terça-feira, 13 de junho de 2017

Saber parar


Ultimamente tenho-me desviado um pouco do caminho que quero e gostaria de seguir. A sensação de me estar a tornar cada vez mais incapaz de atingir os meus objetivos e desejos está mais presente em mim. Principalmente no que toca àquilo que eu quero ser e fico tão aquém. 

Quero ser mais presente para os meus filhos, mas realmente presente para eles e não uma figura que está lá mas sempre, sempre tão atarefada, ou a pensar no seu próprio umbigo. Já fui essa mãe que tanto desejo voltar a ser, mas parece que o cansaço fala sempre, sempre mais alto. 

Alguns dos meus projetos pessoais estão em stand-by porque simplesmente não encontro a motivação em lado nenhum. 

Quero destralhar mais, mas olho para as áreas cá de casa que precisam de intervenção e nem sei muito bem por onde começar (hoje por acaso andei a destralhar brinquedos partidos ou com peças perdidas, curiosamente fartei-me de pensar na minha mãe e na impressão que lhe faz eu livrar-me dos brinquedos dos miúdos, mas isto daria outro post). 

Por vezes penso se não estarei a exigir demasiado de mim? Não. Acho que não. O meu problema tem sido mesmo pensar em fazer muita coisa, mas realizar efetivamente, tem sido bem pouco. Perco demasiado tempo a imaginar, a planear, a projetar e pouco a realmente fazer. 

Pode-se dizer que ando desleixada, não seria mentira. E no entanto, pesa-me mais do que nunca a carga desse desleixo. Principalmente quando chego ao fim do dia rebentada e nem sei bem porquê. Há mesmo muito tempo que não chegava ao fim do dia com tanto sono e tão pouca vontade de fazer seja o que for. De tal forma, que muitas vezes olho para o lado, ignoro toda e qualquer tarefa, mesmo que urgente, e abandono-me ao conforto dos meus lençóis. 

E o pior para mim, é ver como este estado se arrasta há tanto tempo. Tenho alturas em que parece que finalmente estou a emergir, a ser um pouco mais < e u > novamente, mas depressa noto como volto ao mesmo lugar num piscar de olhos. 

Felizmente, desta vez, este sentimento não anda de mãos dadas com a frustração. Apesar de tudo, parece que finalmente começo a entender que, embora já longa, está é uma fase menos boa, que se der ao corpo o descanso e o que ele precisa poderei melhorar. 

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