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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Perspectiva

daqui

Não tenho por hábito entrar em casa alheia para bisbilhotar o que têm. Nem sequer ligo muito ao facto da casa estar arrumada ou não. Não me interessa, na verdade, já que não sou eu que lá moro, não é a minha realidade a que se encerra dentro de outras quatro paredes que não as minhas. 

Mas hoje, entrei em casa dos meus vizinhos de baixo e fiquei um bocadinho perplexa. Ou seja, a casa em si é igual à minha (ou quase vá, que ambos temos obras/alterações feitas), então fiz imediatamente uma comparação não intencional. 

Juro que troquei os olhos umas quantas vezes e me senti um bocadinho zonza. É que se eu acho que tenho tralha a mais em casa, e ando sempre com vontade de tirar mais e mais para fora, aquela casa não sei. Móveis até mais não, onde todas as superfícies estavam carregadas de biblos, molduras com fotografias, pequenas coisas perdidas aqui e ali, mas muitas... muitas!

E no fundo, isto ainda me deu mais vontade de reduzir ainda mais o que temos cá em casa, é que dei-me conta que tanta coisa, tanto acumulo me deixou um pouco claustrofóbica. A pouco tempo (espero!) de me mudar para uma casa mais pequena, quero levar connosco o essencial dos essenciais, e destralhar tudo o resto que me seja possível. 

2 comentários:

  1. Os gostos variam :) Também tive uma altura que achava que quanto menos coisas em casa melhor, agora já gosto de ver mais coisas... Objectos que representem momentos, muitos livros, molduras, decorações olha...enfim... vá la a gente perceber...Ao longo da vida tb mudamos junto com as casas
    bjs
    http://www.receitasfaceisrapidasesaborosas.pt/

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  2. Eu sinto o mesmo muitas vezes. Não em relação a vizinhos mas em relação à casa onde cresci e à casa de pessoas da geração dos nossos pais. Tanta mas tanta tralha inútil... até fico com dores de cabeça. E depois há ainda os casos mais gritantes: as casas que existem para albergar coisas e são completamente desconfortáveis para quem lá vive e para quem visita. Confesso que, em casa de familiares, isso chega a deixar-me magoada (estupidamente, eu sei). Como é que há pessoas que preferem acumular coisas em casa em vez de tornar a casa mais confortável para quem lá vive. Há coisas que não sei se alguma vez vou perceber.

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