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sexta-feira, 9 de março de 2018

Destes Dias #14


Nestes dias todos em que tão pouco disse por aqui, muita coisa se passou. Olhando assim para quase um mês atrás, eis o que me andou a ocupar...

Para começar, fiquei sem carro. Já havia algum tempo que ele dava sinais de ter um problema qualquer e começámos a suspeitar da bomba de injeção quando começou a piorar. Foi à máquina, confirmou-se que era mesmo esse o problema, e lá foi para a oficina. O meu mecânico não deu conta do recado e passou-o a outro perito no assunto, que por ser expert não tinha tempo para fazer o arranjo, assim que há cerca de mês e meio que ando a partilhar carro com o marido. O desgraçado tem sofrido mais do que eu, que como trabalho bem mais longe e sou eu que levo os miúdos pela manhã, calhou-me ficar com o carro a maior parte do dia, ele coitado vai à la pata para o trabalho que fica a uns minutos a pé de casa. Não seria nada de mais, não tivesse estado o tempo como tem estado. 

E por falar em tempo, isto andou feio cá para o Sul. A vila onde trabalho foi bastante mal tratada com a passagem do tornado no fim de semana. As histórias que me chegaram em primeira mão, no mínimo assustadoras. A mim passou-me um bocadinho ao lado, literalmente. Parece que o fenómeno atacou bastante à nossa volta, mas aqui onde moro fomos poupados. Apercebi-me da trovoada, e de pequeníssimos cortes de energia, mas nada de especial. Soube depois que onde temos a outra casa, o corte de energia durou das 15h até às 24h. Só percebi o que realmente tinha acontecido no dia seguinte ao chegar ao trabalho. Pelo caminho notei as árvores caídas nas beiras, e placas que desapareceram, mas só mais tarde tive noção do pânico pelo qual algumas pessoas passaram. Nesse domingo tinha pensado ir ao shopping em Faro para ver o que havia para o casamento do meu amigo, mas os meus pais passaram cá por casa e acabámos por não sair. Menos mal. Agora andamos todos receosos, diz-se que se espera outra para hoje ou amanhã. Como só trabalho a meio termo, já decidi, vou buscar os miúdos cedo, e não saio de casa até domingo. 

A miúda desistiu das aulas de dança, não que não estivesse a gostar, mas diz que prefere o ioga. Insisti com ela, perguntei-lhe mil  vezes se tinha a certeza, se não se ia arrepender, mas garantiu que não. Então saiu. Inscrevi-a a ela nas aulas de ioga, e também ao irmão. Tiveram a primeira aula a semana passada e parece que correu tão bem que o pequenino não queria vir embora. No dia seguinte, perguntou-me se podia voltar lá. 

Recebi como prenda um livro de uma amiga e isso motivou-me a retomar as leituras. Detesto deixar livros a meio, mas optei por fazê-lo com o que comecei em Dezembro e que me deu cabo do bom ritmo que levava. 

Fiz bolachas húngaras. Há imenso tempo que não as fazia, e sabem tão bem. Na verdade, não fazia nem essas nem outras quaisquer. Os miúdos adoraram, e de certeza que farei mais quando acabarem (a receita que tenho rende imenso, dois tabuleiros de forno). 

Precisei de uma consulta com um Osteopata. Desde miúda que tenho uma escoliose, com a qual aprendi a viver. Quando me quer chatear um pouco, eu tento ignorá-la, mas desta vez a coisa estava mesmo feia, já nem conseguia virar o pescoço nem nada. Levei uma porradinha valente, sai de lá pior do que entrei, mas um par de dias depois estava bem melhor. 

O meu miúdo iniciou a terapia da fala a meados de Janeiro e a diferença na forma como se expressa é monumental. A evolução já vinha desde o início nesta nova escolinha, mas uma vez na terapia nota-se ainda mais. 

Muito mais se passou, mas isto já está a ficar longo... 

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