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sábado, 26 de novembro de 2016

Livros

Adoro ler.

 Desde que me lembro que sempre adorei livros. Já houve um tempo em que lia diariamente, a toda a hora. Perdi a conta dos livros que li. Há dois dias acabei de ler mais um, e fiquei bastante satisfeita comigo própria, porque de há uns anos para cá, ler, passou de hábito a coisa que fazia esporadicamente e durante muitos meses quase inexistente. 

Quando 2016 começou, achei que devia mudar isso (já tinha tentado no ano anterior). Dedicar-me mais a isso, mesmo que tivesse que marcar "ler!", na minha agenda. Agora que o ano está a acabar, pensei nisso e ao fazer um balanço das minhas leituras, acho-o satisfatório quando comparado com os dois últimos anos anteriores. 

Em Março foi o meu grande retorno à leituras. Li "Desistir não é opção" de Paulo Sousa Costa, um pai que perdeu o filho, um relato emotivo, forte que me deixou de lágrimas gordas nos olhos mesmo muitas vezes. Logo a seguir, em Abril li "Galveias" de José Luís Peixoto, que como sempre não me desiludiu. Gostei particularmente como fui descobrindo aos poucos a ligação que existia entre todos (os muito) personagens. 

O melhor de tudo foi ter conseguido manter um bom ritmo de leitura (sim, um livro por mês que seja, é para mim hoje em dia, um bom ritmo de leitura). Li assiduamente em: Maio, Junho, Julho e praticamente diariamente em Agosto. Os escolhidos foram estes:


Depois de "Galveias", li "Em Teu Ventre" também de José Luis Peixoto. Gostei, como sempre está muito bem escrito, mas de todos os que li do mesmo autor, posso afirmar que este foi o que menos interesse despertou, a certa altura achei mesmo que me aborrecia dele. Mas não sou de desistir de uma leitura, e afinal era Peixoto. 


Quando acabei "Em Teu Ventre" fiquei muito confusa em relação à escolha do próximo. Tenho alguns livros que ainda não li na minha estante e não tinha ideia de qual ler. Depois de muito ponderar, a escolha recaiu sobre um livro de Fátima Lopes, a apresentadora. O livro foi "Um Pequeno Grande Amor" e tocou-me bastante. 

Não que o tema da separação me toque pessoalmente - não sou filha de pais separados, nem os os meus filhos têm pais separados. Mas mentiria se dissesse que não passei já por fases na minha relação em que me coloquei essa hipótese na mesa. 

A forma como a autora aborda o tema é bastante realista, e eu enquanto leitora, senti-me angustiada com o sofrimento ao qual as duas personagens, crianças, eram expostas por motivos tão diferentes.

 Estava bastante curiosa em relação ao seu trabalho como escritora, já que o de apresentadora é bem conhecido, e apesar de não assistir televisão há anos (a pública pelo menos, e que não sejam bonecos animados), lembro-me de ver algumas vezes os programas que apresentava e sempre simpatizei com ela. Sempre me pareceu genuína e sincera. 

Quando lançou o primeiro livro com grande sucesso, fiquei curiosa para o ler, mas nunca o cheguei a comprar. Este de que aqui falo agora, que se não me engano é o segundo, comprei-o em segunda mão, juntamente com dois livros de Inês Pedrosa que aguardam ainda a sua vez. Não fiquei desiludida e com certeza, quando me surgir a oportunidade, gostava de ler também o primeiro livro. 


O livro que terminei há dois dias atrás foi "Merrick" de Anne Rice, em castelhano. A minha colecção de livros de Anne Rice tem um número considerável de obras, curiosamente a autora que mais tenho lido em diferentes idiomas. 

 Este e outro livro também dela, que comprei no mesmo dia, lá para 2006, permaneceram à espera da sua oportunidade porque a minha inclinação para a leitura andava tão apagadinha ultimamente que até parece que tinha medo destas obras com quase 500 páginas. 

No meu inconsciente devia acreditar piamente que com o ritmo de leitura que levava, acabaria de o ler lá para 2020 ou coisa do género. Felizmente, ter retomado não o meu ritmo anterior, mas um bom ritmo de leitura novamente, o medo ficou para trás e joguei-me a ele. 

Comecei-o em Agosto e só terminei em Novembro. Três meses para o mesmo livro. Quebrei o bom ritmo que levava, mas ainda assim acho que não me posso queixar. Não lia Anne Rice há anos, e que bem que me soube voltar a penetrar no seu mundo vampiresco, mas ao mesmo tempo cheio de classe, glamour e magia. Não há como não gostar. 


Hoje, tive que ir trabalhar também. Os miúdos ficaram em casa com o pai e aproveitei para sair de casa meia hora mais cedo, com um novo livro debaixo do braço. Escolhi Cisne Negro de Luís Viegas, acabei de começar e já me ando a passar com os erros ortográficos... mas não se fazem revisões aos livros antes de publicar? Depois conto mais. 

3 comentários:

  1. Também adoro ler, é mesmo das minhas coisas preferidas e, tal como tu, tempo houve em que estava "sempre" a ler. :D
    Aliás, de não estava a ler um livro, não me sentia bem, sentia que me faltava qualquer coisa.
    Nunca li tão pouco como hoje em dia. Leio um por mês ou dois (se um deles for de crónicas) o que é pouco mas, tendo em consideração o excelente motivo porque não tenho tempo para ler - as minhas miúdas - até estou muito satisfeita.
    Gosto muito de José Luís Peixoto e deixaste-me cheia de vontade de ler Anne Rice. O primeiro livro que o meu namorado me emprestou foi dela mas, como era em inglês, nunca o cheguei a ler. :P
    Boas leituras! :)

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    1. Tal qual. Continuei sempre a ler, mas não tanto livros... revistas, blogs, etc.
      Eu adoro JLPeixoto. Já tive o prazer de estar com ele mais do que uma vez, é uma pessoa incrível.
      Agora vai lá ler Anne Rice! hehehe Já estou a pensar ler outro dela depois deste que escolhi para agora. Pensei até ler logo a seguir, mas apetecia-me ler algo em português e os que me restam dela cá por casa são em ingl~es ou castelhano.

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    2. Ah que sorte! :) Ele parece ser mesmo um ser humano excelente e muito sensível. :)

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