quinta-feira, 15 de abril de 2021

Lidos nas últimas semanas

Sabem uma coisa? Estou super entusiasmada com as minhas leituras. Apesar de não ter feito grandes resoluções este ano, uma das coisas que me propus fazer foi ler mais do que no ano anterior. Várias vezes me tenho desafiado a ler pelo menos um livro por mês, o que já seria muito bom, - por entre tudo o resto que há para fazer, - e facilmente me desiludo quando fico aquém do desejado.

Para este ano, coloquei um objetivo menos exigente a mim mesma. Por favor, lê pelo menos oito. Oito livrinhos apenas. Teria cerca de mês e meio para cada um. Não contava com a imensa vontade que tenho sentido este ano de me afastar de tudo o que me consome de forma menos positiva, e agarrar-me de unhas e dentes a todo o oposto. Tudo aquilo que faço tão somente por mim, que me transfere para um outro lugar.

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E ler é uma dessas coisas. E tem fluido, sem esforço, sem obrigações. Estamos em Abril e estou a terminar o quinto livro do ano. Depois desteeste, li O Bosque dos Pigmeus de Isabel Allende, umas das preferidas. 

O Bosque dos Pigmeus faz parte de uma trilogia, mas aqui a je começou precisamente pelo último dos três. Mas quando o comecei não sabia que era uma trilogia. Adquiri o livro em segunda mão, com mais um outro da autora. Felizmente a minha irmã tem os três e já lhe pedi que me empreste os primeiros, e esses sim, quero ler na ordem certa. 

Que gosto muito da forma como I. Allende escreve já vocês sabem. E gosto particularmente como mistura realidade e fantasia, e o quão espiritual consegue ser ao mesmo tempo. Mais uma vez, ler Allende foi não conseguir colocar o livro de lado, mesmo quando os olhos queriam cerrar para o belo descanso merecido ao fim do dia. 
 

S i n o p s e :

Depois da Amazónia e dos Himalaias - cenários dos primeiros livros da trilogia -, desta vez a aventura decorre em África, onde Nadia e Alexander acompanham a avó Kate em mais uma expedição da International Geographic.

Uma série de peripécias e os ciúmes de um elefante vão animar a semana que o grupo passa num safari. Mas o aparecimento de um padre espanhol vai alterar completamente os planos de terminar a reportagem e voltar para a capital, arrastando todo o grupo para um bosque misterioso habitado por pigmeus. Aí, e seguindo o rasto de dois missionários desaparecidos, instalam-se numa aldeia governada pelo rei Kosongo, pelo comandante Mbembelé e pelo bruxo Sombe, um triunvirato assustador que escraviza os pigmeus e o seu próprio povo para enriquecer com o contrabando.

Em O Bosque dos Pigmeus, o livro que encerra a trilogia As Memórias da Águia e do Jaguar, Isabel Allende faz-nos descobrir novamente um mundo mágico e misterioso.

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Depois li um livro que tinha em lista de espera há uns bons meses, creio que o encontrei também na feira das velharias local (eu e os miúdos adoramos fazer caça ao tesouro, e temos umas saudades disso que não imaginam!). Gosto de livros históricos, já vos disse, gosto tanto de saber como as coisas aconteceram, como eram... Este não é no entanto, um livro histórico no real sentido da palavra, e sim um romance, porque vários dos fatos não estão precisamente datados, ou algumas lacunas foram preenchidas pela autora, a própria história de Joana, a Papisa nunca foi provada/aceite como verdadeira, embora tenha atravessado os tempos de boca em boca, e existam até alguns documentos que a mencionam.  

Não foi propositado mas este ano não li um único livro em que o pior do ser humano não fosse destaque claro... ora vejamos, comecei pela guerra na Bósnia, passei pela segunda guerra mundial e extermínio aos judeus pelas SS, atravessei uma Africa onde uma tribo vive escravizada e chego a este livro A Papisa Joana de Donna Woolfolk Cross, numa época em que as mulheres não eram tratadas como seres humanos. 

Diz a lenda que Joana viveu no século IX e que disfarçada de homem chegou ao cargo mais elevado dentro da Igreja Católica, tendo-se tornado Papisa. O livro conta a sua história desde que era apenas uma menina, que já sentia na pele o fardo pesado de ter nascido mulher numa era completamente misógina. Mas Joana era inteligente, e foi usando o seu dom para os estudos que trilhou o seu caminho até chegar a Papisa. 

Algumas passagens do livro não são para os mais fracos. Por várias vezes me senti uma felizarda só por poder estar a ler aquelas páginas, porque as mulheres tiveram que passar por muito, mesmo muito, coisas inimagináveis para nós hoje em dia, para que neste momento, nós pudéssemos ser tratadas com dignidade e não como mera carne para canhão. Mas o que mais me alcançava era saber que em várias partes do mundo, ainda existem tantas mulheres que passam por horrores tão similares, mesmo nos nossos dias. Umas tivemos mais sorte do que outras. E não pude deixar de ler as piores passagens com isso em mente, a agradecer pelo meu privilégio e a desejar que não fosse um privilégio de algumas, e sim a realidade de todas. 

Não consegui colocar o romance de lado, mesmo! Cheguei mesmo a sacrificar umas boas horas das minhas férias onde tinha planeado outros afazeres, só para continuar a ler, folha após folha. Completamente viciada nisto. Nunca vi o filme, e quero muitoooo ver. 



S i n o p s e :

No ano de 814, Idade Média, que ficou conhecida como a Idade das Trevas, as mulheres eram impedidas de estudar, podiam ser estupradas e até mortas pelos maridos. O conhecimento estava sufocado, os países hoje conhecidos na Europa não existiam, nem os idiomas modernos. Cada região tinha o seu dialeto e a lingua culta era o latim, herdada do Império Romano, que já havia sido derrubado pelas invasões bárbaras. Foi neste período sombrio que uma mulher passou a maior parte de sua vida vestida de homem, estudou medicina, foi médica do papa e tornou-se ela mesma papisa - durante dois anos. A história da Papisa Joana foi conhecida até o século XVII, quando o Vaticano resolveu apagá-la da história da Igreja. Não adiantou. Dona Woolfolk Cross pesquisou, descobriu os arquivos e achou a história tão fascinante que a transformou num romance, em que aventura, sexo e poder cruzam-se com maldições, guerras e heresias.

segunda-feira, 8 de março de 2021

O Farmacêutico de Auschwitz |Patricia Posner|


SINOPSE

O Farmacêutico de Auschwitz relata a história pouco conhecida de Victor Capesius, um vendedor de produtos farmacêuticos que, em 1943, entrou para a SS e rapidamente se tornou o farmacêutico-chefe de Auschwitz, o maior campo da morte da Alemanha nazi. Baseando-se em arquivos secretos e documentos até agora confidenciais, Patricia Posner revela o reinado de terror de Capesius naquele campo, a sua fuga à justiça - em parte alimentada pelo ouro que ele tinha roubado das bocas de cadáveres - e também como um punhado de corajosos sobreviventes e um destemido promotor público, finalmente, o levaram a julgamento por assassínio vinte anos depois do fim da guerra.

O Farmacêutico de Auschwitz apresenta-nos um vislumbre fascinante do pacto do Diabo feito entre os nazis e o maior grupo empresarial da Alemanha, a I. G. Farben. Esta é uma história de homicídio e de ganância com as suas raízes no coração do Holocausto. É relatada por meio de figuras de proa nazis e industriais transformados em criminosos de guerra, agentes secretos e promotores zelosos, intrépidos sobreviventes dos campos de concentração e caçadores de nazis.

Num cenário que abarca a guerra lançada por Hitler para conquistar a Europa, a Solução Final e os esforços da Alemanha do pós-guerra para encarar o seu passado sombrio, Patricia Posner mostra-nos as terríveis profundezas às quais homens banais são capazes de submergir, quando desconhecem limites impostos pela consciência e pela mais vaga noção de moral.


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O tema da II Guerra Mundial é um tema que me desperta sempre interesse desde que ouvi falar sobre o mesmo pela primeira vez na escola. Mostraram-nos na altura um filme/documentário sobre Anne Frank que me marcou profundamente. Claro que pouco depois li o livro. 

Dói ler estes relatos históricos, por vezes é quase impossível conseguir imaginar o que milhares de pessoas sofreram nas mãos de nazis sem qualquer pingo de humanidade. Os testemunhos dos sobreviventes são por vezes tão brutais, tão inacreditáveis! Hoje, à distância dos anos passados ouvimos falar do Holocausto e parece que não nos toca, mas devia. Devemos falar sobre isto sempre, mostrar a todas as gerações depois de nós o quão diabólico o homem consegue ser. 

Curiosamente, enquanto li o livro cruzei-me com dois documentários na tv sobre esta altura, entre uma coisa e outra, nomes que se repetiram entre os livros e os documentários, senti que consegui perceber ainda melhor esta história e o quão condescendentes os alemães do pós-guerra foram com estes criminosos de guerra que na sua maioria escaparam impunes, ou com penas tão insignificantes que foram quase uma ofensa para os sobreviventes, um outro tipo de tortura.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Vir ao Mundo |Margaret Mazzantini|

 


Sinopse

Gemma deixa para trás a sua vida e entra num avião com o filho de dezasseis anos, Pietro. Destino: Sarajevo, uma cidade entre o Ocidente e o Oriente, ainda cicatrizada pelas feridas de um passado recente. À sua espera no aeroporto está Gojko, um poeta bósnio, velho amigo, que durante os dias festivos das Olimpíadas de Inverno de 1984 apresentou Gemma ao amor da sua vida, Diego, um fotógrafo que captava cenas de beleza estonteante nos reflexos de poças de água.
Este romance conta a história do seu amor, de dois jovens em tempos frenéticos e envelhecidos pela guerra. Uma história de amor tão apaixonada e imperfeita como apenas o amor verdadeiro pode ser, num ambiente contemporâneo e devastador do mundo em guerra e em paz. 

Há pouco mais de uma semana acabei de ler este livro. Adquiri-o numa feira das velharias pré-covid, e pela sinopse do mesmo fiquei interessada nele. Só no fim deste ano que acabou é que peguei nele, e não fazia ideia do quanto me ia tocar, do quanto iria sentir as palavras desta obra. 

A narrativa é absolutamente cativante, e a história em si é devastadora. Por entre as linhas revi pedaços de mim, dores e sentimentos que guardamos tão para nós mesmos, e que quando alguém os transpõe para fora, fazem com que se nos aperte o peito... mesmo que tenha sido tudo lá para trás, distante. 

A ação principal decorre na cidade de Sarajevo, num cenário de guerra, mas temos também uma imagem de como era a cidade antes, das suas gentes, e como se tornou alguns anos depois, como afetou quem passou por horrores que mesmo que nos sejam descritos ao detalhe, quem não esteve lá, quem não passou por isso não pode compreender. 

Há passagens tão brutais que dei por mim a suster a respiração, a ter que fazer uma pausa, engolir um suspiro ou outro em seco, para poder continuar. 

Lembrei-me muitas vezes de ser menina e ouvir falar desta guerra. Dos horrores que era uma guerra, e de ficar aterrorizada porque cheguei a ouvir o barulho ensurdecedor de (penso eu que eram) caças a sobrevoarem-nos. Na altura morava em Espanha, e não me perguntem porque conseguíamos ouvi-los de vez enquanto, mas aconteceu algumas vezes e toda eu tremia. 

Este livro é a história de Gemma, do amor da sua vida Diego. Mas é muito mais, com muitas outras histórias pelo meio, vidas cruzadas, dor e superação. Com um final surpreendente, deveras tocante. Não conhecia a autora, mas fiquei encantada pela sua escrita. Encontrei este belo resumo deste livro, eu jamais o descreveria tão bem. 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

O arrastar dos dias

O arrastar dos dias

    São todos iguais. Poucas diferenças encontro de uns para os outros, e sem querer, sem sequer pensar muito nisso, vou-me perdendo um pouco mais. Desligo. Desligo tudo e digo que não tenho tempo para nada. Dou passos, por vezes largos, por vezes arrastados. Nem sei muito bem o que ando a fazer. Mesmo quando tenho a cabeça cheia de ruído e vontades. Os dias. Pouco alteram uns dos outros, mas até as coisas que me davam prazer, têm ficado para trás, uma a uma, depois dos dias, semanas, meses, anos. Olho para a pilha de coisas que tenho para fazer - não aquelas que temos de fazer quer se goste ou não - olho para a pilha de coisas que tenho para fazer. Coisas que gosto de fazer; e não sei por onde começar! Não sei! E penso que amanhã vai correr melhor, que amanhã vou acordar com maior energia, com maior vontade. E amanhã, volto a ficar sentada (ou de pé), mas sem saber por onde começar.

Escrevi isto em 2016 num outro blogue, hoje por algum motivo encontrei esta publicação. Há muito tempo que vivo com esta sensação diariamente. Por vezes paro para tentar perceber quando é que isso começou, porque é que isso começou. Ao reler esta e outras publicações do mesmo ano, creio ter percebido que foi ali, nos primórdios desse ano que tudo começou a pesar, a arrastar-se, preso a mim, um peso que carrego sem saber como aliviar. Porquê? Nem sei bem. Foi o ano que voltei a trabalhar fora de casa, é verdade, mas esta publicação, por exemplo é anterior a isso. Todos os dias me deito a acreditar que o dia seguinte será melhor, que eu serei melhor, que farei mais... mas... 

domingo, 3 de janeiro de 2021

desafio: 3 meses sem compras (3º e último mês) ... e já agora, bom ano novo!



Então bom ano minha gente! Mais uma virada e toda a gente cheia de esperança neste novo ano. Não estou nem eufórica nem apática em relação a 2021. Estou aqui para ver o que trará. 

E chegado Dezembro ao fim, chegou também o meu desafio dos 3 meses sem comprar roupas ou tecidos. Se a memória não me falha, este é capaz de ter sido o melhor dos três meses, apesar do Natal. 

A verdade, é que este ano não andei feita louca a tratar de prendas de Natal. Há vários anos que queria passar a oferecer só às crianças mas nunca mais arrancava com isso. O ano passado já consegui reduzir e agora neste é que foi mesmo a bombar. Só dei prendas de Natal às crianças mais pequenas, algumas mais velhinhas já ficaram de fora... 

A única pecinha de roupa que comprei, foi uma camisola interior de algodão para o meu miúdo, o tecido era muito bom e estava a um preço simpático, não quis deixar de aproveitar pois ele até precisa. AH! Lembrei-me agora, comprei duas (ou três) leggings para mim com pelinho por dentro porque o frio apertou e eu sou uma moça friorenta. 

Estou livre outra vez para comprar o que me apetecer sem remorsos - diz ela, que na verdade nunca compro assim ao deus dará se não precisar mesmo -  e a minha sobrinha já me cravou para ir com ela aos saldos gastar o dinheiro que recebeu no Natal. Lá terei de ir, vou espreitar uma camisolas para a minha mais velha também. Mais um pulo! Muitos pulos dão estes miúdos, quando uma pessoa acha que está orientada com a roupa deles. Lá vêm os pulos, ora dum ora doutro e lá vamos às comprinhas. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

A mim não me enganam - um ano sem ir às compras |Judith Levine|

Antes do fim do ano ainda consegui terminar mais uma leitura. Estava com pouca fé de o fazer, mas olha, lá foi. Mesmo que comece agora outro, muito dificilmente o termino antes de 2021. Mais uma vez, este foi um livro que me encontrou a mim, mais do que eu a ele. De qualquer forma, veio parar-me à mão por acaso. Uma vez que eu já tinha feito uma coisa assim, fiquei curiosa e acabei por trazê-lo comigo. 


Então, Judith e o companheiro decidiram cortar em todas as compras não essências durante um ano inteiro, e foi um desafio que aceitaram fazer juntos. O livro, é um registo, feito pela autora, dos seus sentimentos, preocupações, objetivos e afins durante a experiência. 

Por vezes era um bocadinho chato, pois entrava demasiado no tema da política, que para além de não me interessar, é uma política e modo de vida à americana, e ainda por cima de há mais de uma década atrás. Fora isso, foi interessante acompanhar o que foi mudando durante um ano, no desafio deste casal. 

Foi por estar a ler o livro que também me lancei no meu desafio dos três meses sem compras, embora o meu desafio tenha sido mais leve, mais direcionado à roupa e aos tecidos. Mal sabia eu que praticamente, o tempo para as costuras seria tão pouco. Por acaso hoje fiz uma prendinha de natal costurada, mas tirando máscaras, não me lembro de qual foi a última coisa que fiz (e mesmo as máscaras já devem ter umas duas semanas). 

Fiquei muito aquém dos desejados doze livros por ano. Este 2020 foi pior que o anterior, fiquei a sete livros do meu objetivo, enquanto que muita gente teve imenso tempo para colocar a leitura em dia durante o confinamento, eu acabei por ter muito menos tempo livro, porque onde trabalho nunca fechou, e os dias que fiquei em casa, foram para os miúdos e para costurar máscaras quando elas ainda escasseavam e eram às dezenas todos os dias. 

E agora, é esperar que 2021 seja melhor em tudo, para todos. E que eu consiga recuperar uma assiduidade nas leituras que perdi ao longo do tempo. E vocês, leram muito neste último ano?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Destes Dias #26



Anda tudo contentinho da vida, porque 2020, - este ano que todos queremos riscar do mapa - está a chegar ao fim. Abano-os ou não? Não sei, mas parece-me cá a mim que não é só porque 2020 chega ao fim que todos os males e problemas se apagam com ele. 

Não é que eu esteja a ser pessimista, será mais... realista, talvez?! Não creio que 2020 tenha sido fácil para ninguém, a todos, de uma forma ou de outra nos tem afetado. 

Estou grata porque em nossa casa, pelo menos trabalho não deixou de haver, para além daquelas duas semanas em que o marido teve de fechar o café. Pelo contrário, eu passei a ter muito mais trabalho, tanto no sítio onde trabalho fora de casa, como no meu "part-time" em casa. Ninguém muito próximo de nós - que se saiba - teve Covid, e embora com a nova realidade geral, as nossas vidas não foram assim tão balançadas. Por isso estou grata, e espero que assim continue. 

Mas outras coisas menos boas este ano também trouxe. Levou-me o meu pai e nem o pudemos acompanhar nas semanas que passou no hospital. Pelo menos a última semana esteve em casa, em família e isso também foi bem melhor que morrer sozinho no hospital, sem qualquer contato da nossa parte, porque por culpa do Covid as visitas estavam fora de questão 

Apesar do aumento de trabalho no nosso espaço, ainda fomos arranjar mais trabalho à pala de uma grande remodelação de funcionamento interno, que me trouxe mais trabalho, mais responsabilidade, mas nem por isso mais ganhos ou outras valias, levando-me ao limite e a "rebentar" numa espécie de ataque de ansiedade. 

Para terminar, o meu carrinho berrou. Foi-se. O arranjo não compensava, e ninguém me garantia que daqui a pouco tempo não fosse parar à oficina novamente. Felizmente tenho os melhores amigos do mundo (poucos, mas bons, não é assim que deve ser?!) e colocaram-me um carro à disposição para andar até resolver o meu problema. 

Nestes dias, noutros anos, andaria louquinha a fazer prendas de Natal. Este ano tenho umas duas ou três, se tanto e nem tenho muita vontade de me dedicar a isso. Nem sequer a comprar, quanto mais a fazer. Por outra parte, existem algumas pessoas a quem quero mesmo dar um miminho, e ando dividida. Enfim... como andam estes dias por ai?

Regresso às aulas numa escola nova

Estamos novamente naquela altura do ano em que os miúdos voltam para a escola, o tempo começa a esfriar, e os recomeços tomam lugar.  Por aq...