desde que me conheço como gente, é quase como uma certeza absoluta que nasceu comigo. Se o posso explicar? Não. Se preciso fazê-lo? Também não. Gosto de saber mais sobre as ideias dos outros, e como as defendem, isso sim. 

Alguns dos autores do livro são: KEN WILBER, STANISLAV GROF, RUPERT SHELDRAKE
E GARY DOORE (ORG.)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

motivação


Todos nós sabemos que um lar se constrói aos poucos, e desde que nos mudámos que a metamorfose da nossa casa tem sido uma constante. Põe aqui, tira dali, sempre foi algo que eu fiz, chega a ser terapêutico. Ainda morava com os meus pais, logo nos primórdios da adolescência e já eu passava noites em branco - literalmente - a mudar tudo no meu quarto. E não eram apenas os objetos decorativos, eram os móveis também. 

Desde que tenho casa própria que o leque de coisas a mudar de sítio aumentou, e os meus móveis geralmente passeiam de cómodo em cómodo sempre que se justifique. Aqui, na mini casa, isso não acontece tanto, porque ela é mesmo mini, e nem tudo cabe em todo o lado. À conta deste meu mexe aqui, mexe ali, há sempre um canto, um lado mais escondido cheio de tralha que tiro, meto numa caixa e fica ali para eu destralhar quando tiver tempo/me apetecer. 

Comecei este ano, cheia de vontade de destralhar mais e melhor, e acho que todas as divisões da casa, estão neste momento em modo: 1 lado picture perfect, o outro já tratavas disto. A verdade é que vejo resultados nos meus esforços e isso motiva a continuar. Sinto-me melhor com este nosso espaço. Acho que andar a encher a sala de plantas me tem trazido uma sensação muito boa ao entrar nesta divisão. Gosto tanto de as ver, alegram-me o animo e sinto-me com coragem para fazer as pequenas coisas que vou empurrando com a barriga. 

Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar.  Por aq...